Amigos, vou ser curto e grosso. JOGUEI A TOALHA! (e não venha ninguém me encher o saco) Há muito que eu vinha querendo escrever isso, mas ainda batia no meu dolorido peito tricolor um resto de esperança. Dizem que a esperança é a última que morre. No meu caso, a esperança é a única que morre. Morreu no último domingo, depois de mais uma derrota, e pior, de ficar mais que clara toda a esculhambação chamada Santa Cruz Futebol Clube. Por isso mesmo, não joguei a toalha apenas da séria A deste ano, não! Joguei a toalha na esperança de ver o Santinha um dia ser grande, de ver o Santinha deixar de ser o time que poderia ter sido. Não seremos nunca!
Eu explico: esse ano é ano de eleição também no Santa. Seria época de renovar as esperanças, certo? ERRADO! Nunca, nunca na história do Santa a oposição ganhou alguma coisa. Não acredito que será dessa vez que este tabu será quebrado. E, mesmo que seja, quem garante que nossa oposição será capaz, ou terá a seriedade – pra não usar outro adjetivo – que está gestão demonstrou? Portanto, meus amigos, não acredito mais no Santa. Vou continuar sendo torcedor porque é o jeito. Torcedor não muda. É a maior das raparigas, é pior que mulher de malandro. Aposto que no próximo bom momento, estarei eu mais ancho que estava no mundo...
Mas a pergunta roda: por que chegamos a tal situação? Vamos por partes, como diria Jack. Aliás Jack bem que poderia aparecer na sala da direção tricolor... mas vamos ao que realmente importa. Tudo começou em 1914, a partir dali as coisas começaram a desandar. Mas para não ser mais maluco que pareço, vou falar um pouco da atual diretoria.
A atual diretoria já nasceu errada. Já nasceu de uma eleição completamente esdrúxula – pra não usar outro adjetivo novamente – sócios que apareceram ninguém sabe de onde e que desapareceram no mesmo passe de mágica depois da votação. A atual diretoria tinha um projeto arrojado de modernização para o Santa. Era o Santa 10 – alguém lembra? - um projeto que visava o centenário do clube. Onde será que anda o Santa 10?
O primeiro ano foi de flores, ou pelo menos foi o que pareceu. Dentro de campo o time foi ótimo. Ganhou o que podia. Foi campeão pernambucano e vice da série b. Mas fora dele, as coisas não andavam bem. O presidente fazia o favor de tomar todas as decisões sozinho e afastar os colaboradores. Talvez pensando em tirar algum proveito nas eleições de outubro deste ano. Mas em futebol o que vale é o resultado. Ganhamos e Romerito era o máximo. Apenas alguns agitadores, “que não são tricolores de verdade”, como este pobre que escreve, ainda diziam que alguma coisa andava fora da ordem.
Veio 2006, mantivemos a base do time que subiu, nada mais lógico. A disputa de egos de fora do campo chegou aos atletas. O resultado todos já sabem. Perdemos o pernambucano e vamos firmes para a segunda divisão. Já estamos no quinto técnico e caminhamos para o sexto a passos largos. Foram contratados uns quinhentos jogadores que não velem um. O pior, amigos, é que nossos dois melhores foram embora e ninguém viu açor do dinheiro. Ninguém da torcida, eu quero dizer. Agora, o sujeto choraminga pelas rádios da cidade a solidão.
Outra coisa que me intrigou bastante e me deixou com mais raiva do que levar uma sova da coisa, foi o nosso diretor remunerado de futebol. O time na lanterna da competição, não havia ganhado uma única partida. O campeonato para pra copa e onde está o nosso diretor remunerado? Trabalhando firme para trazer reforços para o time, na Alemanha. É, amigos, ele estava na Alemanha provavelmente tentando acertar a contratação de Ronaldinho Gaúcho, Materazzi, Canavarro, Zidane (por isso ele deu aquela cabeçada, tinha acabado de receber uma proposta do Santinha) e tantos outros jogadores que brilharam na Alemanha. Ainda bem que ele tem um bom salário e não precisa... Ah, já ia esquecendo. O nosso diretor de Futebol remunerado, profissional, é filho do presidente...
Pra mim chega!
OBS.: se a raiva passar, escrevo a parte 2.
terça-feira, setembro 05, 2006
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