sábado, dezembro 30, 2006

O futebol na Espanha




Amigos, quando aqui cheguei, ou melhor, antes de chegar, eu pensava que poderia atualizar este blog com muitas coisas sobre futebol europeu e tal. Outro engano, aqui só se você tiver tv a cabo pode ver os melhores jogos, e da cara logo digo, não temos tv a cabo. Uma vez por semana passa um jogo em um canal mais ou menos aberto, mais ou menos aberto é uma coisa que não entendo, mas vou tentar explicar. Não é tv paga, mas você tem que ter um aparelhinho, o mais barato custa 39€, para poder pegar bem o tal canal. La sexta, é o nome. Bem, como também não temos o tal aparelhinho, ficamos sempre tentando, como se fazia antigamente, melhorar a imagem com o efeito milagroso do bombril. E para piorar, o narrador me faz sentir uma saudade medonha de um certo Galvão. Ou seja, para ver uma partida de fútbol, me resta descer até uns bares que tem embaixo do prédio, e consumir pelo menos duas bebidas por tempo, ou seja, 6€, para poder ver um mísero joguinho.

Há outro canal, este aberto, que tem os direitos de transmissão da Champions League, entretanto, só transmite uma partida por semana. Sempre, claro, das equipes espanholas. Meu medo é que quando Madrid e Barca não jogarem, não haver partidas na Tv, mais ou menos como a globo faz no Brasil. Aliás, a tal da Antena 3, este é o seu nome, é um canal completamente fascista, é impressionante como eles não gostam dos sul-americanos. Certo dia, numa matéria de um seqüestro, eles saíram com a seguinte pérola: “os quatro seqüestradores, todos encapuzados, tinham feições sul-americanas... hein? Como?”

Futebol dos outros países? Isso não existe. O São Paulo foi campeão brasileiro e nenhuma mísera notinha nas teles espanholas. Dos companheiros europeus, de vez em quando, alguns gols. Notícias mais precisas só quando tem partida da champions. Ou seja, cheguei à Europa e não sei mais nada sobre futebol europeu. Enfim, o melhor lugar para se conhecer futebol europeu é definitivamente o Brasil.

Ai que saudades de ESPN Brasil!!!!!

Os. Fiquei na dúvida sobre em qual blog postar este texto. Porém, como sou um conciliador nato, ele vai pro dois!!!! (mas só desta vez)
O outro é EmBoscada, e foi criado para, bem isso vocês podem ler lá...

domingo, dezembro 24, 2006

Eu fui às touradas em Madrid...


O compositor Braguinha morreu hoje no Rio de Janeiro aos 99 anos. Autor de algumas das mais conhecidas canções brasileira. Quem nunca ouviu Carinhoso, parceria com Pixinguinha, ou As pastorinhas, com Noel Rosa, só para ficar com as mais conhecidas, não é brasileiro. Mas Braguinha também era apaixonado por futebol, torcedor do Botafogo-Rj. Pouca gente sabe, mas provavelmente a primeira música entoada em um estádio de futebol também era sua. Aliás, essa é uma história bastante curiosa.

Era a copa de 1950, o Brasil vinha dando show, era goleada em cima de goleada. Na semi-final, contra a Espanha, foi mais um baile. 6x1! Lá pelo terceiro o quarto gol a torcida começou a cantar “eu fui às touradas em Madrid, pararatibum-bum...” e por aí vai. Braguinha, que estava no estádio do Pacaembu, o jogo foi em São Paulo, ao ouvir sua música cantada pela multidão não conteve as lágrimas. Um torcedor, que estava do seu lado, ao ver o sujeito chorando não perdoou e soltou essa: “ora, a gente metendo uma bela goleada e esse espanhol vem chorar logo aqui!!!” Braguinha nunca explicou ao cidadão o motivo do choro.

Salve Mestre!

Ah! O nome da canção é Touradas em Madrid
A foto acima foi emprestada do UOL

sábado, dezembro 23, 2006

Amigos,

Chegou o fim do ano. Futebolisticamente um ano para se esquecer, ou para não esquecer, diria. O ano em que o Santinha faria a diferença e voltaria aos 70, voltaria a ser o “Terror do Nordeste”, que nada!!!!! Não ganhamos o pernambucano, fomos o saco de pancadas do brasileiro, e nossos dirigentes finalmente mostraram a verdadeira face. Ainda bem que o fim do ano chegou, junto com as eleições, e a vitória da oposição nos trouxe o alento da expectativa, nos trouxe mais, trouxe a auto-estima de volta, tão esculhambada que estava a coitadinha. Trouxe mais, nos devolveu o sentimento de orgulho de ser Tricolor, não importa se náutico e sport subiram. Como bem escreveu Artur, nós fizemos uma revolução.

Enfim, ao Santa resta esperar por 2007, e como bom ano ímpar, fazer história, mas que fazer história, é necessário se manter, conseguimos sobreviver a este 2006, agora, necessitamos da arrancada para o futuro. Não é necessário o título do pernambucano, muito menos a volta à primeira divisão. É a hora de começarmos a montar uma base sólida e, aí sim, planejarmos vôos mais ambiciosos. De toda forma, se vierem o título e a subida, ótimo, maravilhoso. Feliz 2007 Santinha!!!!

Mas este não foi um ano só de fracassos tricolores, este foi o ano de um fracasso ainda maior. Um fracasso de repercussão mundial e, para piorar, um fracasso que pode, outra vez, mudar a forma de se jogar futebol, e pra pior, o que é pior!!!

A verdade é que eu esperava da seleção de Parreira grandes coisas. Como escrevi neste mesmo espaço, esperava enfim a vingança de 82. Nunca havíamos tido um time tão bom desde aquela fatídica copa. Tínhamos os melhores jogadores e ganharíamos a copa dando o tão sonhado espetáculo. Doce ilusão, Ledo Ivo engano. Esquecemos-nos que havia um parreira no meio do caminho. Esta era a diferença fundamental entre este time e aquela Seleção. Enquanto este tinha parreira no banco, o outro tinha o Mestre Telê. O mestre que morreu este ano, pouco antes da copa, provavelmente para se livrar de assistir um fiasco tão acachapante. Esta era a diferença. Nunca, nunca um time de parreira jogaria bonito.

Por falar nele, o sujeito abriu esta semana uma academia de futebol. “Vamos dar condições para que os atletas conheçam a 'brazilian way' [maneira brasileira] de jogar”, ele disse. Um instante maestro, brazilian way?????? Que papo mais doido é esse de brazilian way? O cara quer ensinar o brazilian way aos gringos?????? Brazilian way????? Muito estranho, muito estranho mesmo.... ah, e sabem como é que se chama a tal academia? Brazilian Football Academy (BFA), com essa eu me calo. Ele agora se superou, criou uma Brazilian Football Academy, para ensina o brazilian way de jogar…

Vou dormir, que aqui já é tarde…

Ah, já ia esquecendo.

Este ano também foi um ano ruim para este blog. O dono quase não escreveu, seus fiéis colaboradores não foram tão fiéis assim. Por isso, na condição de chefe, dono, ditador e o que seja, resolvi que vou extinguir, ao menos temporariamente, as colunas. Quem quiser colaborar, vai continuar tendo a liberdade, mas não vai haver mais colunas. Assim como o Santinha, eu também resolvi voltar ao glorioso 2005.

Vamos em frente e boas festas.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Esporão do Galo

Olá, blogueiros. Estamos de volta na nossa coluna mensal, falando sobre a série C. Boa leitura e divirtam-se.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Pra descontrair...

O Santinha sempre está um passo a frente de rubronegros e alvirrubros, enquanto eles estão indo, nós já estamos voltando...

domingo, setembro 10, 2006

Estamos Lascados

e fim de papo.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Imponderável de almeida

Aí vai a continuação d' "A troca". Bem, depois disso, espero voltar a escrever alguma coisa mais séria. Mas o quê, diabos?! Sobre o santinha, nem pensar - no máximo, comentários. Política?! Não sou de escrever vomitando... Acho que escreverei textos herméticos, sobre o que estou lendo ou coisas absolutamente esotéricas e metafísicas...

quarta-feira, setembro 06, 2006

Alguém tá vendo uma esperança?

Sempre que alguma coisa vai mal e sem perspectiva de mudar, eu recorro ao gênio da raça Henfil.

terça-feira, setembro 05, 2006

Estamos lascados e mal pagos...(parte 1)

Amigos, vou ser curto e grosso. JOGUEI A TOALHA! (e não venha ninguém me encher o saco) Há muito que eu vinha querendo escrever isso, mas ainda batia no meu dolorido peito tricolor um resto de esperança. Dizem que a esperança é a última que morre. No meu caso, a esperança é a única que morre. Morreu no último domingo, depois de mais uma derrota, e pior, de ficar mais que clara toda a esculhambação chamada Santa Cruz Futebol Clube. Por isso mesmo, não joguei a toalha apenas da séria A deste ano, não! Joguei a toalha na esperança de ver o Santinha um dia ser grande, de ver o Santinha deixar de ser o time que poderia ter sido. Não seremos nunca!

Eu explico: esse ano é ano de eleição também no Santa. Seria época de renovar as esperanças, certo? ERRADO! Nunca, nunca na história do Santa a oposição ganhou alguma coisa. Não acredito que será dessa vez que este tabu será quebrado. E, mesmo que seja, quem garante que nossa oposição será capaz, ou terá a seriedade – pra não usar outro adjetivo – que está gestão demonstrou? Portanto, meus amigos, não acredito mais no Santa. Vou continuar sendo torcedor porque é o jeito. Torcedor não muda. É a maior das raparigas, é pior que mulher de malandro. Aposto que no próximo bom momento, estarei eu mais ancho que estava no mundo...

Mas a pergunta roda: por que chegamos a tal situação? Vamos por partes, como diria Jack. Aliás Jack bem que poderia aparecer na sala da direção tricolor... mas vamos ao que realmente importa. Tudo começou em 1914, a partir dali as coisas começaram a desandar. Mas para não ser mais maluco que pareço, vou falar um pouco da atual diretoria.

A atual diretoria já nasceu errada. Já nasceu de uma eleição completamente esdrúxula – pra não usar outro adjetivo novamente – sócios que apareceram ninguém sabe de onde e que desapareceram no mesmo passe de mágica depois da votação. A atual diretoria tinha um projeto arrojado de modernização para o Santa. Era o Santa 10 – alguém lembra? - um projeto que visava o centenário do clube. Onde será que anda o Santa 10?

O primeiro ano foi de flores, ou pelo menos foi o que pareceu. Dentro de campo o time foi ótimo. Ganhou o que podia. Foi campeão pernambucano e vice da série b. Mas fora dele, as coisas não andavam bem. O presidente fazia o favor de tomar todas as decisões sozinho e afastar os colaboradores. Talvez pensando em tirar algum proveito nas eleições de outubro deste ano. Mas em futebol o que vale é o resultado. Ganhamos e Romerito era o máximo. Apenas alguns agitadores, “que não são tricolores de verdade”, como este pobre que escreve, ainda diziam que alguma coisa andava fora da ordem.

Veio 2006, mantivemos a base do time que subiu, nada mais lógico. A disputa de egos de fora do campo chegou aos atletas. O resultado todos já sabem. Perdemos o pernambucano e vamos firmes para a segunda divisão. Já estamos no quinto técnico e caminhamos para o sexto a passos largos. Foram contratados uns quinhentos jogadores que não velem um. O pior, amigos, é que nossos dois melhores foram embora e ninguém viu açor do dinheiro. Ninguém da torcida, eu quero dizer. Agora, o sujeto choraminga pelas rádios da cidade a solidão.

Outra coisa que me intrigou bastante e me deixou com mais raiva do que levar uma sova da coisa, foi o nosso diretor remunerado de futebol. O time na lanterna da competição, não havia ganhado uma única partida. O campeonato para pra copa e onde está o nosso diretor remunerado? Trabalhando firme para trazer reforços para o time, na Alemanha. É, amigos, ele estava na Alemanha provavelmente tentando acertar a contratação de Ronaldinho Gaúcho, Materazzi, Canavarro, Zidane (por isso ele deu aquela cabeçada, tinha acabado de receber uma proposta do Santinha) e tantos outros jogadores que brilharam na Alemanha. Ainda bem que ele tem um bom salário e não precisa... Ah, já ia esquecendo. O nosso diretor de Futebol remunerado, profissional, é filho do presidente...

Pra mim chega!

OBS.: se a raiva passar, escrevo a parte 2.

terça-feira, agosto 29, 2006

Atualizações

Amigos,

os colaboradores estão voltando... aos poucos mas estão.

Artur, o imponderável de almeida, continua na sua viagem erótica, depois da transa comunista, resolveu fazer uma troca. Talvez seja a decepção com o PT, talvez com o Santinha, ou a seleção de Parreira. Sei lá! o fato é que é bom ter o sujeito de volta...

Maio, o único que continuou mais ou menos na ativa, voltou agora com um papo sobre Treze e Vasco. Do primeiro, nutro uma simpatia, tem um apelo popular. Do segundo, assim como todos os times cariocas, nutro um certo ódio...

Josias, o das calendas, diz que diz que vai voltar, mas não creio. Depois de ser o maior defensor do PT, em um único final de semana virou PSOL e repetiu FHC: "esqueçam tudo o que eu disse e escrevi"

O aflito Aecinho só pensa na sua bambina que esta por vir, Letícia, e na viagem para Londres. Quem sabe não aparece um colaborador do CAmpeonato da RAinha...

O Italiano, bem, esse eu acho que ainda está bêbado com o tetra da Azzurra...mas ainda deve o texto.

terça-feira, agosto 22, 2006

Morreu!!!!!!!!!!



O FUTEBOL agradeçe!

domingo, agosto 20, 2006

Seria o incrível Hulk, ou mais uma coisinha estranha?

Não sei porque, mas quando me deparei com a foto abaixo, lembrei daquele Hulk de antigamente, antes da computação gráfica. Aquele representado por Lou Ferrigno (acho que é assim o nome do condenado). Se pintarem este sujeito de verde e derem uma fantasia de Alexandre Frota, não vai ficar igualzinho?












eu não disse?

coisas estragadas

Continuando a “Operação tirando os matinhos do blog”, voltei a atualizar o bichinho, tão triste que ele andava sem sequer a visita do seu dono. Mas vamos lá, que o mundo gira e a bola é redonda...

O Santinha conseguiu arrancar um ponto hoje, diante do Fluminense, no Maraca. Um ponto, um pontinho. Será que serve de alento? Talvez, pra quem depois de uma recuperação incrível, havia voltado à fase do desespero, um pontinho pode ser um bom sinal. Para mim, é um sinal, sou um otimista nato. Acredito em tudo, qualquer coisa que possa melhorar a vida do Santinha eu topo. Faço macumba, rezo, oro, peço a deus, São Benedito e Frei Damião, Padin Ciço - ops, este não! Não quero papo com ninguém desse nome até as eleições da Paraíba. Enfim, faço, quase, qualquer coisa. Se for o caso, faço pacto com o capeta. Como seria engraçado, não? O sujeito faz um pacto com o capeta para ajudar um time chamado Santa Cruz!!!!! Mas, se for pra ajudar, faço.

Amigos, a verdade é que depois daquela goleada da coisa - tudo bem, vão dizer que o juiz ajudou. Ajudou mesmo, o primeiro pênalti não foi nem aqui, nem na china e o zagueiro do guarani não deveria ter sido expulso, mas 8x1 não é pouco, né? – senti vários calafrios, sou um adepto da teoria que enquanto a coisa vai mau (sempre mau), o Santinha vai bem, e vice-versa. Já sei, também vão dizer que houve momentos em que os dois estiveram lascados, é verdade, eu lembro, mas não lembro dos dois muito bem. Estou tendo pesadelos. Logo na estréia do Mestre Giva, o Cruyff do Nordeste - ou ex-Cruyff do Nordeste, agora ele é inimigo mortal – a coisa imunda mete 8!!!!!! Não, não pode ser...

Mas voltando ao Santinha, que se não está muito bem, pelo menos tem nome santo, o resultado de hoje pode ter sido um pequeno alento. Principalmente com a vitória do Corinthians, que muitos não gostaram, a coisa ta tão embolada, que ainda dá para acreditar. Tirando os 4 primeiros, o resto é um balaio de gato só, portanto, podemos tirar pontos de todos, se vier uma ajudazinha dos céus, quem sabe até dos 4 primeiros. Enfim, estou sem o menos seco de escrever, decepcionado com o Santinha e vou parar por aqui, pois meu pai, acho que meu único leitor, vai achar que ando fumando coisinhas estranhas...

quinta-feira, agosto 17, 2006

O milagre acabou

Amigos, antes de mais nada, não voltei a atualizar o blog por causa de derrota de ontem, exclusivamente. A verdade é que desde aquela eliminação medonha do Brasil não tinha tido muita vontade de escrever sobre o esporte bretão. Não exatamente pela derrota, mas pela maneira. Todo mundo que leu o blog no período da copa sabe o que eu achava que este time poderia representar para o futebol mundial. É uma lástima, mas o time de estrelas só ajudou a colaborar com a tese esdrúxula do feio que ganha. Enfim, nem as vitórias do Santinha me animavam, tinha a nítida sensação de que era apenas uma questão de tempo e o verdadeiro santinha apareceria. Foi o que aconteceu nas duas últimas rodadas e é sobre isto que quero falar.

Sempre me pareceu que o time da era Simões, no papel, era o mais fraco do ano. Em compensação, o que mais garra mostra. Futebol não se ganha apenas com garra e luta, muito menos num campeonato de pontos corridos. É preciso algo mais que isso e, honestamente, meus amigos, o Santinha nunca mostrou esse algo mais. Nunca mostrou a mínima técnica exigida para superar uma competição tão disputada como esta. Falta técnica, os outros treinadores estavam cobertos de razão. Em uma partida ou outra, a garra vai servir, mas no campeonato todo, não. Acorda enquanto é tempo!

INTER e São Paulo

A final da Libertadores ontem foi uma final de Libertadores, o time gaúcho do povão foi o legítimo campeão. Jogou melhor as duas partidas e agora se torna, de fato e de direito, um clube Internacional. Imagino a felicidade dos meus amigos Elio e Leandro, acho que ainda é possível encontra-los bêbados por este meio de mundo...

PS. O matinho está sendo limpo, Ciacchi. Agora falta você enviar aquele texto sobre o seu tetra...

sábado, julho 01, 2006

O recado está dado, Parreira...

Amigos, ontem ao começar o Jornal Nacional, o dublê de apresentador Willian Bonner me sai com a seguinte chamada: o time que jogou mais bonito na copa volta pra casa! Me parece que depois do indesculpável pedidos de desculpas, a Globo quer ficar “bem” de novo com o Parreira. Reforça o seu discurso e acaba criando uma versão completamente deturpada da realidade. A Argentina não perdeu porque jogou bonito, pelo contrário, perdeu por abdicar de tentar ganhar e jogar bonito. Nunca aquela frase “do Luxemburgo” foi tão bem provada em campo. “O medo de perder tira a vontade de ganhar”.

Em um post recente, uma troca de e-mails com uns amigos, que publiquei logo após a acachapante goleada contra a Sérvia (CLIQUE AQUI), exatamente na minha tréplica, eu disse que duvidava que o técnico Argentino, num jogo mais difícil agiria da mesma forma que contra os Sérvios. A grande verdade, amigos, é que o Pequermam é um covarde, assim como o Parreira.

O grande erro da Argentina ontem foi a substituição de Riquelme por Cambiasso, por volta dos 20 minutos do segundo tempo. Ali ficou claro para os alemães que os hermanos haviam abdicado de atacar e iriam tentar segurar o resultado, e pior, a Alemanha nem estava pressionando tanto. Para completar a burrada, o filhote de Parreira ainda trocou Crespo por Julio Cruz, um centroavante medíocre e paradão, tendo Messi ou Saviola no banco.

Se o Pequerman fosse minimamente corajoso, inteligente ele mostrou que é, ao escalar um time que surpreendeu os donos da casa, a melhor jogada seria a troca do cansado Crespo por Messi, um jogados muito rápido, driblador e objetivo. Seguraria Riquelme mais um pouco, o craque não pode sair tão cedo, e apostava em aproveitar os espaços que seriam deixados pela defensiva alemã. Provavelmente a Argentina teria matado o jogo, ou no tempo regulamentar, ou na prorrogação. Aliás, os chucrutes durante a prorrogação estavam doidos para que o mundo acabasse em barranco, pra que eles morressem escorados. Já pensou, um cara com o talento do Messi bem fresquinho ali?

Pra finalizar, eu espero que o Parreira não invente de fazer o mesmo no jogo de logo mais, se fizer, voltaremos no mesmo vôo que os Argentinos.

quarta-feira, junho 28, 2006

Esse é um jogo pra torcer!

Amigos, parafraseando um ex-presidente – de triste memória, aliás (toc, toc, toc), esqueçam tudo o que eu disse e esqueçam tudo o que escrevi sobre futebol arte, que não me interessa ganhar sem jogar bonito, etc e tal.

ESQUEÇAM!!!!

O jogo de sábado é pra torcer.

Tenho duas espinhas francesas na goela e quero tira-las agora. Diferentemente dos mais novos, a espinha que dói mais é a de 20 anos atrás, em 86, nas mesmas quartas-de-final. Até hoje não engulo aquela disputa de pênaltis e aquele maldito pênalti francês que bateu na trave e nas costas de Carlos, nosso paredão, e foi morrer mansinha no fundo das nossas redes. Aquilo foi uma artimanha do capeta, como gosta de dizer meu psiquiatra. Não consigo esquecer o momento que o craque Platini beija a bola e chuta o pênalti na torcida. Não consigo esquecer a alegria deste momento se esvair numa bomba de Júlio César na trave do genial Bats. (é assim que se escreve?). Por fim, não sai da minha cabeça aquela imagem de uma geração de jogadores geniais se despedindo para sempre de uma copa sem nunca conquista-la. Como chorei aquele dia. Chorei menos do que 82, é verdade, mas chorei muito, xinguei o Telê e depois me arrependi. Me senti o mais vira-lata dos vira-latas. Achei que nunca veria o Brasil campeão.

Tudo bem, é verdade que os franceses também mereciam, aquela geração deles era tão genial quanto a nossa, sofreram tanto quanto nós em 82, e sofreriam nas mesmas semifinais, de novo contra a mesma Alemanha de quatro anos antes. Foi duro para eles, reconheço. Deve ter sido mais duro ainda para Batiston (é assim, Artur?), que quase morreu na copa da Espanha depois de uma tentativa de homicídio do lendário goleiro alemão Schumacher, que não é o pai do piloto. Mas e daí, eles são franceses, eu não! Aliás, odeio todos os franceses e seus estandartes ensangüentados, suas marselhesas, Alains Prots, Zidanes, Le Pens, seus sovacos fedorentos e o escambau. Como diria meu avô, não quero conversa com adversário.

Mas voltando ao que interessa, a vingança, eu acreditei que 98 seria o ano. Ledo engano. Por que cargas d’água a Rede Globo inventou de enviar o insuportável do Pedro Bial? Só para ficar com Suzana e fazer o Ronaldinho (na época ainda era assim) ter aquele peripaque no dia da final? Vixe Maria, acabei de lembrar que o goleiro Júlio César (eita cacete, mesmo nome do zagueiro lá de cima) é casado com a tal Suzana. Alguém aí pode me dizer se ela foi pra Alemanha? Pelamordedeus, se ela estiver por lá alguém a convença a ir embora; se não der certo, dêem a distinta uma passagem para Paris – não, Paris não é boa idéia, Moscou é legal – uma passagem para Moscou, eles tão fora da copa mesmo. Se não der certo, alguém a seqüestre pelo bem da nação.

Mas tentando voltar ao que interessa, ai que saudades do Felipão. Esse jogo era pra ser com Felipão no comando. Ele iria chamar os remanescentes daquela final e ai obriga-los a ouvir o hino francês durante 24 horas por dia. Ia encher as paredes do hotel com fotos de Zidane sorrindo com a nossa taça na mão - eita cacete de novo, o cabra pode estar voltando a jogar bem, putz grila, logo agora? Finalmente, viria o golpe de mestre do nosso comandante, ele ia mostrar pro Ronaldo todas a lembranças possíveis e inventadas sobra a Suzana. Nosso atacante ia babar de raiva (se não tivesse outro peripaque, lógico), mas valeria o risco. Não, não temos o Felipão. Pior, temos o Parreira... ai meu Deus, vou parar por aqui antes que enlouqueça. Até o dia do jogo não vou escrever nada sobre a Seleção, nada! A não ser que Portugal resolva contratar o Parreira de última hora e a gente receba Felipão...

terça-feira, junho 27, 2006

Alguma coisa está fora da ordem

Amigos, esse blog vai acabar. Categoricamente, eu gosto dessa palavra, não entendo mais nada no mundo futebolístico. Alguém pode me explicar o Lúcio ter se transformado em Ronaldinho Gaúcho? Sim, amigos, o lance do segundo gol foi de Ronaldinho Gaúcho. Alguém esperava o mesmo Lúcio jogar 4 partidas e não cometer uma única, unicazinha falta e virar o Gamarra dos bons tempos? E o Ricardinho, que deveria ser a enceradeira, assim como Zinho, e acabou sendo o Ronaldinho Gaúcho? Pois é, o Ricardinho fez o que se esperava do Ronaldinho Gaúcho. Sei não... mas que algo está muito fora da ordem, ah, isso tá!

Agora falando sério - lá venho eu e minha chatice – acho que essa foi a pior partida do Brasil na copa. Nunca vi um time pedir tanto pra levar um gol e outro se esforçando tanto pra não fazer. O jogo começou, de cara 1x0, pensei tranqüilo: esse ta no papo, vamos jogar um bolão e meter uma enfiada. Ledo engano, Ledo Ivo engano. A partir do gol o time simplesmente parou. Nem aquele futebolzinho chato do Parreira conseguiu fazer. E tome Gana!!!! Dida, ajudado pela incompetência Ganesa, fez um partidaço.

A impressão do jogo de hoje foi que, ou o Parreira mudou, ou os jogadores não entenderam nada, absolutamente nada do que o técnico disse, ou simplesmente nosso meio campo jogou muito mal. Não acredito em hipótese alguma que Parreira mandaria o time recuar pra jogar de contra ataque. Esse não é o Parreira que aprendi a não gostar. Parreira deve ter dito pros caras tentarem sair com rapidez, mas se não fosse possível tocar a bola até cansar, encher o saco de todo mundo, com essa explicação eu mato as duas primeiras hipóteses. Sabra a mais complicada de todas: nosso meio campo jogou muito mal. Isso é o que me arrepia. Esperamos desses caras o fino, o melhor e até agora nada. Hoje chegou a ser irritante a quantidade de passes errados do Ronaldinho, me irritei mais ainda com a teimosia do Kaká em ficar em campo. Ora bolas, se ta quebrado, pede pra sair. Foi terrível ver os jogadores de Gana chutarem a gol o tempo todo. Mas, como diriam os fãs, o que importa é que ganhamos.

Enfim, passamos tranqüila e enganosamente e agora vamos pegar a França. A revanche que sonhávamos. Ah, como eu queria ter Felipão como técnico! O sujeito seria capaz de botar os jogadores do Brasil treinando dardos nas fotos dos franceses. Vamos deixar pra lá, o gajo agora é português, o pá!

sexta-feira, junho 23, 2006

Pedido do Tostão

Amigos, acordei hoje com o telefone tocando, uma ligação da Alemanha, era o Tostão pedindo para que eu publicasse a sua coluna da Folha. Ele dizia que o Futebol e outras histórias era muito mais lido e, assim, seria provável que o Parreira atendesse o seu pedido.

Pois bem, li a coluna do rapaz e resolvi lhe dar uma chance, até porque eu concordo com ele. Bom garoto esse Tostão, tem futuro. Será que ele já jogou futebol?

Parreira, coragem
Juninho, Robinho e Gilberto Silva merecem ser titulares do Brasil

FOI UMA belíssima exibição do Brasil. Com os novos jogadores, que nunca tinham treinado juntos, o time ficou muito mais rápido, imprevisível e habilidoso. Parecia uma grande seleção brasileira e não da Europa, como nos primeiros jogos. O Brasil fez quatro gols e criou mais umas dez chances para marcar. Juninho mostrou como se deve atuar um volante. Marcou, apoiou e finalizou de fora da área. Fez um belo gol e quase faz outro. Ronaldinho deu passes espetaculares. Jogou como um Gerson, um Rivellino. Mas no Barcelona é uma mistura de Gerson e Zico. Faltou gana de fazer gols. Finalizou pouco. Robinho fez belíssimas jogadas individuais, mudou o ritmo e o estilo do time e, principalmente, facilitou para todos os outros jogadores do ataque. Trocou várias vezes de posição com Ronaldinho. Porém continua deficiente nas finalizações. Ronaldo fez dois gols, um belíssimo, e poderia ter feito mais uns três. Driblou e tabelou em pequenos espaços, como não fazia há muito tempo. Gilberto Silva deu bons passes e ainda mostrou que sabe jogar melhor do que o Emerson, de primeiro volante, próximo dos zagueiros. Mas prefiro ele ou o Emerson marcando no meio e não tão recuado. Nem tudo foi excelente. A defesa, que tinha enfrentado os lentos ataques de Croácia e Austrália, teve dificuldade com os contra-ataques velozes dos japoneses, que exploraram bastante os espaços nas costas dos dois laterais. Cicinho foi ótimo no apoio, muito melhor que Cafu, mas mostrou novamente muitas deficiências na marcação. É impossível ele apoiar tanto e ainda defender bem. Nas suas costas aconteceram o gol do Japão e outras jogadas perigosas. Gilberto foi mal no primeiro tempo na defesa e no ataque. No segundo, melhorou, avançou mais e fez um gol. No final da partida, a TV mostrou o Parreira e o Zagallo sérios e preocupados. Deviam estar pensando nos problemas que criaram com a escalação dos novos jogadores. Juninho, Robinho e Gilberto Silva merecem ser titulares, não somente por esse jogo, mas pelo que sabem jogar.
Parreira, coragem.

terça-feira, junho 20, 2006

Ainda sobre a beleza e a vitória

Amigos, vira e mexe eu sempre ouço alguém dizer a velha frase: “a seleção de 82 jogou bonito e perdeu”, e eu pergunto de volta, e daí? É uma tremenda bobagem fazer essa afirmação. Assim como a Holanda de 74, o Brasil não perdeu porque jogou bonito. Perdeu porque, não sei se vocês sabem, em futebol se ganha e se perde. É simples como dois e dois, não há nada demais nisso. Acho que vou me tornar repetitivo, mas vamos lá.

Estava agora a pouco lendo o blog do Juca Kfouri (o endereço está ao lado), quando me deparei com um comentário de um cidadão que dizia odiar a seleção de 82, “aquele que voltou cedinho pra casa”, que a seleção mesmo era a de 94, a que ganhou e “que se não tivesse ganhado, seriam mais 4 anos de frustrações”, até que eu concordo com a última frase. Vou além, vejo méritos naquela seleção e, principalmente, na atuação do Parreira. Existem várias maneiras de se ganhar uma copa, o Parreira escolheu uma, e pra ser claro, a melhor dentro das possibilidades que ele tinha. A verdade é que naquele ano, não tínhamos um único jogador de meio-campo com a capacidade de dar espetáculo. Dependíamos apenas da genialidade de Romário, e ela bastou. Parreira foi simples e seguro, quebrou a nossa invencibilidade às avessas e tiramos o peso de 24 anos sem títulos mundiais das costas. Méritos para ele e pronto.

Agora porém, a história é outra. Temos os melhores jogadores do mundo, que todos os fins de semana dão shows nos seus clubes, chegamos com toda a pompa de melhores do mundo, de pentacampeões do mundo, mas não jogamos nem como aquela seleção de 94. O grande absurdo está aí. Esta seleção tem a vocação para o espetáculo, para o show. Esta seleção teria tudo para se enquadrar naquele texto do Pasolini escrito em 70, no qual ele comparava as seleções brasileira e italiana e dizia que uma era a poesia, a outra a prosa. Nosso atual momento é o da poesia, ou seria se não tivesse o Parreira, o carrancudo e medíocre Parreira. Acredito que a mediocridade de um técnico de futebol é medida no momento em que o sujeito tem todas as condições para fazer o melhor e faz apenas o necessário. A verdade, amigos, é que o Parreira não consegue fazer nada além do que o necessário. Nada, absolutamente nada. E o pior, ele acaba atrapalhando. Atrapalha porque transforma, de forma criminosa, um time que tem a vocação para a beleza, numa coisa mecânica e sem graça.

Não entendo, definitivamente não entendo um sujeito que tem o leque de opções que ele tem, trocar apenas seis por meia dúzia. Não conseguir sair do óbvio. Tenho a impressão que Parreira e Zagalo morrem de inveja do Telê, o técnico daquela seleção que voltou cedinho e que o povo exigiu a sua contratação para a copa de 86. Acho que eles morrem de inveja porque aquela seleção é, apesar do sujeito lá do primeiro parágrafo, muito mais querida e lembrada do que a tetracampeã. Zagalo morre de raiva porque não é lembrado pela copa de 70, mas pelo fiasco de 74. A seleção de 70 não é lembrada como a seleção do Zagalo, apesar dele ter participação fundamental na montagem daquele time, ela é a seleção de Pelé e Tostão. A de 82, por sua vez, mesmo com o melhor meio-campo desde 70, é o time do Telê. Isso o maltrata e ele precisa ficar repetindo a bobagem de que jogar bonito é sinônimo de derrota.

O Parreira está comprovando de forma categórica – ops! ato falho, categoria não é com o indivíduo, então vamos usar outro termo - de forma objetiva a teoria do meu psiquiatra Dr. Artur Perrusi. Segundo o renomado médico, o Parreira é um técnico nível 7. Ele pega um time nível 5, como a seleção de 94, e transforma num time nível 7. Ele pega um elenco nível 10, como o atual, e transforma num time nível 7.

No post passado, escrevi que a seleção italiana, a principal praticante do futebol de resultados, perdeu mais que ganhou e os mesmos “idiotas da objetividade”, não vêem isso, não falam disso. Pra quem não sabe, a Itália ganhou duas copas em 34 38, em pleno regime fascista e numa época bastante obscura do futebol. Depois disso, os italianos só voltariam a conquistar um título em 82, e de lá pra cá não ganharam mais nada, nada, absolutamente nada. Mas continuou jogando feio. Há vários outros exemplos disso, como também há vários exemplos do contrário. A Hungria de 54, o Brasil de 50, Portugal de 66, a Holanda de 74 e 78, o Brasil de 82, a Dinamarca de 86 e por aí afora. Portanto, não se ganha porque joga feio, nem se perde porque joga bonito.

Encerro este assunto por aqui. Viva a seleção de 82, e todas as outras que jogaram bonito, pois é delas o mundo dos céus.

domingo, junho 18, 2006

Foi horrível!!!!!

Horrível como a cara do seu técnico, assim eu descreveria a partida que o Brasil fez hoje. Desculpem os que defendem o resultado, mas eu sou de outra turma, sou daqueles que apreciam o espetáculo e esta é uma seleção para dar espetáculo. Simples. Há muito tenho uma tese – eu e minhas teses – de que esse time só ganhará a copa se jogar bonito, se jogar como sabe, mas como todos sabemos, seu comandante não é fã da beleza. Como diz meu amigo Perrusi, síndrome de pintor frustrado!

Sejamos sinceros, depois de sermos penta, de termos os melhores jogadores do mundo, será que um título com futebol horripilante é necessário? Aí virão os defensores do ganhar a qualquer custo perguntar: e a seleção de 82, o que ganhou? A resposta é simples, ganhou o amor de toda uma geração. Qualquer pessoa na faixa dos trinta, ou mais, lembra daquele time maravilhoso, um time que jogava FUTEBOL, isso mesmo, maiúsculo, jogava e ganhava, como bem disse o nobre Aécio, a vitória também é um resultado. Perdeu apenas um único mísero jogo contra a Itália e aí se criou a terrível frase: “jogar bonito e perder não vale nada”. Será? O pior é que o mesmo raciocínio não é usado para as infindáveis derrotas italianas, a mais famosa seleção a praticar o anti-futebol. Os italianos perderam muito mais que ganharam nesta modalidade e ninguém diz nada.

Desculpem o desabafo, mas eu não consigo compreender um time que tem vocação para o espetáculo ser tão roubado nesta vocação. Não admito essa conversa mole de equilíbrio para justificar mediocridade. Antes que pensem que sou mais chato do que realmente sou, eu digo que comemorei como uma criança o título de 94, mesmo com o futebol feio que foi. Ali, entretanto, eu tinha mais motivos para a comemoração. Nunca havia visto tal façanha, sonhava e sempre pensava na tragédia que seria morrer sem ver o Brasil campeão. Vou mais além, acho que o Parreira foi perfeito naquele momento. Não tínhamos grandes craques no meio campo, dependíamos unicamente da genialidade de Romário. E assim foi. Hoje, meus amigos, a história é outra. Agora entendo perfeitamente, e sinto a mesma coisa, o comentário que meu pai fez assim que Baggio mandou aquela bola pro espaço. “Ganhar assim, era melhor perder”.

Enfim, pra mim, o título só vale se for dando espetáculo. Já vi dois títulos mundiais e não me importo de ver o terceiro a todo custo. Quero uma seleção que me faça sentir o que senti há 24 anos. Assim não me interessa. Acho que se as coisas continuarem do jeito que estão, vou torcer pela Argentina!

OBS.: Alguém pode me responder o que o Parreira tem contra o Juninho?

sábado, junho 17, 2006

Grande Goleiro


O goleiro tcheco Petr Cech tentou evitar que o ganense Asamoah Gyan levasse cartão amarelo por ter cobrado um pênalti antes da permissão do árbitro.

Ele avisou o juiz argentino Horacio Elizondo que um torcedor havia enganado o atacante ao soprar um apito na arquibancada.

"Ele bateu o pênalti por causa disso. Ele não teve culpa porque alguém o confundiu", defendeu Cech.

Mas Gyan recebeu o cartão e ficará fora do próximo jogo de Gana, porque já havia levado um amarelo na partida de estréia, contra a Itália, quando os ganenses perderam por 2 a 0. A seleção de Gana enfrentará os Estados Unidos na próxima quinta-feira.

Os ganenses venceram os tchecos por 2 a 0, neste sábado, e poderiam ter vencido por pelo menos 3 a 0, já que Gyan perdeu a segunda cobrança de pênalti, mandando a bola na trave.

Cech foi um dos melhores jogadores em campo, pois salvou vários chutes a gol dos africanos. Ele mesmo admitiu que nunca havia trabalhado tanto.

"Eu acho que joguei uma partida assim, quando perdemos por 9 a 2, há uns 10 anos, quando eu ainda estava no colégio. E os adversários eram cinco anos mais velhos do que nós", brincou.

Texto publicado originalmente no UOL

Ainda e-mails e Bussunda


O nobre Aécio me cobrou a postagem do seu último e-mail em homenagem ao Bussunda. Então, lá vai, com a cobrança e tudo.

ó, posta lá meu comentário à morte lamentável de Bussunda. Se não tiveres ainda a mensagem que enviei, aí vai: "Merda do carái... Eu gostava desse cara. Ainda mais que morreu o gordo errado..."

Agora o meu comentário: Realmente é uma pena, também gostava do sujeito, desde a época do Casseta Popular. Enfim, como diz a música selevi cebion (gostou do francês, Perrusi?)
Amigos, como estou com uma baita preguiça, resolvi publicar os comentários abalizados tracados por e-mail entre o Alvirrubro Aécio Amaral, que está doido para torcer contra, pois ele vive com aquela conversa mole de Hexa é luxo, este que vos fala, quer dizer, escreve e o grande Artur Perrusi, que chegou botando um ponto final na história de forma, digamos cabalística!!!!

Primeiro e-mail enviado por Aécio.

Rapaz, eu confesso a vocês que gostaria de ver a cara daquele imbecil daquele Tadeu Schmidt, repórter da Globo, após o jogo de hoje da Argentina. Afinal, para ele ninguém se interessa pela seleção argentina, que, desacreditada (vê que imbecilidade), chega muito ofuscada à Copa. É de dar risadas...

O que se esperava do Brasil até agora quem fez foi a Argentina: ganhar bem e com espetáculo. E nem precisava massacrar. Desnecessário dizer que Sérvia e Montenegro é um adversário no nível da Croácia, e que los hermanos argentinos jogam com muito mais garra e espírito de conjunto que o nosso querido Brasil. Ao menos o elenco tá rachado entre novos como Cacá e Robinho e os velhos mascarados como Roberto Carlos e Cafu. Vamo ver quem ganha: o futebol ou a depressão infanto-narcisista de Ronaldo aliada à mediocridade de Parreira e Zagalo.

Se jogarmos contra a Austrália da mesma forma que jogamos na terça, começo a torcer pela Argentina. Afinal masoquismo tem limite.

Deu pena da Costa do Marfim. Mereciam ganhar hoje da Holanda. Também, com dois penâltis surrupiados fica difícil.

Aécio.

Minha Resposta

Falando sério, não vi o jogo hoje, mas 6x0 é 6x0, e me parece que ainda houve um gol anulado erradamente, como gostam de dizer os comentaristas de arbitragem da Grobo. Acho que o brasil, e aí não vai nenhuma patriotada, chegou a esta copa da mesma forma superdimensionada que chagaram a França e a própria Argentina em 2002. É óbvio que o interesse no Brasil é gigantesco, por todas aquelas coisas, penta, Ronaldinho gaúcho, etc... A Argentina chegou um pouco como o Brasil de 2002, desacreditada sim, houve sérias críticas à convocação do Pequermam, sobretudo do meio pra trás. Ao contrário da gente, os hermanos treinaram e não fizeram dos seus treinos mercadoria, não venderam ingressos e puderam acertar várias coisas. Nós não! Nos 15 dias de Weggis era obrigatório ir ao campo, os consumidores, digo torcedores, exigiam! Evidentemente não dá para treinar com 5 mil pessoas que - com razão, pois pagaram - exigiam coletivos todos os dias. O ápice dessa história foi num dia em que estava chovendo e o time iria treinar na academia, mas o público exigiu a presença dos atletas, e como o procon de lá funciona, eles tiveram que ir a campo arriscando contusões, etc...

Em relação à estréia, acho que o Brasil sentiu um pouco essa coisa da pressão de fazer malabarismos o tempo todo. Não faz! De qualquer forma, houve 20 minutos de bom futebol, tirando Val Baiano, que estava travestido de Ronaldo. Outra coisa, desde 70, nunca estreamos bem, parece que é regra.

Acho, puro achismo mesmo, que vamos ganhar e bem dos cangurus, acho que o gordo marca e Robinho também. O nosso grande problema sempre foi o Parreira, péssimo técnico e de esquema. falta ao sujeito um pouco, ou muito, de ousadia. Outro problema que vejo, pensado como Kiko (vocês não acham o Parreira a cara do Kiko, amigo do Chaves?), é que se robinho for titular, não teremos mais opções efetivas de mudança quando precisarmos ser mais ofensivos. Não me parece que, nem Ronaldo do jeito que está, nem Fred, têm a capacidade de incendiar uma partida como Robinho, por isso, acho que ele vai ser sempre o reserva, a arma secreta. Se Ronaldo tiver de sair, entra Juninho, escrevam!

no mais é isso!

A réplica de Aécio

A onda agora é dizer que vão abandonar o futebol espetáculo ('malabarista') e praticar um futebol de resultado. Fudeu tudo: assimilaram o discurso carrancudo de Parreira. As palavras de Émerson, Cafu e Ronaldinho Gaúcho preocupam, sobretudo na boca deste último. A resposta à tensão ocasionada pela depressão infanto-narcisista de Ronaldo não podia ser mais conservadora.

Enquanto isso na sala da justiça futebolística, os argentinos promovem uma tática infalível: silêncio e resignação nos bastidores, futebol arte e de resultados (goleada, afinal, é resultado, embora não na lógica de Parreira) nos gramados.

Gosto da fala de Boscôli: o problema parece mesmo ser que a CBF tornou os treinos da seleção shows de circo. E agora os malabaristas querem abrir mão do seu talento para evitar que a lona do circo caia. Abstrusa equação! Esquecem-se de que, também como disse Boscôli, o PROCON do futebol pode cobrar na justiça por propaganda enganosa.

Embora despossuídor da palavra abalizada, permito-me discordar de Boscôli quando diz que não é funcional Robinho entrar de primeira. Primeiro, porque se o cara inferniza o jogo quando entra no segundo tempo, porque não deixá-lo infernizar desde o início? Bagaceira só presta grande, diria o grande filósofo contemporâneo João Paulo. Segundo, mesmo nessa lógica, não vejo nenhum problema em Fred entrar de frente e ser substituído por Robinho no segundo tempo. Contra a Austrália obviamente deve-se começar com Ronaldo, mas se o cara continuar como antes será burrice mantê-lo como titular, e também uma baita queimação na sua biografia - algo que eu e Geó já vínhamos comentando...

Mas na próxima Copa não teremos esse problema: Kuki ainda vai estar em condições de vestir a camisa da seleção, no alto dos seus quarentinha... E dessa vez ele não trocará, como preferiu fazer agora, a seleção pelo relvado da Conselheiro Rosa e Silva.

Aécio.

A minha Tréplica.

Eu disse: pensando como parreira, o lance do robinho, mas de qualquer forma concordo que nem Ronaldo, nem Fred podem mudar a cara de um jogo, quando (ou se) precisarmos virar uma partida difícil. Se a minha leitura mental do único neurônio do Parreira estiver certa, Robinho vai entrar em todas as partidas, salvo se aconteça algum imprevisto!!!!

Quanto aos hermanos, muita calma nessa hora. Eu vi o repeteco do jogo e realmente foi a melhor apresentação deles numa copa do mundo, aliás, a própria imprensa argentina estava com esse papo. O problema, meus caros, é que eles têm uma partida contra a costa do marfim no atual currículo, que foi vencida no sufoco e não apenas pela boa qualidade dos marfinenses, mas principalmente pela postura retranqueira do Pequerman, que tirou os atacantes para segurar o resultado. Até então, a Argentina estava jogando bem e tinha o controle do jogo. A gente não sabe se, contra a Holanda, ou no mata-mata (provavelmente o das quartas de final, pois nas oitavas eles pegarão uma baba) Pequerman será tão ousado quanto foi ontem.Ou melhor, será que se a Argentina terminar o primeiro tempo ganhando de 1x0 o time volta como voltou ontem? Pra ser sincero, duvido!!!!!

O grande final de Artur.

Estamos lascados.

E o pior é que, se os lourinhos continuarem jogando assim, vai ser impossível, pra quem gosta de futebol bonito, não torcer por eles...

Misticamente, acho que tudo isso tem relação com o descalabro do Santinha... ou, outra hipótese, essa de arrepiar a Cabala: Josias, o garanhão de Mamanguape, estará futuramente comendo as índias lá de Rio Tinto... A seleção brasileira está sendo afetada astrologicamente pelos futuros gritinhos de prazer das tupinambás...

OBS.: Faltou o Comentário abalizado do grande Terry, que como bom irlandês, achou o jogo bom! Se ele comentar, eu publico!



terça-feira, junho 13, 2006

É hoje! finalmente entrei no clima da copa

“Carnaval desengano,
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei, e gritei e fui
Vestido de rei,
Quarta-feira, sempre desce o pano...”

É hoje, finalmente chegou o dia! É hoje a estréia do Brasil na copa. Finalmente, é hoje! Não canso de gritar, é hoje! Finalmente esquecerei por instantes a dramática situação do Santinha. Finalmente a mais esperada das copas chegou. Perece que finalmente eu entrei no ritmo da copa. Nunca, meus amigos, nunca a torcida do Santa Cruz esperou tanto uma copa. Espero, torço loucamente, para o Brasil chegar ao Hexa. Serão 7 jogos, ou um mês, sem lembrar que existem os Romeritos Jatobás e filhos, sem lembrar que Maurício Simões é o técnico, sem lembrar que estamos ali, bem pertinho da famigerada série b.

O Brasil deve começar com tudo, não pode dar sopa para a boa Croácia. Tem que entrar mostrando que é o melhor e pronto. Ponto! acho que será um jogo difícil, não sou daqueles que acreditam que pegamos um grupo fácil. Esse grupo é encardido. Um tropeço e babau hexa, adeus copa, e oi Santa, oi Maurício, oi Romerito! Não amigos, o Brasil não pode, está proibido terminantemente de encurtar esse mês de ilusão, como diria o velho Chico, autor ad linhas acima, “e um dia afinal, tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval”, carnaval e copa do mundo têm o mesmo significado neste momento.

Estarei logo mais com minha camisa tricolor, na casa de um amigo alvi-rubro, para ver mais um baile canarinho. Acreditarei que aquele time de craques por um instante pode ser o Santa. Não, é melhor não. Pode ser que eles acreditem que são verdadeiramente o Santa, e aí, já viu, né? Não é uma boa essa comparação. É melhor ir neutro, como em 94, ou 2002, sem superstições de espécie alguma. Vou embora, ouvir o Kid Moringueira e tomar umas cervejas. É melhor começar a esquecer o Santa!

“Saltei em Berlin, entrei num botequim
Pedi café pão e manteiga, para mim...”

PS. É essa comparação foi completamente besta. Na verdade este texto foi escrito ontem e essa noite eu sonhei que o jogo era 3x1, para a Croácia!!!!

domingo, junho 11, 2006

Só faltou o Batman



Van Nistelrooy não apareceu no jogo e acabou substituído.
Faltou ele, porque seu companheiro de ataque na Holanda, Robben, jogou por todos.
Fez o gol que derrotou Sérvia e Montenegro e deu uma aula de futebol, na faixa esquerda do gramado de Leipzig.

Aos 22 anos, joga como um veterano, busca o time permanentemente, embora seja capaz de resolver individualmente todas as situações do jogo.
É candidato a ser um dos nomes desta Copa.

Encheu os olhos, o menino.



Bravo, Omar!




Os mexicanos vinham precedidos de grande expectativa.

Cabeças de chave no grupo que tem os vice-campeões europeus, os portugueses, e em regime de concentração desde abril, tudo que não se poderia esperar deles era o mau desempenho mostrado diante do Irã.

Desempenho salvo pela bobeada do goleiro e do zagueiro iranianos, que permitiu o segundo gol da vitória, por 3 a 1, ao centroavante Omar Bravo (autor também do primeiro), num momento em que o desespero começava a tomar conta.

O terceiro gol, marcado por Sinha, foi o primeiro gol brasileiro na Copa, ele que nasceu no Rio Grande do Norte.

Que a má atuação tenha sido só fruto da tensão da estréia, porque com o que mostrou o México não pode nem sonhar.


PS. Não vi os jogos, estava trabalhando, então resolvi usar os olhos do Juca Kfouri

Pausa para a Paraíba

Bem amigos do futebol...

em plena copa do mundo - torneio mixuruca que não tem returno, já dizia o gênio Mané - o velho Maio Spellman deixou o seu esporão do galo falando sobre a final do campeonato Paraibano, este sim, tem returno, e o Bi campeonato do Treze. Leiam, comentem, divirtam-se, tenham raiva. Bruno, até retruque, se for o caso...

quem quiser ler, o link está ali à direita.

sábado, junho 10, 2006

Grupo B, sem surpresa e com zebra



A Inglaterra jogou pro gasto. Fez 1x0 e recuou, bem ao estilo do seu técnico com nome de celular, Erickson. O Paraguai melhorou no segundo tempo mas não foi suficiente para empatar. E Gamarra, que até onde eu oude ver do jogo, não fez uma falta, fez um gol contra. coisas do futebol.




Na outra partida, a primeira zebra da copa apareceu. A fraca seleção de Tinidad e Tobago jogou com muita força e segurou a favorita Suécia, que no final não acreditou no que viu. Festa dos caribenhos como se fosse uma conquista de título. Ah! o resultado foi um emocionente 0x0.

Impressões: Inglaterra passa. Suécia e Paraguai vão brigar, e Trinidad e Tobago vai torcer, quem sabe a zebra não aparece de vez!

A Argentina está jogando agora, por enquanto 2x0. Bom jogo, a Costa do Marfin pode apertar um pouco mais. Amanhã eu escrevo

sexta-feira, junho 09, 2006

Alemanha larga bem



Acabou agora o jogo de abertura da copa. Alemanha 4 x 2 Costa Rica. Os anfitriões, de Schweinsteiger (o camisa 7, da foto) e do aniversariante Klose, que marcou 2 gols, mostraram uma boa movimentação e bom posicionamento na marcação do meio campo. A defesa, entretanto, me deu a impressão que se for convidada para um baile, dança legal. Os dois zagueiros, apesar de bons, dão umas voadas de vez em quando. Assim saíram os dois gols costarriquenhos. Muito bom jogador o lateral esquerdo Lahn, este merecerá uma atenção especial daqui pra frente.

A Costa Rica, por sua vez, se mostrou um time muito respeitoso. Poderia ter feito mais se tivesse ousado mais. Deve ter saído contente com o resultado.


Polônia e Equador



Polônia e Equador fizeram uma espécie de segunda divisão do clássico força versus habilidade. Ganhou a habilidade. Por mais que taticamente os poloneses estivessem melhores, os sul-americanos sempre sabiam o que fazer quando tinham a posse de bola. Resultado: 2x0 Equador.
Impressões do grupo A: a Alemanha deve passar em primeiro mas não com tanta facilidade. A Polônia está fora, a não ser que invente pra cima dos donos da casa, o que será muito difícil a julgar pelo (pouco) futebol mostrado. Costa Rica e Equador farão um jogão. Não acredito que os costarriquenhos serão tão acanhados contra os equatorianos, como foram frente aos alemães. Será um jogo aberto e com muitos gols. Agora o óbvio: quem ganhar estará na segunda fase. Se der empate, vai tudo pra última rodada!!!!!

quarta-feira, junho 07, 2006

Sabe tudo!!!!!!



Em tom de brincadeira, o zagueiro Cris mostrou todo seu desapontamento com o filho, que rejeitou sua camisa e pediu de presente a de Ronaldinho Gaúcho autografada. “Perguntei para ele: você quer a camisa do papai? E ele respondeu: não, quero a do Ronaldinho”, contou o zagueiro do Lyon, referindo-se ao filho Vinícius, de oito anos. Cris, no entanto, disse entender perfeitamente a paixão de seu filho e de praticamente todos os torcedores pelo craque do Barcelona, já que Ronaldinho faz verdadeiros malabarismos com a bola nos pés. “Até nós, jogadores, ficamos bobos com que o Ronaldinho faz com a bola. A gente tenta imitá-lo e não consegue”, disse o zagueiro. Cris, uma das poucas surpresas da lista de Parreira para a Copa do Mundo, pois o favorito para ficar com uma das vagas na zaga era Roque Júnior, renovou seu contrato com o Lyon por mais quatro anos e não pensa em voltar tão cedo para o futebol brasileiro.

terça-feira, junho 06, 2006

Anti-marketing


Amigos, uma pergunta: quem de vocês compraria uma chuteira da Nike?

Lembro que depois daquele final de 98 várias teorias da conspiração foram lançadas, a mais esdrúxula delas era justamente a de que a Nike teria vendido aquele título. Até o último fim de semana eu simplesmente me recusava a acreditar que a toda poderosa Nike faria uma bobagem dessas. Não acreditava porque é – para qualquer pessoa que entenda um pouquinho do tal do marketing – uma tremenda burrice entregar a maior vitrine para o maior concorrente, a França era, e ainda é, patrocinada pala Adidas, maior rival da Nike na fabricação de materiais esportivos. Não havia dinheiro no mundo que valesse tal atitude.

Pois bem, depois do último domingo acredito em tudo!

Ps. Caso algum craque da seleção tenha interesse, aqui em João Pessoa há um fabricante de chuteiras que, garanto, não cria bolhas!

quinta-feira, maio 25, 2006

Nada Além


Lá pelo final da década de 30 o saudoso Mario Lago escreveu os versos abaixo:

Nada além,
Nada além de uma ilusão
Chega bem, é demais para o meu coração
Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz

Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor, bem melhor a ilusão
Do amor
Eu não quero e nem peço
Para o meu coração
Nada além
De uma lida ilusão.


Depois de ontem me quedei pensando:será que não era melhor vivermos a ilusão do amor na segundona, do que o sofrimento e dor dos tempos atuais?

terça-feira, maio 23, 2006

Como os nossos pais

Amigos, estava eu aqui pensando com meus botões sobre a principal escolha que um ser humano pode fazer na sua vida. (fui aos meus alfarrábios e reli todas as psicologias e filosofias de Caprichos e Contigos da vida). Uma escolha que vai ser determinante no faturo e na formação da personalidade do sujeito. É por causa desta decisão que o indivíduo pode se tornar um daqueles babacas metidos a besta, ou um cara com complexo de inferioridade irrevogável. Em alguns casos pode tornar-se uma pessoa legal, nem metido, nem inferiorizado. Ou, na minoria dos casos, um sujeito que não está nem aí pro mundo. O pior, amigos, é que esta escolha se dá ainda na infância – logo, ela passa longe de ser qual carreira seguiremos, ou qual será a nossa companheira, ou companheiro, até os últimos dias. Como pode uma simples e ingênua criança ser obrigada a tomar tamanha decisão? Como pode recair sobre os ombros de uma simples e imatura criança, que mal aprendeu a falar, o peso uma decisão que vai lhe influenciar pelo resto da vida? A principal decisão da vida de qualquer ser humano é a escolha do clube de futebol que irá torcer.

O pior, amigos, é que o principal inimigo pode estar bem próximo. Qual de vocês, leitores, não teve na figura paterna o principal incentivador pelas cores que hoje adoram? Serão poucos, pouquíssimos, eu afirmo. Quando não foi por ação, foi por reação. Não há outra saída! Vejamos então como tudo começa:

Tudo começa naquele dia de festa, no dia mais esperado do ano (na verdade começou antes, mas para encurtar a conversa, vou começar por aqui), na maternidade, bem ali, na sala de partos. Enquanto a mãe esperneia de dor, em caso de parto normal, o pai está a postos, esperando pala saída do rebento, com a camisa do seu time na mão – no meu caso, o Santinha. A primeira visão que o recém nascido tem do mundo exterior à placenta é a camisa do Santa Cruz. Aquilo vai ficar bem guardado no subconsciente do bebê. Para ele, aquilo se transformará na imagem do paraíso. Eis o primeiro passo para a tomada de decisão.

Pai que é pai, porém, é ardiloso, eu diria até maldoso, frio e calculista, não se contenta apenas com isso. Nem bem o garoto sai da maternidade e ao chagar no seu novo quarto, que deveria estar todo enfeitadinho de bichinhos e brinquedinhos, pintado com cores leves, ele se depara com um quarto pintado em três cores. Vermelho. Branco e preto. Bichinhos, nenhum, aliás, uma discreta cobra coral em forma de almofada que está circulando o quartinho da criança. E claro, uma bola de futebol. E a primeira associação que uma criança faz na vida é que aquela primeira imagem do mundo exterior tem alguma coisa a ver com aquele brinquedo esférico. Que depois ele irá chamar de bola.

O pai não pára por aí. Não, amigos, ele ainda esta começando. Meses depois, quando o bebê já está engatinhando e já não consegue mais parar de brincar com aquela bola (a mesma do parágrafo acima) e começa a balbuciar as primeiras palavras – mamã, papa – o pai, que não é besta, começa a sussurrar no seu ouvido uma outra palavrinha que será a terceira a sair daquela boquinha sem dentes: Santa! E já sai com exclamação e tudo. Está dado o segundo passo.

A criança cresce mais um pouco e começa a entender o mundo e o pai já começa a encher seus ouvidos com histórias do passado. Começa a falar das glorias do time, que agora a criança já compreende, das três cores. Mas o pai é mau, tem um verdadeiro pacto com o diabo. Enfeita todas elas, parece até narrador de rádio. Explica pro filho que aquele é o verdadeiro time do povo, que surgiu sem preconceitos, “imagine, meu filho, em 1914 um negro desenhar o escudo de um time”, diz feliz da vida. “naquela época, os negros e os pobres eram proibidos de jogar futebol. Esse time meu filho, é o mais democrático do país”, completa entusiasmado. A criança não entende bem o que significa democrático, mas gosta da palavra e tem certeza de que aquilo é bom.

O pai diz que foi um goleiro do Santa Cruz o primeiro a defender um pênalti de Pelé. Diz ainda que nos anos 40, o Santa tinha um certo atacante, chamado Tará, que fez 10 gols num só jogo. Não importa, e para isso o pai usa a tática de Ricúpero, se quando defendeu o tal pênalti, Aníbal não jogava no Santa, ou se Tará era jogador do Náutico quando realizou a proeza. Conta ainda sobre um jogador chamado Marinho, o Diabo Loiro, um craque esquecido no fluminense e que barbarizou jogando pelo Santa e foi a maior transação que o futebol viu até aqueles anos. O pai fala de Nunes, um centro avante de cabelos vermelhos que saiu da seleção por pressão de um presidente autoritário. A criança não entende e pergunta o que é autoritário. O pai responde: “autoritário é quem não é democrático, os do bem são os democráticos, os do mau, são os autoritários”. Com uma porrada só, o pai mata dois coelhos. O filho vai começar a simpatizar pela democracia e vai gostar ainda mais do Santinha, afinal, o Santinha já nasceu democrático. Está quase tudo certo, os riscos do filho tomar a decisão “errada” são mínimos.

Depois desta etapa, o pai precisa levar o garoto ao campo de futebol. A criança precisa conhecer pessoalmente aquele time de tantas histórias. É preciso escolher bem o jogo, entretanto. Calmamente, o sujeito espera pela data ideal. Santa Cruz e Íbis, de preferência num dia de chuva, criança adora tomar banho de chuva. Assim, são mais três coelhos. Ele vai ter a desculpa perfeita pelo pouco público e a criança vai poder correr e pular na chuva sem que a mãe fique reclamando. O terceiro, é que não haverá o menor risco de derrota. É preciso explicar que uma derrota agora, pode por todas as outras etapas pelo ralo. Então o pai começa a falar sobre o adversário do dia. Diz que o Íbis é um time muito bom, com vários títulos e que realizara proezas semelhantes às do Santa. O filho fica na dúvida, é um momento crucial. Ele começa a simpatizar por aquele outro grande time que o pai acabou de lhe contar. O pai está tranqüilo, isso quer dizer que toda a preparação anterior foi um sucesso, e sabe que depois da goleada, o garoto nunca mais deixará de ser tricolor. O ritual se repete algumas vezes, mas apenas por precaução.

É assim que uma criança toma a principal das decisões. Vejam, amigos, a que ponto pode chegar a maldade de um pai. Pobre criança iludida. Depois que se escolhe um time, não se pode mais mudar. É aquilo pro resto da vida. Mesmo agora, quando nos sentimos os maiores cornos do mundo, traídos pelo seu mais fiel dos amores, continuamos a amar mais ainda. Temos vontade de esganar quem nos criou tamanha ilusão, mas o pai, agora velho também está sofrendo, ele queria apenas alguém para sofrer junto com ele. Desistimos do crime. Não há mais o que fazer, a não ser esperar que tenhamos nossos próprios filho para fazermos como nossos pais.

Felizes são os filhos dos pais que odeiam futebol!

domingo, maio 21, 2006

O Adventista

Amigos, acabei de receber um comentário que pode ser a salvação da lavoura. “O Santa está jogando mal em protesto contra a falta de atualização deste blog!” Perfeito, ele agora está atualizado. Só falta o time jogar bem... vixe Maria!

A verdade é que não ouvi o jogo contra o Palmeiras, não sei se o Santa jogou melhor, se mereceu perder ou merecia melhor sorte, li agora que Bruno Lança foi expulso ainda no primeiro tempo. Não sei se isto foi determinante, ou se servirá apenas como mais uma desculpa. Não sei mais de nada! Não entendo de futebol e estou quase desistindo do esporte bretão. Eu disse quase porque ainda há esperanças, ainda existe o Barcelona e seu futebol maravilhoso, existe Ronaldinho Gaúcho, existe Copa do Mundo! Nunca uma copa chegou num momento tão providencial.

Já disse e repito, não vou ouvir os jogos do Santa até a primeira vitória, se é que ela virá! A cada domingo me torno um sujeito mais deprimido, pessimista ao extremo. Não acredito mais que possamos sair dessa, em verdade acredito piamente que vamos sair dessa...divisão! não acredito que o Brasil ganhará a copa, não acredito em Deus e estou seriamente duvidando da existência dos tais deuses do futebol. Estes é que não existem! Não é possível que existam deuses tão ruins, não seriam deuses, mas talvez demônios do futebol.

Amigos, eu já fui um eterno otimista, quase adventista, acreditava em tudo, tinha esperança em tudo. Acreditei que o Santa poderia ser uma potência do futebol, que ganharia o Pernambucano deste ano. Já acreditei em tudo, acreditei na Nova República, fui até fiscal do Sarney, imaginem! Depois cheguei ao cúmulo de acreditar na seleção de Lazzaroni, acreditei sim, sobretudo após o primeiro tempo espetacular daquele jogo contra a Argentina. Por fim, acreditei no Lula e no PT! ACABOU! Não acredito mais em nada! Fodam-se os deuses do futebol!





PS. Quando passar o momento, talvez eu volte a acreditar...

quarta-feira, maio 03, 2006

PARAIBANO 2006: TREZE É O FAVORITO

Olá, blogueiros.

Na nossa coluna mensal iremos tratar da reta final do campeonato paraibano de Futebol. Boa leitura e divirtam-se.


Clique: Esporão do Galo

sábado, abril 29, 2006

Com medo, soberba e sem dignidade

Acabou de acabar o treino do São Paulo, sim amigos, aquilo foi um treino de luxo. 4x0 em um time sem a menor expressão. Sem a menor vontade de ganhar, com muito medo do Morumbi e alguns parecendo que queriam ficar por lá, talvez até devessem mesmo, seria um reforço.

Rosembrinck é o principal mascarado, ele entrou em campo com tanta vontade de ser contratado pelo campeão do mundo que acabou dando um passe milimétrico para Mineiro marcar o golaço. Vamos lembrar a tal jogada, emblemática no que se refere à participação do ex-mago no treino. Contra-ataque do Santa, o ex-mago vai pela esquerda, ao lado da linha lateral, marcado por dois, passa alguém do seu ledo em velocidade pedindo a bola, não sei se Zada ou Xavier, e o que faz o ex-mago, para e tenta driblar os dois. Resultado, se queda cercado, sem ter o que fazer, tenta uma inversão de jogo. Perfeito. No peito de Mineiro, São Paulo 2x0. Vale lembrar que o ex-mago já tinha tentado um lance semelhante no primeiro tempo. Uma hora ele iria conseguir.

E o que dizer de Carlinhos Bala, chegou dizendo que ia fazer golaço e saiu com uma sensação de que precisa de uma aula de posicionamento. O sujeito, que se diz craque, entrou em impedimento 845 vezes...

Mas vamos ao medo, amigos, o Santa parecia um time de pelada jogando final de copa do mundo. A bola queimava nos pés dos jogadores. Os caras não conseguiam acertar uma bola, sobretudo no segundo tempo, quando a equipe paulista engatou uma segunda...uma segunda, porque na etapa inicial eles estavam em primeira marcha. O troço foi tão vergonhoso, que Júnior Maranhão apelou e fez uma falta desleal e foi muito bem expulso, tomara que receba uma boa multa.

A goleada tem, no entanto, um lado positivo. Ou o time acorda agora, ou a queda é certa. Acendeu a luz vermelha, a diretoria (aí é que mora o perigo) precisa urgentemente contratar jogadores para resolver, é questão de vida ou morte ganhar os próximos jogos em casa. Rosembrick e Carlinhos Bala devem passar algum tempo esquentando o banco, até descobrirem que não são Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Fenômeno, respectivamente. Para finalizar, só uma pergunta a Giba: se era para entrar tão retrancado, por que escalar Val Baiano?

sexta-feira, abril 28, 2006

Amigos,

Eu hoje iria finalmente escrever um texto sobre o Mestre Telê, mas resolvi mudar e apenas copiar um texto publicado no Blog do Santinha. Um texto sobre o racismo no futebol brasileiro, especificamente o pernambucano. A verdade é que há muito, desde a época em que o texto abaixo foi escrito, esse tipo de atitude criminosa me causa uma profunda vontade de escrever algo e, ao mesmo tempo, me impede. Confesso, eu simplesmente não consigo escrever um texto interessante sobre o tema, não consigo porque o hediondo racismo me da uma raiva desgraçada, que acaba por atrapalhar a escrita. Não acho que o tema mereça um texto raivoso apenas. Merece muito mais, além da indignação, ele merece uma profunda reflexão.

Com este texto - que não é meu, repito – eu entro de vez na campanha iniciada pelo citado Blog do Santinha, me disponho a ajudar no que puder. Até mesmo controlar a minha ira e conseguir escrever algo que goste.

Para finalizar, faço outra confissão. No último jogo da Série B do ano passado, em alguns momentos eu cheguei a torcer contra o Santa. Foi um sacrilégio, eu sei, mas ao ouvir e ver(estava lá) a torcida tricolor fazer gestos e gritos racistas para o atacante angolano Jonhson, da Portuguesa, o sangue me ferveu. Torci para ele fazer um golaço de cala a boca! Pronto, quem quiser criticar, fique à vontade. O Santa Cruz, para mim, só não está acima da RAÇA humana. O mais triste é saber que o texto abaixo também serve para a nossa torcida, PRETA, BRANCA E VERMELHA.

PATÉTICOS RACISTAS (título original)
Por Rodrigo Carneiro Leão

Quem acompanha a imprensa esportiva com regularidade já deve ter conhecimento das manifestações racistas de torcedores europeus. São freqüentes os xingamentos e as faixas contra os jogadores negros, latinos e não-europeus em geral.

Talvez o caso mais marcante tenha sido o dos torcedores da Lazio, tradicional clube romano. As ofensas racistas vindas de sua torcida se tornaram tão constantes que o Presidente da Lazio - envergonhado - ameaçou proibir a entrada de seus próprios torcedores durante alguns jogos de sua equipe. Um dos jogadores mais atingidos por esses ataques racistas vem a ser, justamente, o Cafu, lateral direito do Roma (maior rival da Lazio).

Pois é: Cafu - titular da seleção brasileira.

Outro lateral titular da seleção - Roberto Carlos - já teve seu carro apedrejado e pichado por torcedores europeus com a seguinte ofensa: "Macaco".

Pra quem ainda não sabe, os argentinos (que se pensam europeus acidentalmente nascidos na América Latina) costumam se referir aos brasileiros como "Los Macaquitos" - acredito que vocês não imaginam que eles estão nos elogiando.

Quem acompanhou a imprensa esportiva após o último jogo entre Náutico x Santa Cruz não viu nenhum comentário (nenhum!) sobre as manifestações racistas da torcida do Náutico. Quem foi ao estádio dos Aflitos sabe do que estou falando. Sempre que o goleiro do Santa (Nílson - que, além de excepcional goleiro, é negro) pegava na bola, os torcedores alvirrubros imitavam o barulho de um macaco. Talvez você imagine que era "coisa de uma minoria". Se você foi ao estádio, você sabe que não. Tenho certeza que alguns torcedores do Náutico ficaram envergonhados e não participaram dessa palhaçada. Infelizmente, estes sim eram a minoria.

Se o racismo dos europeus pode ser classificado como vergonhoso e imbecil, o que dizer do racismo dos brasileiros (ainda mais nordestinos?!) ?

É curioso imaginar qual será o comportamento destes patéticos racistas durante a Copa. Sim, porque não sei se vocês perceberam, mas a atual seleção brasileira é a mais negra dos últimos anos.

Talvez, eles, os arianos-brasileiros, façam como Le Pen (o líder da extrema direita francesa afirmou não torcer para a seleção de seu país - campeã mundial - em razão da grande presença de negros e descendentes de imigrantes entre seus jogadores).

Não, é evidente que não.

Os racistas de anteontem certamente irão vibrar com os gols de Ronaldinho Gaúcho, de Rivaldo e de Edílson.

Porque esta é a face mais desprezível de nossa sociedade: a hipocrisia. É mais fácil manter e controlar nossas desigualdades sociais e raciais com a tão divulgada (e não menos falsa) "democracia racial" da sociedade brasileira.

E essa covarde hipocrisia está presente nos comentários do tipo "- Mas era só uma brincadeira. Uma provocação normal em jogo de futebol." Duvido, porém, que a torcida do Náutico esteja preparando alguma provocação relacionada à cor da pele de Rodrigo Pontes (jogador do Santa que deu uma injustificável cotovelada no jogador Fumaça do Náutico. Detalhe: o agressor é branco e louro; o agredido é negro).

Também a absoluta omissão da imprensa pernambucana é vergonhosa. Mas não é surpreendente. Simplesmente porque nós achamos que foi uma "coisa normal".

Mas, na verdade, eu queria agradecer aos racistas alvirrubros. Porque anteontem eles me fizeram lembrar de tudo o que eu mais desprezo na sociedade brasileira: sua elite medíocre, burra e covarde. Finalmente, eles me lembraram o orgulho de poder afirmar: "Eu sou preto, branco e vermelho"

Recife, 30 de maio de 2002

sexta-feira, abril 21, 2006

Vendo o jogo pelo rádio

Amigos,

Ontem fui ao lançamento de um livro, mais um sobre o futebol. Mas não é apenas um simples livro. É uma referência! Trata-se de Vendo o Jogo Pelo Rádio, memórias da imprensa esportiva brasileira, do amigo e jornalista Bento Soares. Quem é aqui de João Pessoa e passou pelo departamento de comunicação na última década, sabe de quem estou falando.

A publicação vem preencher uma lacuna na bibliografia esportiva nacional. Pela primeira vez uma obra focaliza a história, fatos e gente da crônica esportiva brasileira.

Resultado do projeto experimental apresentado pelo autor como exigência à obtenção do grau de bacharel em Comunicação Social, habilitação em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, o livro lança luzes sobre a origem da radiofonia e início das transmissões esportivas no Brasil.
As primeiras emissoras e os pioneiros da radiodifusão nacional são mostrados na obra. Também é abordado o surgimento do rádio no país, em 1923, quando Henrique Moritze e Roquete Pinto criaram a Sociedade Rádio do Rio de Janeiro. Com ela, nascia o conceito de “rádio sociedade” ou “rádio clube”.

Neste sistema, os ouvintes se associavam e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora. O modelo perdurou por muito tempo como prova a nomenclatura utilizada nas rádios que iam sendo inauguradas sempre apresentando “sociedade” ou “clube” em seus nomes.

Relatos sobre a “Era de ouro do rádio” (anos 40 e 50), período em que o veículo mostrou sua força como fator de integração nacional.

O auge da Rádio Nacional do Rio, a mais poderosa emissora da história das comunicações do país. Suas transmissões em Ondas Médias e Curtas cobriam todo o território brasileiro e parte da América do Norte, Europa e África.Pioneiros da crônica esportiva como Nicolau Tuma em São Paulo e Amador Santos, no Rio de Janeiro, são apenas dois dos mais de 500 verbetes dedicados aos profissionais do rádio esportivo, surgido no Brasil na década de 1930.

As principais emissoras nacionais estavam localizadas no Rio de Janeiro, então Distrito Federal e capital do país. Graças às transmissões levadas aos ares pelas Ondas Curtas (de longo alcance) das rádios cariocas, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo conquistaram verdadeiras legiões de torcedores pelo interior do país. Somente anos depois, com o Santos de Pelé, e as transmissões diretas pela TV, os times de São Paulo se nivelaram aos cariocas na preferência dos torcedores brasileiros.

O leitor terá a oportunidade e conhecer fatos e curiosidades registrados nos bastidores das Copas do Mundo; a repercussão na imprensa nacional e estrangeira dos feitos alcançados pela Seleção nacional em todos os Campeonatos Mundiais.Bordões, slogans, jargões, frases marcantes e gafes da imprensa são trazidos ao conhecimento do grande público. Completa o livro uma cronologia de 106 anos dos principais fatos registrados na história das comunicações.

Portanto, estudantes e profissionais de comunicação, aficionados do futebol, do rádio e da televisão terão à sua disposição, uma obra para leitura e consultas.

Um livro que merece ser lançado por uma editora de distribuição nacional. Quem quiser obter o livro, ou algum contato com o autor, lá vai o e-mail. bento.soares@gmail.com

domingo, abril 16, 2006

Mãe Diná

Amigos, começo de campeonato é sempre assim, todo mundo tem vários prognósticos. A idéia deste texto surgiu a partir de um comentário do companheiro Bruno, um rapaz que tem uma teoria bem legal sobre discos voadores, mas que não costuma voar muito. Quem leu os comentários do último post, saberá o que estou dizendo.

Mas como eu ia dizendo, em começo de campeonato todo mundo costuma chutar, fazer seus prognósticos sobre quem será o campeão ou quem cairá. Eu, que não sou de outro mundo, também resolvi fazer os meus. Vou me alongar um pouco mais e farei logo o exercício de futurologia das séries A e B. (em alguns palpites, espero ser tão bom quanto a mãe diná)

A série A é o mais fácil. 20 clubes, o número ideal para muitos, pouco para outros tantos e, para o escrevinhador, ideal para este formato. Mas vamos aos palpites propriamente ditos. Concordo com Juca Kfouri. Este será o campeonato mais disputado da história. Santos, Corintians, São Paulo, Internacional, Goiás e Cruzeiro são os favoritos na briga pelo título. O resto vai brigar para não cair, alguns com mais chances que outros, evidente. Para mim, os 4 do Rio são candidatos a segundona 2007, além de Fortaleza e do Santinha (primeiro caso de mãe diná), contando com Paraná, Juventude, etc, etc...

A série B, amigos, promete ser mais animada também. De favoritos, sem levar em consideração a primeira rodada, eu afirmo: Atlético Mineiro, Payssandú, Coritiba e sport (segundo caso de mãe diná), sim amigos tricolores, o sport é o maior favorito para conquistar uma vaga na série A 2007. Aliás, esse é um time desgraçado de ruim para morrer, tivemos a chance, Lecheva desperdiçou, agora temos que agüentar. O clube pernambucano chega com moral e principalmente um bom time, limitado, é verdade, mas bem armado e que sabe o que quer. Isso é fundamental para a série B, o melhor exemplo é o próprio Santinha do ano passado.

Náutico, Brasiliense, Marília, Portuguesa (sim, não devemos esquecer a Lusa), Santo André, Ceará, Remo e Avaí, são os time que correm por fora, se um dos time do parágrafo acima bobear, fatalmente perderá a vaga para um destes.

Dito isto, agora é torcer, para o Santinha no meu caso, e secar os adversários.

terça-feira, abril 11, 2006

Pitacos

Amigos, amigos...vamos lá!

Vai começar a série A e só de ver os adversários do Santinha me encho de calafrios. Suamos como escravos para chegarmos ao vice-campeonato pernambucano (sem essa de que os juízes ajudaram e tal, este ano o Santa não foi nem 10% do time do ano passado. Se tivéssemos jogado metade do que jogamos em 2005, teríamos sido campeões com os dois pés nas costas), e agora temos pela frente talvez a mais difícil primeira divisão da história. Convenhamos amigos que o nosso time é um forte, um dos mais fortes, eu diria, candidatos ao rebaixamento. Assumindo nossas limitações, que não são pequenas, poderemos fazer um conjunto forte e surpreender este ano.

Mas como em todo começo de campeonato as especulações dão o tom, eu também não vou ficar de fora e vou dar os meus pitacos, provavelmente – como todo torcedor é cheio de razão – os mais corretos. Mas vamos por partes, como diria Jack. Começarei pela defesa, em se tratando de Santinha, e com os calafrios que tenho, não me furto a dizer que sou mais retranqueiro do que todos os italianos juntos, portanto, para mim, a defesa começa no centroavante. Mas vamos a ela propriamente dita.

O goleiro

O campeonato pernambucano mostrou que Anderson ainda é muito verde, deixaria como o terceiro goleiro. O segundo seria Gilmar, sujeito experiente e que pode entrar em uma partida ou outra sem comprometer. Porém, se tiver que jogar muitas, estaremos lascados! Precisamos contratar um goleiro que resolva urgentemente. Cléber seria o ideal, mas como o marreco agora é adversário, ele não virá. Assim, não vejo nomes melhores (dentro das nossas limitações financeiras, claro) que Gléguer, rebaixado pela Lusa, mas bom goleiro e sem muita frescura, ou Jean, que se não me engano, está na Ponte Preta. Sonhado um pouquinho mais alto, quem sabe o eterno reserva Roger, que, acho, está no Santos. Mais alto que isso, só Rogério Ceni...

Zagueiros

Amigos, os problemas começam a piorar. Confiáveis mesmo, só temos Valença e, talvez Adriano, Sidraílson até que pode dar pro gasto. Mas precisamos contratar, pelo menos mais dois zagueirões daqueles. Pra falar a verdade não tenho a menos idéia de que poderia vir. Alguém pode me ajudar nessa?

Laterais

Osmar na direita pode dar bolero, mas falta um reserva a altura. Edson Mendes, condenado, por que tu não voltas a jogar como naquelas duas primeiras partidas? Jamerson ainda é verde, mas se não houver opção, joga o garoto na fogueira. Que sabe ele não escapa? Para a esquerda a coisa (perdão pela má palavra) fede. Peris já deu o que tinha que dar e deve ir embora. Xavier é até um bom jogador, mas peca muito na marcação. E como eu já disse que sou mais retranqueiro que todos os italianos juntos, um lateral esquerdo seguro se faz mais que necessário.

Volantes

Amigos, aí é simples. Temos que contratar dois brutamontes, daqueles cães de guarda mesmo. Tipo Dunga e Mauro Silva, não passa nada. Uma boa sugestão é Hamiltom, da coisa. O rapaz literalmente engoliu o tal do Bala nos três jogos. Incluindo aquele do segundo turno, em que o Santa só começou o baile que do o marcador foi substituído. O outro, sinceramente, deixo pra vocês, se é que eu ainda tenho algum leitor depois de tanto tempo parado.

Meias

Taí, acho que estamos bem. Mas tentaria trazer o Cléber, da Portuguesa, ou algum do mesmo nível. Mas com Zada, Tiano e os dois volantes brutamontes, teremos um meio campo seguro e com o mínimo de criatividade. Se precisarmos, ainda teremos o mago ou o rei do Rock no banco. Se vier outro meia ofensivo, estaremos bem servidos.

Atacantes

Se bala ficar, já temos o primeiro. Marco Brito e Paulinho podem ser negociados. Um já fez os milagres que tinha que fazer, o outro já conheceu Recife, tomou banho de mar em Boa Viagem – sem ser comido pelos tubarões – e também já cumpriu o seu papel. Sobram Tiago, quer é um bom jogador e o outro Tiago, dos juniores, este, acho que é forçar. A saída é contratar outro velocista e um centroavante que faça gols.

Reservas

Acho que os que sobraram dão pro gasto, desde que não seja em muitas partidas.

segunda-feira, abril 10, 2006

“Perdemos porque não ganhamos”

Ao ser indagado sobre os motivos da derrota na final da copa da França, pelo então deputado federal Eduardo Campos, durante uma sessão da CPI da Nike, o centro-avante Ronaldo respondeu na lata: “perdemos porque não ganhamos”, simples, não? Ontem, e hoje, ainda com a cabeça inchada, várias vezes me fiz a mesma pergunta. Pois bem, amigos, repito as palavras do craque brasileiro. “Perdemos porque não ganhamos”. E só!

Depois da derrota na primeira partida da final, e a conseqüente perda da invencibilidade em casa, confesso que não acreditava mais que o título viria por nossas próprias pernas. Para mim, só o sobrenatural tiraria este campeonato do sport. Para piorar, também não acreditava que o sobrenatural fosse nos ajudar. Ele já estava cansado. Era um anjo da guarda muito atarefado. Pensava que ele teria dito aos jogadores: cansei, agora é com vocês. Foi exatamente o que o jogo demonstrou. Uma partida equilibrada, das mais equilibradas dos últimos anos. Até que, no apagar das luzes, quando a massa coral ia embora, a torcida adversária já comemorava o título, ele apareceu! Alguém tem dúvidas que aquele golzinho, meio contra, meio de Neto, foi obra do nosso incansável sobrenatural? Foi o primeiro aviso de que o vento estava a nosso favor.

Vieram os famigerados pênaltis, loteria? Que nada! O retrospecto do Santinha era aterrorizante. Dos últimos quatro marcados a nosso favor, desperdiçamos três. Seria o prenúncio que a derrota era certa? Marco Brito vai bater o primeiro. Corre, aponta e perde. É, era o prenúncio da derrota. Vai bater Léo Oliveira pelo sport. O jogador, que tinha sido do Santa, bate e Gilmar defende. É a maldição dos ex-atletas do Santa no sport. (Para os que são de fora, nos últimos anos todo mundo que o sport tira do Santa fracassa.) enquanto comemorávamos, não vimos que o juiz mandou voltar a cobrança. O goleiro havia se adiantado. Não, não é possível, pensamos. Então o atleta rubro-negro corre e bate no travessão. Era a maldição se confirmando. Melhor, era o sobrenatural dizendo: olha eu aqui de novo!

Depois disso, foi uma sucessão de acertos, até que Durval, zagueiro do sport vai para a cobrança. Bate pra fora. Aí, meu amigo, tinha a certeza que o título estava no papo. Foi o aviso derradeiro do sobrenatural: agora sim, é com vocês! Faltava um pênalti, apenas um maldito pênalti para o Santa gritar é campeão... doce ilusão, Lecheva recua para o goleiro do sport se consagrar. Não era possível. O sobrenatural fez a sua parte direitinho, nós é que não fizemos a nossa. Por isso é que eu só consigo pensar que perdemos porque não ganhamos. Parece aquela piada do crente que está num naufrágio e diz a todo tempo que Deus vai lhe salvar. Ele recusa uma bóia, um bote, uma lancha da gurda-costeira e até um helicóptero! Morre, e, ao chegar no céu, vai questionar Deus: eu sempre lhe fui fiel e você não me salvou! Então o poderoso responde: como assim, eu lhe mandei uma bóia, um bote, uma lancha e até um helicóptero. Porra, você foi quem morreu! Fomos nós quem morremos...

Para Lecheva, apenas um conselho: pênalti se bate com raiva, meu amigo! (frase de Samarone, do Blog do Santinha)

Não vou falar de todas as coisas, no mínimo, estranhas que ocorreram ao longo da competição. A verdade é que o grito dos dirigentes deles foram mais eficazes que os dos nossos e pronto. Agora, nos resta apenas a primeira divisão. Uma competição muito mais difícil que o pernambucano. Eles? bem, eles vão disputar a segunda.

sábado, março 25, 2006

Esporão do Galo

Olá, blogueiros. Hoje daremos uma pausa no futebol para falar sobre a conjuntura nacional da atualidade. Tem só um pouquinho de futebol. Boa leitura e divirtam-se.

segunda-feira, março 13, 2006

Esporão do Galo

Olá, blogueiros.

A reta final do primeiro turno do campeonato estadual 2006 é o assunto da nossa coluna.
Boa leitura e divirtam-se.

domingo, março 12, 2006

E Ronaldo, heim?


E Ronaldo, heim? Ontem realmente fiquei chateado. Como torci para que aquela bola entrasse! Mas, como diria meu avô, “quando o bozó não quer, não tem quem ganhe”, é seu Aloísio, você tinha razão. A situação de Ronaldo é realmente difícil. Quem sabe uma benzedeira? Talvez a urucubaca acabe. Ainda bem que temos o xará e o Kaká, jogando o fino.

A verdade é que o fenômeno parece viver uma decadência daquelas. Isso é preocupante. Até ele já se tocou. Apesar de continuar o cara mimado que o José Geraldo Couto escreveu. É mimado mesmo, não dá para o defender cegamente, como fez o Datena, após o jogo contra o Arsenal. A torcida do Madrid está coberta de razão em querer o fenômeno longe. O cara veio com o status de melhor do mundo, ganha 500 mil euros por mês, e não corresponde, fazer o que, gente boa? Por muito menos a não menos exigente torcida do Santinha vaiou Carlinhos Bala, e olhe que ele fez 70% dos gols do time este ano. Torcedor é assim mesmo. Se o craque joga mal um dia ta lascado.

Platini não disse nada mais que a verdade, Mário Sérgio, ele tem todo o direito de dizer o que quiser, sobretudo quando tem razão. Zico exagerou, entre Ronaldo e Hanry, hoje eu contrataria o francês para fazer a dupla de ataque com Bala. A questão não é a história, se fosse, deveríamos fazer campanha pela convocação de Pelé. Quer história maior que a dele? Ronaldo, para de cobrar carinho a volte a jogar o que você sabe. O mundo, e principalmente nós, agradecemos.

Em Pernambuco...

Deixando os torneios insignificantes de lado, vou falar um pouquinho do pernambucano. Quem diria, amigos, agora o Sport defende a arbitragem local. O que terá acontecido. Será que a não expulsão do meia Geraldo, na goleado sobre o Porto, pesou? Ou será que os dois cartões amarelos, isso mesmo, dois cartões amarelos, para o meia Anderson (também do Sport e na mesma goleada) pesaram? Ou terá sido ainda a expulsão de três, eu disse três, jogadores do Porto, na mesma goleada?

Em Pernambuco tem coisas muito estranhas acontecendo com a arbitragem. Sabem o que aconteceu com o juiz da goleada acima? Foi sorteado para apitar o jogo do Santa hoje. E para piorar, sabem como é que foi o sorteio? Nem eu, ninguém sabe, ninguém viu. O diretor de arbitragem no Estado, Aristóteles Cantalice, informou aos representantes de Náutico e Santa, presentes na federação para acompanhar o tal sorteio, que a escolha taria sido adiada para o dia seguinte, sexta-feira, e não é que meia-hora depois que eles deixaram a federação “ocorreu” o “sorteio”.

Mistérios!


Ps. Eu até queria falar sobre Ronaldinho Gaúcho, mas o dentuço vem mantendo apenas a regularidade nos últimos jogos.

quinta-feira, março 02, 2006

Sobre a terrível quarta-feira de cinzas do futebol

Está resolvido. Se Parreira mantiver a sua genialidade mostrada ontem, no maravilhoso amistoso que a Seleção disputou contra a temida Rússia, vou torcer por qualquer outro time!

A questão é simples, meus caros, como defensor do bom futebol, me recuso terminantemente a uma volta no tempo. Não morro de amores pela seleção tetra-campeã. Não foi, nem de longe, o melhor time que já vi jogar. Entendo, no entanto a situação daquela época. Vivíamos um jejum de 24 anos sem títulos mundiais e um jejum maior ainda de grandes jogadores. Parreira montou o que deu. E deu pro gasto.

Agora, a história é muito diferente. Somos penta, temos os melhores jogadores do mundo e o pior dos técnicos. Perdoem o palavrão, mas PUTA QUE PARIU, não dá, simplesmente não dá ara engolir o idiota do Parreia. Desculpem, eu também não gosto de baixar o nível, mas não há como não faze-lo ao ver a cara quadrada do quadrado técnico. Não me surpreenderei mais com o medo do imbecil. O pior é que o estrume não entendeu que esses jogadores só trarão o título se ele, o barreira, fizer o que mais odeia: deixar os caras jogarem o que sabem. Ou seja, conhecendo a cabeça de camarão do sujeito que senta no banco de reservas, “bai bai brazil” (pra ficar bem claro).

Pro bem do belo futebol, vou torcer com todas as forças para este time voar na primeira fase.

Viva a Argentina! (espero que o técnico de lá não faça o mesmo que o daqui)


Sobre o Santinha...

Agora a minha fama de jogador de toalha lá no outro blog do Santinha vai se concretizar. Este ano, não tenho nem toalha para jogar. O time está uma draga e a tendência é que seremos o saco de pancadas da série A. Ouviram, Chiló e sem nome! Este nosso time vai cair rapidinho. As barbies é que foram inteligentes, preferiram ficar na série b, a fazer vergonha na primeira divisão. Não quero mais saber de futebol. Muito menos de povão...vou ouvir apenas jazz...aqui jaz o Santa Cruz, um time que fez tudo para acabar até que conseguiu.

OBS.: a situação do Santinha ainda é muito mais cômoda que a da seleção. Temos Givanildo. Apenas ele pode mudar o atual estado do Santa. Vou criar a Igreja de Givanildo Marreco, o Santo dos Últimos Dias. Só Givanildo Salva!
Inté.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Esporão do Galo

Olá, blogueiros. O inicio da Copa do Brasil 2006 para o Galo é o assunto de nossa coluna dessa semana. Boa leitura e divirtam-se. FELIZ CARNAVAL!!

Maio Spellman

Nota do Editor Carrasco: Por causa das correrias de final de mestrado do autor, as colunas de Maio serão a ser mensais.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

"Defesa Monumental de Birigui!!!!!"



“Vai escapando pela direita, investe tudo no lance... Na rua o goleiro! Pode sair o gol...Defesa monumental de Birigui!!!!!!!”, assim Natan Oliveira narrou a mais impressionante das três milagrosas defesas de São Birigui na final do Campeonato Pernambucano de 1986. O jogo era contra a coisa, jogávamos pelo empate e também era a última partida de Marlon com a camisa das três cores. Quem perdeu o gol foi Henágio, ídolo em 83 e três anos depois defendia o rival. Neste jogo aliás, uma das cenas (bons tempos) mais maravilhosas que já vi. Zé Neves (ele deveria ser apenas o animador coral) entra no campo e finca a Bandeira tricolor no centro do gramado da Ilha do Rertiro. Era o começo da casa dos festejos. No ano seguinte, a história se repetiu e o Santa foi bi. Novamente empatando, desta vez por 1x1.

A lembrança de toda essa história se deve ao fato de que, 10 anos depois, o nosso milagreiro estará de volta ao Mundão. Birigui é o técnico do Vila Aurora, time de Mato Grosso que enfrentará o Santa amanhã, pela Copa do Brasil. Isso, por si só, é o principal motivo para a massa coral lotar o Arruda e fazer a mais que justa homenagem a um dos nosso maiores ídolos de todos os tempos. Não tenho dúvidas disso. Não vou dizer que Birigui foi o maior goleiro tricolor da história, seria injusto com seu contemporâneo Luis Neto ou com o fantástico Aníbal, primeiro goleiro a defender um pênalti de Pelé.

Mas eu posso dizer que fui um privilegiado de poder ver em ação a dupla de goleiros. Era impressionante. Luis Neto era o titular, Birigui reserva. Birigui titular, Luis Neto reserva. Em 83, Luis Neto foi fundamental no Tri-super. Já em 86, foi a vez de Birigui fazer seus milagres. Dois dos maiores goleiros que vi jogar. Um só ganhava a posição quando o outro se machucava. Lanço uma idéia, por que não homenagear os dois. Seria uma das lembranças mais emocionantes ver (e ouvir) a torcida gritar os nomes dos eternos ídolos. O próprio Birigui não esconde a emoção que sentirá ao voltar a pisar o tapete do mundão. Gostaria muito de poder estar em Recife amanhã. Gostaria de poder gritar novamente o nome de São Birigui.


Na foto da revista Placar de fevereiro de 1983- sorrupiada do Blog do Santinha - ao lado de Birugui, estão Ramom, Isidoro e Édson.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A volto do que (não) foi, mas foi

Amigos, não sei se era segredo, mas o nobre torcedor da Roma foi fazer um pós-doutorado e andou meio atarefado e deu uma paradinha nos textos futebolísticos. Mas, para o bem da nação (no caso a dele, Itália, que está prestes a perder o seu melhor jogador na copa) o carcamano voltou, assim como o boêmio de Nelson Gonçalves...

Andrea está de volta! la palla continua rotonda e seus textos perfeitos...

Pra falar a verdade, eu ia escrever hoje, mas depois de ler o texto dele, desisti. Então, leiam...

ps. vou deixar meu comentário aqui.

Eu sempre fui um fão dos álbuns (a propósito, o texto é sobre isto) de figurinhas. Lembro-me muito bem da famigerada copa de 82 - e da maravilhosa seleção de Telê, derrotada pela Itália de Andrea, que diz ter torcido pelo Brasil por causa de Falcão - lembro que consegui completar o álbum dos chicletes ping-pong, foi no sufoco. Completei o bichinho justamente no 5 de julho, de trágica lembrança. Depois disso, não quis saber mais de álbuns. Este ano, talvez, se sair um legal, eu tente colecionar...

abraços e leiam o texto.

domingo, fevereiro 19, 2006

Sobre esperança e pessismismo, passando por uma certa toalha...

Amigos e amigas. Agora só vou falar linguagem de gênero...

Voltei, eu espero (como sempre) que seja pra ficar. A questão é que arranjei um novo emprego que está tomando o meu tempo por demais. Quando chego em casa não tinho saco para ir ao computador escrever.

Pra falar a verdade, tenho andado um pouco preocupado com o Santinha. (espero que o filho ou filha de chocadeira que sempre procura por mim lá do blog do santinha não venha dizer que estou jogando a toalha) Ta bem que o time ganhou o primeiro turno, mas não foi com um pé nas costas, como deveria ter sido, jogando com adversários tão fracos, como a barbie e a coisa (Para a leitora Marina Lira, coisa e barbie são ex-port e náutico, respectivamente). Para piorar, vejo a situação cada vez mais preta. O time dependendo unicamente de Carlinhos Bala e a diretoria doida para vende-lo pelo primeiro trocado que aparecer. Aliás, ele, novamente, já disse que sairia no fim do ano. Espero que seja apenas no fim do ano mesmo.

Mas voltando ao assunto principal, quando me deparei com a tabela da série A, a primeira sensação que tive foi um calafrio. Este ano o troço será uma pedreira só. Para piorar, quatro equipes cairão - Isso eu defendo, não deveria estar tão temeroso. O problema, é que não vejo grandes movimentações da diretoria para trazer jogadores que cheguem para resolver as carências do time. Marco Brito é aposta, Tiago tubarão é um risco, pois todos sabem das suas preferências etílicas. Rosembrick, o mago não é mais o mesmo desde que rejeitou o botafogo do Rio, parece praga do manequinho. Temos apenas Carlinhos Bala. Convenhamos, isso é muito pouco para disputar a primeira divisão.

Mantivemos a base, é verdade, mas ainda não estamos jogando 10 % do que jogamos ano passado. Começo a especular se o time do ano passado não era tão bom assim e estava apenas numa jornada mais que inspirada. Gostaria muito de acreditar que o problema do time seja o mesmo que o meu. Falta de motivação! Não acredito nisto, porém. O que sei é que o velho Giva, o Cruyff do Nordeste, terá muito trabalho para colocar este time em condições de disputar de igual pra igual com a maioria das equipes da série A.

Estou muito pessimista, eu sei. Vou tomar umas doses de Prozac a mais para ver se a alegria volta. Penso que depois daquele fim de ano tão festivo, não comemoro mais qualquer coisa (perdão pela má palavra). Não acho mais que ser campeão pernambucano é tão importante assim, vejo apenas a primeira divisão na minha frente, além da copa, é claro. A copa, aliás será tema de uma série de textos, mas vou logo dizendo, sobretudo pra quem me conhecia em 2002 e sabia da minha tese do penta, que este ano não estou com tantas esperanças assim. Será que a crise do PT me abalou?