quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Esporão do Galo

Olá, blogueiros. O inicio da Copa do Brasil 2006 para o Galo é o assunto de nossa coluna dessa semana. Boa leitura e divirtam-se. FELIZ CARNAVAL!!

Maio Spellman

Nota do Editor Carrasco: Por causa das correrias de final de mestrado do autor, as colunas de Maio serão a ser mensais.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

"Defesa Monumental de Birigui!!!!!"



“Vai escapando pela direita, investe tudo no lance... Na rua o goleiro! Pode sair o gol...Defesa monumental de Birigui!!!!!!!”, assim Natan Oliveira narrou a mais impressionante das três milagrosas defesas de São Birigui na final do Campeonato Pernambucano de 1986. O jogo era contra a coisa, jogávamos pelo empate e também era a última partida de Marlon com a camisa das três cores. Quem perdeu o gol foi Henágio, ídolo em 83 e três anos depois defendia o rival. Neste jogo aliás, uma das cenas (bons tempos) mais maravilhosas que já vi. Zé Neves (ele deveria ser apenas o animador coral) entra no campo e finca a Bandeira tricolor no centro do gramado da Ilha do Rertiro. Era o começo da casa dos festejos. No ano seguinte, a história se repetiu e o Santa foi bi. Novamente empatando, desta vez por 1x1.

A lembrança de toda essa história se deve ao fato de que, 10 anos depois, o nosso milagreiro estará de volta ao Mundão. Birigui é o técnico do Vila Aurora, time de Mato Grosso que enfrentará o Santa amanhã, pela Copa do Brasil. Isso, por si só, é o principal motivo para a massa coral lotar o Arruda e fazer a mais que justa homenagem a um dos nosso maiores ídolos de todos os tempos. Não tenho dúvidas disso. Não vou dizer que Birigui foi o maior goleiro tricolor da história, seria injusto com seu contemporâneo Luis Neto ou com o fantástico Aníbal, primeiro goleiro a defender um pênalti de Pelé.

Mas eu posso dizer que fui um privilegiado de poder ver em ação a dupla de goleiros. Era impressionante. Luis Neto era o titular, Birigui reserva. Birigui titular, Luis Neto reserva. Em 83, Luis Neto foi fundamental no Tri-super. Já em 86, foi a vez de Birigui fazer seus milagres. Dois dos maiores goleiros que vi jogar. Um só ganhava a posição quando o outro se machucava. Lanço uma idéia, por que não homenagear os dois. Seria uma das lembranças mais emocionantes ver (e ouvir) a torcida gritar os nomes dos eternos ídolos. O próprio Birigui não esconde a emoção que sentirá ao voltar a pisar o tapete do mundão. Gostaria muito de poder estar em Recife amanhã. Gostaria de poder gritar novamente o nome de São Birigui.


Na foto da revista Placar de fevereiro de 1983- sorrupiada do Blog do Santinha - ao lado de Birugui, estão Ramom, Isidoro e Édson.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A volto do que (não) foi, mas foi

Amigos, não sei se era segredo, mas o nobre torcedor da Roma foi fazer um pós-doutorado e andou meio atarefado e deu uma paradinha nos textos futebolísticos. Mas, para o bem da nação (no caso a dele, Itália, que está prestes a perder o seu melhor jogador na copa) o carcamano voltou, assim como o boêmio de Nelson Gonçalves...

Andrea está de volta! la palla continua rotonda e seus textos perfeitos...

Pra falar a verdade, eu ia escrever hoje, mas depois de ler o texto dele, desisti. Então, leiam...

ps. vou deixar meu comentário aqui.

Eu sempre fui um fão dos álbuns (a propósito, o texto é sobre isto) de figurinhas. Lembro-me muito bem da famigerada copa de 82 - e da maravilhosa seleção de Telê, derrotada pela Itália de Andrea, que diz ter torcido pelo Brasil por causa de Falcão - lembro que consegui completar o álbum dos chicletes ping-pong, foi no sufoco. Completei o bichinho justamente no 5 de julho, de trágica lembrança. Depois disso, não quis saber mais de álbuns. Este ano, talvez, se sair um legal, eu tente colecionar...

abraços e leiam o texto.

domingo, fevereiro 19, 2006

Sobre esperança e pessismismo, passando por uma certa toalha...

Amigos e amigas. Agora só vou falar linguagem de gênero...

Voltei, eu espero (como sempre) que seja pra ficar. A questão é que arranjei um novo emprego que está tomando o meu tempo por demais. Quando chego em casa não tinho saco para ir ao computador escrever.

Pra falar a verdade, tenho andado um pouco preocupado com o Santinha. (espero que o filho ou filha de chocadeira que sempre procura por mim lá do blog do santinha não venha dizer que estou jogando a toalha) Ta bem que o time ganhou o primeiro turno, mas não foi com um pé nas costas, como deveria ter sido, jogando com adversários tão fracos, como a barbie e a coisa (Para a leitora Marina Lira, coisa e barbie são ex-port e náutico, respectivamente). Para piorar, vejo a situação cada vez mais preta. O time dependendo unicamente de Carlinhos Bala e a diretoria doida para vende-lo pelo primeiro trocado que aparecer. Aliás, ele, novamente, já disse que sairia no fim do ano. Espero que seja apenas no fim do ano mesmo.

Mas voltando ao assunto principal, quando me deparei com a tabela da série A, a primeira sensação que tive foi um calafrio. Este ano o troço será uma pedreira só. Para piorar, quatro equipes cairão - Isso eu defendo, não deveria estar tão temeroso. O problema, é que não vejo grandes movimentações da diretoria para trazer jogadores que cheguem para resolver as carências do time. Marco Brito é aposta, Tiago tubarão é um risco, pois todos sabem das suas preferências etílicas. Rosembrick, o mago não é mais o mesmo desde que rejeitou o botafogo do Rio, parece praga do manequinho. Temos apenas Carlinhos Bala. Convenhamos, isso é muito pouco para disputar a primeira divisão.

Mantivemos a base, é verdade, mas ainda não estamos jogando 10 % do que jogamos ano passado. Começo a especular se o time do ano passado não era tão bom assim e estava apenas numa jornada mais que inspirada. Gostaria muito de acreditar que o problema do time seja o mesmo que o meu. Falta de motivação! Não acredito nisto, porém. O que sei é que o velho Giva, o Cruyff do Nordeste, terá muito trabalho para colocar este time em condições de disputar de igual pra igual com a maioria das equipes da série A.

Estou muito pessimista, eu sei. Vou tomar umas doses de Prozac a mais para ver se a alegria volta. Penso que depois daquele fim de ano tão festivo, não comemoro mais qualquer coisa (perdão pela má palavra). Não acho mais que ser campeão pernambucano é tão importante assim, vejo apenas a primeira divisão na minha frente, além da copa, é claro. A copa, aliás será tema de uma série de textos, mas vou logo dizendo, sobretudo pra quem me conhecia em 2002 e sabia da minha tese do penta, que este ano não estou com tantas esperanças assim. Será que a crise do PT me abalou?

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Chooooora, cooooisa!!


Mirobaldo Arruda
Nosso Santinha campeão



MIROBALDO ARRUDA é tricolor de coração, ajudou a construir o estádio que, costuma dizer, levou o seu nome.





Olá, Torcida Tricolor (campeoníssima do centenário da coisa).

Nós já sabíamos! Deu o óbvio! Santa campeão do 1º turno e, como o 2º será exatamente igual a este primeiro (Santa campeão, Ypiranga vice) - como falei na semana passada -, mais uma vez, mais um ano, a Gatinha Manhosa ficará de fora da copa do Brasil.

Claro que futebol tem lógica. E, como o Santa é o melhor time do Nordeste (está há quase 2 anos sem perder no mundão do Arruda) e está se reforçando com Alex Oliveira, Fernando Miguel, Marco Brito e outros craques que virão, não vai ter pra ninguém: é Santa bicampeão (Chooooora, cooooisa!)!

Falar de Santa x Coisa, Santa x Barbie, não tem graça. Não me lembro mais de quando perdi para eles. Nossos adversários pernambucanos são os times do interior, já que em seus domínios e na ânsia de vencer um time de 1ª divisão (Choooora, coooisa!) seus atletas comem grama.

Falei "adversários Pernambucanos" porque nossos reais adversários são: Santos, Corinthians, Botafogo, Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras etc. (Chooooora, Coooisa!)!

Quem não tem futebol tem que se consolar com um mastro (ou pau-de-sebo?) de 60 metros (que coisa, hein?!?!?!)!

Para finalizar, uma pergunta: Já pagaram os R$ 20 mil ao Central?

Campeoníssimas Saudações Tricolores.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Futebol, pizza e sexo

XICO SÁ
COLUNISTA DA FOLHA

Amigos torcedores, amigos secadores, futebol, pizza e sexo são sempre muito bons, mesmo quando são muito ruins. Mesmo quando 0 x 0, mesmo quando fria, mesmo quando brocha.Acabo de ver, por exemplo, o videoteipe de Fluminense e Cabofriense. Sim, o Flu perdeu por um esquelético 1 x 0, para a alegria deste que vos seca. Mas foi um jogaço, ninguém pode negar.

Sim senhor, secador profissional seca até videoteipe, mesmo já sabendo o resultado de um joguinho meia-boca.

Futebol é sempre muito bom, mesmo quando se vê em campo um Palmeiras mais burocrático do que funcionário de cartório. Um futebolzinho autenticado, carimbado e de firma reconhecida.Um futebol de resultados capaz de fazer gandula dormir de tédio no Parque Antarctica.

Mesmo quando se vê um Deportivo Táchira que não valeu a minha cerveja de quarta à noite.

Mesmo quando o glorioso MAC, da minha musa Alessandra Berriel, é incapaz de acertar o gol e fazer o São Paulo jogar de vez a toalha. Mesmo quando a mulher resolve discutir a relação na hora do clássico.

Nada como ver um Carlitos Tevez jogando com o São Bento como se tivesse disputando um Boca x River. Como se jogasse final de Mundial entre Brasil x Argentina.

Nada como ver Ricardinho fazendo juras de amor eterno ao Corinthians, mesmo sabendo que não é por amor à camisa.

Mesmo sabendo que no futebol de hoje o amor é pelo bolso da calça.

Que bonito é ver o Peixe se arrumando, mesmo com o seu ataque anônimo, mesmo aos trancos e barrancos, para pôr a mão na taça. Ver o Luxemburgo com a mesma elegância de gerente de banco tanto no Santiago Bernabéu como no calor de São José do Rio Preto.

Ver a rede balançar com um gol de canela aos 49min do 2º tempo.

Ler "Na Boca do Túnel", o melhor conto sobre futebol de todos os tempos, gol de letra do escritor Sergio Sant'Anna, bravo torcedor do tricolor das Laranjeiras.

Nada como esperar o derby campineiro de domingo e mais um triunfo da Macaca.Nada como ano de Copa, mesmo com a nossa defesa às moscas.

Mesmo sem Rogério Ceni para salvar a pátria com gol de falta.

Futebol é sempre muito bom, seja força, seja técnica, seja raça. O escritor gaúcho Eduardo Bueno, por exemplo, acha que "futebol-arte é coisa de veado". Assim ele começa o seu belo livro sobre o Grêmio.

Futebol é bom mesmo quando 0 a 0, desde que haja milagre dos arqueiros.

Nada como um gol de bicicleta como fez Wanderley na recente vitória do Salgueiro, o carcará do sertão, sobre o favorito Santa Cruz. Confesso que sequei.

Futebol é melhor do que pizza e muitas vezes supera o sexo. Ou algum aí de vocês, nobres cavalheiros, trocaria uma vitória na final da Libertadores por uma noite com a Gisele?Mandaríamos, óbvio, a gazela passear e iríamos celebrar o título felizes da vida na Paulista.

Bob Cuspe

Os cartolas ingleses, na onda de politicamente correto que torna o mundo cada vez mais insuportável, querem proibir a clássica cuspida dos jogadores em campo. Um absurdo. Aqui no Brasil, quem cuspia mais elegantemente era o Gerson. Fazia um lançamento de 30 metros e soltava aquele cuspe "limpo, transparente, cristalino", como imortalizado num conto de Rubem Fonseca publicado na coletânea "Onze em Campo e um Banco de Primeira" (ed. Relume Dumará).

De letra

Já que citamos Sérgio Sant'Anna e Rubem Fonseca, mais uma dica de boa leitura: "Onze Contos de Futebol" (ed. Asa), do espanhol Camilo José Cela, Nobel de literatura em 1989.


Nota de Bosquinho Carrasco: Bom texto, apesar da secada...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Gregas Calendas

Pois é, amigos, o velho Josias está de volta (que sempre não está sou eu, todos me perguntam se abandonei o blog. NÃO, a resposta é não, mas ando um tanto sem tempo de mexer no bichinho, na verdade de sentar para escrever) agora com um artigo governista. leiam e comentem...