Hoje vou realizar um grande sonho. Fazer uma tabelinha com o Tostão. Para quem não sabe, um dos maiores jogadores do futebol mundial e o melhor comentarista brasileiro. Vou reproduzir abaixo o trecho da sua coluna publicada na Folha de São Paulo de hoje que fala sobre o Real Madrid.
“Estrela mundial
Dias antes da estréia do Robinho no Real Madrid, escrevi um artigo para o jornal "El País". Após enviá-lo, achei que exagerei nos elogios ao jogador. Depois do show do Robinho, os leitores e jornalistas espanhóis vão dizer que fui parcimonioso.
O excepcional lançamento de 60 metros do Beckham, o domínio magistral da bola no peito do Robinho já driblando o marcador e a arrancada e o passe inteligente de Ronaldo para Raúl fazer o gol formaram um dos lances mais espetaculares que vi no futebol.
Robinho entrou na posição do atacante Raúl, que foi jogar na função do meia ofensivo Zidane, que foi para o meio-campo na posição do Júlio Baptista, que recuou para o lugar do volante brucutu Gravesen.
O time ficou com três no meio-campo (Júlio Baptista, Beckham e Zidane) e três adiantados (Raúl, Robinho e Ronaldo), como gosta o Luxemburgo. Júlio Baptista pode voltar a jogar de volante ou ser um curinga para todas as posições do meio e do ataque.
Luxemburgo vai ensinar aos técnicos europeus como escalar os melhores, mesmo que sejam de posições parecidas.”
Tostão foi muito feliz quando analisou a substituição do Gravesen pelo Robinho. Até aí nenhuma novidade e quem seria eu para querer discordar ou ensinar a ele. Ele escreveu, no entanto, que Luxemburgo iria mostrar aos técnicos europeus como escalar os melhores. Desculpe-me craque, mas eu tenho uma certa dúvida em relação a isso. Sem querer tirar o mérito do treinador, a substituição – por si só corajosa – foi circunstancial. Provavelmente o Luxe não a faria se o placar fosse outro. Não acredito também que essa será a formação titular do Real.
Confesso que já tentei descobrir um jeito de fazer esse time jogar com todos o galáticos, mas com equilíbrio. Sempre acreditei que o problema da defesa do Madrid não estava nos zagueiros, mas no sistema, na falta de marcação na intermediária defensiva. Se houvesse isso, os zagueiros não estariam sempre no mano a mano com os atacantes adversários. Aliás, se a defesa fosse composta por Gamarra e Baresi, ambos em suas melhores fases, a situação seria a mesma, porém com mais categoria.
Hoje o clube espanhol tem apenas um jogador de marcação além dos zagueiros, o brucutu gravesem. Os dois laterais sobem muito, Beckham bem que tenta fazer sombra, mas não consegue. Ou seja, se o adversário montar uma boa marcação e uma saída rápida e organizada para o contra ataque, fatalmente levará vantagem.
Nos meus devaneios, cheguei a várias conclusões. A mais mirabolante, e não menos plausível delas seria tirar Salgado, acrescentar um outro zagueiro e deslocar o inglês para a ala direita, onde ele sabe jogar. Assim poderíamos ter os três zagueiros e Júlio Batista na marcação mais forte; nas alas Beckham e Roberto Carlos; Zidane e Raúl no meio; Ronaldo e Robinho na frente. Será que esqueci alguém?
O problema seria resolvido até janeiro, quando chegará Cicinho. Aí não vai ter jeito, Wanderley terá que montar a dupla de volantes com Julio e Beckhan. Se ele fizer isso e o time ganhar, estará, como escrevi ontem, quebrando um paradigma do futebol. É esperar pra ver!
quarta-feira, agosto 31, 2005
terça-feira, agosto 30, 2005
Sobre o fim de semana

Saudações amiguinhos!!!! Em primeiro lugar e antes de tudo prometo que, a partir de hoje, vou tentar atualizar este blog todos os dias.
Vamos ao que interessa. De cara digo que não vi, nem ouvi o jogo do Santa contra o Guarani. Estava fazendo reforma em casa. Sabe como é vida de quem quer casar, né? De qualquer forma, não fiquei completamente por fora do que aconteceu. Sei perfeitamente que o Guarani só ganhou a partida por causa de um certo juiz que resolveu dar uma forcinha. Foi o que saiu na imprensa pernambucana, e se saiu na imprensa pernambucana, eu confio. Não existe imprensa mais IMPARCIAL do que a pernambucana!!!
Segundo a imprensa pernambucana, foram dois gols de Carlinhos Bala (aliás, depois da saída de Robinho, o único jogador a dar espetáculo no Brasil) anulados de forma vergonhosa, além de uma cabeçada bem ao estilo Stallone do Andrei em Paulinho. O mestre Giva, o Cruyff do Nordeste, já avisou. “É preciso que nas fases decisivas o critério para a indicação dos árbitros seja revisto”, está certo.
Soube que o Náutico ganhou do Avaí. Acredito que o time da avenida Rosa deva se classificar para a próxima fase. A Coisa é aquela história do post anterior. A visita da Saúde. O comentário abalizado de Felipe (quem não leu, leia!) foi perfeito.
Mudando de assunto, outra coisa me chamou a atenção este final de semana, mas que não teve tanta repercussão na mídia como o jogo do Santa contra o Guarani, foi a estréia de Robinho no Real Madrid. Confesso que torcia para ele ir, não que não o quisesse por estas bandas, mas talvez só assim o Parreira, com sua cabeça literalmente quadrada, escale o garoto como titular da Canarinha ao lado de Ronaldo. Que me perdoe o Adriano, é um craque, mas com Ronaldo magrinho e Robinho, o banco ta bom demais para ele.
Mas voltando a estréia, e que estréia! O cara deu chapéu, pedalou – que na Espanha é chamada de bicicleta – driblou, deu passes e a matada de bola no lance do gol foi qualquer coisa de espetacular. Luxemburgo sebe que o novo reforço veio para ser titular e a grande pergunta que se faz na Espanha é no lugar de quem ele vai entrar. Raul é o queridinho do time e da torcida, é o jogador com maior identificação com a equipe; Zidane? Só se Luxe endoidar de vez; Bequerram? O cara é quem dá beleza ao time; Já pensou se o velho Luxe escalar Robinho no lugar do lenhador Gravissem e formar a dupla de volantes com o inglês e Júlio Batista? Se ele fizer isso e der certo, estará quebrando um paradigma do futebol. É esperar pra ver!
OBS.: Não falei do Treze porque, como diria o sábio Ricupero, “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconte”
quinta-feira, agosto 25, 2005
Não tem coisa mais chata do que a coisa...
Olha, eu já vi Duro de Matar umas centenas de vezes, já vi o Bruce Wills escapar da morte mais de quinhentas vezes, mas duro de matar mesmo é o Sport, apelidado “carinhosamente” pela maior torcida de Pernambuco de “coisa”. É impressionante coleguinhas como o desgraçado não morre. Parece aquele João Bobo, bate e volta. Confesso que não queria estar escrevendo isso agora, mas o último jogo deles me deixou com umas pulgas atrás da orelha.
Vamos aos fatos para ilustrar o torcedor mais distante. Trinta minutos do segundo tempo, na Ilha do Retiro, jogavam a coisa e o Bahia. O time baiano, desesperado contra o rebaixamento, fazia uma boa partida e tinha a vantagem de 2X0 no placar. Eu estava dormindo, porque não costumo acompanhar jogos sem importância, tanto os da série A, quanto os dos times lá debaixo da série B. O telefone toca, era um amigo comemorando os tal placar. Beleza! Volto a dormir mais feliz ainda. Dez minutos mais tarde o sujeito me liga novamente: Porra, empataram! Volto a dormir um pouco chateado, mas ainda feliz porque a coisa continuava fora. Uns cinco minutos depois, a ducha fria. Os desgraçados viraram o jogo. Fui dormir...
Na manhã seguinte acordo com uma sensação de medo. É isso mesmo, medo! Lembrei de um filme semelhante que vi em 99, mas com o mocinho trocado. Nele, o mocinho (o de verdade), quase morto, ressurgia com o técnico dos juniores e alcançava a vaga na 1ª divisão. E, para melhorar, desclassificando o melhor time da competição fora de casa. Santa Cruz 1X0 no São Caetano...Fiquei com medo de estar diante de uma refilmagem. Será que a história vai se repetir? Não! Não creio que os deuses do futebol – aliás, os únicos em que acredito – seriam tão demoníacos.
Acordei hoje com outra lembrança. Eureca! A visita da saúde! O velho Arraes teve uma melhora antes de sucumbir. O Papa melhorou antes de morrer e minha avó também. É isso meus amigos, foi a visita da saúde. A coisa vai morrer no próximo jogo. Estou tranqüilo.
De qualquer forma, vou enviar este bom conselho de graça aos jogadores da Portuguesa, a lusinha mais querida e amada do Brasil. A coisa deve ser morta e esquartejada, digo isso para o próprio bem de vocês. Eu não agüentaria outra desilusão tamanha este milênio. Já basta o PT, mas isso é outra história.
Vamos aos fatos para ilustrar o torcedor mais distante. Trinta minutos do segundo tempo, na Ilha do Retiro, jogavam a coisa e o Bahia. O time baiano, desesperado contra o rebaixamento, fazia uma boa partida e tinha a vantagem de 2X0 no placar. Eu estava dormindo, porque não costumo acompanhar jogos sem importância, tanto os da série A, quanto os dos times lá debaixo da série B. O telefone toca, era um amigo comemorando os tal placar. Beleza! Volto a dormir mais feliz ainda. Dez minutos mais tarde o sujeito me liga novamente: Porra, empataram! Volto a dormir um pouco chateado, mas ainda feliz porque a coisa continuava fora. Uns cinco minutos depois, a ducha fria. Os desgraçados viraram o jogo. Fui dormir...
Na manhã seguinte acordo com uma sensação de medo. É isso mesmo, medo! Lembrei de um filme semelhante que vi em 99, mas com o mocinho trocado. Nele, o mocinho (o de verdade), quase morto, ressurgia com o técnico dos juniores e alcançava a vaga na 1ª divisão. E, para melhorar, desclassificando o melhor time da competição fora de casa. Santa Cruz 1X0 no São Caetano...Fiquei com medo de estar diante de uma refilmagem. Será que a história vai se repetir? Não! Não creio que os deuses do futebol – aliás, os únicos em que acredito – seriam tão demoníacos.
Acordei hoje com outra lembrança. Eureca! A visita da saúde! O velho Arraes teve uma melhora antes de sucumbir. O Papa melhorou antes de morrer e minha avó também. É isso meus amigos, foi a visita da saúde. A coisa vai morrer no próximo jogo. Estou tranqüilo.
De qualquer forma, vou enviar este bom conselho de graça aos jogadores da Portuguesa, a lusinha mais querida e amada do Brasil. A coisa deve ser morta e esquartejada, digo isso para o próprio bem de vocês. Eu não agüentaria outra desilusão tamanha este milênio. Já basta o PT, mas isso é outra história.
domingo, agosto 21, 2005
Treze continua 100%
O Treze continua com 100% de aproveitamento na Série C do Campeonato Brasileiro. Confirmando a sua boa fase o campeão paraibano derrotou o ASA de Arapiraca, desta vez fora de casa, pelo placar de 2x1. Os gols do Treze foram marcados por Alisson e Adelino, enquanto que Alan descontou para o time alagoano.
Jogando na casa do adversário o Treze foi um time muito cauteloso. Sentindo a pressão do adversário optou por uma forte marcação no meio campo e explorar mais os contra-ataques. E foi numa dessas jogadas que a equipe campinense abriu o marcador, através de Alisson, aos 26 minutos. O ASA passou a pressionar mais e aos 44 minutos chegou a um empate, com Alan cobrando um pênalti.
O Treze sentiu que seria muito mais pressionado na Segunda etapa e retornou mais fechado com o objetivo de administrar o resultado. Mesmo assim criou algumas situações de gols, mas sem precisão nas finalizações. Aos 34 minutos, quando o ASA era todo ataque, o Galo ampliou o marcador para 2x1, numa bela jogada do artilheiro Adelino. Mais tranquilo, o CAmpeão paraibano administrou a vantagem e saiu de campo com esse expressivo resultado.
ASA
Delmir; Souza, Jefferson, Márcio e Fábio; Jota (Denílson), Robinho, Marcelinho e Alan; Anderson (Tico Mineiro) e Lamar. Técnico - Canhoto
Treze
Érico, Chininha, Eduardo Telles, Kiko e Alisson, Raminho, Pedro Neto, Gaibu (Rogério Melo) e Maurício (Canindezinho); Adelino e Da Silva (Raphael). Técnico - Mauricio Simões
Árbitro – Carlos José Hora Dantas (SE)
Assistentes – Antonio Lacerda Rogens de Souza e José Magno Tenório Pimentel (AL)
Cartão amarelo – Robinho, Anderson, Lamar (A), Adelino, Pedro Neto, Da Silva, Maurício (T)
Jogando na casa do adversário o Treze foi um time muito cauteloso. Sentindo a pressão do adversário optou por uma forte marcação no meio campo e explorar mais os contra-ataques. E foi numa dessas jogadas que a equipe campinense abriu o marcador, através de Alisson, aos 26 minutos. O ASA passou a pressionar mais e aos 44 minutos chegou a um empate, com Alan cobrando um pênalti.
O Treze sentiu que seria muito mais pressionado na Segunda etapa e retornou mais fechado com o objetivo de administrar o resultado. Mesmo assim criou algumas situações de gols, mas sem precisão nas finalizações. Aos 34 minutos, quando o ASA era todo ataque, o Galo ampliou o marcador para 2x1, numa bela jogada do artilheiro Adelino. Mais tranquilo, o CAmpeão paraibano administrou a vantagem e saiu de campo com esse expressivo resultado.
ASA
Delmir; Souza, Jefferson, Márcio e Fábio; Jota (Denílson), Robinho, Marcelinho e Alan; Anderson (Tico Mineiro) e Lamar. Técnico - Canhoto
Treze
Érico, Chininha, Eduardo Telles, Kiko e Alisson, Raminho, Pedro Neto, Gaibu (Rogério Melo) e Maurício (Canindezinho); Adelino e Da Silva (Raphael). Técnico - Mauricio Simões
Árbitro – Carlos José Hora Dantas (SE)
Assistentes – Antonio Lacerda Rogens de Souza e José Magno Tenório Pimentel (AL)
Cartão amarelo – Robinho, Anderson, Lamar (A), Adelino, Pedro Neto, Da Silva, Maurício (T)
quarta-feira, agosto 17, 2005
Para tirar qualquer dúvida...

O Santa Cruz mostrou o porquê da sua colocação. Jogando um futebol ofensivo, o time encurralou o Vitória durante quase toda a partida. A equipe baiana chegou com perigo em apenas alguns lances isolados. O Santa marcou razoavelmente bem, havia alguns espaços entre a defesa e meio, e atacou com muita consciência. A partida serviu ainda deixar a torcida mais aliviada, mostrando que a derrota frente ao Grêmio foi natural.
Quase todas as boas jogadas dos tricolores saíram dos pés de Rozembrick, o mago, como a torcida gosta de chamá-lo. Ele esteve muito bem em campo e criou mais uma dor de cabeça para Givanildo. Leonardo e Carlinhos, no entanto, apesar de melhorarem no segundo tempo, estiveram abaixo da média dos últimos jogos. Andrade também não foi bem e deve perder a posição para Júnior Maranhão.
A equipe tricolor ainda sente a falta do meia Zada, transferido para o futebol português. Ele além de saber jogar muito bem com a posse de bola, consegue fazer o balanço defensivo com eficácia. É importante salientar que os dois laterais do Santa, Periz e Osmar, jogam avançados o tempo todo. Isso faz com que os volantes tenham que cobrir as laterais, abrindo o tal espaço no meio. Quando tinha Zada, esse espaço era ocupado por ele. Acredito que Givanildo também veja assim, por isso, em alguns jogos, está entrando com o esquema 3-5-2. Liberando os alas sem perder a eficiência na marcação.
Quanto ao ataque, ainda há uma preocupação com a quantidade de gols perdidos. É preciso treinar as finalizações porque nos quadrangulares os gols perdidos farão muita falta.
Por falar em falta, esse foi o destaque negativo da partida de ontem. O que o time do Vitória bateu não está no gibi. Os alvos preferenciais eram as finas pernas de Rozembrick, que, a cada botinada, respondia com mais dribles. Um torcedor já estava dizendo que o assistente técnico do time baiano era o boxeador Acelino Freitas, o Popó.
Dizer o que?
O mundo é uma bola
TOSTÃO
COLUNISTA DA FOLHA
Contra a Croácia, Parreira vai escalar pela primeira vez Adriano e Ronaldo. São dois centroavantes que devem dar certo, pois nenhum deles atua fixo pelo meio e de costas para o gol. Ronaldo é destro, mas gosta de se posicionar mais pela esquerda, de onde arranca com a bola ou vai recebê-la em diagonal nas costas dos zagueiros. O "gordinho" chega sempre primeiro.
Já o canhoto Adriano, prefere atuar mais pela direita, driblar para o meio e soltar as suas bombas. Ele é o melhor finalizador do mundo.
Outra novidade poderá ser o Robinho, no segundo tempo, mais recuado pela esquerda, no lugar do Ronaldinho Gaúcho. Pela posição, Ricardinho deve iniciar a partida. Com a sua velocidade e habilidade, Robinho tem condições de se adaptar bem a essa nova função, desarmando e chegando ao ataque. Além disso, como fez Zagallo na Copa de 70, Parreira quer escalar os melhores, desde que se adaptem bem a posições diferentes das habituais. O Brasil tem cinco craques (os dois Ronaldinhos, Adriano, Kaká e Robinho) para quatro lugares. Quando mudou o esquema tático, Parreira disse que o time jogaria no 4-2-2-2, com dois meias ofensivos próximos dos dois atacantes. Porém a equipe só se acertou quando Kaká e Ronaldinho Gaúcho jogaram mais recuados, um de cada lado. A diferença do atual 4-4-2 para o tradicional 4-4-2 da Europa e da seleção brasileira de 94, é que Kaká e Ronaldinho Gaúcho não atuam tão fixos e os dois são capazes de marcar mais atrás e de chegar ao ataque com muito talento.
Contra Argentina e Alemanha, o Brasil tinha quatro jogadores marcando no meio-campo e quatro no ataque. Por isso e, principalmente, pela qualidade dos jogadores, a seleção poderá ser tão espetacular quanto às melhores de todos os tempos. Como Kaká conduz mais e Ronaldinho Gaúcho toca mais a bola, os dois se completam e alternam o ritmo da equipe. Se Robinho entrar no lugar do Ronaldinho Gaúcho, a equipe poderá ficar mais apressada. Com Ricardinho, será mais cadenciada. Pela versatilidade e pelo talento dos jogadores, o Brasil pode mudar a maneira de jogar durante as partidas, se necessário. Aí vai precisar da ajuda do técnico.
A bola não pára
Todas as seleções vão jogar hoje. Nenhuma da Europa empolga. Existem várias boas, do mesmo nível, como Itália, Holanda, República Tcheca, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, com o retorno de Zidane, Makelele e Thuram, e Alemanha, que tem jogadores piores, mas vai atuar em casa no Mundial. A Inglaterra é a que tem mais excelentes jogadores em quase todas as posições. Porém faltam bons reservas. Diferentemente de todas as seleções citadas e a do Brasil, que também jogam no 4-4-2, não há na seleção inglesa diferença entre os dois volantes e dois meias (um de cada lado). Os quatro defendem e atacam. Os armadores pelo meio (Gerrard e Lampard), teoricamente os volantes, são os que mais finalizam. Em compensação, deixam mais espaços entre o meio-campo e a defesa.
As seleções da Europa atuam da mesma forma os 90 minutos de todas as partidas. Fazem sempre tudo igual. Lembra da Copa do Mundo de 2002, quando a Inglaterra perdia para o Brasil, tinha um jogador a mais e não mudou a maneira de jogar. O técnico deveria ter sido suspenso por incompetência.
Os gênios da bola
Foi divertido o encontro entre Pelé e Maradona.
Como acompanhei de perto toda a carreira dos dois, não tenho dúvidas de que Pelé foi melhor. Maradona era mais malabarista, dava mais show de habilidades, mas Pelé foi mais completo, na parte física e técnica.
Fora de campo, faço algumas divagações. Os dois, cada um de seu jeito, têm virtudes e defeitos como a maioria das pessoas. A arte é que é especial, e não o artista.
Deduzo ainda que o homem e o personagem Pelé são praticamente a mesma pessoa. O Edson só faz o que Pelé quer. Pelé não tem problemas com a fama, como respondeu ao Maradona.
Já o Diego e o Maradona vivem em conflito. Ele não sabe se é o criador ou a criatura. Daí as revoltas do craque contra os padrões de comportamento da sociedade.
E-mail tostao.folha@uol.com.br
TOSTÃO
COLUNISTA DA FOLHA
Contra a Croácia, Parreira vai escalar pela primeira vez Adriano e Ronaldo. São dois centroavantes que devem dar certo, pois nenhum deles atua fixo pelo meio e de costas para o gol. Ronaldo é destro, mas gosta de se posicionar mais pela esquerda, de onde arranca com a bola ou vai recebê-la em diagonal nas costas dos zagueiros. O "gordinho" chega sempre primeiro.
Já o canhoto Adriano, prefere atuar mais pela direita, driblar para o meio e soltar as suas bombas. Ele é o melhor finalizador do mundo.
Outra novidade poderá ser o Robinho, no segundo tempo, mais recuado pela esquerda, no lugar do Ronaldinho Gaúcho. Pela posição, Ricardinho deve iniciar a partida. Com a sua velocidade e habilidade, Robinho tem condições de se adaptar bem a essa nova função, desarmando e chegando ao ataque. Além disso, como fez Zagallo na Copa de 70, Parreira quer escalar os melhores, desde que se adaptem bem a posições diferentes das habituais. O Brasil tem cinco craques (os dois Ronaldinhos, Adriano, Kaká e Robinho) para quatro lugares. Quando mudou o esquema tático, Parreira disse que o time jogaria no 4-2-2-2, com dois meias ofensivos próximos dos dois atacantes. Porém a equipe só se acertou quando Kaká e Ronaldinho Gaúcho jogaram mais recuados, um de cada lado. A diferença do atual 4-4-2 para o tradicional 4-4-2 da Europa e da seleção brasileira de 94, é que Kaká e Ronaldinho Gaúcho não atuam tão fixos e os dois são capazes de marcar mais atrás e de chegar ao ataque com muito talento.
Contra Argentina e Alemanha, o Brasil tinha quatro jogadores marcando no meio-campo e quatro no ataque. Por isso e, principalmente, pela qualidade dos jogadores, a seleção poderá ser tão espetacular quanto às melhores de todos os tempos. Como Kaká conduz mais e Ronaldinho Gaúcho toca mais a bola, os dois se completam e alternam o ritmo da equipe. Se Robinho entrar no lugar do Ronaldinho Gaúcho, a equipe poderá ficar mais apressada. Com Ricardinho, será mais cadenciada. Pela versatilidade e pelo talento dos jogadores, o Brasil pode mudar a maneira de jogar durante as partidas, se necessário. Aí vai precisar da ajuda do técnico.
A bola não pára
Todas as seleções vão jogar hoje. Nenhuma da Europa empolga. Existem várias boas, do mesmo nível, como Itália, Holanda, República Tcheca, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, com o retorno de Zidane, Makelele e Thuram, e Alemanha, que tem jogadores piores, mas vai atuar em casa no Mundial. A Inglaterra é a que tem mais excelentes jogadores em quase todas as posições. Porém faltam bons reservas. Diferentemente de todas as seleções citadas e a do Brasil, que também jogam no 4-4-2, não há na seleção inglesa diferença entre os dois volantes e dois meias (um de cada lado). Os quatro defendem e atacam. Os armadores pelo meio (Gerrard e Lampard), teoricamente os volantes, são os que mais finalizam. Em compensação, deixam mais espaços entre o meio-campo e a defesa.
As seleções da Europa atuam da mesma forma os 90 minutos de todas as partidas. Fazem sempre tudo igual. Lembra da Copa do Mundo de 2002, quando a Inglaterra perdia para o Brasil, tinha um jogador a mais e não mudou a maneira de jogar. O técnico deveria ter sido suspenso por incompetência.
Os gênios da bola
Foi divertido o encontro entre Pelé e Maradona.
Como acompanhei de perto toda a carreira dos dois, não tenho dúvidas de que Pelé foi melhor. Maradona era mais malabarista, dava mais show de habilidades, mas Pelé foi mais completo, na parte física e técnica.
Fora de campo, faço algumas divagações. Os dois, cada um de seu jeito, têm virtudes e defeitos como a maioria das pessoas. A arte é que é especial, e não o artista.
Deduzo ainda que o homem e o personagem Pelé são praticamente a mesma pessoa. O Edson só faz o que Pelé quer. Pelé não tem problemas com a fama, como respondeu ao Maradona.
Já o Diego e o Maradona vivem em conflito. Ele não sabe se é o criador ou a criatura. Daí as revoltas do craque contra os padrões de comportamento da sociedade.
E-mail tostao.folha@uol.com.br
segunda-feira, agosto 15, 2005
Santa x Vitória, um jogo para tirar algumas dúvidas...

Eu ainda tenho dúvidas sobre o quanto a situação extracampo atrapalhou o Santa no jogo contra o Grêmio, sábado, no Olímpico. Creio que até levar o primeiro gol, o time estava jogando bem, tendo inclusive boas chances de abrir o placar. A primeira dúvida vem justamente no lance do gol. Para mim, uma jogada de craque de Anderson. Alguns, no entanto, vão argumentar que ele só jogou muito porque a defesa não quis marcar. Essa é a segunda dúvida. Até que ponto a defesa não quis marcar ou estava jogando mal, como acontece de vez em quando?
É preciso que a torcida tricolor entenda que o Grêmio é um bom time, tem camisa e jogava em casa para um grande público, nada mais natural, ainda por cima jogando contra o melhor time da competição, que a equipe gaúcha corresse muito. E foi exatamente isso o que aconteceu. Em duas belas jogadas de Anderson, aliadas a duas bobeiras da defesa tricolor, o Grêmio fez os dois gols que definiram o placar.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Givanildo fez duas alterações, colocando Rozembrick e Júnior Maranhão, montando, para muitos, inclusive para este comentarista amador, a equipe ideal. O time igualou o jogo, mas não conseguiu ser objetivo, criando poucas oportunidades de gol. Peças importantes da equipe não funcionaram, como Carlinhos e Leonardo. Esse é outro ponto a se pensar, será que o grupo se acomodou com a classificação antecipada, ou deu um recado para a diretoria sobre os problemas financeiros? Acho que os dois.
Amanhã, o Santa enfrenta o Vitória em casa, a equipe baiana está em oitavo na tabela e quer se consolidar no grupo dos 8 que se classificam para a segunda fase. Para o time do Arruda, é a oportunidade de mostrar que o jogo no Sul foi apenas um acidente de percurso.
Esta é uma partida fundamental, pois há boatos que Givanildo entrega o cargo após o encontro. É a hora da torcida comparecer em massa, aplaudir o time e mostrar aos dirigentes que está insatisfeita com os acontecimentos da última semana.
Para o meu amigo Artur, eu pediria calma. Ainda não ficou claro que o jogo de sábado foi o início da derrocada. Porém, uma nova má atuação irá reforçar esta tese.
Quanto à saída de Edinho, ainda mantenho a minha posição. Acredito que ele esperou até onde deu. Se desse para esperar, ele certamente o faria. Ninguém abandona um barco que está bem na guerra, a não ser que haja um problema muito sério. A verdade, porém, dificilmente aparecerá. Esse será mais um daqueles fatos que entram na caixa preta do Arruda para nunca mais sair.
domingo, agosto 14, 2005
Treze quase na próxima fase da Série C

O Treze venceu de virada o ASA de Arapiraca, no estádio O Amigão, em Campina Grande e avançou rumo à classificação para a segunda fase da Série C. A equipe visitante marcou marcou primeiro aos 31min da etapa inicial com Alan, mas o Galo empatou com o zagueiro Márcio Alemão.
O gol da virada saiu nos minutos finais do segundo tempo com cruzamento de Pedro Neto e cabeçada de Adelino.
Ainda é cedo para qualquer prognóstico mais consolidado. Ainda há várias equipes sobre as quais não temos informação alguma, mas que o Treze está no caminho certo para a segundona, ah, isso está!
Ficha Técnica:
Treze: Érico, Chininha (Pedro Neto), Alemão e Kiko, Alisson, Raminho (Canindé), Gaibú (Rogério Melo), Maurício e Rogério Costa, Da Silva e Adelino. Técnico: Maurício Simões.
ASA-AL: Delmir, Robinho, Jeferson, Márcio e Fábio, Jota, Marcelinho, Souza e Alan, Denilson e Anderson.
Cartões amarelos:
Treze: Érico, Alemão, Kiko, Raminho, Rogério Melo e Rogério Costa.
ASA: Robinho, Jeferson e Fábio.
Gols:
ASA: Alan (30 min 1ºT). TREZE: Alemão (39 min 1ºT) e Adelino (43 min 2ºT).
Renda: R$ 20.607
Público pagante: 4.304/ Não pagante: 915,
Total: 5.219 expectadores.
(fonte: futeboldaparaiba.com)
Em Pernambuco, o Nacional de Patos, que ainda se recupera do terrível acidente com alguns dos seus jogadores, venceu o Vitória por 1 a 0.
Falha nossa: no post anterior eu disse que o jogo do Treze seria em Arapiraca. Chutei para fora do estádio! O jogo foi no Amigão, em Campina Grande.
sábado, agosto 13, 2005
depois das outras histórias, o futebol...

Depois de tornar pública a minha desilusão com o PT e cia, vou escrever aqui sobre um assunto que deveria ser mais ameno, mas não menos importante. O futuro do Santa Cruz este ano. Hoje a equipe coral enfrenta o Grêmio, até aí nada demais, o time está classificado. No entanto, após essa semana tão conturbada, o comportamento da equipe hoje poderá sinalizar os rumos que o clube irá tomar. E eu que achava que já estávamos na primeirona. É Dr. Perrusi, o errado era que tudo estava certo!
O que todo mundo espera é mais uma boa exibição, pois caso isso aconteça, a torcida promete encher o estádio na próxima partida com faixas e cartazes em solidariedade ao elenco e à comissão técnica, contra o metralha Romerito Jatobá.
Ontem, o sujeito apresentou a prestação de contas dos gastos com os tais fornecedores que o impediu de pagar parte das dívidas com os atletas. Pasmem, um dos que receberam dinheiro foi o ex-presidente Zé Neves! Quem conhece minimamente a história do Santa, sabe que se alguém deve a alguém nesse caso, ele é quem deveria pagar ao clube.
No mais, é torcermos por uma boa vitória e desejar FICA GIVANILDO! A massa coral está com você.
Para não ficar falando apenas do Santa, vou fazer um elogio ao Náutico. O alvirrubro fez duas contratações interessantíssimas. Juninho Petrolina, que no último campeonato português foi eleito o 3º melhor estrangeiro e o jovem Paulo Mattos, oriundo do São Paulo. Ambos são muito bons jogadores e devem desempenhar um papel fundamental para colocar de vez o Náutico entre os principais favoritos à conquista da vaga.
Na série C, quem está dando as cartas é o Treze de Campina Grande. O Galo da Borborema está com 6 pontos e lidera o grupo 7 da competição. O próximo adversário será fora de casa, contra o Asa da Arapiraca, no próximo domingo.
Até tu, OAB?

A OAB da Paraíba está de parabéns pela 26ª Semana do Advogado de Campina Grande. A festa foi linda, tudo funcionou perfeitamente. É uma pena que o apoteótico encerramento foi cancelado. Um debate sobre a corrupção no país. Motivo: o palestrante principal não pode vir. De fato isso seria uma pena, se o citado especialista, e isso o sujeito é com certeza, não fosse o nobre deputado Roberto Jefferson.
Já imaginaram o Bob Jefferson debatendo sobre corrupção? Será que ele viria de cueca? a propósito, quanto dinheiro caberia na cueca dele? Ou viria de Jipe? Será que ele colocaria uma banquinha em frente ao auditório para vender seus cds? "O que será que será". Será, finalmente, que ele contaria todos os meandros de tal prática. Conhecimento para isso ele tem de sobra. Não preciso aqui me alongar relatando o seu vasto currículo de serviços prestados à nação nessa área. Até uma pessoa surda, muda e cega o conhece e sabe dos seus talentos.
Isso seria cômico, se não fosse trágico. Eu, que já desconfiava de advogados só por desconfiar, agora tenho um motivo. Não entra na minha cabeça, aliás, na cabeça de qualquer pessoa de bem (já disse que sou um deles), que um evento organizado por uma instituição tão respeitada tenha como grande convidado o ex-gordo canalha! Parece que a OAB está tentando imitar o PT e jogar a sua história na lama...
Se algum dos meus 170 milhões de leitores for advogado, será que poderia me explicar o porquê do convite?
Mas ainda bem (ou não), que o meliante decidiu não vir. Seria mais um ato que só serviria para aumentar o preconceito que muitas pessoas de outros estados têm em relação à Paraíba velha de guerra. Obrigado Bob, prometo comprar o seu CD...
sexta-feira, agosto 12, 2005
Acho que Lula perdeu a chance...
De se matar ou renunciar ou apontar os bois que merecem ser nomeados. Depois do pronunciamento à nação, fica difícil para se esboçar qualquer mísera defesa. O duro é ter que concordar com o crápula do Artur Virgilio, “Lula foi covarde”. Mais um discurso vazio agora só vai aproximar o governo de um buraco cada vez mais sem fundo. Era preciso firmeza, coragem e principalmente nomear os tais bois.Aí vai o e-mail daquele amigo do post anterior. Agora comentando, curto e grosso, o pronunciamento do Lula.
Perdemos mais um momento histórico: Lula não se matou...
E eu que tinha tanta esperança no gesto trágico...
Que Lula não pense que falar de forma genérica em traição vai salvá-lo de alguma coisa. Ainda faltam as revelações de Dirceu... Quem vai pôr a pá de cal no governo vai ser justamente esse grande coveiro que é José Dirceu...
Concordo Plenamente
O PT... A esperança é a única que morre...
Não deveria, mas confesso que o depoimento do Duda Mendonça me deixou angustiado. Uma angustia gigantesca, me tirou qualquer sentimento, como medo, esperança...Estou parecendo o Arnaldo Antunes quando grita: "Socorro não estou sentindo nada, nem medo nem calor nem fogo, nem vontade de chorar, nem de rir..."
Que o velho e bom PT já havia desaparecido, não tinha dúvidas. Mas agora os caras foram longe demais de qualquer conta. A que ponto chegamos, meus caros, ver um representante da maior canalhice brasileira, o deputado Alaluia, do PFL baiano, quase chorando de tanto rir (internamente), na tribuna, ao gozar da cara de vários petistas e porque não de tudo o que o PT representa(va). O pior de tudo é que o sujeito tinha razão...
Como é que se pode jogar uma história conquistada com o suor de milhares de pessoas, entre as quais, Chico Buarque, Henfil, Betinho e os milhões de anônimos espalhados pelo Brasil afora, numa lama sem fim? O que será que um Henfil estaria pensando agora? é o que eu me pergunto.
Talvez a solução estaja em um e-mail que recebi hoje transcrito abaixo... (eu também pensei muito nisso)
Com muita gripe e muito muco cerebral, tava pensando... Lula devia se matar... Com cicuta, por exemplo, uma morte relativamente dolorida, apresentando muitas vezes um quadro de crise convulsiva - sem dor, um suicídio trágico não tem graça. Como a safadeza petista escancarou as portas para a entrada triufante da direita ou coisa pior, a morte do seu timoneiro poderia, em tese, causar uma comoção geral, atrapalhando transitoriamente a direita ou coisa pior. O gesto getulista de Lula - lembrar que o fim do pai dos trabalhadores adiou o golpe em 10 anos - daria tempo à esquerda de se reorganizar - isso, é claro, depois da imolação pública de todos os petistas (para não atrapalhar a reconstrução) e daqueles que defendiam a real politik de esquerda...
"é isso mesmo!"
"não tem como fazer diferente"
"é o único jeito"
"é invenção da mídia"
Frases que deveriam ser banidas do vocabulário democrático...
Incrível, muco cerebral dá barato! A idéia do suicídio de Lula não sai da minha cabeça. Tô borbulhando um riso louco!
Comecei a imaginar cenas:
Lula só se mata mesmo no último momento, do xeque-mate. Ele chama Duda e o manda ligar a câmera. Fala à nação, com a direção do seu queridinho, protege a fita, entrega em mãos seguras e manda uma azeitona no côco.
Não, no côco não, pois o estrago pode ser grande. Ia ser uma meladeira geral. E ficaria esteticamente feio. Tem que ser no coração mesmo.
Ou, então, Lula pega um cálice - vemos por uma câmara no alto que o líquido é vermelho -, toma até o gogó e cai estrebuchando no chão. Duda olha para a câmara, logo, para o Brasil, e diz baixinho:
- não era vinho...
Com esse exemplo, começaria aí uma nova esquerda...
Mas não sei, não. Lula não tem toda essa estirpe. Meu medo é que a segunda vez (o suicídio getulista) não seja uma tragédia e sim uma farsa, uma pantomima.
Bora ver.
Que o velho e bom PT já havia desaparecido, não tinha dúvidas. Mas agora os caras foram longe demais de qualquer conta. A que ponto chegamos, meus caros, ver um representante da maior canalhice brasileira, o deputado Alaluia, do PFL baiano, quase chorando de tanto rir (internamente), na tribuna, ao gozar da cara de vários petistas e porque não de tudo o que o PT representa(va). O pior de tudo é que o sujeito tinha razão...
Como é que se pode jogar uma história conquistada com o suor de milhares de pessoas, entre as quais, Chico Buarque, Henfil, Betinho e os milhões de anônimos espalhados pelo Brasil afora, numa lama sem fim? O que será que um Henfil estaria pensando agora? é o que eu me pergunto.
Talvez a solução estaja em um e-mail que recebi hoje transcrito abaixo... (eu também pensei muito nisso)
Com muita gripe e muito muco cerebral, tava pensando... Lula devia se matar... Com cicuta, por exemplo, uma morte relativamente dolorida, apresentando muitas vezes um quadro de crise convulsiva - sem dor, um suicídio trágico não tem graça. Como a safadeza petista escancarou as portas para a entrada triufante da direita ou coisa pior, a morte do seu timoneiro poderia, em tese, causar uma comoção geral, atrapalhando transitoriamente a direita ou coisa pior. O gesto getulista de Lula - lembrar que o fim do pai dos trabalhadores adiou o golpe em 10 anos - daria tempo à esquerda de se reorganizar - isso, é claro, depois da imolação pública de todos os petistas (para não atrapalhar a reconstrução) e daqueles que defendiam a real politik de esquerda...
"é isso mesmo!"
"não tem como fazer diferente"
"é o único jeito"
"é invenção da mídia"
Frases que deveriam ser banidas do vocabulário democrático...
Incrível, muco cerebral dá barato! A idéia do suicídio de Lula não sai da minha cabeça. Tô borbulhando um riso louco!
Comecei a imaginar cenas:
Lula só se mata mesmo no último momento, do xeque-mate. Ele chama Duda e o manda ligar a câmera. Fala à nação, com a direção do seu queridinho, protege a fita, entrega em mãos seguras e manda uma azeitona no côco.
Não, no côco não, pois o estrago pode ser grande. Ia ser uma meladeira geral. E ficaria esteticamente feio. Tem que ser no coração mesmo.
Ou, então, Lula pega um cálice - vemos por uma câmara no alto que o líquido é vermelho -, toma até o gogó e cai estrebuchando no chão. Duda olha para a câmara, logo, para o Brasil, e diz baixinho:
- não era vinho...
Com esse exemplo, começaria aí uma nova esquerda...
Mas não sei, não. Lula não tem toda essa estirpe. Meu medo é que a segunda vez (o suicídio getulista) não seja uma tragédia e sim uma farsa, uma pantomima.
Bora ver.
quarta-feira, agosto 10, 2005
Rapidinha...
Não, não é isso que vcs estão pensado, seus 170 milhões de maldosos...
é que eu recebi um recado via orkut de um leitor querendo que eu escrevesse sobre o Treze e a série c.
Eu ia fazer isso hoje, mas depois das explosões lá pelas bandas do Arruda, fui obrigado a mudar tema, afinal, dos 170 milhões de leitores diários do blog, 160 milhões são torcedores do Santinha. Prometo que farei em breve.
é que eu recebi um recado via orkut de um leitor querendo que eu escrevesse sobre o Treze e a série c.
Eu ia fazer isso hoje, mas depois das explosões lá pelas bandas do Arruda, fui obrigado a mudar tema, afinal, dos 170 milhões de leitores diários do blog, 160 milhões são torcedores do Santinha. Prometo que farei em breve.
Parece que eu estava adivinhando...
Rapazes e moças que fazem parte dos meus 170 milhões de leitores é impressionante como o Santa Cruz tem a capacidade para dificultar as coisas. Parecia que eu estava fazendo um exercício de futurologia quando, há alguns posts, eu escrevi que era muito estranho que o Santinha estivesse conseguindo tudo com tanta facilidade. O destino teima em me dar razão neste caso. A repentina saída de Edinho, vice-presidente e homem forte do futebol, da direção tricolor pegou a torcida de calças curtas e, para piorar, justamente no momento em que todos comemoravam a classificação antecipada para a segunda fase da série B. Edinho se afastou alegando "uma enciclopédia de divergências" com o presidente Romero Jatobá. Amiguinhos, se vocês olharem bem direitinho à cara do Jatobá (foto abaixo), com certeza vão notar uma certa semelhança com três certos irmãos das histórias em quadrinhos da Disney. Mas isso é outra história...
Agora nos resta apenas fezer algumas conjecturas sobre os reais motivos para que tal fato ocorresse neste momento tão importante. Um dos meus milhões de leitores me enviou um e-mail preocupadíssimo com a situação. Para ele, duas pessoas desse nível brigarem justamente agora é porque a coisa é feia e braba. Evasão de renda, falta de compromisso com o time e por aí vai.
De qualquer forma, fica uma questão fundamental no ar: será que Givanildo, o Cruyff do Nordeste, não poderá tomar o mesmo caminho que Edinho, na primeira bobeada dos que ficaram? Todos sabem da intimidade do nosso comandante com o ex-diretor. Todos os tricolores de bem, eu me considero um deles, devem ficar arrepiados só em ouvirem falar o nome de Alberto Lisboa, o novo homem-forte. Para piorar a situação, alguns jogadores já estão comentando, ainda que na surdina, que só segurarão a barra até o próximo jogo, contra o Grêmio. Ou seja, ou a diretoria paga todos os atrasados a quem trouxe de volta a alegria ao povão, ou o barco afunda e não teremos o bombeiro (Edinho), vestido de salva-vidas e conseqüentemente, meus caros, By, by, Brasileirão.
Aconselho a leitura do artigo do Mirobaldo Arruda, aliás, o melhor cronista do Santa Cruz atualmente.
Para alegrar nossos sofridos corações, vou reproduzir um texto publicado hoje, no Jornal do Comércio, sobre o Mago Rozembrick. Aquele que é mais bonito que Bequerram.
O mago
Publicado em 10.08.2005
JÚLIO VILA NOVA
Por um fenômeno fonético que a Lingüística bem explica, às vezes o magro é chamado de mago. Aqueles que cultuam a infâmia do preconceito vêem aí um motivo para a discriminação, sobretudo contra pessoas de classe social mais baixa, mas os lingüistas vêm esclarecer que se trata de um exemplo de variação, fenômeno que atesta a riqueza da nossa língua, falada de tantas diferentes maneiras num país gigante.
Vítima de tantas injustiças e preconceitos, o povão às vezes supera tudo com provas de criatividade, na vida e também no trato com a língua, tal como o craque a deixar um joão-marcador boquiaberto, com dribles desconcertantes.
Hoje, com a graça de um momento feliz em que testemunha a alegria do bom futebol, o povão tricolor oferece um bom exemplo dessa criatividade: batizar de mago o magro Rosembrik, transformando magreza em magia. E o povão ri.
Quando o mago tem a bola nos pés, milhões de olhos presentes e ouvidos atentos ao pé do rádio se preparam para alguma surpresa, platéia de mágico. E na velocidade de poucos segundos o passe, o drible, o chute assumem nas arquibancadas a forma de sorrisos privilegiados. E muitas vezes a alegria explode ruidosa em gritos de gol. Mas mesmo que o gol não venha, a alegria está garantida quando a bola passa pelos pés do mago, maestro de um time em que figuram outros dez, que não poderiam faltar para completar o show.
Talvez sabendo que o filho seria um predestinado, o pai tirou dos gramados da Holanda um nome que encantou o mundo da bola e fez história num carrossel que gira até hoje, agora nas voltas do Mundão do Arruda. E a torcida, povão que é orgulho tricolor, diverte-se em trocadilhos com seu nome, chamando-o às vezes "Rosembrinque", para lembrar que a alma do futebol é a brincadeira, e que deveríamos todos continuar crianças que se divertem, encantados com passes de mágica e habilidade de malabaristas que ainda existem para superar a tristeza dos esquemas táticos retranqueiros e a estupidez da violência.
Que sorte nossa, tricolores! Quando estamos lá no Mundão, a gente não se cansa de sorrir e pedir outra vez: “Faz mais um truque com a bola, mago!”
Júlio Vila Nova é Mestrando em Letras pela UFPE
terça-feira, agosto 09, 2005
O nascimento da canarinha

Hoje vou falar de um fato bastante conhecido. O nascimento da camisa amarela no escrete nacional. Qualquer pessoa que conhece um pouco de futebol, sabe que o Brasil, até a copa de 50, jogava de uniforme branco. (para quem não sabe, a foto acima comprova o que digo. Não sei se a definição da imagem está boa, mas com um pouco de esforço o leitor será capaz de enxergar a cor branca dos uniformes)
Como todo mundo sabe, o Brasil perdeu a copa de 50 em casa, numa partida em que poderia empatar, começou ganhando, mas cedeu a virada perto do fim do jogo. A partir daí, criou-se um mito de que a camisa branca dava azar. Ou melhor, para o jornal carioca Correio da manhã o uniforme branco sofria de “falta de simbolismo moral e psicológico”. Por causa desse mito, com ajuda da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), o jornal lançou um concurso para a criação de um novo uniforme usando todas as cores da bandeira brasileira. O projeto vencedor seria usado na copa de 1954, na Suíça.
Mais de 300 projetos foram apresentados, sendo o vencedor o de um jovem gaúcho de 19 anos. Aldyr Garcia Schlee trabalhava como desenhista das páginas esportivas de um jornal em Pelotas, a 152 KM da fronteira com o Uruguai. Acostumado com o desenho de jogadores de futebol, ele resolveu entrar no concurso apenas de brincadeira. Aldyr fez mais de 100 desenhos até chegar ao esboço definitivo. Para quem não conhece, camisas amarelas com detalhes verdes; calções azuis com detalhes brancos e meias brancas. O segundo lugar foi de Nei Damasceno. Sua sugestão foi camisa verde, calção branco e meias amarelas...
Como morava perto da fronteira com o Uruguai, Aldyr sofreu várias influências do país vizinho. Advinha para quem ele torceu naquele 16 de julho de 1950?

É isso mesmo, o sujeito que desenhou (e criou) a mística canarinha torce até hoje pelo Uruguai.
Fonte: Futebol O Brasil em Campo, Alex Bellos
segunda-feira, agosto 08, 2005
O Cruyff do Nordeste

Hoje eu to feliz, o final de semana não poderia ter sido melhor, no aspecto futebolístico, claro. O Santinha está na próxima fase da segundona. O melhor foi que o clube conseguiu a classificação com antecedência, um fato inédito desde que o campeonato tem esse formato.
Como bom tricolor, apesar de feliz, estou um pouco ressabiado. O Santa Cruz tem conseguindo as coisas com certa facilidade, quem já viu isso? O torcedor coral está acostumado a comemorar apenas 15 minutos após o apito final, para não ter risco de acontecer uma desgraça, como aquela final do ano passado. Vamos esquecer isso, pois como diria FHC (toc, toc, toc), "isso é história".
Por outro lado, o time vem mostrando em campo porque está nessa situação. É uma equipe bem montada, segura na defesa e que sabe o que faz quando tem a posse de bola. Além do mais, o time é bastante amadurecido (só espero que não apodreça até dezembro) e emocionalmente bem resolvido, não se afoba nem se Givanildo mandar.
Por falar nele, o nosso cabeça de navio - como diria Osmar Santos - parece que incorporou o espírito (vivo) do Cruyff (O meu psiquiatra, que também é o do Adriano, Dr. Perrusi, só se refere ao sujeito como o Cruyff do Nordeste). O cara ta com a moléstia! Confesso que não gostei quando ele foi anunciado, mas estou dando as mãos, e os pés, à palmatória. O cara conseguiu montar um TIME, isso mesmo, com letras maiúsculas. Fez um campeonato pernambucano impecável, a copa do Brasil idem.
O Marreco tem o time nas mãos, é impressionante como ele conseguiu fazer esse time jogar. Aliás, há muito tempo eu não ouvia (esse ano resolvi não ver os jogos do Santa por um motivo completamente místico) o Santinha jogar tão bem. O time ta tão bom que, pelo rádio, eu consigo enxergar todos os detalhes táticos da partida, consigo ver as jogadas melhor do que as câmeras da Rede TV (já que eu não tenho Sky). E Sábado não foi diferente. O cara ta tão bem que até quando eu tenho certeza que ele erra (e olha que eu, como todos os torcedores, sou o dono da verdade), ele acerta. Só para calar a minha boca!
Calei-me, pronto!
Para não me chamarem de sectário, vou falar dos outros. O Náutico parece que não aprendeu a experiência do ano passado, continua aquela coisa completamente instável emocionalmente. Eles até que podiam marcar uma horinha com o Dr. Perrusi. Já a coisa do mangue, parece que ressuscitou. Ô desgraça ruim de morrer! Quando todos pensavam que agora ela empacotava, eis que surgem as barbies, todas coloridas, para salva-la.
Enfim, já falei demais dos outros...
Fui...
Ps. Voltando a falar do Santa, vocês já notaram como o Mago Rozembrick é muito mais bonito do que Bequerram?
sábado, agosto 06, 2005
Pra não passar em branco...
Vamos lá.
É o seguinte, nos últimos dois dias eu não tenho acompanhado muito os noticiários, mas sei que a coisa ganhou e isso é uma péssima notícia, fazer o que?
Para não passar em branco, resolvi falar sobre esta celeuma que estão fazendo com o Kerlon e seu drible da foca. Nos últimos dias, eu li, vi e ouvi um monte de asneiras em relação ao tal drible. Que não é objetivo; que menospreza o adversário; que os zagueiros vão lhe quebrar as pernas; que no futebol profissional não há mais espaço para este tipo de jogada e por ai vai...
Seguinte: drible é drible, seja ele objetivo ou não. Alguns acreditam (eu também) que o drible deve ser objetivo. Mas isso não é uma verdade absoluta. Qual o torcedor não gostaria de ver os jogadores do seu time humilhando o rival? de gritar olé até se esbaldar? Por outro lado, qual o torcedor não gostaria de matar o jogador do rival quando este está por cima da carne seca? Vamos deixar de besteiras, futebol é assim mesmo. Quem ganha vai zombar e que perde vai dormir na cama...(contra o Santinha não)
Quanto ao fato dos zagueiros descerem o sarrafo, pouco importa se o craque quis humilhar ou não, se o sujeito deu o pontapé, tem que ser expulso. Não há atenuante! Ou será que alguém ligado ao futebol (exceto o Lazaroni, claro), não gostaria de ver um Garrincha jogar?
Enfim, esta é uma discussão completamente imbecil. Deixa o garoto jogar a bola que sabe e pronto.
Mas, porém, contudo, todavia e entretanto, se o desgraçado filhote de chocadeira fizer isso contra o Santinha, pode ter certeza que vou oferecer um prêmio para o zagueiro que lhe fizer o maior estrago. Ah, se vou!!!!!
Fui....
PS. Contra a leoa ou as barbies, não só pode como é o seu dever divino!
É o seguinte, nos últimos dois dias eu não tenho acompanhado muito os noticiários, mas sei que a coisa ganhou e isso é uma péssima notícia, fazer o que?
Para não passar em branco, resolvi falar sobre esta celeuma que estão fazendo com o Kerlon e seu drible da foca. Nos últimos dias, eu li, vi e ouvi um monte de asneiras em relação ao tal drible. Que não é objetivo; que menospreza o adversário; que os zagueiros vão lhe quebrar as pernas; que no futebol profissional não há mais espaço para este tipo de jogada e por ai vai...
Seguinte: drible é drible, seja ele objetivo ou não. Alguns acreditam (eu também) que o drible deve ser objetivo. Mas isso não é uma verdade absoluta. Qual o torcedor não gostaria de ver os jogadores do seu time humilhando o rival? de gritar olé até se esbaldar? Por outro lado, qual o torcedor não gostaria de matar o jogador do rival quando este está por cima da carne seca? Vamos deixar de besteiras, futebol é assim mesmo. Quem ganha vai zombar e que perde vai dormir na cama...(contra o Santinha não)
Quanto ao fato dos zagueiros descerem o sarrafo, pouco importa se o craque quis humilhar ou não, se o sujeito deu o pontapé, tem que ser expulso. Não há atenuante! Ou será que alguém ligado ao futebol (exceto o Lazaroni, claro), não gostaria de ver um Garrincha jogar?
Enfim, esta é uma discussão completamente imbecil. Deixa o garoto jogar a bola que sabe e pronto.
Mas, porém, contudo, todavia e entretanto, se o desgraçado filhote de chocadeira fizer isso contra o Santinha, pode ter certeza que vou oferecer um prêmio para o zagueiro que lhe fizer o maior estrago. Ah, se vou!!!!!
Fui....
PS. Contra a leoa ou as barbies, não só pode como é o seu dever divino!
quinta-feira, agosto 04, 2005
"Vai começar o futebol..."
Enquanto ouço o depoimento do Bob Jerfeson, resolvi começar a escrever...Resolvi então começar por duas das minhas maiores paixões, futebol e música. Não vou esquecer do Santinha, a maior de todas que, como quem vai danado pra Catende, vai danado em busca da primeirona.
Deixando de enrolação, vamos começar.
Vou contar uma historinha, bastante conhecida, da primeira (eu tenho quase certeza) música feita sobre futebol no país. Chama-se Um a zero e é de Pixingunha e Benedito Barbosa. Não poderíamos começar melhor...
Ela foi composta em 1919, para homenagear a Saleção Brasileira campeã sul-americana daquele ano, batendo o Uruguai, na final por esse placar, dando à canarinha (que ainda jogava de uniforme branco)o seu primeiro grande título internacional.
A partida em questão foi disputada contra a seleção do Uruguai e durou quase três horas - 90 min. de tempo regulamentar e prorrogação de 60 min. Friedenreich marcou o gol da vitória brasileira, o que lhe rendeu uma homenagem dos próprios adversários. A partir de então, o lendário jogador ficaria conhecido também pelo apelido de "El Tigre", como era tratado pela imprensa Uruguaia e Argentina.
A melodia reproduz os rápidos movimentos do jogo, extravasando, num ritmo alegre o orgulho pela vitória do escrete nacional.
Alguns anos depois Nelson Ângelo colocou a letra na música.
Um a zero
por Nelson Ângelo
Vai começar o futebol, pois é,
com muita garra e emoção.
São onze de cá, onze de lá
e o bate-bola do meu coração.
É a bola, é a bola, é a bola, é a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
o nosso time venceu por um a zero e a torcida vibrou.
Vai começar o futebol, pois é,
com muita garra e emoção.
São onze de cá, onze de lá
e o bate-bola do meu coração.
É a bola, é a bola, é a bola, é a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
o nosso time venceu por um a zero e a torcida vibrou.
Vamos lembrar a velha história desse esporte.
Começou na Inglaterra e foi parar no Japão.
Habilidade, tiro cruzado, mete a cabeça, toca de lado,
não vale é pegar com a mão.
E o mundo inteiro se encantou com esta arte
Equilíbrio e malícia, sorte e azar também,
deslocamento em profundidade, pontaria na hora da conclusão.
Meio-de-campo organizou e vem a zaga rebater.
Bate, rebate, é de primeira.
Ninguém quer tomar um gol
É coisa séria e é brincadeira.
Bola vai e volta, Vem brilhando no ar.
E se o juiz apita errado é que a coisa fica feia.
Coitada da sua mãe, mesmo sendo uma santa cai na boca do povão.
Pode ter até bolacha, pontapé, empurrão.
Só depois de uma ducha fria é que se aperta a mão! Ou não!
Vai começar o futebol...
Aos quarenta do segundo tempo,
o jogo ainda é zero a zero,
todo time quer ser campeão.
Tá lá um corpo estendido no chão
são os minutos finais. Vai ter desconto.
Mas, numa jogada genial,
aproveitando o lateral
um cruzamento que veio de trás,
foi quando alguém chegou,
meteu a bola na gaveta e comemorou! Ai ai, ai ai ai ai Ai, ai ai ai ai
Alguém chegou,
meteu a bola na gaveta e comemorou!
Vai começar o futebol...
É isso...
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