quarta-feira, junho 28, 2006
Esse é um jogo pra torcer!
ESQUEÇAM!!!!
O jogo de sábado é pra torcer.
Tenho duas espinhas francesas na goela e quero tira-las agora. Diferentemente dos mais novos, a espinha que dói mais é a de 20 anos atrás, em 86, nas mesmas quartas-de-final. Até hoje não engulo aquela disputa de pênaltis e aquele maldito pênalti francês que bateu na trave e nas costas de Carlos, nosso paredão, e foi morrer mansinha no fundo das nossas redes. Aquilo foi uma artimanha do capeta, como gosta de dizer meu psiquiatra. Não consigo esquecer o momento que o craque Platini beija a bola e chuta o pênalti na torcida. Não consigo esquecer a alegria deste momento se esvair numa bomba de Júlio César na trave do genial Bats. (é assim que se escreve?). Por fim, não sai da minha cabeça aquela imagem de uma geração de jogadores geniais se despedindo para sempre de uma copa sem nunca conquista-la. Como chorei aquele dia. Chorei menos do que 82, é verdade, mas chorei muito, xinguei o Telê e depois me arrependi. Me senti o mais vira-lata dos vira-latas. Achei que nunca veria o Brasil campeão.
Tudo bem, é verdade que os franceses também mereciam, aquela geração deles era tão genial quanto a nossa, sofreram tanto quanto nós em 82, e sofreriam nas mesmas semifinais, de novo contra a mesma Alemanha de quatro anos antes. Foi duro para eles, reconheço. Deve ter sido mais duro ainda para Batiston (é assim, Artur?), que quase morreu na copa da Espanha depois de uma tentativa de homicídio do lendário goleiro alemão Schumacher, que não é o pai do piloto. Mas e daí, eles são franceses, eu não! Aliás, odeio todos os franceses e seus estandartes ensangüentados, suas marselhesas, Alains Prots, Zidanes, Le Pens, seus sovacos fedorentos e o escambau. Como diria meu avô, não quero conversa com adversário.
Mas voltando ao que interessa, a vingança, eu acreditei que 98 seria o ano. Ledo engano. Por que cargas d’água a Rede Globo inventou de enviar o insuportável do Pedro Bial? Só para ficar com Suzana e fazer o Ronaldinho (na época ainda era assim) ter aquele peripaque no dia da final? Vixe Maria, acabei de lembrar que o goleiro Júlio César (eita cacete, mesmo nome do zagueiro lá de cima) é casado com a tal Suzana. Alguém aí pode me dizer se ela foi pra Alemanha? Pelamordedeus, se ela estiver por lá alguém a convença a ir embora; se não der certo, dêem a distinta uma passagem para Paris – não, Paris não é boa idéia, Moscou é legal – uma passagem para Moscou, eles tão fora da copa mesmo. Se não der certo, alguém a seqüestre pelo bem da nação.
Mas tentando voltar ao que interessa, ai que saudades do Felipão. Esse jogo era pra ser com Felipão no comando. Ele iria chamar os remanescentes daquela final e ai obriga-los a ouvir o hino francês durante 24 horas por dia. Ia encher as paredes do hotel com fotos de Zidane sorrindo com a nossa taça na mão - eita cacete de novo, o cabra pode estar voltando a jogar bem, putz grila, logo agora? Finalmente, viria o golpe de mestre do nosso comandante, ele ia mostrar pro Ronaldo todas a lembranças possíveis e inventadas sobra a Suzana. Nosso atacante ia babar de raiva (se não tivesse outro peripaque, lógico), mas valeria o risco. Não, não temos o Felipão. Pior, temos o Parreira... ai meu Deus, vou parar por aqui antes que enlouqueça. Até o dia do jogo não vou escrever nada sobre a Seleção, nada! A não ser que Portugal resolva contratar o Parreira de última hora e a gente receba Felipão...
terça-feira, junho 27, 2006
Alguma coisa está fora da ordem
Agora falando sério - lá venho eu e minha chatice – acho que essa foi a pior partida do Brasil na copa. Nunca vi um time pedir tanto pra levar um gol e outro se esforçando tanto pra não fazer. O jogo começou, de cara 1x0, pensei tranqüilo: esse ta no papo, vamos jogar um bolão e meter uma enfiada. Ledo engano, Ledo Ivo engano. A partir do gol o time simplesmente parou. Nem aquele futebolzinho chato do Parreira conseguiu fazer. E tome Gana!!!! Dida, ajudado pela incompetência Ganesa, fez um partidaço.
A impressão do jogo de hoje foi que, ou o Parreira mudou, ou os jogadores não entenderam nada, absolutamente nada do que o técnico disse, ou simplesmente nosso meio campo jogou muito mal. Não acredito em hipótese alguma que Parreira mandaria o time recuar pra jogar de contra ataque. Esse não é o Parreira que aprendi a não gostar. Parreira deve ter dito pros caras tentarem sair com rapidez, mas se não fosse possível tocar a bola até cansar, encher o saco de todo mundo, com essa explicação eu mato as duas primeiras hipóteses. Sabra a mais complicada de todas: nosso meio campo jogou muito mal. Isso é o que me arrepia. Esperamos desses caras o fino, o melhor e até agora nada. Hoje chegou a ser irritante a quantidade de passes errados do Ronaldinho, me irritei mais ainda com a teimosia do Kaká em ficar em campo. Ora bolas, se ta quebrado, pede pra sair. Foi terrível ver os jogadores de Gana chutarem a gol o tempo todo. Mas, como diriam os fãs, o que importa é que ganhamos.
Enfim, passamos tranqüila e enganosamente e agora vamos pegar a França. A revanche que sonhávamos. Ah, como eu queria ter Felipão como técnico! O sujeito seria capaz de botar os jogadores do Brasil treinando dardos nas fotos dos franceses. Vamos deixar pra lá, o gajo agora é português, o pá!
sexta-feira, junho 23, 2006
Pedido do Tostão
Pois bem, li a coluna do rapaz e resolvi lhe dar uma chance, até porque eu concordo com ele. Bom garoto esse Tostão, tem futuro. Será que ele já jogou futebol?
Parreira, coragem
Juninho, Robinho e Gilberto Silva merecem ser titulares do Brasil
FOI UMA belíssima exibição do Brasil. Com os novos jogadores, que nunca tinham treinado juntos, o time ficou muito mais rápido, imprevisível e habilidoso. Parecia uma grande seleção brasileira e não da Europa, como nos primeiros jogos. O Brasil fez quatro gols e criou mais umas dez chances para marcar. Juninho mostrou como se deve atuar um volante. Marcou, apoiou e finalizou de fora da área. Fez um belo gol e quase faz outro. Ronaldinho deu passes espetaculares. Jogou como um Gerson, um Rivellino. Mas no Barcelona é uma mistura de Gerson e Zico. Faltou gana de fazer gols. Finalizou pouco. Robinho fez belíssimas jogadas individuais, mudou o ritmo e o estilo do time e, principalmente, facilitou para todos os outros jogadores do ataque. Trocou várias vezes de posição com Ronaldinho. Porém continua deficiente nas finalizações. Ronaldo fez dois gols, um belíssimo, e poderia ter feito mais uns três. Driblou e tabelou em pequenos espaços, como não fazia há muito tempo. Gilberto Silva deu bons passes e ainda mostrou que sabe jogar melhor do que o Emerson, de primeiro volante, próximo dos zagueiros. Mas prefiro ele ou o Emerson marcando no meio e não tão recuado. Nem tudo foi excelente. A defesa, que tinha enfrentado os lentos ataques de Croácia e Austrália, teve dificuldade com os contra-ataques velozes dos japoneses, que exploraram bastante os espaços nas costas dos dois laterais. Cicinho foi ótimo no apoio, muito melhor que Cafu, mas mostrou novamente muitas deficiências na marcação. É impossível ele apoiar tanto e ainda defender bem. Nas suas costas aconteceram o gol do Japão e outras jogadas perigosas. Gilberto foi mal no primeiro tempo na defesa e no ataque. No segundo, melhorou, avançou mais e fez um gol. No final da partida, a TV mostrou o Parreira e o Zagallo sérios e preocupados. Deviam estar pensando nos problemas que criaram com a escalação dos novos jogadores. Juninho, Robinho e Gilberto Silva merecem ser titulares, não somente por esse jogo, mas pelo que sabem jogar.
Parreira, coragem.
terça-feira, junho 20, 2006
Ainda sobre a beleza e a vitória
Estava agora a pouco lendo o blog do Juca Kfouri (o endereço está ao lado), quando me deparei com um comentário de um cidadão que dizia odiar a seleção de 82, “aquele que voltou cedinho pra casa”, que a seleção mesmo era a de 94, a que ganhou e “que se não tivesse ganhado, seriam mais 4 anos de frustrações”, até que eu concordo com a última frase. Vou além, vejo méritos naquela seleção e, principalmente, na atuação do Parreira. Existem várias maneiras de se ganhar uma copa, o Parreira escolheu uma, e pra ser claro, a melhor dentro das possibilidades que ele tinha. A verdade é que naquele ano, não tínhamos um único jogador de meio-campo com a capacidade de dar espetáculo. Dependíamos apenas da genialidade de Romário, e ela bastou. Parreira foi simples e seguro, quebrou a nossa invencibilidade às avessas e tiramos o peso de 24 anos sem títulos mundiais das costas. Méritos para ele e pronto.
Agora porém, a história é outra. Temos os melhores jogadores do mundo, que todos os fins de semana dão shows nos seus clubes, chegamos com toda a pompa de melhores do mundo, de pentacampeões do mundo, mas não jogamos nem como aquela seleção de 94. O grande absurdo está aí. Esta seleção tem a vocação para o espetáculo, para o show. Esta seleção teria tudo para se enquadrar naquele texto do Pasolini escrito em 70, no qual ele comparava as seleções brasileira e italiana e dizia que uma era a poesia, a outra a prosa. Nosso atual momento é o da poesia, ou seria se não tivesse o Parreira, o carrancudo e medíocre Parreira. Acredito que a mediocridade de um técnico de futebol é medida no momento em que o sujeito tem todas as condições para fazer o melhor e faz apenas o necessário. A verdade, amigos, é que o Parreira não consegue fazer nada além do que o necessário. Nada, absolutamente nada. E o pior, ele acaba atrapalhando. Atrapalha porque transforma, de forma criminosa, um time que tem a vocação para a beleza, numa coisa mecânica e sem graça.
Não entendo, definitivamente não entendo um sujeito que tem o leque de opções que ele tem, trocar apenas seis por meia dúzia. Não conseguir sair do óbvio. Tenho a impressão que Parreira e Zagalo morrem de inveja do Telê, o técnico daquela seleção que voltou cedinho e que o povo exigiu a sua contratação para a copa de 86. Acho que eles morrem de inveja porque aquela seleção é, apesar do sujeito lá do primeiro parágrafo, muito mais querida e lembrada do que a tetracampeã. Zagalo morre de raiva porque não é lembrado pela copa de 70, mas pelo fiasco de 74. A seleção de 70 não é lembrada como a seleção do Zagalo, apesar dele ter participação fundamental na montagem daquele time, ela é a seleção de Pelé e Tostão. A de 82, por sua vez, mesmo com o melhor meio-campo desde 70, é o time do Telê. Isso o maltrata e ele precisa ficar repetindo a bobagem de que jogar bonito é sinônimo de derrota.
O Parreira está comprovando de forma categórica – ops! ato falho, categoria não é com o indivíduo, então vamos usar outro termo - de forma objetiva a teoria do meu psiquiatra Dr. Artur Perrusi. Segundo o renomado médico, o Parreira é um técnico nível 7. Ele pega um time nível 5, como a seleção de 94, e transforma num time nível 7. Ele pega um elenco nível 10, como o atual, e transforma num time nível 7.
No post passado, escrevi que a seleção italiana, a principal praticante do futebol de resultados, perdeu mais que ganhou e os mesmos “idiotas da objetividade”, não vêem isso, não falam disso. Pra quem não sabe, a Itália ganhou duas copas em 34 38, em pleno regime fascista e numa época bastante obscura do futebol. Depois disso, os italianos só voltariam a conquistar um título em 82, e de lá pra cá não ganharam mais nada, nada, absolutamente nada. Mas continuou jogando feio. Há vários outros exemplos disso, como também há vários exemplos do contrário. A Hungria de 54, o Brasil de 50, Portugal de 66, a Holanda de 74 e 78, o Brasil de 82, a Dinamarca de 86 e por aí afora. Portanto, não se ganha porque joga feio, nem se perde porque joga bonito.
Encerro este assunto por aqui. Viva a seleção de 82, e todas as outras que jogaram bonito, pois é delas o mundo dos céus.
domingo, junho 18, 2006
Foi horrível!!!!!
Sejamos sinceros, depois de sermos penta, de termos os melhores jogadores do mundo, será que um título com futebol horripilante é necessário? Aí virão os defensores do ganhar a qualquer custo perguntar: e a seleção de 82, o que ganhou? A resposta é simples, ganhou o amor de toda uma geração. Qualquer pessoa na faixa dos trinta, ou mais, lembra daquele time maravilhoso, um time que jogava FUTEBOL, isso mesmo, maiúsculo, jogava e ganhava, como bem disse o nobre Aécio, a vitória também é um resultado. Perdeu apenas um único mísero jogo contra a Itália e aí se criou a terrível frase: “jogar bonito e perder não vale nada”. Será? O pior é que o mesmo raciocínio não é usado para as infindáveis derrotas italianas, a mais famosa seleção a praticar o anti-futebol. Os italianos perderam muito mais que ganharam nesta modalidade e ninguém diz nada.
Desculpem o desabafo, mas eu não consigo compreender um time que tem vocação para o espetáculo ser tão roubado nesta vocação. Não admito essa conversa mole de equilíbrio para justificar mediocridade. Antes que pensem que sou mais chato do que realmente sou, eu digo que comemorei como uma criança o título de 94, mesmo com o futebol feio que foi. Ali, entretanto, eu tinha mais motivos para a comemoração. Nunca havia visto tal façanha, sonhava e sempre pensava na tragédia que seria morrer sem ver o Brasil campeão. Vou mais além, acho que o Parreira foi perfeito naquele momento. Não tínhamos grandes craques no meio campo, dependíamos unicamente da genialidade de Romário. E assim foi. Hoje, meus amigos, a história é outra. Agora entendo perfeitamente, e sinto a mesma coisa, o comentário que meu pai fez assim que Baggio mandou aquela bola pro espaço. “Ganhar assim, era melhor perder”.
Enfim, pra mim, o título só vale se for dando espetáculo. Já vi dois títulos mundiais e não me importo de ver o terceiro a todo custo. Quero uma seleção que me faça sentir o que senti há 24 anos. Assim não me interessa. Acho que se as coisas continuarem do jeito que estão, vou torcer pela Argentina!
OBS.: Alguém pode me responder o que o Parreira tem contra o Juninho?
sábado, junho 17, 2006
Grande Goleiro

O goleiro tcheco Petr Cech tentou evitar que o ganense Asamoah Gyan levasse cartão amarelo por ter cobrado um pênalti antes da permissão do árbitro.
Ele avisou o juiz argentino Horacio Elizondo que um torcedor havia enganado o atacante ao soprar um apito na arquibancada.
"Ele bateu o pênalti por causa disso. Ele não teve culpa porque alguém o confundiu", defendeu Cech.
Mas Gyan recebeu o cartão e ficará fora do próximo jogo de Gana, porque já havia levado um amarelo na partida de estréia, contra a Itália, quando os ganenses perderam por 2 a 0. A seleção de Gana enfrentará os Estados Unidos na próxima quinta-feira.
Os ganenses venceram os tchecos por 2 a 0, neste sábado, e poderiam ter vencido por pelo menos 3 a 0, já que Gyan perdeu a segunda cobrança de pênalti, mandando a bola na trave.
Cech foi um dos melhores jogadores em campo, pois salvou vários chutes a gol dos africanos. Ele mesmo admitiu que nunca havia trabalhado tanto.
"Eu acho que joguei uma partida assim, quando perdemos por 9 a 2, há uns 10 anos, quando eu ainda estava no colégio. E os adversários eram cinco anos mais velhos do que nós", brincou.
Texto publicado originalmente no UOL
Ainda e-mails e Bussunda

O nobre Aécio me cobrou a postagem do seu último e-mail em homenagem ao Bussunda. Então, lá vai, com a cobrança e tudo.
ó, posta lá meu comentário à morte lamentável de Bussunda. Se não tiveres ainda a mensagem que enviei, aí vai: "Merda do carái... Eu gostava desse cara. Ainda mais que morreu o gordo errado..."
Agora o meu comentário: Realmente é uma pena, também gostava do sujeito, desde a época do Casseta Popular. Enfim, como diz a música selevi cebion (gostou do francês, Perrusi?)
Primeiro e-mail enviado por Aécio.
Rapaz, eu confesso a vocês que gostaria de ver a cara daquele imbecil daquele Tadeu Schmidt, repórter da Globo, após o jogo de hoje da Argentina. Afinal, para ele ninguém se interessa pela seleção argentina, que, desacreditada (vê que imbecilidade), chega muito ofuscada à Copa. É de dar risadas...
O que se esperava do Brasil até agora quem fez foi a Argentina: ganhar bem e com espetáculo. E nem precisava massacrar. Desnecessário dizer que Sérvia e Montenegro é um adversário no nível da Croácia, e que los hermanos argentinos jogam com muito mais garra e espírito de conjunto que o nosso querido Brasil. Ao menos o elenco tá rachado entre novos como Cacá e Robinho e os velhos mascarados como Roberto Carlos e Cafu. Vamo ver quem ganha: o futebol ou a depressão infanto-narcisista de Ronaldo aliada à mediocridade de Parreira e Zagalo.
Se jogarmos contra a Austrália da mesma forma que jogamos na terça, começo a torcer pela Argentina. Afinal masoquismo tem limite.
Deu pena da Costa do Marfim. Mereciam ganhar hoje da Holanda. Também, com dois penâltis surrupiados fica difícil.
Aécio.
Minha Resposta
Falando sério, não vi o jogo hoje, mas 6x0 é 6x0, e me parece que ainda houve um gol anulado erradamente, como gostam de dizer os comentaristas de arbitragem da Grobo. Acho que o brasil, e aí não vai nenhuma patriotada, chegou a esta copa da mesma forma superdimensionada que chagaram a França e a própria Argentina em 2002. É óbvio que o interesse no Brasil é gigantesco, por todas aquelas coisas, penta, Ronaldinho gaúcho, etc... A Argentina chegou um pouco como o Brasil de 2002, desacreditada sim, houve sérias críticas à convocação do Pequermam, sobretudo do meio pra trás. Ao contrário da gente, os hermanos treinaram e não fizeram dos seus treinos mercadoria, não venderam ingressos e puderam acertar várias coisas. Nós não! Nos 15 dias de Weggis era obrigatório ir ao campo, os consumidores, digo torcedores, exigiam! Evidentemente não dá para treinar com 5 mil pessoas que - com razão, pois pagaram - exigiam coletivos todos os dias. O ápice dessa história foi num dia em que estava chovendo e o time iria treinar na academia, mas o público exigiu a presença dos atletas, e como o procon de lá funciona, eles tiveram que ir a campo arriscando contusões, etc...
Em relação à estréia, acho que o Brasil sentiu um pouco essa coisa da pressão de fazer malabarismos o tempo todo. Não faz! De qualquer forma, houve 20 minutos de bom futebol, tirando Val Baiano, que estava travestido de Ronaldo. Outra coisa, desde 70, nunca estreamos bem, parece que é regra.
Acho, puro achismo mesmo, que vamos ganhar e bem dos cangurus, acho que o gordo marca e Robinho também. O nosso grande problema sempre foi o Parreira, péssimo técnico e de esquema. falta ao sujeito um pouco, ou muito, de ousadia. Outro problema que vejo, pensado como Kiko (vocês não acham o Parreira a cara do Kiko, amigo do Chaves?), é que se robinho for titular, não teremos mais opções efetivas de mudança quando precisarmos ser mais ofensivos. Não me parece que, nem Ronaldo do jeito que está, nem Fred, têm a capacidade de incendiar uma partida como Robinho, por isso, acho que ele vai ser sempre o reserva, a arma secreta. Se Ronaldo tiver de sair, entra Juninho, escrevam!
no mais é isso!
A réplica de Aécio
A onda agora é dizer que vão abandonar o futebol espetáculo ('malabarista') e praticar um futebol de resultado. Fudeu tudo: assimilaram o discurso carrancudo de Parreira. As palavras de Émerson, Cafu e Ronaldinho Gaúcho preocupam, sobretudo na boca deste último. A resposta à tensão ocasionada pela depressão infanto-narcisista de Ronaldo não podia ser mais conservadora.
Enquanto isso na sala da justiça futebolística, os argentinos promovem uma tática infalível: silêncio e resignação nos bastidores, futebol arte e de resultados (goleada, afinal, é resultado, embora não na lógica de Parreira) nos gramados.
Gosto da fala de Boscôli: o problema parece mesmo ser que a CBF tornou os treinos da seleção shows de circo. E agora os malabaristas querem abrir mão do seu talento para evitar que a lona do circo caia. Abstrusa equação! Esquecem-se de que, também como disse Boscôli, o PROCON do futebol pode cobrar na justiça por propaganda enganosa.
Embora despossuídor da palavra abalizada, permito-me discordar de Boscôli quando diz que não é funcional Robinho entrar de primeira. Primeiro, porque se o cara inferniza o jogo quando entra no segundo tempo, porque não deixá-lo infernizar desde o início? Bagaceira só presta grande, diria o grande filósofo contemporâneo João Paulo. Segundo, mesmo nessa lógica, não vejo nenhum problema em Fred entrar de frente e ser substituído por Robinho no segundo tempo. Contra a Austrália obviamente deve-se começar com Ronaldo, mas se o cara continuar como antes será burrice mantê-lo como titular, e também uma baita queimação na sua biografia - algo que eu e Geó já vínhamos comentando...
Mas na próxima Copa não teremos esse problema: Kuki ainda vai estar em condições de vestir a camisa da seleção, no alto dos seus quarentinha... E dessa vez ele não trocará, como preferiu fazer agora, a seleção pelo relvado da Conselheiro Rosa e Silva.
Aécio.
A minha Tréplica.
Eu disse: pensando como parreira, o lance do robinho, mas de qualquer forma concordo que nem Ronaldo, nem Fred podem mudar a cara de um jogo, quando (ou se) precisarmos virar uma partida difícil. Se a minha leitura mental do único neurônio do Parreira estiver certa, Robinho vai entrar em todas as partidas, salvo se aconteça algum imprevisto!!!!
Quanto aos hermanos, muita calma nessa hora. Eu vi o repeteco do jogo e realmente foi a melhor apresentação deles numa copa do mundo, aliás, a própria imprensa argentina estava com esse papo. O problema, meus caros, é que eles têm uma partida contra a costa do marfim no atual currículo, que foi vencida no sufoco e não apenas pela boa qualidade dos marfinenses, mas principalmente pela postura retranqueira do Pequerman, que tirou os atacantes para segurar o resultado. Até então, a Argentina estava jogando bem e tinha o controle do jogo. A gente não sabe se, contra a Holanda, ou no mata-mata (provavelmente o das quartas de final, pois nas oitavas eles pegarão uma baba) Pequerman será tão ousado quanto foi ontem.Ou melhor, será que se a Argentina terminar o primeiro tempo ganhando de 1x0 o time volta como voltou ontem? Pra ser sincero, duvido!!!!!
O grande final de Artur.
Estamos lascados.
E o pior é que, se os lourinhos continuarem jogando assim, vai ser impossível, pra quem gosta de futebol bonito, não torcer por eles...
Misticamente, acho que tudo isso tem relação com o descalabro do Santinha... ou, outra hipótese, essa de arrepiar a Cabala: Josias, o garanhão de Mamanguape, estará futuramente comendo as índias lá de Rio Tinto... A seleção brasileira está sendo afetada astrologicamente pelos futuros gritinhos de prazer das tupinambás...
OBS.: Faltou o Comentário abalizado do grande Terry, que como bom irlandês, achou o jogo bom! Se ele comentar, eu publico!
terça-feira, junho 13, 2006
É hoje! finalmente entrei no clima da copa
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei, e gritei e fui
Vestido de rei,
Quarta-feira, sempre desce o pano...”
É hoje, finalmente chegou o dia! É hoje a estréia do Brasil na copa. Finalmente, é hoje! Não canso de gritar, é hoje! Finalmente esquecerei por instantes a dramática situação do Santinha. Finalmente a mais esperada das copas chegou. Perece que finalmente eu entrei no ritmo da copa. Nunca, meus amigos, nunca a torcida do Santa Cruz esperou tanto uma copa. Espero, torço loucamente, para o Brasil chegar ao Hexa. Serão 7 jogos, ou um mês, sem lembrar que existem os Romeritos Jatobás e filhos, sem lembrar que Maurício Simões é o técnico, sem lembrar que estamos ali, bem pertinho da famigerada série b.
O Brasil deve começar com tudo, não pode dar sopa para a boa Croácia. Tem que entrar mostrando que é o melhor e pronto. Ponto! acho que será um jogo difícil, não sou daqueles que acreditam que pegamos um grupo fácil. Esse grupo é encardido. Um tropeço e babau hexa, adeus copa, e oi Santa, oi Maurício, oi Romerito! Não amigos, o Brasil não pode, está proibido terminantemente de encurtar esse mês de ilusão, como diria o velho Chico, autor ad linhas acima, “e um dia afinal, tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval”, carnaval e copa do mundo têm o mesmo significado neste momento.
Estarei logo mais com minha camisa tricolor, na casa de um amigo alvi-rubro, para ver mais um baile canarinho. Acreditarei que aquele time de craques por um instante pode ser o Santa. Não, é melhor não. Pode ser que eles acreditem que são verdadeiramente o Santa, e aí, já viu, né? Não é uma boa essa comparação. É melhor ir neutro, como em 94, ou 2002, sem superstições de espécie alguma. Vou embora, ouvir o Kid Moringueira e tomar umas cervejas. É melhor começar a esquecer o Santa!
“Saltei em Berlin, entrei num botequim
Pedi café pão e manteiga, para mim...”
PS. É essa comparação foi completamente besta. Na verdade este texto foi escrito ontem e essa noite eu sonhei que o jogo era 3x1, para a Croácia!!!!
domingo, junho 11, 2006
Só faltou o Batman
Van Nistelrooy não apareceu no jogo e acabou substituído.
Faltou ele, porque seu companheiro de ataque na Holanda, Robben, jogou por todos.
Fez o gol que derrotou Sérvia e Montenegro e deu uma aula de futebol, na faixa esquerda do gramado de Leipzig.
Aos 22 anos, joga como um veterano, busca o time permanentemente, embora seja capaz de resolver individualmente todas as situações do jogo.
É candidato a ser um dos nomes desta Copa.
Encheu os olhos, o menino.
Bravo, Omar!
Os mexicanos vinham precedidos de grande expectativa.
Cabeças de chave no grupo que tem os vice-campeões europeus, os portugueses, e em regime de concentração desde abril, tudo que não se poderia esperar deles era o mau desempenho mostrado diante do Irã.
Desempenho salvo pela bobeada do goleiro e do zagueiro iranianos, que permitiu o segundo gol da vitória, por 3 a 1, ao centroavante Omar Bravo (autor também do primeiro), num momento em que o desespero começava a tomar conta.
O terceiro gol, marcado por Sinha, foi o primeiro gol brasileiro na Copa, ele que nasceu no Rio Grande do Norte.
Que a má atuação tenha sido só fruto da tensão da estréia, porque com o que mostrou o México não pode nem sonhar.
PS. Não vi os jogos, estava trabalhando, então resolvi usar os olhos do Juca Kfouri
Pausa para a Paraíba
em plena copa do mundo - torneio mixuruca que não tem returno, já dizia o gênio Mané - o velho Maio Spellman deixou o seu esporão do galo falando sobre a final do campeonato Paraibano, este sim, tem returno, e o Bi campeonato do Treze. Leiam, comentem, divirtam-se, tenham raiva. Bruno, até retruque, se for o caso...
quem quiser ler, o link está ali à direita.
sábado, junho 10, 2006
Grupo B, sem surpresa e com zebra
A Inglaterra jogou pro gasto. Fez 1x0 e recuou, bem ao estilo do seu técnico com nome de celular, Erickson. O Paraguai melhorou no segundo tempo mas não foi suficiente para empatar. E Gamarra, que até onde eu oude ver do jogo, não fez uma falta, fez um gol contra. coisas do futebol.
Na outra partida, a primeira zebra da copa apareceu. A fraca seleção de Tinidad e Tobago jogou com muita força e segurou a favorita Suécia, que no final não acreditou no que viu. Festa dos caribenhos como se fosse uma conquista de título. Ah! o resultado foi um emocionente 0x0.
Impressões: Inglaterra passa. Suécia e Paraguai vão brigar, e Trinidad e Tobago vai torcer, quem sabe a zebra não aparece de vez!
A Argentina está jogando agora, por enquanto 2x0. Bom jogo, a Costa do Marfin pode apertar um pouco mais. Amanhã eu escrevo
sexta-feira, junho 09, 2006
Alemanha larga bem

Acabou agora o jogo de abertura da copa. Alemanha 4 x 2 Costa Rica. Os anfitriões, de Schweinsteiger (o camisa 7, da foto) e do aniversariante Klose, que marcou 2 gols, mostraram uma boa movimentação e bom posicionamento na marcação do meio campo. A defesa, entretanto, me deu a impressão que se for convidada para um baile, dança legal. Os dois zagueiros, apesar de bons, dão umas voadas de vez em quando. Assim saíram os dois gols costarriquenhos. Muito bom jogador o lateral esquerdo Lahn, este merecerá uma atenção especial daqui pra frente.
A Costa Rica, por sua vez, se mostrou um time muito respeitoso. Poderia ter feito mais se tivesse ousado mais. Deve ter saído contente com o resultado.
Polônia e Equador
Polônia e Equador fizeram uma espécie de segunda divisão do clássico força versus habilidade. Ganhou a habilidade. Por mais que taticamente os poloneses estivessem melhores, os sul-americanos sempre sabiam o que fazer quando tinham a posse de bola. Resultado: 2x0 Equador.
Impressões do grupo A: a Alemanha deve passar em primeiro mas não com tanta facilidade. A Polônia está fora, a não ser que invente pra cima dos donos da casa, o que será muito difícil a julgar pelo (pouco) futebol mostrado. Costa Rica e Equador farão um jogão. Não acredito que os costarriquenhos serão tão acanhados contra os equatorianos, como foram frente aos alemães. Será um jogo aberto e com muitos gols. Agora o óbvio: quem ganhar estará na segunda fase. Se der empate, vai tudo pra última rodada!!!!!
quarta-feira, junho 07, 2006
Sabe tudo!!!!!!

Em tom de brincadeira, o zagueiro Cris mostrou todo seu desapontamento com o filho, que rejeitou sua camisa e pediu de presente a de Ronaldinho Gaúcho autografada. “Perguntei para ele: você quer a camisa do papai? E ele respondeu: não, quero a do Ronaldinho”, contou o zagueiro do Lyon, referindo-se ao filho Vinícius, de oito anos. Cris, no entanto, disse entender perfeitamente a paixão de seu filho e de praticamente todos os torcedores pelo craque do Barcelona, já que Ronaldinho faz verdadeiros malabarismos com a bola nos pés. “Até nós, jogadores, ficamos bobos com que o Ronaldinho faz com a bola. A gente tenta imitá-lo e não consegue”, disse o zagueiro. Cris, uma das poucas surpresas da lista de Parreira para a Copa do Mundo, pois o favorito para ficar com uma das vagas na zaga era Roque Júnior, renovou seu contrato com o Lyon por mais quatro anos e não pensa em voltar tão cedo para o futebol brasileiro.
terça-feira, junho 06, 2006
Anti-marketing

Amigos, uma pergunta: quem de vocês compraria uma chuteira da Nike?
Lembro que depois daquele final de 98 várias teorias da conspiração foram lançadas, a mais esdrúxula delas era justamente a de que a Nike teria vendido aquele título. Até o último fim de semana eu simplesmente me recusava a acreditar que a toda poderosa Nike faria uma bobagem dessas. Não acreditava porque é – para qualquer pessoa que entenda um pouquinho do tal do marketing – uma tremenda burrice entregar a maior vitrine para o maior concorrente, a França era, e ainda é, patrocinada pala Adidas, maior rival da Nike na fabricação de materiais esportivos. Não havia dinheiro no mundo que valesse tal atitude.
Pois bem, depois do último domingo acredito em tudo!
Ps. Caso algum craque da seleção tenha interesse, aqui em João Pessoa há um fabricante de chuteiras que, garanto, não cria bolhas!




