segunda-feira, outubro 31, 2005

Joguei a toalha mesmo!


Amigos vou tentar explicar melhor o post anterior.

Em primeiro lugar, aquele pequeno texto foi um desabafo feito logo após o malfadado empate contra o Grêmio. Não quero dizer com isso que mudei de opinião. Não! Para mim, o Santa já era (no sentido de conquistar uma vaga na primeirona, claro). Não me furto a admitir que o Grêmio e as Barbies estarão na Série A em 2006.

Tenho essa opinião, menos pela atual classificação (para quem não sabe o Santa é o lanterna com apenas 1 ponto e –3 de saldo), mas pelo que o time demonstrou neste quadrangular. Desde que vi o Santa jogar pela primeira vez este ano, não tive dúvidas que estava diante de um dos melhores times montados nos últimos anos. Fazia muito tempo mesmo que não tínhamos um toque de bola tão bom. Isso me animava. Mas havia uma outra característica fundamental: o time era tranqüilo. Durante todo o ano, o Santa teve na tranqüilidade a sua maior força, até nos momentos mais difíceis - desde os salários atrasados até a saída de Edinho, o homem de confiança de Givanildo – o time mantinha a calma dentro de campo.

Veio a fase final e pimba! A equipe se apavorou. Não tenho dúvidas em afirmar que o principal culpado pela atual situação é o sistema nervoso. Vejamos então, quantas vezes o time saiu perdendo e foi buscar o resultado? Mas na partida de estréia contra a Lusa, em São Paulo, foi diferente. Levamos o gol e logo após outro. Houve ainda 5 minutos de calma, uma bola na trave e um milagre do goleiro da Portuguesa, até que Neto fez aquela falta. A goleada foi pintada ali!

Contra o Grêmio, jogamos melhor, criamos mais, nos demos ao luxo de recuar um pênalti pro goleiro – quanto a isso, sugiro que leiam o texto de Samarone no Blog do Santinha, que é exatamente o que eu penso – finalmente conseguimos vencer a retranca gremista e, justamente na hora de mantermos a calma, nos apavoramos novamente. Eis o lance do gol de empate gaúcho: bola com um jogador do Santa (não me lembro se foi Osmar ou Carlinhos Paulista), que recua na fogueira para Cléber mandar um bicão para a lateral. O Grêmio bate o lateral e sofre a falta (tudo o que eles queriam, uma falta perto da área), o resto todos já sabem e não vale a pena ficar repetindo. O gol de empate foi fruto do nervosismo, ali morremos. Foi um silêncio sepulcral no Mundão. Ali morreu time e torcida. Ali morreu a primeira divisão!

Temos dois jogos contra o Náutico, podemos ganhar os dois? Claro que podemos, mas não acredito, assim como não acredito em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa. Os deuses do futebol estão cobrando 99, e com juros e correções! E eu que pensava que após aquela final do ano passado contra as mesmas Barbies, tínhamos acertado as contas do milagre não aproveitado de 99. Ledo engano! Não vamos ganhar das Barbies! Uma coisa é ganhar sem pressão, outra é ter que ganhar de qualquer forma... não acredito que vamos sair dessa!

Sobre o Grêmio

É preciso admitir que eles jogam feio pra cacete, mas sabem o que querem e como vão chegar ao objetivo. Até agora não houve ajuda de arbitragem. Os caras estão ganhando na bola. Sem querer fazer qualquer homenagem ao futebol de resultados, até porque prefiro a seleção de 82 à de 94.

Jogar na retranca também é uma forma honesta de jogar, pode não ser a mais vistosa, mais bonita, mais agradável, a que eu mais goste, mas é honesta. Em 94, Parreira nos mostrou que há várias maneiras de se ganhar uma copa, ele escolheu a dele. Um time super defensivo e um gênio para desequilibrar. O Grêmio fez mais ou menos isso. A única diferença é que Anderson não é, nem de longe, um Romário, no mais, é igual. O treinador Mano Menezes escolheu a sua maneira de jogar e está pondo em prática. O time tanto sabe o que tem que fazer, que ,mesmo quando o craque não joga, continua colhendo frutos.

Vale lembrar a final de Libertadores 2003, entre Boca e Santos. Time por time, o Santos era muito melhor, mas Bianchi (técnico do Boca) soube anular as principais forças daquele time maravilhoso e os porteños comemoraram mais uma vez em cima da gente.

É isso que o grêmio faz com muita capacidade. E é por isso que vai subir. (infelizmente, para o bom futebol)


Ps. Sobre quem é melhor: Santa x Grêmio, respondo que o Santa é melhor e o Grêmio mais competente (infelizmente, de novo, para o bom futebol).

Ps2. Já estou preparando o espírito para ouvir gozações de forma pacífica!

sábado, outubro 29, 2005

Joguei a toalha!

Acabou! Para mim acabou.

A campanha foi muito boa e tal, mas na hora do vamos ver, o time amarelou! Essa é a verdade. Não há o que discutir. Jogamos melhor que o Grêmio, tivemos um pênalti não marcado e um marcado, não adianta reclamar da arbitragem! Será que Reinaldo vai pro Grêmio? Bater um pênalti daquela forma!

Mas o que me faz jogar a toalha não é nem a classificação em si, temos 3 pontos de desvantagem que podem ser tirados sem tantos problemas. A questão é que perdemos a característica mais importante que tínhamos: a tranquilidade. O Santa sempre foi um time tranquilo e que sabia o que fazer, mesmo quando o resultado não era dos melhores. Agora, levamos um gol e endoidamos! Hoje ainda foi pior, fizemos o gol e endoidamos, depois piramos de vez.

Fim. Tá na hora de fechar a bodega.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Um pecador pede desculpas



AMIGOS DO BOSQUÍMANO

Eu pequei.
por Artur Perrusi

Começo logo assim para chamar a atenção. Bosquímano sempre afirmou: "comece com uma afirmação daquelas bem chamativas e ganhará a atenção". É a pérola do jornalismo: chamar a atenção; do contrário: rua! Se possível, diga de cara uma besteira, pois a asneira, nos tempos atuais, hipnotiza da cabeça aos pés. Desse modo, repito de novo, justamente para garantir, de vez, o público leitor: eu pequei. Certo, pecar é uma coisa meio ambígua nesses dias amorais. E o próprio Bosquímano já vociferava, dizendo que pecar é coisa de viado. Mas, aviso logo, que meu pecado não é de natureza laica — fornicar com uma cabra, por exemplo — sendo muito mais grave, gravíssimo. Eu transgredi uma lei religiosa: ofendi os deuses do futebol! E, logo agora, justamente agora, quando o Santinha precisa mais de apoio divino. Pois o meu clube, prezados leitores, tem uma relação no mínimo curiosa com os deuses. Quando ocorre uma epifania, quando as divindades baixam aqui no nosso mundinho ordinário, ou acontece um milagre, o que é raro, raríssimo (vide 99), ou uma desgraça daquelas, o que parece ser uma rotina maldosa dos lá de cima. Por isso, não se deve mexer com o além, pois lá reina a infinita imprevisibilidade — na verdade, os deuses do futebol são os seres mais cínicos do panteão; não respeitam regras, nem pedidos, e fazem o que lhes der na telha. Fique na sua, mas não peque, não os irrite, não os ofenda, senão babau: o Imponderável de Almeida baixa e acaba com seu clube.

O pecado é monopólio dos religiosos. Quem peca, acredita. Teve fé, pumba!, vai pecar adoidado! Os maiores pecadores da História são justamente os mais fervorosos, os mais santos, os mais religiosos. Mas, paradoxalmente, o fato de pecar não significa que eu seja religioso. Ledo engano! Sou ateu, tendo pavor do sobrenatural, e materialista vulgar, acreditando que o espírito é apenas uma secreção do cérebro — sabe a bílis? Pois é, o espírito é um tipo de bílis, e o pensamento é um líquido esverdeado, amargo e viscoso. Porém, reconheço que existem pecados acima de qualquer crença, e mesmo da total descrença. Certo, é um paradoxo, mas deixe-me explicar: Deus se escafedeu, mas a morte do Absoluto não eliminou as últimas entidades, justamente aquelas que restaram para atazanar o reino do Homem: os deuses do futebol! O futebol é, ainda, um reino encantado, no qual o imponderável e o místico dominam absolutamente. Os deuses não eram astronautas, e sim boleiros. São entidades niilistas, todas leitoras de Nietzsche e de Maquiavel. Por isso, pode-se comer uma cabra, a vizinha, a mulher do amigo, a aluninha de 19 anos, mas tudo isso, já que Deus safou-se do Universo, não será pecado, embora não seja politicamente correto — aliás, como já me alertou um sábio celta, diante do meu puritanismo: - Artur, o que você tem contra as menininhas de 19 anos?! No futebol, não, aqui há pecados. Não seguiu as regras, pecou. Cometeu uma imprudência, pecou. E sua condenação é rápida e fatal: seu clube vai pro inferno e você vai junto...

Sim, eu pequei. Vejam o jogo contra a Portuguesa. Alguém pode explicar aquilo de forma racional?! Ninguém. A explicação é sobrenatural, completamente mística. E, até então, somente eu sabia do acontecido, da única razão possível: infringi as regras, cometi um pecado, e o Santinha tomou no bacalhau! Assim, escrevo essas linhas, tremendo feito uma vara verde, como forma de expiação, com a esperança de que os Deuses entendam que, o que fiz, foi um ato falho, sem querer. É uma expiação, pois não quero levar, eternamente, o peso da culpa. E culpa é um lobo que devora a alma, de forma lenta e dolorida. Não, não quero isso, por isso vou logo contando o que me aconteceu, a história da culpa, que pode muito bem ser a culpa da história.

A estória começou assim: um menino ajudou-me a contornar uma barreira do MST, lá pelas bandas de Alagoas. Não tinha saída. Todo lugar tinha um sem-terra cobrando pedágio. Já estava desesperado, pois tinha me metido num ermo, num lugar impossível, tentando contornar a barreira de fogo dos valorosos maoístas brasileiros, não sabendo direito como sair. O menino apareceu, disse que podia me tirar do sufoco, contanto que recebesse uns trocados. Aceitei. Foi um erro. Crianças que aparecem do nada, na verdade, são enviados do Demo. Freud já avisara que crianças são umas pestes, pequenos demônios, que desejam pai e mãe, o escambau! Eu tinha esquecido da lição freudiana. Confiei no pequeno. E, de fato, ele encontrou um caminho que contornava a barreira, sem leninistas da terra para atrapalhar. Nesse momento, o Destino começou, não tinha notado ainda, a pregar peças. Não tinha mais dinheiro. Os pedágios tinham engolido toda a minha grana. Diante da minha miséria, o menino fez a cara mais desalentada do mundo. Tive pena. Ele tinha ajudado. Foi quando apontou para um chapéu do Santinha que estava no banco de trás. Claro, por que não oferecer um chapéu do Santa? Não havia melhor forma de pagamento. Dei o chapéu. Na mesma hora, senti uma coisa estranha, remexendo os nervos e, ao mesmo tempo, esfriando a barriga. Juro que escutei gargalhadas vindas lá do Céu. Muitas gargalhadas. Num instante, compreendi o que fizera, sabia já do erro ignominioso. O pecado era claro. Desanimado, fiz a pergunta óbvia, a primeira que deveria ter sido feita e não a última, pós-fato, pós-culpa eterna. Eu perguntava por perguntar, apenas para assumir de vez a minha própria imbecilidade.

Olhei o menino, suspirei fundo, e indaguei:

- Qual o teu time?

O cabra olhou-me fundo nos olhos e, de repente, abriu a porta do carro e saiu correndo. Parou, virou-se. Não era mais um menino, e sim um rebento do Caifás. Olhou na minha direção e gritou, com uma voz esquisita e extravagante:

- SOU DO SPORT!

Fiquei calado. Passei muito tempo vendo o menino correndo e sumindo no horizonte. Sentia-me cansado. Meu incômodo era ultrapassado pelo insuportável, vencido pelo inacreditável, superado pelo impensável, batido pelo inadmissível... Sabia que o improvável tinha se tornado inevitável. Um torcedor da Coisa! Um abominável demônio travestido de menino inocente. Entreguei o chapéu do Santinha para a criatura mais vil do Universo. Sou um pecador. Cometi o pecado mais impagável do Reino do Futebol. Estava explicado o que tinha acontecido naquele jogo contra a Portuguesa. Tudo ficou claro. Uma clareza infernal.

Peço, assim, desculpas aos Deuses do Futebol. Rogo perdão. Acho que o sofrimento causado já foi o bastante. Eu aprendi a lição. O Santa não merece mais continuar pagando o erro de um desavisado. Já bastou a humilhação e a goleada. Espero que, a partir do jogo contra o Grêmio, os Deuses renunciem às conseqüências punitivas que foram justificadas (sim, confesso) em face de uma ação que, em níveis diversos, transgrediu preceitos esotéricos e religiosos vigentes — desculpe a linguagem, mas é necessário, para pedir perdão a Deuses, um mínimo de formalidade jurídica...

Deuses, peço desculpas!!!



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quinta-feira, outubro 27, 2005

Sobre o Post Anterior

Caros tricolores, não virei casaca, muito menos trico-náutico. É que, quando fiz este blog, achei interessante chamar alguns colegas para escreverem, sem compromisso de prazo, sobre os seus times.

Assim, Chamei Artur Perrusi para falar sobre o Santinha e Aécio para o Náutico. Sobre a coisa, convidei alguns, como Marcone (o pessoal do Blog do Santinha deve conhecer o meliante), mas ele refugou, aliás, como o seu time. Depois chamei minha irmã, Marina Caminha, que deu um tempo do recife para estudar cinema no Rio. Ela também refugou! Chamei um professor de história da UFPB, Mozar Vergetti. Refugou... desisti de chamar algum coisento!

Esse é o primeiro texto enviado por Aécio. Vou ficar arquivando os textos dele numa página especial. Espero que vocês gostem!

Artur me prometeu um para amanhã (to esperando)!

é isso.

O meu pecado
Por Aécio Amaral


É de se esperar que o assunto do primeiro textículo de Conselheiro Rosa e Silva seja relativo à última rodada da segundona, quando o timbú coroado foi injustiçado no Olímpico e a cobrinha peçonhenta esmagada no Canindé. Porém, como diria o personagem de O Coronel e o Lobisomem: é o inverso disso! Não falarei da derrota do glorioso aristocrático da rua da Angustura porque crônica sobre injustiça nesse país já existe às turras nos matutinos nacionais. Relatarei um episódio que me ocorreu no último confronto entre o glorioso alvirrubro de Conselheiro Rosa e Silva e a Portuguesa nos Aflitos. Trata-se na verdade de dois episódios. O primeiro já faz algum tempo, também num jogo do glorioso contra não sei quem (os adversários do Náutico nunca são merecedores de lembrança). Há uma estranha maldição unindo os dois episódios. Vamos aos fatos!

Estou na arquibancada do caldeirão recifense. O jogo não lembro. O adversário, como já disse, não merece ser lembrado. Fato principal: pênalti pro Aristocrático. Variável interveniente: Kuki se precipita para a cobrança. Meu desespero na arquibancada: Kuki não, porra! Ele perde, ele perde! Hum... Melhor falar mal de Cristo em culto da Assembléia de Deus, de Bin Laden em reunião explosiva (!) da Al Qaeda, ou mesmo de Fidel na imprensa cubana, que ousar arranhar a reputação de Kuki junto à torcida alvirrubra. Quase sofro linchamento público. Na certa pensaram que eu era um burronegro camuflado ou um tricôcô secando o timbuzinho. Pior, tinha ido só pro estádio. Nunca me vi tão aflito. E logo nos Aflitos.

Procurei dar uma de desentendido, desconversei, que é isso galera, eu num quis dizer isso, patati patatá... Kuki cobra o pênalti e, para surpresa de todos menos para a minha, entrega a bola nas mãos do goleiro. Não me canso de dizer que Kuki não é batedor de pênalti. Tanto que vi que o Aristocrático seria campeão no ano do Centenário (foi mal aí, burronegros) quando ganhamos o primeiro turno em cima da cobrinha peçonhenta com um gol de pênalti de Kuki. Depois daquilo, nada nos deteria. Os amigos tricôcôres, babando de inveja por não terem o nosso craque, vivem dizendo que é marcação minha com o baixinho, que sou exigente demais... Mas o fato é que ele não sabe cobrar pênalti. E pronto.

Minha situação se agrava quando, após o desastre, não agüento o desabafo: EU NÃO DISSE! ESSE PORRA NÃO SABE BATER PENÂLTI. EU SABIA. Ainda hoje me pergunto como não fui linchado naquele jogo. Pois bem, passa o tempo e me vejo na arquibancada do caldeirão mês passado pra assistir ao fatídico jogo contra a Lusa. Não bastasse estar numa ressaca do cão, que me fez perder todo o primeiro tempo entre náuseas e vômitos, Pitol me acha de levar um frango (hoje vejo que foi um frango desejável, pois que dali pra frente Rodolpho, o Valentino dos Aflitos, não pára de ameaçar o posto de Dida na Canarinha) no segundo tempo. Aí vem um pênalti no finalzinho do jogo. Alívio da nação alvirrubra. Todos acreditávamos que caberia a Danilo, o príncipe dos Aflitos, punir o penal. Qual o quê, ele passa a coroa pra Betinho. Tensão. Expectativa. O desfecho todos já sabem. E nem é bom relembrar, pois sábado enfrentaremos os ditos cujos novamente.

O que vocês não sabem e nem sequer pressentem é que os desafinados não têm coração! Próximo a mim, um rechonchudo esbraveja, num esganiço de voz: BETINHO NÃO, PORRA! ELE PERDE, ELE PERDE! A sensação de flashback é inevitável. Como o cidadão não tava esbravejando contra Kuki, até que a galera tolerou. Apreensão. Betinho desperdiça a primeira chance. Novamente Betinho posicionado. E o esganiço de voz: ELE VAI PERDER DE NOVO, ELE VAI PERDER DE NOVO. A galera começa a impacientar. Betinho desperdiça de novo. E aí o flashback com toda a força: EU NÃO DISSE! ESSE PORRA NÃO SABE BATER PENÂLTI. EU SABIA.

Quando dei por mim estava entre a turba ensandecida querendo malhar o rechonchudo. Felizmente alvirrubro é pacífico e ficou por isso mesmo. Agora entendo a ira dos compatriotas alvirrubros contra mim naquele dia. E olhe que minha situação era mais grave que a do rechonchudo. Grave não é tanto antever o desastre. O meu pecado foi antever em Kuki o protagonista do desastre.

Para ler outros textos dele, clique aqui

quarta-feira, outubro 26, 2005

Dúvidas!

As pessoas que usam o navegador internet explorer estão tendo algum problema na visualização deste blog?

Agradeço as respostas.

Sobre o Post Anterior

Perdão, eu esqueci um dado fundamental sobre o livro, portanto lá vai:

O livro foi lançado no Brasil em 2003 pela Jorge Zahar Editor.

Ele só tem um defeito (gravíssimo, por sinal), em um capítulo sobre torcedores, fala sobre zé do rádio!

Mas isso é o de menos.

Não sei se ainda é, mas até o lançamento no Brasil, era o livro sobre o país mais vendido nas terras britânicas. ( e olhem que quando ele foi lançado lá, a gente ainda era tetra!)

Ps. Um dos primeiros tópicos que escrevi neste blog, O Nascimento da canarinha, foi baseado neste livro.

terça-feira, outubro 25, 2005

"Um livro para brasileiro ver"


Quem gosta de futebol brasileiro é obrigado a ler! Assim eu indico o Livro (isso mesmo, com maiúscula) Futebol O Brasil em campo, de Alex Bellos. O autor é um inglês, que mora no Brasil há seis anos (acho) e trabalha como correspondente para os jornais Guardian e Observer.

Em cada capítulo ele aborda um tema diferente, desde os jogadores brasileiros das Ilha Faroe até a CPI da Nike. Ou desde o futebol praticado por índios até o Peladão de Manaus, aliás, o maior torneio de futebol do país, são mais de 500 clubes participantes.

Segundo o próprio autor, o livro foi feito para os leitores ingleses, porém é tão completo que, talvez, apenas 10% do seu conteúdo era conhecido da maioria dos amantes do esporte bretão no país.

Quantas pessoas já ouviram falar do Peladão de Manaus? Ou do futeboi, do futelama? É, foi um belo gol do inglês.

Não vou falar muito, segue abaixo um pequeno trecho:

Início do Capítulo Quinze - 'Diálogo Socrático'

Se o futebol brasileiro em seu apogeu é o ideal platônico do jogo, nada mais razoável que a última vez em que o Brasil jogou seu melhor futebol tenha sido sob o comando de um homem com o nome do mestre de Platão.

Sócrates foi capitão da seleção na Copa de 1982. Com expressão pensativa, passada aristocrática, barba preta encaracolada, cabelos despenteados e olhos escuros, ele parecia mesmo mais um filósofo do que um atleta. Seu estilo de jogo também sugeria uma autoridade moral. Mantinha-se sempre frio, raramente dando mostras da exuberância 'brasileira': nem quando marcava um gol. Não era um caso de velocidade ou de força (seus pés, tamanho 41, eram pequenos para sua altura, 1,91m), mas de visão, passes inteligentes e truques. Sua marca registrada era o calcanhar. Pelé disse que Sócrates jogava melhor para trás do que muitos jogadores jogavam para a frente.

Ao lado dele em 1982 estavam Zico e Falcão, um meio-campo dos mais fortes que já vestiu a camisa canarinho. O time foi derrotado pela Itália por 3x2, ou mais precisamente por Paolo Rossi, que marcou todos os gols italianos. Apesar de não ter ganho o título, a turma de 82 é lembrada com mais carinho do que qualquer outra desde 1970 - muito mais, sem dúvida, do que os campeões de 1994, quando a vitória teve um gostinho amargo pelo fato de o time ter jogado defensivamente e vencido a final nos pênaltis. Em 1982, o Brasil era Brasiiiiiiiil; parecia jogar por puro divertimento.

Lembro de Sócrates nas copas de 1982 e 1986 mais vividamente do que qualquer outro jogador brasileiro. Quando vim para o Brasil, aprendi logo que também era igualrnente excepcional por suas atividades extracampo. Passou a ser o jogador que eu mais queria conhecer. Sócrates iniciou sua carreira no futebol quando estudava medicina. Depois de pendurar as chuteiras, retomou os estudos, formou-se e abriu uma clínica multidisciplinar de medicina esportiva em sua cidade natal, Ribeirão Preto. Seu apelido é 'Doutor':

Porém, o mais importante, Sócrates era um militante. Conseguiu politizar o futebol de um modo que o Brasil jamais havia visto. Jogadores geralmente são das classes trabalhadoras, pobres e sem acesso à educação. O Doutor foi um garoto de classe média brilhante que incutiu seu idealismo esquerdista em seus colegas e acabou assumindo um papel no desdobramento dos destinos políticos de seu país.

PS. o título deste post na verdade foi um comentário feito pelo Juca Kfouri a respeito deste livro.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Ainda estou de cabeça inchada!

Por motivos de ressaca moral, não escreverei nada hoje. Talvez amanhã fale sobre o Real Madrid, ou o campeonato de pára-quedismo em João Pessoa. Ou o torneio mundial de bola de gude da Bomba do Emetério.

Saudações Tricolores

sábado, outubro 22, 2005

Sei lá... ainda estou tentando organizar as idéias!

Agora é calma! Uma rodada inesperada, ou esperada, e os clubes pernambucanos perderam. O Náutico, ao que parece, fez uma grande partida e não mereceu a derrota. Para falar a verdade, eu queria que o Náutico ganhasse. Não é uma questão de ser trico-náutico, mas gostaria de jogar com o Grêmio no mata-mata.

Bem, vamos falar do Santinha. Me pareceu que o tricolor pernambucano entro em campo auto-suficiente, achando que ganharia a partida a qualquer momento. Mais uma vez a história mostra que humildade é bom e eu gosto (em futebol, claro!). Mas não foi apenas esse o fator que garantiu a vitória da Lusa. Os paulistas mereceram, pronto, não vou discutir!

Mas algumas análises são importantes.

Vamos lá, o Santa entrou razoavelmente seguro em campo, tocando bem a bola e sem dar muito espaço para a Portuguesa. Um pênalti completamente imbecil de Peris mostrou que o dia ia ser noite. Portuguesa 1x0. Para piorar, no minuto seguinte, uma bola cruzada e um gol espírita. 2x0. O Santa se equilibra, mete uma bola na trave e obriga Gléguer a fazer um milagre. Mas como alegria de pobre dura pouco, Neto faz uma falta dura e é expulso. Pronto, aí tava claro que era noite. Para a Portuguesa tava clara a vitória. No segundo tempo mais 2 gols resolveram a questão. O Santinha ainda descontou com um belo gol de Bala. 4x1, agora é a hora de mostrar porque o time foi o melhor do campeonato. Ganhar do Grêmio e ver o que é que dá!

Acredito que o resultado mostrou o que foi o jogo, mas não o que são os times. O Santa é muito melhor que a Portuguesa, basta jogar bola que a gente ganha em Recife. É preciso, entretanto, ganhar do Grêmio e do Náutico. Acho que não está nada perdido, espero que hoje tenha sido o dia em que deu tudo errado. O vento que soprava a nosso favor não soprou. Vamos em frente, já ganhamos uma do Grêmio em casa e podemos ganhar de novo.

Não vou terminar esse texto, na verdade estou tentando acreditar no que digo! Vou ficar por aqui...

sexta-feira, outubro 21, 2005

A hora do pega pra capar chegou!

Foto "emprestada" do Fotolog Santa Cruz FC

Estou aqui pensando com meus botões. Amanhã começa o pega pra capar de verdade! Agora, amiguinhos, don’t have boquinha! Literalmente, quem tiver mais, vai chorar menos. Não tenho medo. Confesso que o clube das três cores pernambucano (é bom lembrar que existe um gaúcho) já me surpreendeu demais da conta este ano. Antes que digam, isso não é um discurso derrotista, de forma alguma. Escrevi anteriormente, e não mudei de opinião, que não tinha a menor dúvida em cravar Santa e Náutico como favoritos. No campo, é bom salientar!

Time por time, acho que os pernambucanos estão melhores. O Grêmio é apenas um time de muita marcação (e as vezes muita porrada) e saídas rápidas para o contra ataque. É bem verdade que, com a volta de Anderson, sou obrigado a sacar o “apenas” do comentário que fiz duas linhas acima. Anderson é um craque! Tem o poder de decidir uma partida ou o próprio campeonato. Acredito, no entanto, que o garoto tem um certo ar de superioridade. Esse fato pode ser o limiar entre a consagração e uma grande decepção. Acredito e torço pela última opção, pelo menos este ano! Por via das dúvidas, já que somo triconáuticos – como disse a Rede Globo – nada como algum alvirrubro dar uma porradinha de leve naquele tornozelo bichado! De qualquer maneira, o tricolor gaúcho é favoritíssimo.

Quanto à Portuguesa, essa pra mim corre por fora, o que não quer dizer muita coisa. Creio que ela é a mais fraca do grupo, mas podem ter certeza que ela não vai ser o Avaí da fase anterior. Vai dar muito trabalho, ainda (espero que só depois da segunda rodada!). É um time que tem bons jogadores e um bom técnico. Seu grande problema, talvez, será a falta do apoio das arquibancadas aliado ao péssimo estado do gramado do Canindé. Corre por fora, mas não é zebra! Muito cuidado.

O Náutico foi o clube que mais cresceu na competição. Vem cheio de moral e sua torcida vai pressionar muito os adversários. O Aflitos vai ser um verdadeiro alçapão. Pena, para eles, que Kuki está fora, caso contrario, seria pena para os outros. O baixinho já provou que gosta de decisão. Por outro lado, Paulo Mattos está muito bem e o time muito arrumadinho. Para mim, é o favorito (no campo) para a segunda vaga.

Agora o Santa, todo tricolor sabe que as coisas nunca são tão fáceis. Essa é a cruz que teremos que carregar eternamente. Se eu escrever aqui que o Santa é o principal favorito, poderei estar contribuindo para o fracasso. O Santa fez a melhor campanha nas duas fases, tem o melhor ataque e a melhor defesa do torneio. O time é muito arrumadinho e Carlinhos Bala e Rozembrinck estão fazendo a diferença. Não podemos esquecer do goleiro Cléber, que se tornou o verdadeiro paredão do Arruda e do zagueiro Valença, que encorpora toda a raça coral, além de Reinaldo, artilheiro da competição. Como bom torcedor, vou ficar calado. Não sei se o Santa é favorito!

De resto, é torcer para que os juizes não façam brincadeirinhas de mau gosto e que o clube efetivamente melhor se classifique para a Série A.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Eu juro que sou da paz!

Desde que escrevi aqueles texto extremamente raivosos e violentos, fiquei preocupado. Triste comigo mesmo, afinal de contas, como escrevi dias atrás, eu sou um sujeito completamente pacífico e quem me conhece sabe muito bem disso!
Estava, então, querendo escrever alguma coisa de repúdio à violência (inclusive aquela que sofremos dos juizes), mas não sabia exatamente o que, tinha medo de ficar piegas! sei lá. Até que recebo esta crônica do Torero via e-mail de um amigo que será colaborador assíduo deste Blog. Valeu Perrusi!



Anderson, Diogo, Wellington

JOSÉ ROBERTO TORERO
COLUNISTA DA FOLHA

Nada tem mais importância agora. Nem a defesa acrobática, o passe milimétrico, o drible desconcertante, o lançamento que desenha um arco perfeito, a bola que se aconchega no peito do centroavante, o chute que estufa a rede, a torcida que grita de felicidade... Nada mais tem graça nem gosto. Morreu Anderson. Morreu Diogo. Morreu Wellington.

Um não verá mais os gols de Tevez, outro não falará mais que Leão é o melhor técnico do Brasil, outro não dirá com orgulho que seu time foi fundado no século retrasado. Morreram Anderson, Diogo e Wellington.

Os assassinos foram outros torcedores, outros que compartilhavam o mesmo gosto pelo futebol. Só mudavam a camisa e a bandeira. Tanto assassinos quanto assassinados cantavam os hinos de seus clubes, economizavam para comprar ingressos e abraçavam seus colegas após um gol.
Anderson, Diogo e Wellington eram jovens. Seus times ainda marcariam milhares de gols e ganhariam centenas de partidas. Por eles, Anderson, Diogo e Wellington viajariam, pulariam, dançariam, beberiam, dariam risadas, chorariam. Mas agora não há mais Anderson. Não há mais Diogo. Não há mais Wellington.

Seus assassinos são covardes que matam quando estão em maioria ou armados. São jovens que não se vêem representados em nada. Nem partidos, nem associações de bairro, nem sindicatos, nem igrejas. Nada. Só se vêem em seu time. Seu único grupo é sua torcida. É uma gente que diz que o futebol é a principal coisa de sua vida. E, quando isso acontece, alguma coisa está errada.
O futebol não é mais importante que a arte, que a política, que o Brasil, que sua cidade. Não é mais importante que Anderson, que Diogo, que Wellington.

Os torcedores que mataram estes torcedores não fundaram o São Paulo, o Palmeiras ou o Corinthians. Não jogaram por eles, nem trabalham para eles. Não fizeram sua glória nem conquistaram campeonatos. Se estes assassinos não existissem, seus times não jogariam pior nem melhor. São só pagantes de ingressos. Talvez os torcedores-assassinos pensem que, por fazer parte de uma torcida, por amar um clube, façam parte de uma coisa maior.

Mas o futebol não é uma coisa maior. O futebol é só futebol. E, na verdade, na verdade mesmo, o futebol não tem nenhuma importância. Ele não cura doenças, ele não asfalta ruas, não constrói esgotos, não dá aumento nem amor. É só um esporte. E os times são apenas agremiações que nasceram para praticar este esporte. Não nasceram para ser o motivo de uma vida. Ou de uma morte.

Anderson, 26 anos, foi espancado por 15 pessoas.

Diogo, 23 anos, morreu com uma bala nas costas.

Wellington, 25 anos, foi baleado na cabeça.

Hoje não vejo a menor graça em escrever sobre futebol. O futebol é assassino. O futebol é desonesto. O futebol é dinheiro e violência, é cobiça e ódio. Nada mais tem importância hoje. Nada. Só Anderson, Diogo e Wellington.

O país do futebol

Há poucos dias dei uma entrevista para estudantes que me perguntaram se o Brasil é o país do futebol. Falei que sim, e, confesso, com orgulho. Disse que nenhum outro país joga tão bem quanto nós, nenhum tem tantos jogadores em qualidade e quantidade. Hoje, acho que fui uma besta. Um imbecil. Pensando melhor, é uma vergonha ser o país do futebol. Orgulho seria se fôssemos o país da democracia, da honestidade, o país sem fome, sem assassinatos. Você não escuta dizerem que a Índia é o país do críquete, que Cuba é o do beisebol, que os EUA são o do futebol americano, que a China é o do tênis de mesa. E não escuta porque eles são bem mais que isso. Ser o país do futebol é pouco para o Brasil. Um prêmio de consolação. E que não consola.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Bala Absolvido


Não deu nem pra ter julgamento, por 4 votos a 0, Carlinhos Bala foi absolvido.
A paz voltou ao meu coração. Pelo menos até o jogo de sábado.

A paz invadiu o meu coração...



É o seguinte, para não dizerem por aí que eu sou violento, nego tudo o que eu escrevi no post abaixo! Não quero mais ser Charles Bronson, muito menos Bin Laden! Quaro ser Gandhi. Ou grande!!!!! Ser grande é que é bom. Eu duvido o juiz marcar contra um grande, duvid-o-do! Infelizmente nenhum clube nordestino é considerado grande nacionalmente. Para o pessoal debaixo do mapa, até a Ponte Preta, que não pode votar porque não tem título, é maior do que os nordestinos! A Portuguesa, que só tem um título porque sua majestade Armando Marques não sabe contar até 5 é grande! Não entendo esse critério. Definitivamente não entendo!

Por que esse parágrafo? Não sei! Mas caso não haja o apito mafioso, não pensaria duas vezes em cravar Santa e Barbies (ops! Ato falho, agora somos todos triconáuticos, como disse o globo esporte) favoritos para subirem à séria A de 2006. Cravaria, não cravo! Olha o apito aí gente! Hoje é o julgamento de Carlinhos Bala por uma expulsão injusta cuja sumula foi acrescida de um misterioso anexo carregando nosso craque. Alguém ainda cravaria os pernambucanos como favoritos? É amiguinhos, a luta vai ser muito mais dura do que parece.

Voltando a Gandhi, estou aqui pensando numa maneira pacífica de lutar contra todo esse sistema que teima em nos espezinhar. Tive algumas idéias: Pensei que o Bispo Caspio pudesse fazer uma nova greve de fome. Essa é uma grande idéia, o único porém é o religioso torcer pela coisa, aí lascou! Outra idéia foi usar a influência do Lula, que diz ser alvirrubro depois de corintiano, mas com a moral que ele está, o tiro sairia pela culatra e era capaz da CBF rebaixar Santa e Náutico e subir Bahia e Vitória. Não, definitivamente não é uma boa idéia.

Mandar e-mails cobrando seriedade também não da IBOPE, hoje todo mundo tem anti-span, até a CBF. Outro dia enviei uma para o ouvidor da Confederação e ele voltou! O ouvidor está surdo! Segundo um amigo mais sortudo, que conseguiu uma resposta, para Francisco Horta, o surdo ouvidor, não há nenhuma irregularidade, os juizes estão apitando bem e não tem porque os clubes nordestinos reclamarem! Além de surdo, é cego e esclerosado, além de mau-caráter. Estamos fritos!

Desculpe-me Gandhi, mas desta vez não há solução pacífica! Completando título, a paz invadiu o meu coração e foi posta pra fora na mesma velocidade!

segunda-feira, outubro 17, 2005

Quero ser Charles Bronson


Amigos, quem me conhece pessoalmente sabe. Não sou do tipo violento, nunca sequer matei uma formiga, barata, mosca, passarinho, nada. Absolutamente nada! Domingo votarei SIM, com a maior convicção, tanto é o horror que tenho as armas. Mas nos últimos jogos do Santinha a coisa (perdão pela má palavra) ta ficando chata. Pra falar a verdade, eu já estou de saco cheio de reclamar das arbitragens. É impressionante o que estão fazendo com o Santa nessa reta final. (com o Santa só não, as Barbies também estão sendo vítimas).

Com o Santa Cruz, no entanto, parece que o troço é pior. É assalto seguido de morte! Já não bastava o Sr. Wallace Valente expulsar Carlinhos Bala injustamente, quem viu o jogo sabe o que estou dizendo, agora o cidadão achou pouco e, não sei se a mando ou pago por alguém, acrescentou um anexo à súmula de partida enquadrando Bala por agressão. Caso seja condenado, na próxima quarta-feira, nosso craque estará fora da Série B.

Eu escrevi há poucos dias um post dizendo que iríamos conquistar o mundo com pressão em cima dos juízes, a idéia do Blog do Santinha me parecia absolutamente fantástica. Ledo engano! Este tipo de medida é importante, mas não suficiente. Acho que teremos que usar algo mais contundente! Calma, depois vão dizer que estou incitando a violência! Não é isso, na verdade estou sentindo a mesma raiva e o mesmo desejo que o Charles Bronson em Desejo de Matar I,II,III, IV,V,VI...de uma vez só!

Minto! Meu desejo não é exatamente o mesmo do Charles, nos meus sonhos as mortes são com mais crueldade! Gostaria de ver o quanto seria Valente, o Sr. Valente, diante de uma multidão enfurecida. É uma mistura do finado Charles com a canção “Não sonho mais”, do velho, bom e tricolor Chico Buarque.

“...Meu amor
Vi chegando um trem de candango
Formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar

Vinha nego humilhado
Vinha morto-vivo
Vinha flagelado
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo
Pra te esfolar

Quanto mais tu corria
Mais tu ficava
Mais atolava
Mais te sujava
Amor, tu fedia
Empestava o ar

Tu, que foi tão Valente
Chorou pra gente
Pediu piedade
E olha que maldade
Me deu vontade
De gargalhar

Ao pé da ribanceira
Acabou-se a liça
E escarrei-te inteira
A tua carniça
E tinha justiça
Nesse escarrar

Te rasgamo a carcaça
Descemo a ripa
Viramo as tripa
Comemo os ovo
Ai, e aquele povo
Pôs-se a cantar...”

Vou me acalmar e esperar o julgamento. Agora, se Carlinhos Bala for condenado, eu não vou desejar ser Charles Bronson, mas Bin Laden vai ser café pequeno!

Ps. Perdoem a IRA, mas é apenas o que consigo sentir neste momento.

Cem anos de perdão

Foi patético ver dirigentes de Vasco e Flamengo reclamando que estão sendo roubados. Alguém sabe de outros times que foram tão benificiados por abritragens, STJDs - Superior Tribunal de Justiça Desportiva (do Rio de Janeiro), CBF e por ai vai? O pior é que nem prejudicados eles foram! Imagina se eles dirigissem times nordestinos? Ora, ora, vão peidar n'água pra fazer borbulha!

quinta-feira, outubro 13, 2005

O novo técnico do Sport

Em primeiro lugar, quero pedir desculpas aos meus leitores mais fiéis por ter usado uma palavra de baixo calão no título, mas é que a notícia é importantíssima e a fonte é segura!!!!!!!!!!!

Preocupados do o fiasco no ano do centenário, os diretores do Sport não estão poupando e já contrataram um treinador para levar a equipe a conquistar o mundo. Um treinador não, uma dupla de treinadores. A intenção da diretoria era manter o sigilo até o fim da série B, para ofuscar as comemorações tricolores ou alvirrubras. Mas os jornalistas deste modesto blog conseguiram furar o Leão e mostram as fotos dos eleitos!


Estes são os novos comandantes do Sport: o baixinho cabeçudo é o Cérebro, o outro é seu inseparável assistente, Pinky

Os dirigentes leoninos estão certos que com essa dupla o mundo será uma questão de tempo! Este pobre cronista que vos fala é obrigado a concordar...

É a revolução!!!!!!

Aviso

O Blog do Santinha já obteve o telefone e o endereço do senhor Wagner dos Santos Rosa, árbitro que vai apitar o jogo Santa Cruz x Avaí. Informamos a todos que, se ele não apitar bem direitinho, iremos publicar essas informações logo após a partida.Vale a pena lembrar que foi esse juiz quem liberou a pancadaria do Santo André no jogo de ida do quadrangular, quando o Santa venceu por 3 x 0. Por uma estranha coincidência, os últimos dois jogos do Santa foram apitados por árbitros da Federação do Rio de Janeiro.

O texto acima foi "emprestado" do Blog do Santinha. Não tenho a menor dúvida de que eles não se incomodarão com o "empréstimo" afinal, será mais uma contribuição para a revolução que se avizinha!

Tá vendo, PSTU, é assim que vamos conquistar o mundo!


Saudações Tricolores e cacete em juíz ladrão!

ps. é uma pena que o homicida do Samuel não venha para o Recife. tava doido para pagar um jantar pra ele na Bomba do Emetério, Linha do Tiro, Pina...

Givanildo tem razão


Estava dando uma lida da Folha de Pernambuco de hoje, quando chamou atenção uma matéria assinada por Alexandre Arditti, cujo título era: Givanildo da mais um show de grosseria.
Na matéria, o cidadão refere-se ao nosso Cruyff como mal-educado, estúpido, grosso e por aí vai. Não sei exatamente o que o Velho Giva disse ao rapaz - ou aos rapazes, estavam lá também os repórteres dos outros jornais – mas sei que ele TINHA, TEM E TERÁ SEMPRE RAZÃO. (desde que o Santinha suba).

Eu sempre defendo a classe jornalística - mais corporativista que eu, apenas os deputados do nono PT- mas tenho a auto-crítica quando passamos dos limites. É óbvio que o rapaz da Folha PE, lhe pisou os calos. Não tenho a menor dúvida! Giva é uma flor! Uma pessoa dulcíssima, ele seria incapaz de agredir alguém sem motivos aparentes. Se ele xingasse a minha mãe, ela mereceria! (e olha que hoje é o aniversário dela e a amo muito. Parabéns Mãezinha!!!!! Ela é mais do que Sexy, é sexagenária!)

Voltando ao assunto, o sujeito disse que apenas questionou a Giva se os clubes pernambucanos seriam aliados. Segundo o repórter, o grande comandante Tricolor começou a dizer barbaridades como estas: “Vocês não têm sobre o que escrever? Que pauta é essa? Por que não elogiam os times e param de fazer estas perguntas? Querem fazer ‘manchetezinhas’? Tudo bobagem!!!” O Jornalista questiona a formação do Marreco para fazer qualquer tipo de comentário abalizado. Meu irmão, o Cruyff tem capacidade de comentar sobre o que ele quiser e pronto! (sobretudo se ano que vem disputarmos a 1ª divisão). Nota-se, aliás, um tom fascista no texto. Só porque uma pessoa não fez uma faculdade, não pode falar? O que é isso? Em que mundo estamos? Meu pai já fez mas de 15 faculdades não sai cobrando diploma das pessoas por aí! (ah! ele é pedreiro!)

Quanto a não ser xingado pelos jornalistas quando comete um erro, eu pergunto ao nobre Alexandre: quando foi que Givanildo errou? Ele NUNCA erra! Quando escala Andrade, Leonardo, Roberto é porque possui o olho de Tundera (é assim que se escreve?) e tem a visão além do alcance que pobre mortais como nós não coneguimos acompanhar.

Não vou me alongar discutindo com um simples jornalista. (aliás, é uma pena que Álvaro Filho tenha saído deste jornal, se ele ainda estivesse lá, essa matéria nunca teria saído!) Quem é um simples jornalista perto do Everest de Sabedoria que é o Topo Gigio? (gostaram do trocadilho, Everest, Topo...)

Acabou, não discuto mais!

Saudações Tricolores





PS. (escondidinho) Giva, agora não leve o Santinha à primeira divisão!
PS2. Gostou da puxada de saco, Álvaro? Quanto aquele emprego, qualquer coisa de editor-chefe pra cima eu aceito, ok? outra coisa, sabe aquele dinheiro que te devo, acho que com a puxada de saco acima estamos quites, não?

quarta-feira, outubro 12, 2005

Ainda o Drummond

Sentado agora a pouco em uma das mais importantes reuniões que um ser humano pode ter – importante e inadiável, diga-se – estava eu folhando o livro do Drummond que indiquei no post abaixo. De repente, na página 189, deparo-me com a seguinte frase colhida no ar:

“Que bom seria se a FIFA instituísse a Taça do Empate!” – Carlos Alberto Parreira.

Meu querido Carlos, digo eu, pena você não estar vivo em 1994!


Outra maravilhosa, só para ilustrar aquela história de “pando de fundo para fazer agudas observações sobre a vida política brasileira”.

Página 165, correção do Carlinhos:

COPA

Aqui este desligado, ao alertar os leitores sobre o perigo de perdermos (ou ganharmos) a Copa do Mundo, chamou-a de Taça Jules Rimet. Santa ignorância, que um amigo corrigiu: essa ninguém nos tira, pois a conquistamos definitivamente no preço de três campeonatos ganhos. Então retifico: a Copa do Mundo não tem nome de gente. E não há a menor chance de, no caso de vitória brasileira, ela vir a chamar-se Taça Paulo Maluf.
Jornal do Brasil, 20/03/82.

Será que não foi o dito cujo quem roubou e derreteu a Jules Rimet?

segunda-feira, outubro 10, 2005

Quando é dia de Futebol

Neste exato momento ele me disse a frase abaixo


“O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols,
como Pelé. É fazer um gol como Pelé’
Carlos Drummond de Andrade

Colegas, quando fiz este blog não queria apenas me prender ao Santa Cruz e sabia o quanto seria árdua esta missão. Queria também escrever sobre músicas, histórias, curiosidades, literatura, entre tantas outras coisas que o esporte bretão nos permite. Tenho um bom material para isto e um material ainda maior de lembranças afetivas.

Já escrevi sobre a adoção da camisa amarela e o nascimento da mística canarinha e sobre a primeira música feita sobre futebol no Brasil. U a zero, de Pixinguinha e Benedito Barbosa, que décadas depois ganharia uma letra de Nélson Ângelo, um mineiro do Clube da Esquina. Isto, entre outras coisas, está aqui. É só procurar! Essa enrolação toda é só para dizer que a partir de hoje, vou indicar alguns livros sobre o tema.

Para começar, nada melhor do que Drummond. Apesar de não ser cronista esportivo, o poeta mineiro nos deixou um belíssimo, porém não muito vasto, material sobre o assunto.

Em “Ciao”, sua última crônica publicada no Jornal do Brasil, ele descreve o encontro com o diretor de um modesto jornal lá pelos anos de 1920, a quem oferece serviços. Quando o homem lhe pergunta “Sobre o que pretende escrever?”, responde “Sobre tudo. Cinema literatura, vida urbana, moral coisas deste mundo e de qualquer outro possível.” E assim foi durante sua vida inteira: escreveu sobre tudo e, em particular, sobre futebol (até futebol de botão).

O livro “Quando é dia de futebol” (Editora Record, 2002), organizado por seus netos Luis Maurício Granã Drummond e Pedro Augusto Graña Drummond, nos apresenta grande parte das crônicas, poemas e cartas, mesmo que tangenciais, sobre o futebol escritas pelo Poeta ao longo de mais de 50 anos. Boa parte do material se baseia no arquivo, cuidadosamente organizado pelo próprio, dos textos publicados durante 30 anos, de 1954 a 1969, no Correio da Manhã; e daí até 1984, no Jornal do Brasil.

Talvez poucos saibam que ele apreciava o esporte e torcia pelo Vasco da Gama, e que o havia adotado como time do coração por ter sido (sobre isto há controvérsias) o primeiro clube carioca a contratar jogadores negros. Nos poemas, crônicas e cartas reunidos nesse livro pode-se observar que, em geral, o futebol serve ao poeta como motivo de reflexão: assim, não é raro que o use como pando de fundo para fazer agudas observações sobre a vida política brasileira.

É leitura obrigatória tanto para quem gosta de Drummond, mesmo que odeie futebol, quanto para quem só goste de futebol!

Para ilustrar:

Futebol

Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
Futebol se joga na rua,
Futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
Para craques e pernas-de-pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do Morro.
São vôos de estátuas súbitas,
Desenhos feéricos, bailados
De pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
O jogador, gravado no ar
­- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade.

In Poesia errante

Notícia Preocupante!!!!!!!!!!!!

Rosembrik pode reforçar o Tricolor Paulista, 07/10 - 21h33

SÃO PAULO - Preocupado com a carência no setor do meio campo, o presidente Marcelo Portugal Gouvêa confirmou que o São Paulo está tentando a contratação do meia-atacante Rosembrik, que está disputando o quadrangular semi-final da Série B pelo Santa Cruz. O clube está disposto a pagar os R$600.000,00 da multa recisória do jogador, mais o passe de Rosembrik que está avaliado em R$1,3Mi.

A negociação pode envolver trocas, Gouvêa também falou que é bem provável que o volante Renan, e o zagueiro Flávio Donizetti sejam envolvidos na negociação com o Santa. "Estou observando atentamente os jogos do Santa Cruz pela série B, e foi principalmente nos jogos contra Caxias e Gama que o Rosembrik me chamou a atenção. Ele é rápido, inteligente, joga fácil. É o que precisamos para sermos campeões mundiais.", declarou Marcelo Portugal Gouvêa.

Rosembrik, tem 26 anos e foi revelado pelo AGA. Apesar dos constantes protestos da torcida, e do fato que o jogador não consegue se firmar na equipe titular do Santa Cruz, Rosembrik tem feito atuações discretas porém regulares. O jogador disputou 17 partidas e marcou 2 gols na Série B de 2005.




Essa notícia estava no site www.tricolormania.com.br

domingo, outubro 09, 2005

Reunião de Craques


Foto: Revista Placar

O blog do Santinha, através de Inácio França, fez uma entrevista com Fumanchu. Nela, nosso saudoso craque da a idéia de todos os jogadores dequela época entrarem como mascotes da atual equipe.

Maravilhosa idéia!!!

Já imaginaram, coleguinhas, Ramom, Giva, Fumanchu, Valnei, Nunes, Betinho, Mazinho... voltando a entrar em campo no Arruda lotado?
Os nossos atuais craques entrariam mais que motivados e a torcida vibraria como nunca! Acho que teríamos que contruir mais três Arrudas para dar conta do público!!!!!

Vamos levar essa idéia adiante. Pressionar, encher o saco da diretoria para que isto aconteça. Os jovens tricolores ficarão gratos pelo resto da vida!

Outras histórias

Convite para assistir Hoje é Dia de Maria – Segunda Jornada!

Por Marina Caminha

Uma das coisas que mais me incomodam nas análises de programas da televisão brasileira está ligada ao fato de que toda vez em que uma análise confere estatuto de qualidade a uma obra televisiva normalmente é sempre pelo viés do autor. A grande obra de tal autor em um programa de televisão! Ou seja, nada que venha da televisão pode prestar. Esse tipo de análise é sempre pensada a partir de uma visão tradicional da escola de Frankfurt, em que o meio, nada mais é do que um lugar privilegiado para fortalecer as condições de mercado; se resume o discurso da tv a um espaço de cultura voltada para a lógica do mercado e consumo de massa, perdendo toda uma história do que foi produzido, em função de uma visão unilateral.


Embora, reconheça a importância de Adorno, em suas considerações sobre a indústria cultural, é preciso ir mais além: televisão é um processo que está sempre em transformação, permeado por uma lógica em que a tônica do mercado não pode ser entendida como determinante, mas, mais do que isso, é uma campo de lutas, em que o que se apresenta para o jogo é a dimensão de um telespectador atuante e consciente do seu papel, de uma empresa que se fortalece com o mercado e de um centro de produção em que autores, diretores e produtores de núcleo estão interligados na construção de um significado político às suas obras, isto é, pensar a televisão como sinônimo de um amplo processo de transformação que está sempre imbricado com a arte, o mercado, as questões sociais contemporâneas, a tecnologia e o espectador. Ela não é simplesmente nem um suporte tecnológico pela quais as linguagens se estruturam, nem uma estratégia mercadológica com intenção de alimentar um modelo capitalista de consumo. Essas narrativas televisuais imprimem sentidos e estabelecem vínculos com o modo de ver e estar nesse mundo historicamente construído.

Portanto, ao assumir essa postura, pensar em Luis Fernando de Carvalho e em suas obras, não se coloca aqui, nessas linhas que se seguem, sua grande capacidade para construir uma narrativa de “qualidade” para a televisão, como se isso não fosse possível, e sim, na sua capacidade consciente de entender o meio televisivo e desenvolver uma narrativa ao mesmo tempo adequada, ao mesmo tempo inventiva, ao mesmo tempo dramática e, ao mesmo forte, que nos faça sentir, criticar e também adentrar no espaço da fantasia e se permitir torcer por seus personagens, às vezes, refletindo um pouco de nós mesmos.

Minha relação de paixão pelas obras do diretor veio a partir de um Caso Especial, da Rede Globo de Televisão, que foi ao ar em 1994, chamado: Uma Mulher Vestida de Sol. Nessa narrativa, baseada em uma obra de Ariano Suassuna, o diretor contava a estória de duas famílias inimigas do sertão nordestino e o amor que envolvia os filhos dessas famílias. Nada mais do que uma releitura da peça Romeu e Julieta reconfigurada no espaço do sertão, da seca, da miséria e da briga por terras, ou seja, localizando temas universais em um espaço com questões políticas e sociais brasileiros. É uma narrativa em que a dificuldade do casal para conseguir viver esse amor é construída através de uma relação de posse, tanto no que diz respeito às brigas que envolvem a família - a terra, quanto no sentido de cultivo de desejo do pai pelo filha – seu único prêmio em uma vida tão “Severina”.

Ao revê-la por esses dias, (já que tive a oportunidade de gravá-la na época de sua exibição) em virtude da proximidade de um novo trabalho do diretor, não pude deixar de ficar tão atônita quanto da primeira vez em que assisti. No auge dos meus 15 anos, essa narrativa apareceu para mim causando um enorme sentimento em que a forma narrativa como era conduzida o drama, atrelada ao resultado da obra me perturbava, era uma dor sentida pala impossibilidade do casal conseguir em vida estabelecer a paz para viver seu amor e mais ainda pela relação que esse amor tinha com a vida nordestina: a fome – que na trama é tão física quanto metafórica - parecia tecer o enredo de intrigas que se desaguava nas mortes e alimentava uma briga de anos. Essa fome que nunca some!

Uma Mulher Vestida de Sol é fantástica, não só devido ao texto do escritor Ariano Suassuna, mas muito pela forma como esse texto foi traduzido para a televisão, desde o cenário, a fotografia, o movimento de câmera e a performance dos atores. Tudo muito cuidadosamente preparado. Poderia passar um bom tempo aqui dedicando um espaço de análise detalhada dessa obra, porém, o que me fez escrever esse texto é a ansiedade que me move em assistir a esse novo trabalho.

Hoje é Dia de Maria – Segunda jornada se baseia nas peripécias vividas pela personagem Maria ao longo de suas andanças “pelo mundo”. A série vai retratando através da fantasia uma conjunção de sentimentos mudamos como a morte, o medo, a inveja, o amor, a luta e o encontro! Em sua primeira jornada, Maria, para fugir de uma vida de misérias (este termo está também ligado à questão política das condições sociais do povo pobre brasileiro) sai de casa em busca das “franjas do mar”. A água aqui se tornando elemento simbólico de fartura, contra a seca! É a busca da personagem por ela mesma, metaforizada pelo encontro com o mar que tece o enredo de intrigas que vai se desenvolver ao longo dos quatro episódios. No desenvolvimento da trama, Maria ao se deparar com Asmodeu (o próprio demônio em forma de homens, por sinal de vários homens – o mal com várias caras) é transformada em mulher. A partir desse momento, a trama apresenta dois símbolos característicos de todos os romances: o amor puro de Maria; e o vilão – aquele que é o próprio mundo, aquele em que nada traz em si que não seja trágico. E é a partir dessa mudança de corpo e de significados que a busca da Maria exterioriza a relação do homem com o mundo!

Cuidadosamente preparada, a série dá um tapa com luvas de pelica nos tradicionais e intelectuais bestas em que para eles a cultura de massa é sempre sinônimo de porcaria! Por isso mesmo, chamo a atenção para os outros, tão cultura de massa quanto eu para assistir a essa nova jornada da série. São cinco capítulos, começando dia onze até o dia quinze de outubro. Nessa nova temporada, Maria é levada pelo mar ao encontro da cidade nas quais novas mazelas humanas, a partir das construções urbanas, vão ser desvendadas na luta do bem contra o mal.

sábado, outubro 08, 2005

Contra tudo e contra todos!


Amiguinhos, eu não sou chegado a ficar reclamando de arbitragem, mas o que vem acontecendo nos jogos do Santa Cruz é, no mínimo, uma seqüência de atentados terroristas promovidos pela CBF e seus comparsas. Aliás, não é só o Mais Querido que vem sendo roubado constantemente, o menos querido também é vítima dessa bandidagem organizada. Pior do que o pênalti marcado contra as barbies, foi a cara de safado do juiz ao se certificar com o repórter da CoisaTV de que a jogada não havia sido irregular!

Não sou chegado, de forma alguma, ao sentimento de pernambucanidade, muito menos quando se trata de futebol! Mas, neste caso, é preciso engolir isso e assumir tal sentimento, pois, só assim, poderemos pressionar a máfia com mais eficácia. Para mim não resta dúvida, é chegado o momento de união em Pernambuco para fazermos uma resistência de fato.

Lembro de meu pai defendendo a gestão de Rubens Moreira à frente da FPF. “O velho Rubão ia receber o Juiz no aeroporto dizendo claramente ao sujeito para tomar cuidado com o que lhe poderia acontecer, caso prejudicasse algum time pernambucano”. É isso que precisamos! Uma campanha que una os dois clubes, imprensa e torcida para criar um clima de medo nos dito cujos que vierem apitar por estas bandas. É a Lei do Jacarandá! É a maneira que os excluídos tem para se defender, ou seja, se roubar aqui o pau vai comer e priu!

Para o gatuno de ontem, o senhor William Marcelo Souza Nery, entretanto, não defendo uma punição, mas que a torcida tricolor faça uma vaquinha e pague um jantar ao elemento com tudo o que ele tem direito em algum restaurante do Pina. Poderíamos até lançar a campanha: “Sr Juiz, roube o Santa Cruz e jante no Pina!”, o garoto propaganda bem que poderia ser o Paulo Sérgio de Oliveira, que conhece muito bem o tal restaurante.

Ontem, o cidadão e seus dois comparsas, anularam um gol mais do que legítimo de Reinaldo e deixaram de marcar um Pênalti escandaloso em Leonardo. Um só não, dois, porque no mesmo lance um zagueiro do Santo André puxou a camisa e o outro passou a rasteira. Isso é que eu chamo de jogada bem organizada! O sujeito ainda esqueceu a nova determinação da FIFA de que carrinho que ponha em risco e integridade física do adversário deve ser punido com cartão vermelho. Talvez ele não tenha expulsado o jogador paulista porque não foi a integridade física de Carlinhos Bala que ficou ameaçada, mas sua própria vida! A regra não fala nada sobre colocar a vida do adversário em risco, pensou William Marcelo!!!!!

Desarmamento

Um diálogo pescado de uma mesa ao lado da que eu estava ontem.

- É por isso que eu sou contra essa história de desarmamento, como é que a gente vai poder matar safado destes? Berrava um revoltado tricolor.
- Mas é por isso mesmo que eu sou a favor, respondeu tranquilamente o colega de mesa.
- A gente mata o juiz com as próprias mãos que é muito mais gostoso, concluiu.

Sobre a equipe

Para não ficar só na reclamação, a equipe merece todos os aplausos pelo jogo de ontem! Ta certo que não apresentou o seu melhor futebol, mas jogou com uma raça impressionante. Para mim, Júnior Maranhão (foto) foi o melhor em campo. Até o contestado Leonardo brigou como nunca e em nome deles eu agradeço a todo o time!

terça-feira, outubro 04, 2005

Resumo do jogo Santa 1x0 Grêmio

Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr
XAVIER GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr
Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola Rozembrick, o mago da bola
CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrrCléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr CléberrrrrrrrCléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr Cléberrrrrrrr


ACABOU

Alguém tem um remedinho aí?

Já decidi.

Não vou ver o jogo hoje, nem na TV!!!!!

É uma questão mística. Eu vi os dois jogos do Santinha contra o Grêmio e deu no que deu. Pra falar a verdade eu ainda tinha a esperança de pegar um ônibus da Bonfim, moro em João Pessoa, só para ir pro Mundão hoje, como fiz em diversas ocasiões. Pensei: não, o melhor nestes momentos é seguir o lado místico. Tenho medo de ser o culpado de uma nova derrota tricolor (toc, toc, toc, bati na madeira). Vou ficar em casa, ouvindo o radinho e vedo os lances através dos comentários abalizados...

Pra falar mais a verdade ainda, estou enrolando o meu nervosismo. São 18:55 e já estou com vontade de dormir (por via das dúvidas os deuses talvez queiram que eu nem ouça o jogo).

Falando do jogo, hoje é o dia da onça beber água. Ta na hora do Santinha mostrar porque foi o primeiro colocado na primeira fase. Esse jogo é fundamental para as pretensões Tricolores no certame. Ganhando bem hoje (vou profetizar), ninguém nos segura. Podem escrever coleguinhas! Se ganharmos do todo poderoso Grêmio, time de adoradores de PICAnha, passaremos por essa fase e chegaremos na outra com mais moral ainda.

Em relação ao tratamento que nos foi dado no campinho de Porto Alegre, para quem não sabe as gaúchas desligaram a água do vestiário, defendo que sejamos como argentinos. Isso mesmo, ARGENTINOS! Desligaremos água, luz, telefone e o que diabos tiver no vestiário visitante hoje. É bom lembrar o velho ditado: “o vento que venta aqui é o mesmo que venta lá”

Quanto ao juiz de hoje, é bom que alguém mostre ao sujeito um bom pedaço de Jacarandá. E o lhe diga o que vai acontecer com ele e o bom pedaço de jacarandá caso ele invente alguma brincadeira contra nós.

São 19:03 e estou mais nervoso ainda! Continuo enrolando aqui para diminuir a ansiedade. Será que alguém pode ser tão ruim a ponto de nos fazer perder hoje? Não, acho que nem o capeta!

19:05 Terminei, vou tomar um aprazolan receitado pelo meu psiquiatra Dr. Perrusi!
19:06

sábado, outubro 01, 2005

Eu continuo com medo dos filmes que não saem da minha cabeça...

Há alguns dias eu escrevi sobre filmes que não saiam da minha cabeça. Fiquei com medo da coisa engrenar, assim como nós em 99, e fico até hoje apavorado com a possibilidade de repetimos as barbies no ano passado. Um destes filmes já acabou, mas o outro ainda não.

Tô morrendo de Medo!!!!!

Chegou uma daquelas cenas em que o filme pode acabar ou não. A derrota de hoje me deixou com muitas pulgas atrás da orelha. O time jogou mal. É verdade que o Grêmio marcou muito bem, mas era isso que iríamos encontrar. Todo mundo sabe disso. Faltou futebol para conseguir sair da marcação gaúcha, toques rápidos e movimentação constante. Além do mais, a defesa sem Valença é uma temeridade. E para nosso azar o Santo André ganhou do Avaí. O resultado mais interessante seria o empate, ou se não desse, a vitória dos Catarinenses, pois, caso haja algum novo imprevisto, nos enfrentaremos no Arruda, na última rodada.

Outra coisa que me deixou arrepiado, até mais do que a derrota – perder para o Grêmio no Olímpico é um resultado normal, foi o Azar que nos assolou. Isso mesmo, Azar! Vou repetir cem vezes, Azar, Azar, Azar, Azar... Neste campeonato a sorte sempre esteve ao nosso lado, e sorte é fundamental em futebol. Aquela bola da trava de Bala ou o gol perdido por Reinaldo me mostraram que hoje não era dia. Aliás, até o infame do Ricardinho, que quando jogava por estas bandas não conseguia chutar mais forte do que minha avó, acertou uma bomba e, para piorar o nosso paredão aceitou!!!! Este pelo menos tem crédito de sobra na casa.

Voltando aos filmes, essa vitória do Santo André me deixou preocupado. Enfrentaremos o Grêmio na Terça sem Carlinhos, expulso injustamente, mas também infantilmente. Caso aconteça outro resultado que não a vitória do Santa, enfrentaremos o Santo André bastante motivado em São Paulo. Tenho medo deste jogo. Não gostaria de chegar à última fase precisando ganhar. Esse time não sebe o que é isso! Por outro lado, a defesa do Grêmio mostrou que é insegura. Podemos aproveitar isso e conseguir a vitória que aliviará nossos corações e mentes.

Sei que ainda não é o momento do pessimismo, mas como bom torcedor do Santinha, começo a temer pelo nosso futuro. Sempre disse que os deuses do futebol nos deram toda a nossa cota deste milênio por antecipação, em 99, naquela subida espetacular. Eles ainda nos deram um crédito extra. Fomos lanterna da João Havelange e não caímos. Mas parece que ainda assim os deuses nos ajudam. Espero que a sorte volte na terça e não se perca mais. De qualquer forma, temos que arranjar um jeito de nos virarmos sem ela.