Numa visão estreita...
sábado, janeiro 27, 2007
O demónio
Ainda não é oficialmente jogador do Milan, mas Ronaldo já soltou uma pérola:
- Treinar no Madrid era um inferno e quem me mandava treinar era o diabo...
Não sei se Capeta, ops, Capello é o tinhoso, mas que de futebol ele não entende bulhufas, tenho certeza.

A cara do diabo
Deixa o homem trabalhar!
A frase parece que está virando moda por estas terras também. Ao ser questionado sobre a "má fase" de Ronadinho Gaúcho, o técnico do Braça, o holandês Frank Rijkaard, respondeu na bucha:
- Ele já decidiu tanto a nosso favor. Deixa o homem trabalhar em paz!
domingo, janeiro 21, 2007
Sobre o Santinha,que levou uma enfiada do Porto, de Carauaru
Amigos, eu até já tinha escrito alguma coisa sobre a derrota de hoje. Mas depois de ler o comentário de Artur no Blog do Santinha, resolvi rasgar o que tinha escrito e simplesmente copiar o tal comentário, que, diga-se de passagem, diz tudo. Então, lá vai...
Qualquer criancinha de cinco anos sabia que o time formado não seria uma seleção. A criancinha, bem consciente, teria paciência.
Ela pensaria o óbvio ululante: vai se utilizar o PE para formar o time que vai disputar a segundona. Esse é o objetivo de todos os tricolores acima dos cinco anos. Uma boa campanha no PE é lucro.
Na série B, o Santinha terá um time competitivo, após as observações técnicas que o departamento de futebol e Givanildo farão durante o PE.
A criancinha de cinco anos balança a cabeça, concordando, pois é fácil de entender. Não é de se ver para crer, tá na cara!
Percebo que criancinhas abaixo de cinco anos estão escrevendo inconformadas. Não estão entendendo o que está acontecendo. São apressadas. Não compreendem o óbvio ululante.
Por favor, envelheçam, rápida e urgentemente!
Percebo também que tem criancinha acima de cinco anos inconformada com o time e com a diretoria. Aqui, peço paciência a todos, pois devemos respeitar a burrice. Esta não tem cor, sexo ou ideologia. É uma das poucas coisas universais nesse mundo velho e enfadado. Aos burros, meu elogio, pois a burrice influi muito mais no comportamento humano do que o fator sexual, ou econômico ou outro qualquer.
Por favor, só peço que não atrapalhem…
PorAqui, na terra del rey, as coisas vão tomando seus devidos lugares. O Barça voltou a ser líder, o Real naquela: perde uma e ganha outra, mas vai se mantendo perto, e o Sevilla parece que começa a perder forças. Ah, e o Bétis, time que escolhi para torcer, vai muito parecido com meu time do Brasil...
Qualquer criancinha de cinco anos sabia que o time formado não seria uma seleção. A criancinha, bem consciente, teria paciência.
Ela pensaria o óbvio ululante: vai se utilizar o PE para formar o time que vai disputar a segundona. Esse é o objetivo de todos os tricolores acima dos cinco anos. Uma boa campanha no PE é lucro.
Na série B, o Santinha terá um time competitivo, após as observações técnicas que o departamento de futebol e Givanildo farão durante o PE.
A criancinha de cinco anos balança a cabeça, concordando, pois é fácil de entender. Não é de se ver para crer, tá na cara!
Percebo que criancinhas abaixo de cinco anos estão escrevendo inconformadas. Não estão entendendo o que está acontecendo. São apressadas. Não compreendem o óbvio ululante.
Por favor, envelheçam, rápida e urgentemente!
Percebo também que tem criancinha acima de cinco anos inconformada com o time e com a diretoria. Aqui, peço paciência a todos, pois devemos respeitar a burrice. Esta não tem cor, sexo ou ideologia. É uma das poucas coisas universais nesse mundo velho e enfadado. Aos burros, meu elogio, pois a burrice influi muito mais no comportamento humano do que o fator sexual, ou econômico ou outro qualquer.
Por favor, só peço que não atrapalhem…
PorAqui, na terra del rey, as coisas vão tomando seus devidos lugares. O Barça voltou a ser líder, o Real naquela: perde uma e ganha outra, mas vai se mantendo perto, e o Sevilla parece que começa a perder forças. Ah, e o Bétis, time que escolhi para torcer, vai muito parecido com meu time do Brasil...
terça-feira, janeiro 16, 2007
O CHOQUE DE GESTÃO DA PARAÍBA
Por Maio Spellman
Enquanto a temporada de futebol não se inicia, vamos falar de política. Boa leitura e aguardo opiniões sobre esse artigo. FELIZ 2007!!
As recentes medidas tomadas pelo reeleito governador da PB as quais atingiram o funcionalismo estadual nas categorias concursados e cargos de confiança (apadrinhados), motivadas pela necessidade de conter despesas, apenas comprovaram, a falência do estado em termos de zelo pelo serviço público. O que significa para a população e para o funcionário o horário corrido, das 12h às 18h nas repartições públicas? O que significa o servidor poder optar pela disponibilidade, recebendo menos salário?
Fosse o Governador, humilde e democrático como demonstra ser em suas aparições e discursos públicos, teria criado um plano de contigenciamento que envolveria toda sociedade. Teria chamado à participar representantes das Universidade públicas do Estado, representantes dos conselhos profissionais das diversas categorias e representantes do funcionalismo público estadual, os mais atingidos com tais medidas. Sob esta ótica, as medidas possuem um caráter ditatorial. Mais: outros Estados que possuíam rombo maiores do que a PB, tomaram medidas diametralmente opostas: Enxugaram o organograma da administração, aumentaram a capacidade de arrecadação, estabeleceram metas no gerenciamento de despesas, criaram critérios para contratação dos cargos comissionados e implantaram indicadores e bonificações para os servidores públicos.
A sensação que se tem é a de que o atual governador, pairando por aqui através de ancestrais e capachos políticos, desde 1990, percebeu, que depois de tanto tempo, houve um estouro do orçamento do Estado. Inegavelmente, as evidências mostram que depois de mais de dez anos de enorme desmando administrativo, depois de farras inomináveis promovidas com o dinheiro público para abrigar todo tipo de apradrinhado, assecla, cumpincha, assessor para porra nenhuma-ASPONE, percebendo salários de até R$ 3.000,00, no governo estadual da grande família, depois de anos de erros de prioridade de administração que optou por dar pão e circo ao povo, o governador reeleito viu que a falência estatal fica logo ali, porque está em extinção o trigo para fazer o pão e a lona para cobrir o circo. Divide o ônus com todos. Já o bônus...
Os tempos são outros. A conjuntura atual força uma busca pela moralidade no trato da coisa pública e empurra os governantes a agirem com sapiência e ética. A conjuntura os tem forçado a substituir velhas práticas ditatoriais do coronelismo por práticas sábias, lúcidas e éticas a luz da lei e da própria consciência. Neste sentido, qualquer choque de gestão deverá respeitar a Lei e ter um caráter solidário e humano.
Não sei se o Governador foi movido por um momento de sapiência, lucidez e ética. Não sei se foi medo, porque “o medo tem muitos olhos e vê coisas no subsolo”(Cervantes). Também não sei se as medidas darão certo e acredito que nem o próprio governador sabe. Apenas sei que a Paraíba nunca enriqueceu com a forma Cunha Lima de governar.
spellman@uol.com.br
sábado, janeiro 06, 2007
Sobre o Inter, que venceu o Barça…

Vamos lá,
Muita gente me perguntou o porquê de eu não ter escrito nada sobre a vitória do humilde Inter sobre o poderoso Barça. As repostas são bem simples. Em primeiro lugar, não escrevi nada porque não estava atualizando o blog. Parece simples, não? E foi por isso mesmo.
Em segundo lugar, eu não escrevi nada porque a partida não me despertou um, digamos, interesse de escrever. Foi um bom jogo, disputado no meio campo, com alguns bons lances de ambas as equipes. Entretanto, o que me fez não escrever nada naquele momento foi a sensação de paradoxo que senti naqueles noventa minutos.
Estava eu em um bar, já disse anteriormente que aqui jogo só em tv a cabo, quase de madrugada para assistir a partida. Assim que chego, o dono brinca comigo:
- você só vem aqui para ver jogo, né?
Eu respondo:
- claro, como um bom brasileiro.
Sento, peço minha bebida, um nestea com limón, e começo a ver a peleja. No bar, pouca gente. De fato o mundial de clubes não desperta muito interesse por estas bandas, talvez em Barcelona a coisa seja diferente, mas aqui, não muda nada. Provavelmente como no Brasil. Em Porto Alegre muita gente nas ruas e bares, em João Pessoa, nada de anormal. Enfim...
De cara vou dizendo, não tenho a menor simpatia pelo estilo gaúcho de jogar. Entretanto, tenho todas as simpatias pelo estilo de jogar do Barcelona. Este é o tipo de futebol que defendo, então devo torcer pelo Barça, certo? Errado! Torci pelo Inter. Era o tal sentimento de brasilidade que aflorava. Apesar do estilo Abel Braga ser o que mais detesto em futebol, junto com as maneiras inglesas e italianas - aliás, italiano não joga futebol, joga Calccio - e, claro, o sport. Já disse inclusive neste mesmo espaço que o Santinha é o único time, ou seleção, que tem a liberdade de ganhar jogando feio, bonito, honestamente ou no roubo. Não me interessa. O importante é que ganhe.
Mas voltando ao Japão, o jogo começa e eu começo torcendo pelo Inter, sem querer, claro. Queria torcer pele Barça. Não consigo. Começo então a pensar em Dunga, ele representa o Inter, logo sinto certa raiva do Inter. Mas passa rápido, quando o time catalão melhora e começa a pressionar. Ronaldinho parece que vai decidir e começa o show. Penso, ta vendo Dunga, e você vive dizendo que o homem não decide. O islandês de nome difícil perde dois gols que eu não perderia (quem já me viu jogar sabe o que isso significa), com este sujeito de centro-avante nem Garrincha e Pelé metendo bolas sairia gol.
O jogo segue nesse ritmo e começo a perceber a narração espanhola do canal La sexta. Sinto saudades de Galvão. O cara desanda a falar de caipirinha, carnaval, mulatas, um tal de tic taca, que não tenho a menor idéia do que signifique, e todos os estereótipos possíveis de Brasil. Fico com raiva e agora estou mais decidido do que nunca. Sou Inter desde criancinha. Gol do Inter, comemoro e um sujeito, acho que o único que torcia pelo Barça, naquele bar, me olha com a cara feia. Olha para a cara do cidadão e lhe digo em bom portunhol.
- não posso fazer nada, meu amigo. Não tenho culpa de ser brasileiro. Además também não é culpa minha o fato de sermos os melhores em futebol. E, por fim, não é minha culpa que os clubes europeus simplesmente se caguem de medo de enfrentar uma equipe brasileira.
Essa última foi provocação. Esperava uma resposta, ou um murro. Mas o sujeito voltou resignado a olhar a tv e a festa brasileira...
Eu saí feliz do bar. Entretanto, depois de alguns metros de caminhada, me lembrei de Dunga. Fiquei triste. Enfim, somando a alegria pela vitória brasileira, a tristeza de mais uma derrota do futebol arte, e dividindo por dois, deu cinco. Ou seja, tanto faz. Porém, imaginando o sorriso na cara de Dunga...
Na volta pra casa, passo por uma rua com garotos jogando futebol no melhor estilo brasileiro ao som de Jorge Aragão.
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Proposta para salvar o mundo
Amigos, continuando, não as retrospectivas, mas a série de textos não emprestados, segue este do Xico Sá, também da Folha de SP de hoje...
boa leitura...
Ps. Amanhã vou responder aos milhões de leitores que me cobraram a falta de um texto sobre a vitória do Inter, no Japão.
XICO SÁ
Folha de SP
Proposta para salvar o mundo
Tem de tudo, desde mudar hora de jogo e fazer o time ter pelo menos um artista até proibir traje social no banco
AMIGO torcedor, amigo secador, o espumante da empáfia e os fumos da imodéstia fizeram do outrora humilde cronista, nesta justa hora de ilusões e foguetórios, um dom Quixote em branco e preto, um Sancho com a 7 de Garrincha às costas, um salvador da pátria em destemidas travas e chuteiras, um Lazarilho que sabe rir das próprias quedas, um rei Sebastião que sai do ferro velho da sala de troféus para voltar à glória.
Daí esta breve tábua para incrementar a melhor das brincadeiras dos homens, a velha prática ludopédica: que seja abolida a lei do impedimento, os tira-teimas e os bate-bocas das mesas-redondas que discutem se a ponta da napa do atacante estava ou não adiante da sombra do beque no justo instante em que a bola descaiu minguante na área.
Antes, porém, a patroa, alimentando o nosso papagaio Flobé, ainda com os farelos natalinos, protesta, é justo: "Logo agora, desalmado, que nós, fêmeas avançadas, manjamos também da regra?!".
Uma pena, mas, na nossa modesta proposta, a peleja oficial vai ganhar os requintes da pelada, donde o espírito é livre de quaisquer amarras, donde o gol, qual um coito de um asceta priápico, jamais pode ser interrompido antes da pequena morte.
Que os gandulas possam aprontar suas lambanças, sendo permitido só a entrada de um a cada vez em campo, mas tão-somente para ações precisas, como empurrar para o fundo do barbante aquela bola que cisca na marca da cal como uma galinha teimosa que não entra no chiqueiro.
Que o jogo de futebol comece sempre antes da novela da Globo, pois macho que é macho chora bem antes da fêmea e por motivo muito mais nobre. Que o vinho e a cerveja sejam liberados nos estádios de São Paulo, como nas demais praças do país -nem por isso mais violentas do que Pacaembus e Morumbis.
Que o corintiano saía do seu bairro com o são-paulino, um tirando onda do time do outro, que apostem engradados, mas deixem de se agarrarem aos tapas e se ferirem com armas, o que só denota um enviesado amor epidérmico, mais do que sexo.
Que cada time tenha pelo menos um craque responsável só pelo espetáculo, nada mais. Se ajudar o time, bueno, mas não será preciso. Mesmo que o clube não atenda a cota mínima de um artista, que tenha um ponta à antiga, dos ciscadores, dos que "fazem que vão e acabam fondo", dos barrocos, que pegam a bola e cegam pelos labirintos do campo.
Que o responsável pelo corte do gramado, cabeleireiro de sonhos coletivos, tenha feito ao menos um gol na vida, de preferência na várzea, e que adore futebol, pois tudo começa com ele e sua poda, que vale tanto quanto a mais intrigante das táticas. Que ele saiba a máxima bovina de Gentil Cardoso (aqui citada equivocadamente como de Neném Prancha), a da bola de couro, do couro de vaca, da vaca que come grama.
Que seja proibido, aqui nos trópicos, o uso de terno e gravata pelos técnicos, moda que tem adoecido, de suor e imobilismo, os "professores". Seja na caldeira santista ou no inferno carioca. Eles acham que Armani ganha jogo, meu Deus, que a tristeza do Jeca tome conta de suas pobres almas. A mania chegou ao Mirandão, o belo estádio do
Crato, no Cariri, onde estive há pouco, suando em bicas como os cronistas das antigas.
Edgar, o corvo
Aos amigos do RN, que reclamam da falta de palpite para o certame potiguar, que anotem: Mossoró, fácil, fácil. Essa invicta cidade, aliás, foi a única que pôs Lampião para correr, vergonhosamente, dos seus arredores. Pense num povo bravo!
Hai-kai ludopédico (I)
Domingo sem futebol
Os deuses brincam
De chutar o sol.
boa leitura...
Ps. Amanhã vou responder aos milhões de leitores que me cobraram a falta de um texto sobre a vitória do Inter, no Japão.
XICO SÁ
Folha de SP
Proposta para salvar o mundo
Tem de tudo, desde mudar hora de jogo e fazer o time ter pelo menos um artista até proibir traje social no banco
AMIGO torcedor, amigo secador, o espumante da empáfia e os fumos da imodéstia fizeram do outrora humilde cronista, nesta justa hora de ilusões e foguetórios, um dom Quixote em branco e preto, um Sancho com a 7 de Garrincha às costas, um salvador da pátria em destemidas travas e chuteiras, um Lazarilho que sabe rir das próprias quedas, um rei Sebastião que sai do ferro velho da sala de troféus para voltar à glória.
Daí esta breve tábua para incrementar a melhor das brincadeiras dos homens, a velha prática ludopédica: que seja abolida a lei do impedimento, os tira-teimas e os bate-bocas das mesas-redondas que discutem se a ponta da napa do atacante estava ou não adiante da sombra do beque no justo instante em que a bola descaiu minguante na área.
Antes, porém, a patroa, alimentando o nosso papagaio Flobé, ainda com os farelos natalinos, protesta, é justo: "Logo agora, desalmado, que nós, fêmeas avançadas, manjamos também da regra?!".
Uma pena, mas, na nossa modesta proposta, a peleja oficial vai ganhar os requintes da pelada, donde o espírito é livre de quaisquer amarras, donde o gol, qual um coito de um asceta priápico, jamais pode ser interrompido antes da pequena morte.
Que os gandulas possam aprontar suas lambanças, sendo permitido só a entrada de um a cada vez em campo, mas tão-somente para ações precisas, como empurrar para o fundo do barbante aquela bola que cisca na marca da cal como uma galinha teimosa que não entra no chiqueiro.
Que o jogo de futebol comece sempre antes da novela da Globo, pois macho que é macho chora bem antes da fêmea e por motivo muito mais nobre. Que o vinho e a cerveja sejam liberados nos estádios de São Paulo, como nas demais praças do país -nem por isso mais violentas do que Pacaembus e Morumbis.
Que o corintiano saía do seu bairro com o são-paulino, um tirando onda do time do outro, que apostem engradados, mas deixem de se agarrarem aos tapas e se ferirem com armas, o que só denota um enviesado amor epidérmico, mais do que sexo.
Que cada time tenha pelo menos um craque responsável só pelo espetáculo, nada mais. Se ajudar o time, bueno, mas não será preciso. Mesmo que o clube não atenda a cota mínima de um artista, que tenha um ponta à antiga, dos ciscadores, dos que "fazem que vão e acabam fondo", dos barrocos, que pegam a bola e cegam pelos labirintos do campo.
Que o responsável pelo corte do gramado, cabeleireiro de sonhos coletivos, tenha feito ao menos um gol na vida, de preferência na várzea, e que adore futebol, pois tudo começa com ele e sua poda, que vale tanto quanto a mais intrigante das táticas. Que ele saiba a máxima bovina de Gentil Cardoso (aqui citada equivocadamente como de Neném Prancha), a da bola de couro, do couro de vaca, da vaca que come grama.
Que seja proibido, aqui nos trópicos, o uso de terno e gravata pelos técnicos, moda que tem adoecido, de suor e imobilismo, os "professores". Seja na caldeira santista ou no inferno carioca. Eles acham que Armani ganha jogo, meu Deus, que a tristeza do Jeca tome conta de suas pobres almas. A mania chegou ao Mirandão, o belo estádio do
Crato, no Cariri, onde estive há pouco, suando em bicas como os cronistas das antigas.
Edgar, o corvo
Aos amigos do RN, que reclamam da falta de palpite para o certame potiguar, que anotem: Mossoró, fácil, fácil. Essa invicta cidade, aliás, foi a única que pôs Lampião para correr, vergonhosamente, dos seus arredores. Pense num povo bravo!
Hai-kai ludopédico (I)
Domingo sem futebol
Os deuses brincam
De chutar o sol.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
A melhor coisa de 2006
Amigos, continuando e finalizando a seqüência que ainda não comecei de retrospectivas de 2006, tomei a liberdade de não pedir emprestado esse texto do Torero que encontrei na Folha de SP de hoje. Ainda bem que Parreira é um técnico com espírito vencedor!!!!

JOSÉ ROBERTO TORERO
A melhor coisa de 2006
Sem dúvida, foram os 2 a 0 sobre a Itália na final da Copa do Mundo, com show de Ronaldinho, Kaká e Robinho
RENOVADA LEITORA , ressacado leitor, neste primeiro texto do ano resolvi falar sobre a melhor coisa que aconteceu no esporte em 2006. E isso não foi a vitória de Marílson na Maratona de Nova York, não foi o bicampeonato mundial da seleção masculina de vôlei e não foi o ouro de Diego Hypólito na final da Copa de ginástica disputada em São Paulo.
Também não foi o campeonato mundial de clubes conquistado pelo Internacional, não foi o Brasileiro vencido pelo São Paulo e muito menos a volta do Atlético-MG à primeira divisão nacional.
A melhor coisa de 2006, caros amigos, foi o Brasil vencer a Copa do Mundo da Alemanha!
Sim, houve momentos em que todos duvidamos que isso fosse acontecer. Depois da magra vitória sobre a Croácia e do pouco convincente triunfo diante da Austrália, parecia que sairíamos logo da Copa. Parecia. Mas aí veio o jogo contra o Japão...
Aquela partida foi a redenção do futebol nacional. Com a entrada de Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho e Robinho, voltamos a parecer com a seleção brasileira.
Estava na cara que os dois laterais reservas eram melhores opções que nossos veteranos Cafu e Roberto Carlos. E Gilberto Silva e Juninho funcionaram muito bem como volantes, dando mais mobilidade a Kaká e Ronaldinho. Isso sem falar em Robinho, que deu a chama que faltava à equipe.
Muitos pensaram que Parreira fez estas mudanças apenas porque o time já estava classificado, e que, nas oitavas-de-final, contra Gana, ele voltaria com os antigos titulares. Contudo Parreira teve coragem e barrou os medalhões, colocando sangue novo na equipe. Foi uma decisão acertada e que não deve ter sido fácil. Nestes momentos é que se vê quem realmente tem o destino do vencedor.
A mudança deu o resultado esperado, o que pôde ser comprovado com os números da vitória sobre Gana, um 4 a 0 incontestável, com gols de Robinho, Kaká, Ronaldinho e Fred, que entrou no lugar de Ronaldo, vetado na última hora por falta de condições físicas. Uma pena, mas há males que vêm para bem.
O passo seguinte foi ainda mais heróico.
Nós, torcedores, ainda sonharemos muito com este jogo contra a França. É bem verdade que a turma de Asterix até poderia ter aberto o placar naquela cobrança de falta em que Zidane colocou a bola na direção de Henry. Mas Gilberto estava atento e evitou o pior. Aliás, falando em Zidane, ele fez uma péssima partida, sendo muito bem marcado por Gilberto Silva e levando um humilhante chapéu de Fred. Pior que isso, só mesmo a cabeçada em Lúcio, que causou sua expulsão. Um triste fim de carreira para o melhor jogador da história da França.
Enfim, foi uma vitória épica, e o gol de Ronaldinho Gaúcho, aquela mágica bicicleta, será exibida em videoteipe até o fim dos nossos dias.
Depois veio a final contra a Itália, que, para muitos, era a favorita. Mas as pedaladas de Robinho em cima de Cannavaro logo no início da partida desmoralizaram a Azzurra. E o gol de Kaká, sob as pernas de Buffon, acabou de vez com qualquer esperança dos italianos.
Vale destacar o sangue frio de Ronaldinho, que, mesmo provocado todo o tempo por Materazzi, apenas ria das provocações inimigas e acabou por vingar-se com aquele belo gol de falta, cometida, ironicamente, pelo próprio Materazzi.
Ah, que inesquecíveis 2 a 0!
Estava escrito que nós seríamos os campeões do mundo.
Este, sem dúvida, foi o melhor momento do esporte em 2006. E, ao lembrá-lo, confesso que uma lágrima rola pela minha face.
Uma pesada e salgada lágrima.

JOSÉ ROBERTO TORERO
A melhor coisa de 2006
Sem dúvida, foram os 2 a 0 sobre a Itália na final da Copa do Mundo, com show de Ronaldinho, Kaká e Robinho
RENOVADA LEITORA , ressacado leitor, neste primeiro texto do ano resolvi falar sobre a melhor coisa que aconteceu no esporte em 2006. E isso não foi a vitória de Marílson na Maratona de Nova York, não foi o bicampeonato mundial da seleção masculina de vôlei e não foi o ouro de Diego Hypólito na final da Copa de ginástica disputada em São Paulo.
Também não foi o campeonato mundial de clubes conquistado pelo Internacional, não foi o Brasileiro vencido pelo São Paulo e muito menos a volta do Atlético-MG à primeira divisão nacional.
A melhor coisa de 2006, caros amigos, foi o Brasil vencer a Copa do Mundo da Alemanha!
Sim, houve momentos em que todos duvidamos que isso fosse acontecer. Depois da magra vitória sobre a Croácia e do pouco convincente triunfo diante da Austrália, parecia que sairíamos logo da Copa. Parecia. Mas aí veio o jogo contra o Japão...
Aquela partida foi a redenção do futebol nacional. Com a entrada de Cicinho, Gilberto, Gilberto Silva, Juninho e Robinho, voltamos a parecer com a seleção brasileira.
Estava na cara que os dois laterais reservas eram melhores opções que nossos veteranos Cafu e Roberto Carlos. E Gilberto Silva e Juninho funcionaram muito bem como volantes, dando mais mobilidade a Kaká e Ronaldinho. Isso sem falar em Robinho, que deu a chama que faltava à equipe.
Muitos pensaram que Parreira fez estas mudanças apenas porque o time já estava classificado, e que, nas oitavas-de-final, contra Gana, ele voltaria com os antigos titulares. Contudo Parreira teve coragem e barrou os medalhões, colocando sangue novo na equipe. Foi uma decisão acertada e que não deve ter sido fácil. Nestes momentos é que se vê quem realmente tem o destino do vencedor.
A mudança deu o resultado esperado, o que pôde ser comprovado com os números da vitória sobre Gana, um 4 a 0 incontestável, com gols de Robinho, Kaká, Ronaldinho e Fred, que entrou no lugar de Ronaldo, vetado na última hora por falta de condições físicas. Uma pena, mas há males que vêm para bem.
O passo seguinte foi ainda mais heróico.
Nós, torcedores, ainda sonharemos muito com este jogo contra a França. É bem verdade que a turma de Asterix até poderia ter aberto o placar naquela cobrança de falta em que Zidane colocou a bola na direção de Henry. Mas Gilberto estava atento e evitou o pior. Aliás, falando em Zidane, ele fez uma péssima partida, sendo muito bem marcado por Gilberto Silva e levando um humilhante chapéu de Fred. Pior que isso, só mesmo a cabeçada em Lúcio, que causou sua expulsão. Um triste fim de carreira para o melhor jogador da história da França.
Enfim, foi uma vitória épica, e o gol de Ronaldinho Gaúcho, aquela mágica bicicleta, será exibida em videoteipe até o fim dos nossos dias.
Depois veio a final contra a Itália, que, para muitos, era a favorita. Mas as pedaladas de Robinho em cima de Cannavaro logo no início da partida desmoralizaram a Azzurra. E o gol de Kaká, sob as pernas de Buffon, acabou de vez com qualquer esperança dos italianos.
Vale destacar o sangue frio de Ronaldinho, que, mesmo provocado todo o tempo por Materazzi, apenas ria das provocações inimigas e acabou por vingar-se com aquele belo gol de falta, cometida, ironicamente, pelo próprio Materazzi.
Ah, que inesquecíveis 2 a 0!
Estava escrito que nós seríamos os campeões do mundo.
Este, sem dúvida, foi o melhor momento do esporte em 2006. E, ao lembrá-lo, confesso que uma lágrima rola pela minha face.
Uma pesada e salgada lágrima.
Utilidade Pública Tricolor
Se eu consegui postar esse vídeo,porque o Santinha não conseguirá sair dessa?
terça-feira, janeiro 02, 2007
Utilidade pública tricolor
eu queria postar o vídeo, mas nao sei. Então vai o link. Tricolores do mundo cliquem neste link!!!
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