quinta-feira, agosto 25, 2005

Não tem coisa mais chata do que a coisa...

Olha, eu já vi Duro de Matar umas centenas de vezes, já vi o Bruce Wills escapar da morte mais de quinhentas vezes, mas duro de matar mesmo é o Sport, apelidado “carinhosamente” pela maior torcida de Pernambuco de “coisa”. É impressionante coleguinhas como o desgraçado não morre. Parece aquele João Bobo, bate e volta. Confesso que não queria estar escrevendo isso agora, mas o último jogo deles me deixou com umas pulgas atrás da orelha.

Vamos aos fatos para ilustrar o torcedor mais distante. Trinta minutos do segundo tempo, na Ilha do Retiro, jogavam a coisa e o Bahia. O time baiano, desesperado contra o rebaixamento, fazia uma boa partida e tinha a vantagem de 2X0 no placar. Eu estava dormindo, porque não costumo acompanhar jogos sem importância, tanto os da série A, quanto os dos times lá debaixo da série B. O telefone toca, era um amigo comemorando os tal placar. Beleza! Volto a dormir mais feliz ainda. Dez minutos mais tarde o sujeito me liga novamente: Porra, empataram! Volto a dormir um pouco chateado, mas ainda feliz porque a coisa continuava fora. Uns cinco minutos depois, a ducha fria. Os desgraçados viraram o jogo. Fui dormir...

Na manhã seguinte acordo com uma sensação de medo. É isso mesmo, medo! Lembrei de um filme semelhante que vi em 99, mas com o mocinho trocado. Nele, o mocinho (o de verdade), quase morto, ressurgia com o técnico dos juniores e alcançava a vaga na 1ª divisão. E, para melhorar, desclassificando o melhor time da competição fora de casa. Santa Cruz 1X0 no São Caetano...Fiquei com medo de estar diante de uma refilmagem. Será que a história vai se repetir? Não! Não creio que os deuses do futebol – aliás, os únicos em que acredito – seriam tão demoníacos.

Acordei hoje com outra lembrança. Eureca! A visita da saúde! O velho Arraes teve uma melhora antes de sucumbir. O Papa melhorou antes de morrer e minha avó também. É isso meus amigos, foi a visita da saúde. A coisa vai morrer no próximo jogo. Estou tranqüilo.

De qualquer forma, vou enviar este bom conselho de graça aos jogadores da Portuguesa, a lusinha mais querida e amada do Brasil. A coisa deve ser morta e esquartejada, digo isso para o próprio bem de vocês. Eu não agüentaria outra desilusão tamanha este milênio. Já basta o PT, mas isso é outra história.

3 comentários:

Felipe Pimentel Lopes de Melo disse...

Calma Bosquinho!

A "coisa" não tem remédio. E porra, o Bahia não adversário que se preze, pelo menos nesse momento. Na verdade a "coisa" está dando seu último suspiro na competição. Ganhar partida no susto e ainda dentro de casa é coisa comum no futebol, mas uma coisa é certa: Nada pode ser melhor que ver a "coisa" tentando botar o nariz pra fora da merda só pra dar o último suspiro antes de afundar.

Marcos Mesquita disse...

É Bosquinho! Desgraça pouca é bobagem... Quando a gente pensa que a coisa vai melhorar, vem o "coisa" e piora. Tuas crônicas estão cada dia melhores...
PS.: Moro com um torcedor do "coisa" que me fez assistir outro dia um jogo contra o Grêmio (outra coisinha!).

Anônimo disse...

É isso aí, gande Marquinhos. Aparece cada coisa para atrapalhar a vida (e o sono) da gente!!!!

POis é Felipe, foi exatamente isso que eu quis dizer...