domingo, setembro 25, 2005

Torcida Sanfona Coral

por Samarone Lima

Chiló, Gerrá e Aleksandra Malvina. Grave bem estes nomes, amigo tricolor, porque, a partir de hoje, o Arrudão não vai ser palco apenas do show dos jogadores em campo. Nas arquibancadas, sociais, no cimento da geral, teremos a presença da Torcida Organizada Musical Sanfona Coral.

A cada jogo, o trio promete incendiar a massa coral.A estréia festiva será a partir das 14h, no restaurante Colosso, com entrada solene no estádio a partir das 15h. Após o jogo, a Sanfona Coral segue para o Garraffus, um bar genuinamente tricolor, para um pequeno show. Ontem, a pedido do Blog do Santinha, o lendário trio entrou nas dependências do José do Rego Maciel, para uma sessão de fotos. A rotina de compra dos ingressos foi quebrada pela entrada imponente do sanfoneiro Chiló, ao lado do destemido zabumbeiro Gerrá, e sua amada Aleksandra, que toca triângulo.

Depois da sessão de fotos, o momento mais emocinante da tarde – o encontro com o "Mago" Rosembrick, que acabava de chegar. Corado, com cara de descansado e jeito de quem está de bem com a vida, o "Mago" tirou fotos com o Trio, mas não teve tempo de escutar o novo sucesso:"É Rosembrick, Rosembrick, Rosembrick/Pra poeira levantar". A Sanfona Coral foi fundada oficialmente a 13 de julho de 2005, mas vinha fazendo alguns ensaios para o grande dia.

O Blog do Santinha teve acesso à ata de fundação da Torcida Musical e reproduz, em primeira mão, todo o conteúdo, anotado nas tradicionalíssimas mesas do Empório Sertanejo. Vale salientar que o Empório é o patrocinador oficial dotri.

Vamos ao texto.

Ata de Fundação da Torcida Musical Organizada Sanfona Coral: "Aos 13 de julho de 2005, no Empório Sertanejo, após a gloriosa vitória do super-tricolor do Arruda sobre o Criciúma por 3 x 1, e ao som de "Can buy me love", dos Beatles (perdão se estiver errado, a cana foi grande), nós, abaixo assinados tricolores, estabelecemos que:

I. Está fundada oficialmente a Torcida Musical Organizada Sanfona Coral;II.Revoga-se dispositivos contrários.Quanto ao funcionamento e organização:

1. A TMO Sanfona Coral irá ao Arruda comandada pelo glorioso sanfoneiro Chiló;
2. Na falta do sanfoneiro (mediante apresentação de atestado médico oude óbito), a Sanfona Coral permanecerá calada. Em caso de morte de Chiló, outro sanfoneiro será escolhido pela massa coral para assumir oposto em questão;
3. A Sanfona Coral tocará sempre que possível, em lugares distintos doArruda (e fora dele);
4. Jamais haverá "Diretoria" ou tabacudices do tipo;
5. A Sanfona Coral estará sempre ao lado do Santinha, chova ou faça sol, com ou sem tufão, tempestades, pestes, terremotos ou rompimentode barragens;
6. "Ei, Sport, vai tomar no cu!";
7. "Quer dar cu/ Quer dar cu/ Vai torcer pelo timbu!";
8. Ode fundacional: "A coisa gemeu/ no ano do centenário" (grifo nosso, pois Ode Funcional é coisa de acadêmico pernóstico muito embriagado);
9. A Sanfona Coral deverá participar, como atividade extra-campo (ou apronto), de casamentos tricolores, batizados corais, aniversários e festas da massa tricolor, cobrando sempre preços módicos e acessíveis a todos;
10. A cada 13 de julho, no Pátio da Santa Cruz, na Boa Vista, será celebrado o aniversário da Sanfona Coral;"11. Chiló é declarado, desde já, imortal como o Santinha;12. Fica, desde hoje, firmado e registrado, que a Sanfona Coral se encarregará de comandar, no Arruda, uma Sanfonia Coral, com a participação da Orquestra Sanfônica de Pernambuco, no ano do nosso centenário.

Deixando de frescuras, assinaram a ata fundacional:
1. Emília Bezerra de Miranda;
2. Chiló;
3. Amaro Filho (Raízes do Fole);
4. Samarone Lima;
5. Andréa Ferraz;
6. Rita Azevedo (Ritinha)
;7. Inácio França;
8. Geraldo de Lima Pereira Júnior (Gerrá);
9. Aleksandra Malvina

Sem mais para o momento, foi dada por encerrada a ata fundacional, nascendo assim a lendária Sanfona Coral.
A torcida tem o apoio cultural do bar Empório Sertanejo (de Robertinho), lá na rua da Hora, do Blog do Santinha, já que os dois responsáveis (Inácio e Samarone) são também membros fundadores.
Fernando Veloso também é considerado apoiador informal, pois emprestou a máquina digital para a sessão de fotos, além da simpática Aleide, a funcionária do Santa que abriu os portões para que adentrássemos o sagrado terreno.


O texto acima foi "emprestado" pelo blog do Santinha sem autorização.

Aliás, conheci o Triocolor na festa de casamento de um Alvirrubro (toc, toc, toc, bate na madeira), o famoso Aécio. O triocolor, responsável pela animação da festa, não se fez de rogado e botou todo mundo pra dançar ao som das marchinhas, frevos, sambas e tudo mais que enaltece o tricolor. Detalhe, colaboraram com o Trio os, já conhecidos Geó e Jorge Siqueira. A festa foi na semana da conquista do Título Estadual. Acomemoração foi antecipada na casa de uma Barbie só para descontar o ano passado.
agora uma pergunta: imagina se o casamento fosse animado por uma banda de barbies? seria a primeira parada gay de Patos-PB. (sem preconceitos)

Saudações Tricolores

Ps. assim que voltar a João Pessoa, publicarei as fotos da festa. O Trio com direito a uniforme e tudo.

sexta-feira, setembro 23, 2005

"Se alguém perguntar por mim..."

"...diz que fui po ai, levando um violão embaixo do braço.
em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim, eu entro
e so houver motivo, é mais um samba que faço.
e se quiseres saber, se volto diga que sim
mas só depois que a saudade se afastar de mim..."

aproveitando os versos de Zé Ketti, eu informo que esta semana terei alguma dificuldade em atualizar o blog´, pois estarei na cidade maravilhosa. Tenterei, no entanto, escrever algo sobre o jogo de amanhã e alguns fatos que julgar importante durante a semana. Mas não me abandonem! semana que vem eu volto e vou cumprir a palavra de atualizar este bichinho diariamente.

Só para não perder o costume, acho que o pessoal do Avaí fumou maconha estragada. Querer comparar a jogada de Andrade no goleiro deles - pra quem não sabe, Andrade chutou a bola e a bola bateu no dedo do rapaz - com a tentativa de homicídio do Samuel em cima do paredão Cléber é a piada da semana! não se desespere Zé Simão!

quinta-feira, setembro 22, 2005

O Pagão do meu pai...

Desde que consigo argumentar sobre futebol com meu velho pai o ouço endeusar Maradona. Para ele, o porteño é insuperável. Tudo o que Pelé fez com duas pernas, cabeça, tronco e membros, Maradona fez, apenas com a perna esquerda. Tem uma certa lógica, mas não concordo, até porque Pelé foi mais completo. Para mim, Pelé foi o melhor e pronto. Ponto! Mas sempre me doeu os ouvidos de tanto meu pai falar do Pibe: “Pelé nunca ganhou uma copa sozinho. Em 86, só deu Dom Diego”, não cansa de repetir.

Lembro-me muito bem de meu velho falando que a seleção de 82 só tinha “armandinho” (designação para jogadores de meio campo que só criavam mas não finalizavam). Era pura maldade. Aquele time que até hoje não sai da minha cabeça? Qual é pai, deixa de ser raivoso. Em 86, o time os armandinhos envelhecidos. “Se no auge da forma perdemos, imagina agora”, dizia.

Veio a famigerada copa de 90 com o mais famigerado ainda Lazzaroni (esse sujeito deveria ser banido do futebol) e aquela seleção retrancada, jogando um “catenaccio” de primeira qualidade. Não deu outra, perdeu. Onde já se viu uma seleção brasileira jogar à italiana? Mesmo assim ainda quase saio no tapa com o velho de tanto ele me pertur bar com aquela jogada genial de Maradona.

Estados Unidos 94, o mesmo “catenaccio”, mas dessa vez ganhamos. Tínhamos Romário para fazer a diferença. Meu pai não perdeu a chance: “com um time desses, era melhor ter perdido”, respondeu a minha mãe quando ela estava feliz pelos filhos, que nunca haviam visto o Brasil ganhar uma copa. Em 98, foi aquela coisa de amarelar pra cá, amarelar pra lá. Nike, Adidas, etc...Concordei com ele.

Chegou 2002, nessa copa, estranhamente ele torceu para o Brasil. Eu nunca havia visto meu pai torcer pela seleção. O que terá acontecido? Simples. Tinha Rivaldo. Criado no tricolor, colocado pra fora por pressão da torcida, mas tricolor de verdade. Rivaldo vinha sendo esculachado pela imprensa, sobretudo a do sudeste, capitaneada por Galvão Bueno, com as jogadas bonitas, mas inoperantes, de Denílson. Várias vezes foram feitas enquetes sobre quem deveria sair para a entrada do atleta do Batis. Sempre Rivaldo era o mais votado. Não houve uma única vez em que o resultado foi outro. O sangue tricolor do meu pai falou mais alto e ele torceu como nunca para que o nosso Rivaldo fosse o melhor da copa. E foi! Apesar da votação ter dado o Alemão.

Afinal, de onde vinha tanto ódio com a canarinha? Lembro do entusiasmo dele ao falar de Mane. Das jogadas de 58, 62 e 70. Por que tanta raiva? A resposta é simples para qualquer tricolor. Meu pai até hoje não engoliu o corte de Nunes, o cabelo de Fogo, da seleção que disputou a copa de 78. Nunes seria o primeiro, e único, jogador de um clube nordestino a jogar uma copa. Mais imperdoável que o corte em si, foi a maneira. Inventaram uma contusão no nosso artilheiro e ele acabou alijado da disputa. O engraçado é que poucos dias depois, ainda antes da copa, ele jogou pelo Santinha, salvo engano contra a coisa, e maçou três gols. É meu pai tinha razão. Foi uma maldade sem precedentes o que fizeram com o nosso artilheiro. Descobri enfim o grande ídolo de meu pai. Para ele não tem Garrincha, Pelé ou Tostão. Assim como Chico Buarque tem Pagão, meu pai tem Nunes. É isso!

Outro dia contarei da visita que Nunes fez ao velho Bosco, meu pai, quando descobriu que ele não torcia pela seleção desde o corte em 78.

O dia em que virei carioca!

Por Marina Caminha

Pois é, estando nessa terra a estudos, nem me ligando muito com o chamado futebol carioca, acabei me rendendo a televisão e assistindo a partida de ontem. Diga-se de passagem, foi um jogaço, com AÇO maiúsculo. Não mudei de time não! Continuo firme e forte, fiel mesmo, ao meu querido Sport Clube do Recife! Mas sabe como é que é...Rio, cidade linda, praias maravilhosas e cerveja gelada (geladíssima) e um sol esturricante, afinal somos 42 graus ou mais, acabei cedendo.

E ontem à noite, o tempo esquentou mais ainda. Eram dois times mais do que rivais; a cidade parou e só se ouviam gritos por todos os lados. Eu que não sou dada a assistir jogos de futebol por aqui, resolvi sentar no sofá e aproveitei para gritar também. É isso: entrei no clima, virei carioca!

E eu que achava que eu iria me sentir a mais cariocas das pernambucanas quando estivesse sentada num boteco qualquer ouvindo samba, que engano... Foi no meu sofá mesmo, gritando por times que nem me dou conta que existem a não ser quando alguém por meio do samba chega e diz: todo flamenguista é mangueirense! Ou então ao ouvir lindamente uma música do Chico Buarque, claro, com todos os meus movimentos femininos não poderia deixar de babá-lo um pouquinho nessas linhas...Aiaiaiaia....

Pois é, trocando em miúdos, foi o futebol mesmo que me tornou a mais “malandra” carioca de todos os tempos. O jogo foi emocionante, o Flamengo por quem não tenho a menor simpatia, jogou com a raça; e o Fluminense, que por meio de Chico e suas belas canções (olha ele aí novamente, sem ele eu não sou ninguém!) acabei me encantando, ficou só na espera. Lá estava eu, assistindo e torcendo fervorosamente para o Flu e para o “Pet” como o narrador da Globo enfatizava, toda vez que o artilheiro do Flu entrava em ação!

Mas devo admitir que mesmo sem achar charme algum no Rubro Negro carioca, ele merecia a vitória, ditou o ritmo do jogo com o coração, correu, tentou, estava o tempo inteiro na área adversária, enquanto o Flu, só na retaguarda. Soltou-se um pouquinho depois, mas esperou demais para isso. Com o primeiro gol, ficou achando que já estava bom demais; esperou a revanche flamenguista. Grande besteira! Não é que o vermelho e preto chegou e chegou mesmo! Rodou a baiana e acabou encantando até os que dele não gostam nem um pouco! Merecia a vitória, merecia a vibração e por um minuto, eu pensei: pô, que pena que ele está quase na zona de rebaixamento!

Mas já voltei ao normal, não vou ficar discutindo isso não, por que quem tem que estar bem é o meu timinho! O resto é resto! E nem vou me dar ao luxo de ficar falando sobre o Sport por que vou levar pau (no mau sentido, é claro!). Mas coração é coração! A gente se apaixona e não quer nem saber das falhas e sofrimentos, vou continuar torcedora ardorosa do Sport - eu sou da “fuzarca” e pronto!

Pois é, o dia em que virei carioca diante do Fla Flu, nada de samba, nada de Chico Buarque, nada da “Mangueira teu cenário é uma beleza!”, muito menos Corcovado e pão de Açúcar, O Rio é mesmo do futebol! E eu sou carioca, torcedora do Flu (já no apelido) e muito descontente com a sua atuação ontem...Acabei debandeando para o Fla! Só ontem! Deixo para vocês então só a música: “Minha alma canta”...


Observações importantes: Antes de tudo, Marina é minha irmã. É verdade que ela tem aquele defeito de caráter relatado no texto acima, mas como está no Rio estudando e sente muitas saudades da terrinha, resolvi publicar o texto. Deixei tamém porque a coisa está morta mesmo, então não vou brigar com defuntos. Ela, porém, que não me venha com essa expressões de baixo calão da próxima vez.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Blog do Santinha


Há um novo blog sobre o Santinha na rede. Trata-se do http://blogdosantinha.blogspot.com . para que é trocedor, ou não é, o blog é ponto de visita obrigatório. os textos são de Samarone Lima e Inácio França. A foto acima, retirada de lá, mostra a primeira fase do nosso Mundão. quem for da Geração do meu pai, ou seja, na casa dos 50 ou 60, com certeza vai lembrar dessa época.

Saudações Tricolores

segunda-feira, setembro 19, 2005

Apesar de Romerito...

A primeira rodada da fase semi-final da série B, do Campeonato Brasileiro, não trouxe grandes surpresas. Pelo grupo A, o Santa Cruz confirmou a boa fase e bateu o Avaí por 3x1, em Florianópolis. O Grêmio, também fora de casa, ganhou do Santo André pelo placar mínimo. Já pelo grupo B, os times da casa ganharam suas partidas. Em Recife o Náutico derrotou o Marília por 3x0 e em São Paulo a Portuguesa passou pelo Guarani por 1x0.

Dois jogos chamaram atenção. A facilidade com que o Náutico derrotou o Marília e a vitória do Santa. Neste jogo, aconteceu o um fato raro. Os dois goleiros foram substituídos por contusão ainda no primeiro tempo. Logo aos 10 minutos, o goleiro Gilmar, do Avaí, defendeu um pênalti cobrado por Andrade e no rebote, levou uma bolada no dedo mínimo da mão direita e teve fratura exposta. A imagem foi chocante! Do outro lado, por volta dos 40 minutos, o atacante Samuel do Avaí, numa tentativa de homicídio (isso não é brincadeira), enfiou as travas da chuteira na cabeça do goleiro Cléber, do Santa Cruz. O arqueiro teve que levar 20 pontos e poderá ser o desfalque para a próxima partida.

O jogo do Santa serviu ainda para que dois jogadores importantes do tricolor pernambucano fazerem as pazes com a torcida. Reinaldo, o artilheiro que não marcava há 5 rodadas, e Carlinhos Bala que voltou a fazer a diferença em campo. Com duas belíssimas jogadas acabou com o time catarinense. A primeira, passou a bola por entre as pernas do zagueiro e só rolou para Reinaldo marcar. No lance seguinte, ele deu um drible da vaca no mesmo zagueiro e fez o terceiro. A multidão foi ao delírio!

Não podemos esquecer que nada está ganho. É preciso muita seriedade para a partida contra o Santo André, sábado no Mundão. Ta na hora de torcida lotar e apoiar o grupo!

Para não perder o costume, eu queria saber o porquê da demissão do Zé Custódio. Quem conhece um pouco de futebol sabe da sua competência para descobrir jovens talentos. Não sei se a diretoria atentou para esse detalhe! Mas apesar de Romerito Babá e os metralhas, vamos em frente. Ah! O pessoal da Coralnet não falou nada sobre isso!

O Treze segue com a gota serena!

Uma grande torcida compareceu ontem (18) ao estádio Amigão, em Campina Grande, para a disputa entre Treze e Itabaiana de Sergipe, que resultou em 4 a 0 para o time paraibano, classificado para a terceira fase do Campeonato Brasileiro da Série C.

O primeiro tempo foi muito truncado e o jogo foi disputado lance a lance, sendo que o Treze perdeu várias oportunidades. Mas o primeiro gol saiu já próximo do término da primeira etapa, com uma cabeçada de Júnior Amorim, que fez com que o Treze saísse na frente.
Ainda no primeiro tempo, o jogador Raolino, do Itabaiana, levou uma bolada no rosto e teve uma inflamação, e foi levado para o hospital, para evitar o deslocamento da retina.

O segundo gol do Treze foi marcado aos 9 minutos do segundo tempo, quando Maurício acertou uma bomba indefensável. Outro lance marcante foi quando o jogador trezeano Chininha foi puxado dentro da área adversária, mas o árbitro potiguar João Alberto não deu o pênalti. Para fechar a vitória do Treze, o terceiro gol foi marcado por Da Silva, aos 23 minutos e, quinze minutos depois, foi a vez de Alysson completar a goleada de 4 a 0.

Agora, o Treze enfrentará o ABC de Natal. O time potiguar, que havia vencido a primeira partida por 3 a 2, empatou em 0 a 0 com o Sergipe, em Aracaju.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Hoje começa o pega pra capa!


É hoje pessoal! A hora do vamos ver chegou. Dois jogos abrem a fase semifinal da Série B. em Santa Catarina, Avaí e Santa Cruz; já no ABC paulista, o Santo André recebe o Grêmio, ambos pelo grupo A. Pelo Grupo B, jogam amanhã Náutico e Marília, em Recife e Guarani e Portuguesa em Campinas.

Eu acredito que este ano teremos os quadrangulares mais equilibrados desde que a série B assumiu este formato. No grupo A temos Santa Cruz e Grêmio, duas das principais forças da competição, Santo André e Avaí. Em tese, seria o grupo da morte, todos estes times fizeram uma primeira fase tranqüila e chegam como favoritos. Pela campanha e camisa, Santa Cruz e Grêmio partem na frente, mas não muito!

No B, composto por Náutico, Marília, Guarani e Portuguesa, a situação é um pouco diferente, mas não menos difícil. Todas as equipes oscilaram muito durante a competição, mas, na reta final, acertaram o rumo e chegam com todas as chances de passarem adiante. Aqui, não acredito que haja favoritos.

As chances de cada time:

Santa Cruz – Fez a melhor campanha, caiu um pouco no final, mas na última rodada, recuperou o bom futebol e goleou o Santo André em São Paulo. É talvez o principal candidato ao retorno à primeira divisão. Seu time joga junto desde o Campeonato Pernanbucano.

Grêmio – Após um começo reticente, a equipe gaúcha encontrou a armação ideal chegou firme às finais. Não poderá contar com Anderson, seu principal jogador nesta fase. Isso faz do Grêmio um time comum.

Avaí – Esteve bem durante boa parte da competição e caiu no fim. Para mim, é uma incógnita, mas, a julgar pela tradição, será difícil ser batida em seus domínios, o que poderá fazer a diferença.

Santo André – começou muito bem e se manteve até as últimas rodadas brigando pela liderança. Perdeu alguns jogadores, mas contratou outros reforços à altura. É forte candidato.

Náutico – esteve sempre entre os intermediários, cresceu após algumas contratações, como Paulo Mattos, e chega com boas chances de avançar. Jogando em casa, fará a diferença.

Guarani – outro que começou mal e se firmou no fim. Será osso duro de roer nesta fase.

Marília – foi o segundo colocado na primeira fase. Tem um time bem armado e sabe o que quer. Se houver, é o favorito deste grupo.

Portuguesa – tal qual os outros fez uma campanha irregular, mas tem camisa, tradição e um bom futebol.

E eu que havia prometido atualizar o blog com mais freqüência...

É engraçado, eu nunca fui lá muito fã dos clubes baianos - até porque o Bahia deu uma goleada histórica no Santa, em 81, que ainda está atravessada na nossa goela e o Vitória é rubro-negro – mas fiquei triste com a queda dos dois para a terceira divisão. Não posso deixar de reconhecer que eles estão entre os clubes mais expressivos do Nordeste e que isso não vai ser nada bom para o nosso futebol.

Por outro lado, o torcedor, gostei da queda do Bahia só porque ele, quando teve a chance, não matou o Sport. Mesmo reconhecendo a importância do Sport, o lado torcedor fala mais alto. Eu quero é que ele se exploda! De qualquer forma, para os rubro-negros pernambucanos fica o alento: ano passado eles escaparam da queda no segundo critério de desempate. Este ano foi no primeiro, isso é uma melhora significativa.

Deixando as piadas de lado, eu ouvi alguns comentários, principalmente do pessoal da TVE do Rio, sobre a fórmula do campeonato, que deste jeito vai acabar excluindo o futebol nordestino (já excluído) do cenário nacional e por aí vai. Não concordo. Os baianos não caíram por causa da fórmula. Esquecer que as administrações de ambos não foram lá as melhores mostra, no mínimo, uma apuração da notícia mal feita.

Há algum tempo, os baianos eram considerados modelos de gestão. Clubes-empresa, centro de treinamento e uma estrutura de dar inveja a muitos clubes badalados do sudeste. Isso, porém, não é o bastante. Creio que apenas uma boa estrutura não ganha jogo, é preciso também que haja bom trânsito entre diretoria e elenco. No Bahia a crise já havia estourado há uns dois meses. O Vitória, por sua vez, ainda conseguia viver de aparências. O desequilíbrio de Paulo Carneiro (presidente do Vitória S/A), após o fatídico jogo contra a Portuguesa acabou com a farsa. Na verdade a queda dos baianos foi a crônica de uma morte (não) anunciada!

Que a lição sirva para os dirigentes do Santa Cruz.

Real Madrid

Eu continuo gastando meus dedos para escrever sobre o Madrid. É que eu não consigo imaginar um clube com tantos craques e tão pouca inspiração. Estou começando a achar que a saída é tirar alguns galáticos e colocar mais jogadores defensivos. Toc, toc, toc. Bati na madeira! Não sei o que acontece com o Luxemburgo, que sempre conseguiu montar equipes altamente ofensivas e objetivas. No time espanhol, entretanto, ele está prestes a completar um ano e os problemas são os mesmos. A defesa é uma baba, o meio campo ainda é lento e, apesar de Ronaldo, o ataque perde alguns gols bobos. Ou seja, não há um time, mas um amontoado de grandes jogadores. Isso também não basta! Ainda acredito que Luxe vai conseguir armar esse time.
Para o bem do futebol mundial, eu gostaria que o Madrid entrasse nos eixos.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Filmes que não saem da minha cabeça

Em homenagem à semana da Pátria, vou escrever sobre algo que remete para as origens deste grande País do futebol que um dia foi chamado de Terra de Santa Cruz. Para quem não entendeu, vou escrever hoje, excepcionalmente, sobre o Santa Cruz. Clube que está liderando a Série B, do campeonato brasileiro.

Confesso que não queria escrever isso agora, mas minha ansiedade não me deixou esperar até a próxima semana, quando seria mais adequado. Tomei doses cavalares de aprazolan – todas receitadas pelo meu psiquiatra, Dr. Perrusi – mas não consegui. Fiz outras tantas sessões, porém o Dr. Perrusi sofre do mesmo mal (ou bem) que eu. Ele também é tricolor e está pessimista.

Vamos aos fatos: eu sempre gostei de pegar um cineminha de vez em quando. Ano passado eu assisti, ou melhor, não só assisti como vi as filmagens de uma produção nordestina sobre futebol, na qual o mocinho (ou mocinha?), além de ter sido campeão estadual, ganhava tudo na primeira fase de um certo campeonato brasileiro da série b de 2004. Na fase final, entretanto, este clube, cuja especialidade são os esportes náuticos, naufragava bisonhamente. Sem direito a trocadilho algum.

Algumas semelhanças me fazem temer que este ano aconteça um remake (isso se escreve assim?) deste filme. As semelhanças começam por aquelas que já falei no parágrafo acima. Campeão Pernambucano, melhor time da primeira fase da Série B. Elas não param por aí. Durante o começo das filmagens, tudo parecia as mil maravilhas. Na maquete, todos eram só sorrisos. Diretoria, atletas, comissão técnica, torcedores, funcionários, ainda movidos pela conquista do estadual de forma arrasadora não conseguiam esconder os dentes brancos e hálito puro característicos da aristocracia.

Após algum tempo, mais perto do final da primeira fase, alguns problemas extra-campo começaram a ser revelados. Atrasos de salários, suspeita de corpo mole e a torcida que, neste caso, era uma das menores incentivadoras, passou a ser uma das maiores ameaças. Não deu outra. Todos os que estavam alegres acabaram o ano na maior fossa ao som de Caetano: “eu você nós dois já temos um passado meu amor...a bossa, a fossa, a nossa grande dor...”

Este ano não acompanhei as filmagens, mas a história é muito parecida. O Santa ganhou o pernambucano de forma arrasadora. Foi indiscutivelmente o melhor time da primeira fase, que ainda nem acabou. De repente a diretoria resolve aprontar. Romerito, aquele que se parece com os 3 irmãos mais famosos da Disney, quer aparecer mais que todos. É a primeira crise. A torcida, que sempre foi a maior, neste caso é verdade, incentivadora do time, começa a questionar, vaiar, xingar e chamar os jogadores, que não recebem salários há 2 meses, de mercenários. Torcedor de futebol tem cada coisa! Justamente agora que vai começar a fase decisiva? Agora que estamos tão perto? O torcedor do Santa tem sempre que carregar a sua Cruz.

Três coisas, no entanto, me confortam. Ainda! A primeira é que temos no banco o Cruyff do Nordeste. O velho Givanildo, maior ídolo do time na década de 70. Provavelmente o maior de todos os tempos. O nosso técnico tem o grupo nas mãos. Diferentemente do que acontecia com Zé Teodoro ano passado. Enquanto ele conseguir segurar a peteca, fico relativamente tranqüilo. Temo, apenas, que isto não ocorra até o fim do campeonato. A segunda é que o torcedor do Santa, ao contrário do outro(a), é do povo. E, com o perdão da péssima licença, o povo, assim como o sertanejo, é antes de tudo um forte. Por fim, a certeza de que Hollywood não costuma fazer refilmagens em períodos tão próximos.

Por bem ou por mal, eu estou mantendo bem regada uma muda de Arruda que comprei e estou tomando banho de sal grosso antes de cada partida para tirar todo o mau olhado das barbies e leoas.

terça-feira, setembro 06, 2005

Primeiro tempo de Luxe, segundo de Parreira



Com um certo atraso eu vou comentar o jogo do Brasil. Escrever algo que ainda não foi escrito sobre o baile da Seleção é algo muito difícil. Assumo que ainda não havia escrito nada porque não vinha nada que não fosse a mais pura rasgação de seda em relação ao primeiro tempo jogado pelo escrete canarinho. Veio a luz! Lá vou eu criticar o time. Acho que estou enlouquecendo! Criticar o time após aquela exibição? É coisa de louco mesmo. Mas como diria uma canção dos Novos Baianos, aliás, gravada no disco Futebol Clube, “isso sou, isso já sou”.

Voltando ao jogo, a minha sensação foi que o time jogou o primeiro tempo sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Mesmo tendo algumas restrições em relação ao técnico do Real Madrid, sou obrigado a reconhecer que ele é um dos poucos técnicos do mundo que sabem armar uma equipe que seja ofensiva e, ao mesmo tempo, saiba defender. Para ilustrar isso, basta lembrar do Palmeiras de 92/93; do Corinthians de 98/99; do Cruzeiro que ganhou tudo em 2003 e do Santos campeão brasileiro do ano passado. Todas elas jogavam pra frente e tinham boas defesas. Sem querer cometer algum sacrilégio, vejo Luxe – novamente guardadas as escalas e ressalvados todos os parênteses – como o mais bem sucedido sucessor do Mestre Telê. A seleção foi assim: insinuante, corajosa, rápida, objetiva e não deixou espaços para o time chileno sequer pensar em jogar. O quarteto mágico jogou muito e não deixou jogar. imagina quando o Gaúcho voltar!

Veio então o segundo tempo e a equipe lembrou que quem estava sentado no banco era o Parreira com seu fiel escudeiro Zagallo, mais magro, voltando de uma cirurgia. O time voltou ao normal. Embaçou o jogo até o fim e fez um golzinho num contra-ataque já nos acréscimos. Esse é o time que Parreira gosta. Não lembrava em nada a equipe do primeiro tempo. Tudo bem que depois de 4x0, qualquer time tire um pouco o pé do acelerador, mas mudar radicalmente após um baile como aquele, é, no mínimo, pra chatear.
Para mim, o resumo do jogo foi: primeiro tempo de Luxemburgo e o segundo tempo de Parreira.

Mas o time é tão bom, que nem ele vai conseguir atrapalhar!

O Imperador

O futebol é maravilhoso porque é capaz de nos fazer mudar de idéia mais rápido do que a Metamorfose Ambulante do Raul Seixas. Semana passada eu escrevi que o melhor lugar para o Adriano era no banco de reservas. Estava errado. Chutei a bola fora do estádio! O Imperador está jogando o fino e, como diria o Tostão (não podia passar sem ele), Adriano é o melhor finalizador do mundo na atualidade. Tem que jogar. Nem que seja no lugar do Dida. Há uma máxima no futebol que diz: craque joga até no gol.

Já que citei o Tostão, ele escreveu que havia sonhado com os 5 na frente e que não daria certo. No meu sonho, entretanto, isso é perfeitamente possível!

Curiosidade do segundo gol


Já notaram que o segundo gol saiu de um passe do camisa 7 para o camisa 8, deste para o camisa 9, que passou para o camisa 10 marcar. Golaço!

Pra terminar, o Galvão

Após a terceira ou quarta pérola disparada pelo famoso narrador, ainda aos 20 minutos do primeiro tempo, meu sogro saiu com essa: “Ele hoje está inspirado, é uma atrás da outra”, falou e disse, chefe!

A propósito, vocês não o acharam a cara do Zacarias com aquele cabelinho dividido ao meio?


OBS.: foram tantas que não me lembro de nenhuma agora....



Já ia esquecendo

Eu aprendi com o velho Lobão a não “chutar a cara do cara caído”, mas não consigo não falar do Sport. Eu não disse que era a visita da saúde? Como bem escreveu, lá das terras mexicanas, o velho Felipe Camarão, “nada pode ser melhor que ver a "coisa" tentando botar o nariz pra fora da merda só pra dar o último suspiro antes de afundar”.

Amanhã eu falo de outro filme que está me amedrontando!