quarta-feira, novembro 30, 2005

Monumentais Histórias

Amigos, agora que estamos na Primeira Divisão, posso contar uma trágica história sobre oMais Querido. Trata-se de uma excursão para a região Norte realizada em 1943, na qual morreram dois jogadores.

Leiam e comentem

Ps. quem tiver monumentais histórias e quiser colaborar, pode enviar um e-mail para figados@gmail.com

terça-feira, novembro 29, 2005

Perfeito...

Nasci em 52, mas estive na final de 50
Publicado no Jornal do Comércio em 29.11.2005

ANTONIO AZEVEDO

Finalmente, sei o que sentiram os 200.000 brasileiros que estavam no Maracanã, em 1950. Vivo no Recife há cinco anos e aqui redescobri o ambiente de futebol que vivi em São Paulo nos anos 60, e como bom santista não tenho outro time a não ser o meu. Entretanto, pelo ambiente familiar que reina nas ruas e nos estádios daqui, vou freqüentemente aos jogos dos times locais. No sábado optei pelo jogo dos Aflitos. Provavelmente eu era o único entre os 21.950 torcedores do Náutico que não vestia a camisa alvirrubra, os outros 50 vestiam a do Grêmio. Sem entrar em maiores detalhes da partida, conhecidos por todos, eis o que presenciei: durante os 25 intermináveis minutos de paralisação: os torcedores rezavam, andavam de um lado para o outro, sentavam, levantavam e vibravam a cada nova expulsão. Eu torcia para que houvesse mais uma e acabasse o drama, sim, o drama, pois via os jogadores do Náutico se portando como os torcedores e temia pelo desfecho, pois o técnico, como todos lá presentes, também sem controlar as suas emoções, em nenhum momento reuniu a equipe e montou uma estratégia para os 10 minutos restantes, para usar com a vantagem de quatro jogadores.

De repente, pegaram a minha mão esquerda, era um menino de nove anos, que me disse que daria sorte. Quase simultaneamente um senhor fez o mesmo com a minha mão direita, a corrente espalhou-se pelo estádio, e quando olhei para a área do Náutico, o zagueiro Batata, o goleiro e mais outro jogador estavam ajoelhados e também de mãos dadas, rezando, quando houve a defesa do pênalti, Kuki e outros jogadores se jogaram ao chão em desespero.

Mas o time e a torcida prepararam-se psicologicamente para uma decisão naquele pênalti, esquecendo que ainda havia preciosos 10 minutos a jogar, com 11 alvirrubros contra sete gremistas. Logo a seguir, a torcida foi tomada por um sentimento de desespero, impotência e frustração jamais vista por mim em nenhuma outra situação: vi vovôs, vovós, garotos, garotas e crianças chorando copiosamente, sem saber o que fazer, vi inúmeros torcedores falando sozinhos, clamando a Deus o porquê daquilo, gente na rua, que de repente, dava meia-volta em direção ao estádio, como se fosse possível voltar o tempo, vi gente andando e sem mais nem menos, de repente, parar, sentar no meio-fio e começar a chorar, vi inúmeros amigos amparando outros em tentativas inúteis de consolo e, sem sucesso, juntavam-se num abraço sofrido e vi muitos outros alvirubros sentados e sem força para sair do estádio, pois não sabiam para onde ir e nem o que fazer...

Eu que tanto li e ouvi a respeito da comoção do Maracanã e que, na década de 60, na minha primeira visita a esse estádio sentei na arquibancada vazia e fiquei imaginando aquele fatídico dia, hoje posso afirmar: eu, que nasci em 1952, também estive naquela final de 1950 !

Antonio Azevedo é paulista

segunda-feira, novembro 28, 2005

Chave de ouro para um ano brilhante


Finalmente amigos, tricolores ou não, chegamos à tão sonhada primeira divisão do futebol brasileiro. Chegamos, e fizemos isso com maestria. Fomos a melhor equipe da competição e vou fundamentar esta afirmação, sobretudo para os gaúchos, usando um argumento que os europeus tanto gostam: os números. Tivemos a melhor campanha, o melhor ataque, a melhor defesa, o artilheiro (e de lambuja o vice-artilheiro), além de melhor média de público e maior público em uma partida. Ontem, foram mais de 60 mil ensandecidos tricolores empurrando o time à elite do futebol brasileiro. Deixamos escapar apenas o título, mas o que é o título da segunda divisão? Que importância ele tem? Nenhuma, respondo. O título da segunda divisão é apenas um detalhe. O que importa mesmo é a classificação, e esta veio da forma que nós mais gostamos, na raça, com uma virada sensacional em cima da Portuguesa.

O grêmio, não tenho dúvidas em afirmar, é o legítimo campeão de série b 2005, como a Itália é a legítima campeã da copa de 82. (acho que vocês entenderam o que eu quis dizer, não?) Alguns times entram para história apenas pela frieza dos números, como a Itália, em 82. Outros, pela beleza do espetáculo, como o Brasil, na mesma copa. Portanto gremistas, comemorem o título, mas não se esqueçam que vocês jogaram um futebol muito abaixo das suas tradições de campeão do mundo. Vocês conquistaram o título usando o mesmo expediente da Itália, em 82. Jogaram um futebol varzeano. Muitas vezes medíocre e, na maioria das vezes, medroso. É bom lembrar ainda que vocês receberam pouco mais de 11 milhões de reais para disputarem esta competição, enquanto o tricolor “mais pobre” recebeu algo em torno de 500 mil. Apesar de tudo, no final, vocês só conseguiram o acesso, e o título, graças à incompetência do Náutico, ou ao improvável, imponderável, ou qualquer outro ável que vocês desejem. De qualquer forma, parabéns.


Mas vamos voltar ao Santa, que é o que interessa. O jogo de sábado, amigos, foi daqueles de matar qualquer torcedor desavisado, menos o tricolor de verdade. O torcedor do Santinha, o verdadeiro torcedor do Santinha, sabe que nada, absolutamente nada pode ser ganho com facilidade. E assim foi, a Portuguesa abriu o placar, num pênalti bobo cometido por Carlinhos Paulista. Logo após, teve a chance de matar o jogo com o angolano Johnson, mas havia uma, ou melhor, duas muralhas no seu caminho. Uma chamada Cléber, nosso paredão. Outra, Valença, o símbolo da nossa raça. Foi o primeiro momento mágico da tarde.

Graças ao dois, o time não levou o segundo gol e ganhou o ânimo que faltava para a reação. E ela não tardou. Carlinhos Bala tenta um chute cruzado da entrada da área, erra, mas quem está no caminho da bola? Nosso Rei, Reinaldo, o Rei do Arruda. O jogador já vinha sendo xingado pela torcida que pedia insistentemente sua saída. O Rei não teve dúvidas, girou em cima do zagueiro e encheu o pé para empatar o jogo. Ela não comemora, está com muita raiva. Logo ele, que não marcava há 4 jogos. A torcida entra em delírio. E o delírio se transforma em catarse 3 minutos depois, quando, de novo ele, o Rei, acerta uma cabeçada no cantinho de Gléguer. Era a inacreditável virada. Mais inacreditável ainda o gol de Reinaldo. Dessa vez ele comemora.

Amigos, a explosão do Arruda no segundo gol, foi uma das coisas mais belas que eu já presenciei em um estádio de futebol. E olhe que não sou tão menino assim, freqüento o Mundão desde o final da década de 70. Foram abraços e abraços. Era como se todos os 63 mil presentes se abraçassem de uma só vez. Só me lembro de ter visto uma ocasião tão linda. A final de 83, quando os jogadores fizeram uma corrente, de mãos dadas, com os torcedores que invadiram o campo, para a cobraça do pênalti que nos daria o Tri-super. Foi o segundo momento mágico.

O Santa ainda teve a chance de fazer o terceiro no primeiro tempo. Um belo lançamento de Reinaldo, de novo ele, encontrou Carlinhos nas costas da defesa paulista e ele, como uma Bala, só não fez o gol por um milagre. Intervalo...

No início do segundo tempo, uma jogada de Pelé. Quase um gol de Pelé. Xavier pega a bola na linha de meio campo e avança driblando todos os adversários que aparecem pela frente, entra na área, dribla mais um zagueiro, dribla o goleiro e outro zagueiro no mesmo lance, o gol está aberto, ele toca a bola que vai entrando mansinha nas redes paulistas...quando surge do nada, talvez do Triangulo das Bermudas, como disse o amigo Jeó, um defensor da Lusa e consegue salvar, em cima da linha, o que seria um gol de Pelé. Na verdade, foi um gol de Pelé, pois, assim como no gol mais bonito do Rei, a bola, ontem, também teimou em não entrar. Amigos, eu não tenho a menor dúvida de que se aquela bola entra, o jogo acaba. Foi o terceiro momento mágico.

O quarto e último momento mágico aconteceu aos 42 do segundo tempo. Novamente o nosso paredão opera um milagre em pleno Arruda. Cléber defendeu um chute a queima roupa do angolano Jonhson. Ali, amigos, naquela defesa ninguém, se é que ainda tinha alguém que duvidasse, mais teve dúvidas da classificação. O resto, é o que todos já sabem. Não veio o título, mas praque o título?

Só posso dizer MUITO OBRIGADO a todos os que fizeram o Santinha este ano. Agradecimentos mais que especiais a Givanildo, o Cruyff do Nordeste, Carlinhos Bala, Reinalo (esse com vários pedidos de desculpas), Rozembrick, Valença e Cléber.

Sobre o Náutico

Como não há o que, nem como, explicar o ocorrido, me resta apenas uma observação.

Quando escrevi que Kuki era uma espécie de Romário, me enganei redondamente. Romário jamais deixaria de bater aqueles pênaltis.

Outra cena comovente, amigos, foi quando o radialista Antônio Idelfonso, alvirrubro de coração, sentou à nossa mesa na Dobradinha do Gordo, para dizer que no programa do dia seguinte iria apenas pedir desculpas à torcida do Santa. E nós tivemos que consolá-lo. O Náutico viveu seu Maracanazzo.

PS. Sugiro a todos que leiam, no Blog do Santinha, Os Caminhos da Vitória

domingo, novembro 27, 2005

Ainda não consegui...

Amigos, ainda não consegui escrever algo que mostrasse toda a minha emoção e pouca voz. Assim, para um dia tão importante não passar em branco - mas em encarnado, branco e preto - segue abaixo a coluna do nosso maior colunista, Mirobaldo Arruda, com foto de corpo inteiro e tudo.


MIROBALDO ARRUDA*

Salve, salve, querida nação Tricolor!!! Faltou pouco para conquistarmos o título de campeão
brasileiro, mas vamos festejar assim mesmo. Afinal, estamos na Primeira Divisão. Fomos os melhores durante toda a competição e a ascensão é um prêmio para o Santinha. Voltamos à elite do futebol brasileiro. Para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Durante toda a temporada, sempre mostrei confiança no elenco e no trabalho do mestre Giva. Acreditei na conquista do Pernambucano e levantamos a taça. No segundo semestre, apostei na volta à Primeira Divisão e conseguimos. Chegou a hora de extravassar todas as nossas tensões que tivemos nos jogos

decisivos da Série B. Nessa hora, nenhum pode ficar contido. E nem se preocupem em gozar a Leoa banguela. Vamos apenas nos concentrar na nossa felicidade, afinal, estamos mostrando que somos superiores. E nada melhor do que o desprezo para deixar os adversários irritados. Bom, escrevo essa coluna em puro êxtase e embriagado de euforia. Portanto, vou citar um-por-um os heróis da grande final:

Cléber: O nosso grandioso paredão. Esteve soberbo em todo o campeonato e se agigantava ainda mais nas horas decisivas.

Osmar: O lateral com cara de menino é veterano com as bolas nos pés. Sabe defender, apoiar e marcar gols quando o adversário dá brechas.

Valença: Eita zagueirão! Fica atento os 90 minutos e não vacila na marcação aos atacantes.

Carlinhos Paulista: O nosso capitão. Além do espírito de liderança, cresceu durante a competição e foi peça importante da campanha.

Xavier: Voltou ao Santa Cruz, marcou um golaço contra o Grêmio e roubou a titularidade. Ataca sem medo e defende sem frescura.

Peris: Sei que não jogou na final e que caiu de rendimento na reta final, mas tem espaço aqui porque foi titular durante boa parte da temporada

Júnior Maranhão: Chegou como um simples desconhecido. Jogou mal as primeiras partidas, mas jogou muito na fase final. É um gigante no meio-campo

Neto: Também esteve de fora do jogo final, mas não poderia deixar de citar um dos grande líderes do grupo. Sempre jogou com raça e honrou o manto tricolor


Andrade: O canhão do Arruda. Chegou a deixar a nau durante o ano, mas voltou ao lar e mostrou o seu valor.

Rozembrik: O grandioso Mago. Mago tanto no seu porte físico quanto no encanto que faz com a bola nos pés. Um craque na concepção da palavra.

Lecheva: Chegou durante o Brasileiro. Não é um jogador para a torcida. Ele joga para o time. Mostrou muita garra.

Leonardo: Teve muitos altos e baixos, mas sempre se dedicou nos jogos e nos treinos. A sua experiência valeu muito.

Carlinhos Bala: Outro craque. Quando ele tem a posse de bola e engata a primeira marcha, sai de baixo que ninguém pega. É o xodó da torcida.

Reinaldo: É bem verdade que caiu de rendimento na reta final. Mas ninguém pode desprezar um artilheiro.

Givanildo Oliveira: O grande Giva. Eita Marreco que sabe das coisas!! A Nação Tricolor deve muito a esse exemplar profissional. Soube conduzir todos os problemas extra-campo sem deixar interferir o trabalho dos jogadores. Parabéns, Giva! Você, sim, é o Rei do Acesso.

(*) Colunista do JC OnLine. É tricolor de coração, ajudou a construir o estádio que, costuma dizer, levou o seu nome.

O texto acima foi tirado do JC Online.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Bruna Manguaça...

Caros, a minha tensão pré-decisão não me deixa escrever muita coisa. Assim, em homenagem a minha amiga Bruna, a dona da mais bela gola de Maracatu do mundo, vai a foto abaixo.

Isso é que é cultura popular!

Ps. Alguém guarde logo o meu lugar na Restauração que amanhã eu quero é beber todas!

Artur escreveu...

A trinca de aSes (eu escrevi ASES, e não não AZES) está completa.

Artur escreveu um texto que é uma espécie de continuação do seu texto anterior.

Conforme o prometido, está anunciado!

ASES, ASES, ASES

quinta-feira, novembro 24, 2005

Trinca de Ases

Amiguinhos, agora o futebol e outras histórias conta com uma trinca de Ases na colaboração.

Andrea, o torcedor da Roma (eu disse DA ROMA), escreveu ontem;
Aecinho, o aflito, escreveu hoje;
Artur, o imponderável, bem este é imponderável mesmo, só escreve quando dá na telha. Entretanto, quando ele enviar o texto eu aviso.

Divirtam-se

Corrigido o erro mais groçeiro que eu cometi nos últimos 31 anos, ok professor pasquale?

Ainda sobre os deuses e o jogo...


Esse é o Araquém, ou Araken?

Tudo começou na copa de 82, aquela que “parou pelo caminho Zico, Sócrates, Júnior e Falcão”. Era a primeira copa que eu acompanhava entendendo, mais ou menos, o que era futebol, e a segunda da minha vida. Nasci em 1974.

Enfim, em 82 eu, meu irmão e meu pai sempre assistíamos os jogos na casa de um vizinho, de nome absolutamente maravilhoso: Enélvio, ele tinha TV em cores, uma bandeira já com as quatro estrelas e soltava rojões em todos os gols. Minha mãe ficava em casa, torcendo sozinha. Enquanto minha irmã dormia ou ficava perturbando, ela era a responsável por colocar a toda altura o disco de Luis Ayrão, aquele do “Meu Canarinho”, música mais tocada daquele ano. E assim fomos ganhado de todos, jogando um futebol maravilhoso até que, no fatídico 5 de julho, no Sarriá (este estádio era tão maldito, que foi demolido), eu resolvi fazer companhia à minha mãe. Não deu outra, aquele Maledeto (ta certo Andréa?) do Paolo Rossi, que ainda não havia feito nada na copa, simplesmente fez os três gols que tiraram o Brasil do mundial. O pior é que tinha um sujeito que soltava uma pipa (em alguns lugares papagaio) em todos os jogos do Brasil. A pipa voava soberba, mas naquele dia, ela caiu solenemente no centro do gramado. Tive ali, justamente naquele momento, certeza que existiam deuses no futebol!

Veio o mundial de 86, no México. “Setenta neles outra vez Brasil”, cantava Gal Costa nos comercias da Globo. A seleção era uma versão envelhecida da copa anterior. Mesmo assim, a esperança que o tão desejado tetra finalmente chegaria era imensa. A música de Gal, não era o carro chefe da poderosa emissora, mas o inesquecível Araquém, o gol-man! Para quem não viu, Araquém era o nosso herói, a camisa que ele usava nos esquetes chegou a ser mais vendida que a da própria seleção. Até eu tinha uma! Essa camisa foi a personagem principal desta copa.Todas as noites que antecediam a um jogo do Brasil, eu, antes dormir, ia ao guarda-roupa, pegava a tal camisa, apertava-a com força nas mãos e dizia baixinho, como uma oração aos deuses: “Setenta neles, vai Brasil!”, depois colocava a camisa na cabeceira da cama, de modo que a primeira coisa que eu fazia ao acordar era vesti-la.

Pois bem, chegou aquele 21 de julho, eu estava em Recife, na casa da minha avó, dormia em um colchão no chão, de modo que não podia repetir o ritual. Mas não me preocupei, afinal o importante era vestir a camisa logo cedo. Neste dia, lembro-me com se fosse hoje, saímos para comprar um aparelho de som, tínhamos um 3 em 1 bem antigo. Quando, mais que de repente, passando por uma rua em Recife, vejo um sujeito com a camisa do nosso herói. Olho para mim e me deparo com a verdade. Estou com uma camiseta azul! Não me preocupei mais com o som. Só queria chegar log0 em casa para vestir a camisa. O resto da história todo mundo sabe. O Brasil foi desclassificado em um jogo que até Zico perdeu pênalti. Senti-me o próprio Joaquim Silvério dos Reis.

Quatro anos depois na Itália, o Brasil chegaria com uma seleção, cujo personagem mais comentado era o Lazaroni, treinador que inventou de europeizar a canarinha. Mesmo assim, por via das dúvidas, vesti sempre a mesma camisa. Era uma camisa azul, comprada num supermercado em Aracajú. Com ela, ganhamos os três primeiros jogos no sufoco. Veio então o jogo contra os argentinos. Como o tom da minha camisa era o mesmo da dos hermanos, resolvi vestir uma camisa vermelha. O Brasil fez sua melhor partida, meteu umas dez bolas na trave, mas no final, Maradona driblou meio time brasileiro e rolou “com açúcar e com afeto”, para o seu companheiro de seleção e "carreiras", Caniggia sacramentar nossa desclassificação. Novamente me senti o Silvério dos Reis.

Em 94 eu xinguei os deuses, fiz de tudo para não repeti nada. Cortei o cabelo entre um jogo e outro. Fiz a barba entre outros dois, mudei a posição da tv na sala. Não repeti sequer uma cueca. Tudo em nome do tetra. Deu certo, o Brasil com um time inacreditável ganhou a copa. Era "o Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho; que é Brasil zero a zero e campeão!"

Chegou 98, quis repetir a copa anterior. Fiz de tudo, cortei o cabelo entre um jogo e outro. Fiz a barba entre outros dois, mudei a posição da tv na sala. Não repeti sequer uma cueca. Tudo em nome do penta. O problema, meus amigos, é que teve uma ocasião que fugiu ao meu controle. No terceiro jogo da primeira fase, fomos assistir a partida na casa de um amigo, que tinha uma tv de 29 polegadas. O Brasil perdeu de 2x1, para a Noruega, com aquele pênalti de Júnior Baiano. Tudo bem, já estávamos classificados em primeiro lugar mesmo, pensei. Continuei com a minha lógica: cortei o cabelo entre um jogo e outro. Fiz a barba entre outros dois, mudei a posição da tv na sala. Não repeti sequer uma cueca. Tudo em nome do penta. Chegamos à final, afinal! E não é que o amigo da TV de 29 polegadas leva a danada para a casa da Carol, onde iríamos ver o jogo! Confesso que quando eu cheguei lá e vi o meledeto aparelho, tremi, temi pelo pior. Minutos depois, veio a confusão de Ronadinho e 90 minutos depois o gol de Petit. França 3x0.

Em 2002, isso já esta ficando chato, eu repeti a dose de 94. Apenas não cortei o cabelo entre um jogo e outro. Mas, fiz a barba entre outros dois, mudei a posição da tv na sala. Não repeti sequer uma cueca. Tudo em nome do Penta. E ele veio!


Mas por que toda essa enrolada? Para dizer que eu VOU pro jogo do SANTINHA sábado. Com o Santa, são outras quinhentas histórias que podem muito bem servir de argumento para minha crença nos deuses do futebol. Ultimamente, porém, nenhum dos meus misticismos deu certo. Logo, vou quebrá-los todos. Vou gritar bem alto:

Danem-se os deuses!

quarta-feira, novembro 23, 2005

Ficando Internacional

É amiguinhos, a verdade é que o Futebol e outras histórias ficou internacional, não o de Porto Alegre, mas um representante do melhor futebol arte. O italiano Andrea Ciacchi, nosso mais novo colaborador, é, para desespero dos seus compatriotas, amente do bom futebol, além de um grande escrevedor.
Espero que os 170 milhões de leitores deste modesto blog se divirtam com a competência de Andrea.

Prometo, de antemão, que ele está proibido de falar bem de Paolo Rossi. Aqui é assim, não tem democracia para certas coisas. As outras, são democraticamente democráticas.

Em tempo, Andrea vai escrever sempre às quartas-feiras.

Um abraço a todos e divirtam-se!

Só para esclarecer, Andrea é torcedor da Roma (eu disse DA ROMA)

Sobre os deuses e o jogo...

Chiló, meu velho, grite por mim amanhã, que sábado a gente se encontra


Amigos, hoje é um daqueles dias terríveis para todos os que se metem a escrever. É o dia sem a mínima inspiração. Para ser honesto, desde que começou a fase decisiva da Série B e o sobe e desce do Santinha, tenho me encontrado num estado de ansiedade tão grande que minha inspiração, que já não era das melhores, desapareceu. O pior é que nem a transpiração eu venho tendo. Aliás, guardo todas as minhas energias para as partidas do Santa. Enfim, como tenho que escrever, vamos à luta!

Estava eu aqui, sentado em frente ao computador, lendo várias colunas em busca da inspiração perdida (se é que me entendem!). Li o Juca Kfouri, Tostão, Leonardo Guerreiro, Lula Carlos, Setênio José, Blog do Santinha e por aí vai, e nada! Absolutamente NADA! Nenhuma idéiazinha sequer. Lembrei 1999, ano inesquecível para todos os tricolores pernambucanos, pensei em fazer alguma analogia entre time e torcida daquela época, com esta. Em 99, a torcida estava ensandecida, agora nem tanto, mesmo indo aos treinos diariamente, eu não vejo o mesmo grau de loucura. Claro, em primeiro lugar estou em João Pessoa, não teria como ver mesmo. Mas, talvez o mais importante, é que este time é muito melhor do que aquele. Isso me dá um medo desgraçado.

Em 99, tínhamos um time ruim pra chuchu, mas eu não tive dúvidas, a partir daquela vitória em cima do Sampaio, que nos classificaríamos. Por incrível que pareça, hoje já não tenho tanta certeza. Alguns vão me cobrar - né Anônimo? - mas a verdade é que estou por demais tenso para cantar vitórias antes do tempo. A derrota da final do campeonato pernambucano do ano passado ainda não sai da minha mente. Será que vou resistir a duas desilusões deste porte? Será que os tão queridos deuses do futebol vão aprontar mais essa conosco? Será que eles não ficaram satisfeitos ano passado? Acho que a nossa dívida de 99 já foi paga, e com todos os juros. É bom lembrar, para os mais distantes, que nem esquentamos a cadeira na série A, quando lá estivemos pela última vez. Além disso, perdemos as finais de todos os pernambucanos que disputamos desde então. Este ano ganhamos, mas, para o nosso alivio, não houve final.

Mas, voltando à torcida, amanhã ela irá em peso ao Arruda, quer mostrar o quanto acredita nesse time. Mas também quer saber o que eles vão lhes mostrar. Ou melhor, a torcida quer algum indício de que vai acabar tudo bem no próximo sábado. Eu gostaria muito de poder estar lá também. Mas como já disse, moro em João Pessoa e não posso sair assim no meio da semana para aplaudir e agradecer aos atletas, que, diga-se de passagem, estão vestindo tão bem a camisa tricolor. Vou passar a procuração para o sanfoneiro Chiló, amigo de algum tempo e parceiro nas cores de predileção.

Sábado, farei o possível para estar em campo. Quebrarei todas as minhas místicas. Vou peitar os deuses e vou pro jogo! Nunca me perdoarei se perder essa festa. Pois, como diria o saudoso Henfil, o doce partilhado com os irmãos é muito mais saboroso.


Ps. A foto acima foi "marciorezendeada" da Folhe PE, o Autor é Gustavo Bettini.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Kiarbitragem!

Precisa dizer mais algiuma coisa?




Ps. o título do post é de autoria de Zé Simão, assim como a charge foi, digamos, marciorezendeada, do Monkey news

Sobre Real Madrid e Barcelona


Amigos, confesso que vi apenas o segundo tempo do tradicional clássico espanhol. Vi ainda com a cabeça inchada pelos dois gols de cabeça (mais uma vez a mesma jogada) que levamos no Olímpico. Resolvi ficar prestando atenção ao clássico espanhol, enquanto meus amigos Artur e Aécio ficavam discutindo o futuro dos pernambucanos na Série B. vale lembrar que Aécio é torcedor do Náutico.

Pois bem, entre um gole de coca-cola e (eu não posso beber) outro, via de relance alguns lances da partida. Até que Ronaldinho recebe aquele passe ainda no seu campo e arranca magistralmente. Passa por Pablo Garcia sem nem sequer vê-lo. Passa por Helguera de passagem e coloca a bola genialmente à direita de Casillas. Um golaço! Fico um pouco triste, afinal estava torcendo pelo Madrid. A jogada se repete, o ex-gremista faz exatamente a mesa coisa. Outro golaço! Me dá uma raiva danada. Acabara de apanhar para o Grêmio e vejo outro ex-jogador dos Pampas acabar um jogo. Era overdose de Grêmio demais!

Normalmente, eu prefiro o Barça ao Madrid, o time da capital sempre foi o braço esportivo do regime franquista. Mas estava torcendo pelo Real porque gostaria muito que Parreira estivesse errado e escalasse o tal quinteto mágico. Acredito, ainda acredito, que se o Madrid ganhar tudo, vai se abrir uma nova era de futebol espetáculo, sem medo de perder. Mas o que não acredito, é que o Real vai ganhar tudo jogando desta maneira. Para mim, a chance de Luxe – como é chamado pelos espanhóis – é fazer uma espécie de rodízio entre os galáticos e montar o time mais equilibrado. Ou seja, começo a ter que dar razão a Parreira.

Dito isto, voltemos ao jogo do último sábado. Acreditava que o Madrid ganharia porque uma das coisas que o Luxe aprendeu com o mestre Telê, foi armar um time para ganhar de um determinado adversário. Ele cansou de mostrar isso em terras brasileiras e já havia mostrado na Espanha ao golear o mesmo Barcelona no último campeonato. O que ele não estava preparado, no entanto, era para enfrentar Ronaldinho. Com o gaúcho jogando o que jogou, é impossível alguém evitar uma derrota. Com Ronaldinho assim, o hexa está no papo. (para desespero dos torcedores da barbie).

Dito isto, cabe-me apenas uma pergunta aos mais entendidos (no bom sentido) de tática: por que cargas d´água o Ronaldinho mais dentuço não repete nem 20% do que joga na Catalunha na Seleção? Será posicionamento? Não creio, na Seleção ele erra lances que não costuma errar no Barca. Espero que ele esteja apenas se guardando para quando o carnaval, ou melhor, a copa chegar.

Sobre Robinho

Mais uma vez parece que tenho que dar razão a Parreira. Eu tinha a certeza mais absoluta do mundo que o garoto de Santos ia chegar na Espanha e arrasar. Não teria como o teimoso técnico da Canarinha não escalá-lo. Mas, as primeiras apresentações do mais novo galático me deixaram cabisbaixo. Também não acredito que seja posicionamento, afinal, além de jogar num local parecido ao que estava habituado, o treinador merengue o conhece muito bem. É verdade que ele tem se esforçado muito, sábado inclusive, muitas vezes chamou o jogo para si. Espero que seja apenas uma coisa de momento e que logo mais ele volte a jogar aquele futebol que estávamos acostumados.

Será preciso muita luta

É amigos, parece que a pernambucanidade voltou a estar na moda, pero no mucho! É verdade que todos nós estamos mordidos com os Nazistas, mas é verdade que eles podem nos classificar, eita situaçãozinha complicada! Mas vamos lá.

Primeiro vou falar do sobre o Náutico. Eu creio que as barbies dificilmente perderão para o Grêmio nos aflitos. É muito difícil um time que ressuscita numa competição tão difícil não ganhar um fôlego ninguém sabe de onde. Isso já aconteceu com o próprio Santa, 99 é um claro exemplo. O Náutico vai pegar os gaúchos com todo o gás possível. Sua pequena torcida estará ensandecida e vai lotar (o que não é lá muito difícil) os Aflitos. Vai ajudar o time a encurralar o Grêmio e estou muito certo que uma das vagas vai ficar lá na Rosa e Silva.

Outro fator que me da essa certeza, é o retorno de Kuki. O baixinho é o Romário da Angustura. Ele tem a capacidade de chamar a decisão para si e decidir mesmo. O artilheiro não fez nada contra o Santa, mas já voltou a marcar contra a Lusa e vai marcar contra o Grêmio. Kuki tem a capacidade de inflar mais ainda time e torcida alvirrubra. Para completar, os gaúchos virão ao Recife para não passar do meio campo, será o tipo de jogo bom para os aristocráticos. A única chance que vejo para um resultado negativo dos alvirrubros é o Grêmio marcar um gol logo de cara. Caso isso aconteça, o Náutico desmorona e só com o improvável entrando em campo, conseguirá reverter o placar. Mas honestamente, acho que isto não vai acontecer. O tricolor dos pampas, só sairá pro jogo se estiver perdendo.

Assim, tenho absoluta certeza que, para o Santa, só resta ganhar ou ganhar. Esse é justamente o meu medo. Não tenho medo da Portuguesa. Apesar de achar que eles têm bons jogadores, o Santa é mais time. Mas a história recente das decisões no Arruda é motivo mais do que suficiente para me deixar com trezentas mil pulgas atrás da orelha. Em condições normais, o Santa ganharia, mas tendo que decidir, com a responsabilidade de ter sido o melhor time do campeonato, sei não. Já estou tenso desde sábado.

O jogo será muito difícil, vamos ganhar, mas vai ser muito suado. Vamos precisar de 60 mil torcedores malucos, apoiando o time o tempo todo. Vamos precisar que a diretoria não cobre preços abusivos nos ingressos, nem que diminua a capacidade de Mundão (com tem sido praxe nas últimas partidas, se é que me entendem!). Não vai ter técnica, mas a raça será fundamental. Cada jogador deverá tatuar o escudo do Santinha no peito. Raça compenheiros!

No mais, caso a pernambucanidade vença, a festa poderá ser na Praça da Bandeira, que tal?

domingo, novembro 20, 2005

Nem tudo está perdido!

Salgueiro bate o Sport por 2x0 e conquista título inéditoPublicado em 20.11.2005, às 17h51
Do JC OnLineCom informações da Rádio Jornal

Festa no Sertão. Com o melhor ataque, a vantagem do empate e jogando em casa, o Salgueiro não tomou conhecimento do Sport e garantiu o seu primeiro título estadual ao vencer o Rubro-negro por 2x0 neste domingo à tarde, conquistando a Copa Pernambuco.

Em 14 jogos, o time sertanejo do Salgueiro só perdeu uma partida - venceu sete e empatou seis. Com os gols deste domingo, a equipe encerrou a campanha com 32 gols.

O placar da vitória foi aberto por Siel, aos 7 minutos do segundo tempo. O segundo gol foi marcado por Fabian, de cabeça, aos 26 minutos do segundo tempo.

Mas o Salgueiro nem precisava vencer, porque um empate bastava para garantir o título - no primeiro jogo da final, o placar fôra de 1x1.

SalgueiroLuciano; Sidny, Maurício, Alisson e Maxwell; Eliélton, Sivaldo, Ciel e Janilson; Fabian e Júnior. técnico: Pedro Manta.

SportJéferson, Marcos Tamandaré, Marcondes, Lau e Serginho; Fia, Cucaú, Nau e Jailson; Careca e Flávio. Técnico: Neco.

Público: 3.152 pagantesRenda: R$ 16.538
Local: Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro.
Arbitragem: Cláudio Mercante. Luciano Cruz e Elan Vieira.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Esses franceses...


Alguém pode dizer o teor da conversa entre Zizou e Luxe?




Gosto de Sangue

Depois de ler a minha pacifista postagem de ontem, Artur, um pacifista nato - tanto quanto eu, enviou talvez a mais pacifistas das coluna deste blog e, porque não dizer, do mundo.

Por aqui, vou me tranquilizando para a guerra que se aproxima!

Saudações Tricolores!

Ps. para ler, clique no link ao lado

Aecinho já escreveu

Abaixo, o e-mail do amigo Aecinho Miramar.


rapaz, em face das dificuldades do momento atual para o timbuzinho, apelo para o mito fundador. Nas horas difíceis, nada como o bom e velho sentimento telúrico.
faz-me o obséquio de postar.

sem mais assunto,
aécio.



Porra Artur, cade o texto caralho?

quarta-feira, novembro 16, 2005

Um campeão fora da Copa do Mundo


Fiquei triste. Gostaraia muito que a Celeste Olímpica fosse à Copa, mas futebol é assim mesmo. Por outro lado, a Austrália também merceia ir.

O Uruguai perdeu no tempo normal por 1 a 0 (e empatou na prorrogação) para a Austrália, mesmo placar do jogo de Monevidéu. Nos pênaltis, parou na imcompetência de seus batedores e no goleiro australiano, que defendeu duas bolas sem dar um mísero passinho à frente. O resultado final: 4 x 2.

Que o Uruguai não se comporta como um campeão faz tempo é verdade. Mas também é verdade que eles lutam bravamente para retornar aos bons tempos. É uma pena que a copa não tenha todos os campeões. Como bem disse Juca Kfouri:

"Uma pena para o futebol, uma pena para a América do Sul e, sobretudo, é claro, uma pena para o Uruguai, bravo pequeno país que tanto luta para voltar a ser o que já foi, chamado de 'a Suiça da América Latina'. Triste para Lugano, triste para Eduardo Galeano (brilhante escritor uruguaio, autor de um imperdível livro sobre futebol --"Futebol, ao Sol e à Sombra", pela L&PM Editores --, triste para Franklin Morales, sério jornalista e históriador da Celeste Olímpica. "

Ao parágrafo acima, eu apenas acrescentaria Aldyr Garcia Schlee, o homem que criou o desenho do uniforme brasileiro e, consequentemente, a mística da Canarinha. Apesar de brasileiro, ele torce para o Uruguai.

É verdadeiramente uma pena. Espero, como consolação, que a Espanha e a República Tcheca consigam assegurar suas vagas hoje. Seriam mais duas boas seleções para abrilhantar o mundial.

Ja a Austrália, que não tem nada a ver com isso, volta à uma Copa depois de 32 anos justamente na Alemanha, mesmo país que sediou o evento na sua última participação, em 1974.

Sobre Violência e Futebol

"como pode ser bárbaro um povo que tem como
maior abstração de triunfo o grito de gol?"
Carlos Drummond de Andrade

Amigos, confesso que estava, pela primeira vez nos meus 31 anos, envergonhado de ser tricolor. Assim que li a notícia do assassinato de um sujeito que, quando estava saindo do seu trabalho, foi brutalmente espancado, fiquei completamente decepcionado, fiquei triste e puto ao mesmo tempo. Será que vale a pena isso? - me perguntava o dia todo.

O tal sujeito era um ambulante que vendia cervejas nas portas dos estádios e que havia acabado de guardar seu material num depósito do Pátio de São Pedro quando foi, segundo a matéria, agredido por torcedores do Santa

Passei o dia ontem inquieto, tentando escrever algo de repúdio a essas atitudes de marginais travestidos de torcedores. E eu que me orgulhava de fazer parte de uma torcida que ainda não havia absorvido a maneira de “torcer” lá das bandas do Rio e São Paulo!

Lembrei de um fato ocorrido há dois anos, quando na fase semi-final da segundona, jogaram Santa e Palmeiras, Náutico e Botafogo, no mesmo dia e horário em Recife. Quando estávamos saindo do mundão em direção a um restaurante na encruzilhada, um pequeno grupo de "tricolores" agrediu um senhor alvirrubro que voltava para casa com a mesma dor que sentíamos. (Tanto o Santa quanto o Náutico, perderam naquele dia) Aquilo foi tão brutal, que até um grupo de torcedores do Santa foi ajudar o tal senhor inimigo. Quando chegamos ao restaurante, soubemos que havia acontecido uma briga lá dentro. Me fiz a mesma pergunta de ontem.

Hoje, ao ler os jornais, fiquei um pouco mais aliviado ao saber que, talvez, a história não tenha sido exatamente essa. Parece que o motivo do crime não foi o futebol. Mas outras divergências, ou a violência crescente das grandes cidades, enfim.

De qualquer forma, acredito que as novas (ou velhas) maneiras de torcer, como as paródias compostas pela Sanfona Coral ainda são muito mais interessantes do que essa moda que vem lá do Eixo de matar um indivíduo porque ele é chegado a outras cores. Ou uma outra moda, vinda das passarelas européias e argentinas, de esculhambar um determinado jogador apenas porque ele tem um pouco mais de melanina. A propósito, essa moda chegou em Pernambuco antes de chegar no resto do país, com os Alvirrubros e o goleiro Nilson. Naquela época (não tão distante), o caso não foi tratado com o cuidado que merecia.

Bem, isso valeria outras teses sobre violência, mas como não sou sociólogo, deixo essa parte para o meu amigo Artur Perrusi, (bicho, feliz aniversário e cadê o texto?), ou para o não menos amigo Aécio Amaral. Bem que eles poderiam fazer uma séria série de textos sobre o tema.


PS. Acabei de lembrar que Artur já havia escrito, para o Futiba, uma série de artigos sobre o tema. Por falar nisso, a frase de Drummond usada acima, foi tirada de um trabalho dele.

segunda-feira, novembro 14, 2005

E viva o catenaccio!

Paulinho faz o gol e comemora

Bem amigos do futebol e outras histórias, ainda estou aqui catando os cabelos perdidos na última partida. São Cléber! Viva são Cléber! Viva São Carlinhos! Viva São Paulinho! Viva São Adriano! Viva São Valença! Viva São Givanildo, meu santo predileto.

Agora falando sério, o jogo de ontem, contra o Náutico, deixou mais claro do que nunca a sensação de que o nosso jogador mais importante era Zada. “Zada?” Alguns irão perguntar. “Ele saiu ainda no começo da série B”, complementarão. Eu digo que desde que Zada saiu, o time não encontrou um jogador que pudesse fazer o papel que ele desempenhava com perfeição. Chegar muito bem ao ataque e fazer o balanço defensivo, tornando o Santinha um time muito equilibrado. E por que eu estou retomando isso agora, quando faltam apenas duas partidas para o fim de Série B? É simples, amigos, porque se eu fosse Giva, entraria em campo no próximo sábado numa retranca zagalesca. Jogaria com três zagueiros e dois volantes.

Justifico.

Em todos os jogos que vi do Santinha este ano, sempre fiquei preocupado com a marcação no meio campo. Rozembrick e Leonardo, não marcam nem fazem sombra e o resultado é que os adversários tocam a bola com certa facilidade na nossa intermediária. Nossos volantes sempre ficam sobrecarregados, pois os laterais atuam muito mais como alas. E o resultado é que, apesar de termos a melhor defesa da competição, sempre lavamos alguns gols bobos. Sem falar que várias vezes tivemos que apelar para o São Cléber, para mantermos essa média.

É importante lembrar que o Grêmio virá com tudo para cima da gente. Eles sabem que se repetirem a bobeira do último sábado, babau primeira divisão. Será o derradeiro jogo deles em casa e, é claro, que eles tentarão a todo custo uma vitória. Outra coisa que ficou muito clara, ontem, foi que o Santa adora jogar no erro do adversário. Assim, apostaria uma defesa muito forte e segura na partida contra os gaúchos. Marcando bem e com a velocidade e habilidade do Mago e da Bala, poderemos aprontar uma surpresa para cima deles. Em tempo, nas duas últimas partidas o Santa soube fazer isso muito bem. Usaremos a mesma tática que o Grêmio adora. Jogaremos à italiana, ou seja, viva o Catenaccio!

Sobre o jogo de ontem e o comedor de grama

O comedor de grama lamentando uma botinada não dada...

...enquanto Bala comemora com a torcida, Futebol é para craques.

Não é que o Cavalo gostou do juiz! Também, depois de esquecer o cartão vermelho em casa, os alvirrubros puderam usar tranqüilamente a tática do revezamento de porrada em Carlinhos Bala. O comedor de grama ensinou muito bem seus jogadores a sua jogada predileta. O coice!Chegava a dar raiva, toda vez que Bala tocava a bola, um pontapé, sempre seguido de aplausos cavalescos. No intervalo, o lateral Bruno Cavalinho, disse em uma entrevista que futebol é pra homem, tem que dar porrada mesmo. Carlinhos lhe mostrou que futebol é para craques. No final, 1 x 0 foi pouco.

Notícia mais do que importante!

Amigos, eu sei que alguns vão me criticar, mas estou postando esta notícia - transcrita do JC online - pois acho que isto é muito preocupante para o futuro do futebol pernambucano. Como é que um clube tão importante chega a este ponto? puxa vida, empatar com o sport em casa! é demais...

Saudações Tricolores

Ps. daqui a pouco eu vou escrever sobre o jogo de ontem e o deveremos fazer no próximo sábado!



Sport joga mal e empata com o Salgueiro: 1x1Publicado em 12.11.2005, às 22h19
Do JC OnLine

No primeiro jogo decisivo da Copa Pernambuco, realizado na noite deste sábado, no Estádio Agamenon Magalhães, em Goiana, o Sport mais uma vez jogou mal. Cedeu um empate de 1x1 para o Salgueiro - tudo que o time sertanejo precisava para ficar na zona de conforto. A partida de volta será no próximo domingo, em Salgueiro.

O Salgueiro é dono de uma boa restrospectiva. Na primeira fase ficou em segundo lugar com 17 pontos, chegando aos 27 somando-se as fases seguintes. Foram sete vitórias no geral. Para chegar à final, na segunda fase o Salgueiro passou pelo União de Paulista (0x0 e 3x0) e aplicou duas grandes goleadas na terceira fase, massacrando a Cabense por 7x1 e 6x0.

O JOGO - O primeiro tempo entre Sport e Salgueiro ficou no 0x0. O Salgueiro marcou forte e ofereceu resistência ao ataque do Leão e, assim, foi quem mais se destacou em campo. E com esse mesmo fôlego o Salgueiro voltou ao campo, para o segundo tempo.

Foi quando Fabian, bem posicionado, aos cinco minutos, abriu o placar mandando no lado esquerdo do goleiro Jéferson. O Sport ficou nervoso em campo, errando muitos passes. Piorou com a expulsão de Geraldo, o que deixou o Salgueiro senhor e dono de campo. Minutos depois, o salgueirense Marcílio também foi expulso. Foi nos minutos finais que, de cabeça, Jaílson chegou para empatar o jogo e amenizar a situação do Sport. Resultado final: 1x1.

FICHA TÉCNICA:

Sport: Jéferson, Marcos Tamandaré, Marcondes, Ricardo Rocha e Serginho, Fia, Geraldo, Juninho e Clebson, Jaílson e Careca.

Salgueiro: Luciano, Sidney, Maurício Lima, Alisson e Maxwell, Marcílio, Sivaldo, Ciel e Janílson, Fabian e Júnior.

Árbitro: Emerson Sobral. Assistente: Ubirajara Ferraz e Elizabethe Borges

sexta-feira, novembro 11, 2005

Para não passar em branco...

Essa semana foi bastante corrida para mim. Assim, já vou começar, novamente, pedindo desculpas aos meus leitores. Meus 170 milhões de leitores. Nesse tempo, porém, o blog não ficou parado. Os meus dois amigos e colaboradores participaram de uma discussão das mais violentas sobre a possível ajuda da arbitragem ao Santa no último jogo. Choro de Alvirrubro, aliás, o juiz foi mui amigo deles. Além de não expulsar Claysson logo no início do jogo, marcou um impedimento de Carlinhos quando o cara ainda estava em nosso campo. Sobre a falta, a inverossímil falta de Andrade, não há o que discutir. Foi falta! E o juiz, se quisesse, ou tivesse outras intenções, certamente teria expulsado Batata. Mas isto é passado. É história.

Teremos este final de semana outras daquelas partidas para matar torcedor do coração. Creio que este jogo será mais difícil que o outro, não só pela volta de Kuki - aliás, eu não sei se não estão apressando a volta do baixinho, mas isso é lá pras bandas dos aflitos – mas porque vamos pegar um time mordido. O Náutico jogará com a vontade que jogamos semana passada. Muito cuidado Santinha.

O engraçado é que não estou tenso, ainda. Acho que o Santa reencontrou o caminho de volta ao bom futebol apresentado durante a competição. Espero que Adriano entre bem e que Xavier jogue muito. De Resto, é cabeça fria que a vitória virá.

E o velho Giva, heim? Não é que o sujeito proibiu a entrada de duas campeãs do mundo no treino de ontem. Cruyff, tudo bem que a concentração é importante, mas um pouco de descontração é fundamental.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o destempero do técnico alvirrubro quando soube de escalação do juiz. Não, honestamente não entendo esse comportamento. Não há motivos para tanta chiadeira. O pior é que no outro dia, o cidadão amenizou o tom. Meu filho, ou você parte pra briga, ou fica quieto, para não falar besteira.


Ps. Tem uma Monumental nova! Clique aqui

quarta-feira, novembro 09, 2005

A briga esquentou aqui...

Ainda incoformado com a derrota do seu time em plena maquete, o amigo e alvirrubro, Aécio Amaral resolveu declarar guerra. Ao ler o texto sobre a falta de Andrade, ele não conseguiiu ficar quieto e resolveu atacar. A polêmica está lançada!

terça-feira, novembro 08, 2005

Novos textos de Artur e Aécio

Amigos, tem novos textos de Artur e Aécio, este, não tão novo.
Aécio enviou o texto no dia do jogo contra o Náutico, era uma previsão. Eu publiquei, mas esqueci de avisar. Minto, não esqueci. Mas o que é que o cara queria de um tricolor? já não bastava ter publicado? como diria meu avô:

- Não quero conversa com adversário!

Brincadeira Aécio, foi puro esquecimento mesmo!
Para ler a Edipiana, clique aqui, ou no link com o nome dele.


O de Artur, eu acabei de receber. É o relato, mais que verdadeiro, daquela história sobre a falta de Andrade que eu contei num post logo após o jogo de sábado!

Para ler Ahistória da inverossímil falta de Andrade, clique aqui, ou no link com o nome dele.

Por favor, leiam....

segunda-feira, novembro 07, 2005

Uma breve análise ponderada...



Carlinhos Bala e Andrade, os nomes do jogo



Bem amigos tricolores, o sábado passou, o Santa ganhou e agora é fazer o dever de casa e comemorar a primeira divisão. Confesso que esperava essa atuação contra o Náutico. Durante a semana, muito se falou que o tricolor estava morto, inclusive este vagabundo que vos escreve, mas a equipe e, principalmente, a torcida, fizeram a sua parte e voltamos à briga.

O leitor mais distante deve me perguntar, a torcida? Como se não tinha nem tantos torcedores assim nos Aflitos? É simples, no último feriado, cerca de 300 torcedores foram ao treino apoiar o time. Levaram bandeiras, faixas, cartazes, sanfona e, principalmente, o apoio necessário para que o time voltasse a apresentar - com falhas ainda, claro - o futebol que o consagrou como o melhor do torneio até agora.

Ainda não está nada ganho, o Mais Querido voltou à briga, mas a situação ainda é difícil. O rival pernambucano é um bom time, e vai entrar em campo, no próximo domingo, muito mais mordido. Acredito que será um jogo mais difícil que o primeiro. Mas, se o Santinha entrar em campo com a mesma raça e disposição, não tenho dúvidas que a vitória será um resultado bastante provável.

É preciso ainda, e agora mais do que nunca, atentar para os passe errados e as bobeiras que as vezes o meio campo dá e oferece o contra-ataque para o adversário. Houve um lance, ainda no primeiro tempo, que poderia ter mudado a história da partida. Bala perdeu uma bola no ataque, e o Náutico armou o contra-ataque que, só não foi fulminante, por um erro de passe deles. Não dá, de forma alguma, para levar uma jogada dessas. Quando Carlinhos Bala perdeu a bola, estavam no campo ofensivo os dois volantes e os dois laterais. É preciso que o Santa aprenda a sair na boa, sobretudo no próximo jogo, que poderemos aproveitar o desespero alvirrubro.

Eu às vezes não entendo como a defesa do Santa é, até agora, a melhor do campeonato. Juro, que não entendo. Não é possível um time dar tanto espaço para o adversário no meio-campo. A maioria dos lances de perigo que sofremos, foi assim. O Náutico tocou a bola na nossa intermediária sem ser incomodado. Giva, vamos corrigir isso. Talvez, com a volta de Neto, pode ser que o sistema defensivo fique mais sólido.

O Santa ainda não voltou a jogar tudo o que sabe, mas já foi um time mais tranquilo e que sabia o que queria quando tinha a bola.


Sobre o Juiz

Torcida à parte, não consegui entender até agora a reclamação dos Alvirrubros. To falando sério. Se alguém deveria reclamar da arbitragem era o Santa. Logo no começo do jogo, Claysson deu um pontapé, sem bola, no Mago Rozembrinck. O lance do segundo gol foi falta. Batata foi, no mínimo imprudente, se o juiz estivesse mal intencionado, teria expulsado o zagueiro do Náutico. Houve ainda, uma entrada de Adamar, novamente em cima do Mago, criminosa, logo após o segundo gol. Essa, não teve nem cartão. Sequer o juiz marcou falta. Pra terminar, alguém precisa avisar para o trio que, quando um jogador sai de seu campo, não há o impedimento. Dois contra-ataques do Santa foram parados assim. Isso sem falar nas palavras "carinhosas" dirigidas a Carlinhos Paulista no fim do jogo.
De fato, os alvirrubros não tem do que reclamar.

Ps. Artur, estou esperando o texto da falta!

Ainda não foi dessa vez, Lula

Encerrada a reunião mensal da OAB, o "não" venceu, assim como no referendo. O presidente Lula teve uma vitória política importante, já que a OAB tem sido companheira de várias lutas, inclusive o impeachment de Collor.

Eu só não sei se uma vitória de Lula é bom pra gente!

Outras histórias...


E que histórias! Há algum tempo, escrevi um texto sugerindo que Lula cometesse o suicídio em cadeia nacional e com direção de Duda Mendonça. Talvez assim, ele conseguisse limpar a sua barra. Ele não me ouviu, aliás, ele não ouviu os seus eleitores fiéis, aqueles que, como eu, desde o princípio votaram e ajudaram a fazer o Partido dos Trabalhadores. Hoje, a OAB vai discutir se entra ou não com o pedido de impeachment de Lula.

Quem diria PT, logo a OAB, companheira de lutas e batalhas! É Dirceu, aquela história de PT do sim – lembra, logo após a derrota de 98? – vai acabar em não!
É triste, mas é verdade.

Já não sei se ainha há tempo para a tese do suicídio. Talvez no programa Roda Viva logo mais à noite. Ah! acabei de lembrar que o programa não será ao vivo!

sábado, novembro 05, 2005

Agora é contigo, Santinha!

Amigos Tricolores, em primeiro lugar, peço perdão pelos erros, estou escrevendo agora ainda sob o efeito da vitória de hoje à tarde.

Peço perdão também por ter "jogado a toalha", mas isso eu explico logo abaixo.

Durante esta semana eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para que o Santinha saísse dessa. Fiz, escrevi dois textos jogando a toalha, fui cobrado por um anônimo e pelo Júlio Vila Nova. Mas foi tudo de caso pensado. Como um bom Ateu Moderno - quem não leu esse texto leia! – eu acredito em todas as magias, misticismos, crenças, enfim, tudo o que é sobrenatural no futebol.

Foi por isso, amigos, que fiz este percurso místico. Fumei, mas não traguei, ou seja, joguei a toalha, mas não joguei! Foi um acordo feito com os deuses. Tive que convencer Artur a enviar o magnífico, e já citado texto, O ateu moderno. Para depois criar um espaço sobre as Monumentais Histórias Tricolores apenas para publicar uma matéria sobre a incrível virada de 1x5, para 7x5, lá pelos idos de 1917.

Vendi a minha alma, já não posso fazer mais nada. Agora é contigo Santinha!

Sudações Tricolores!

O improvável

Pois é amigos, hoje foi o dia que foi dia. Deu tudo certo, até Andrade acertou uma falta! Foi o improvável, o inverossímil, o sobrenatural quem cobrou aquela falta. Parece que eu adivinhava, na primeira falta que Andrade bateu, na torcida, eu disse ao meu amigo Artur Perrusi: Ele só acerta a improvável! Eu deveria ter jogado na mega-sena, Osmar sai levando todo o time rosa até que é parado violentamente por Batata, o agressor de repórteres, neste momento, enquanto o nosso volante acariciava a bola, eu disse pra Artur: prepare-se para o impovável!

GOOOLLLLLLLAAAAAAAÇÇÇÇÇÇOOOOOO

Artur, passo pra você a incumbência de escrever o relato. Eu disse na hora que não teria a menor condição de escrever sobre este assunto. A bola é sua!

sexta-feira, novembro 04, 2005

Tomara que essa moda chegue aqui, né Barbies?


Juventude perde mando de campo por caso de racismo
Cauê Rademaker
Do UOL EsporteNo Rio de Janeiro

O Juventude é o primeiro clube brasileiro punido por racismo. Nesta sexta-feira à tarde, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em decisão unânime, aplicou multa de R$ 200 mil e tirou o mando de campo de duas partidas da equipe de Caxias do Sul.

Denunciado pelo árbitro mineiro Alicio Pena Júnior, que apitou a partida contra o Internacional no dia 22 de outubro, no Alfredo Jaconi, o Juventude foi penalizado pelos atos de sua torcida. Conforme relatou o árbitro em sua súmula, a torcida local 'imitava um macaco todas as vezes" que Tinga, volante do Inter, tocava na bola.

A procuradoria do STJD denunciou o Juventude no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o que poderia acarretar em pena de até três jogos. A defesa do clube gaúcho tentou amenizar a punição com dois argumentos principais.Segundo os advogados de defesa, a torcida do Inter costuma usar máscaras de macacos, por isso a provocação. A tese caiu, porém, porque segundo relatos, a torcida do Juventude só fazia os barulhos quando Tinga pegava na bola.

Além disso, a diretoria do time de Caxias tentou conter as ofensas pedindo, nos auto-falantes do estádio, para a torcida evitar as provocações racistas. O fato, porém, não foi citado pelo árbitro do jogo na súmula.Após a defesa, o relator do processo, Marcos Henrique Pinto Basílio, pediu dois jogos e a multa de R$ 200 mil, citando outro acusação de racismo, ocorrida na partida entre Palmeiras e Flamengo, em São Paulo. O meia Renato, do time rubro-negro, acusou torcedores palmeirenses de comportamento semelhante aos do Juventude."Para azar do Juventude, o que aconteceu ontem mostrou que está evoluindo esse problema. Temos que ter uma punição exemplar. Senão, isso ficará incontrolável nos estádios. Tenho certeza que no próximo jogo, o primeiro que imitar macaco será denunciado pelos torcedores e será preso", afirmou.

Justamente pelo fato de se usar o Juventude como exemplo, o presidente do clube gaúcho, Walter Dalzotto Júnior, acredita que a punição já havia sido decidida muito antes do julgamento desta sexta-feira. E promete recorrer."Não adiantava trazer árbitro como testemunha [o relator disse que árbitro poderia amenizar situação] e nenhuma outra prova. Essa decisão já foi pré-determinada antes do julgamento, para servir de exemplo. Achei um exagero e a multa muito alta, mas vamos recorrer", anunciou o dirigente.

Como tem apenas mais três jogos em casa nesta reta final de Campeonato Brasileiro, o Juventude terá de enfrentar São Caetano e Goiás longe de seu estádio, voltando somente na última rodada, contra o Atlético-MG.

Algumas coisas são muitos estranhas...muito estranhas mesmo!

Neto é punido e desfalca o Santa. Marcelo Ramos, do Náutico, é absolvido
Do JC OnLine

Na véspera do Clássico das Emoções, o Santa Cruz recebe um duro golpe. O volante Neto foi julgado nesta tarde pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva e pegou três jogos de suspensão.

Neto foi julgado por sua expulsão na partida contra a Portuguesa, na estréia do Santa na fase final da Série B. Como já cumpriu a automática, o jogador fica de fora dos dois combates diante do Náutico.

Não haverá tempo de a diretoria tricolor obter o efeito suspensivo. Mas, na próxima segunda, os dirigentes vão entrar com um recurso no pleno para que o jogador atue no segundo jogo.
Já o zagueiro do Náutico, Marcelo Ramos, foi julgado pela sua expulsão contra o Grêmio, mas foi absolvido.



A notícia acima me põe trezentas pulgas atrás da orelha. É o seguinte, além do alvirrubro, os jogadores do Grêmio também foram absolvidos. O que me parece, sem querer fazer alguma teoria da conspiração, é que só recorreram no caso de Carlinhos para absolvê-lo, e fuderem Neto depois. Espero que algum elemento do STJD recorra também das citadas alsolvições.

Um portal de blogs

Amigos tricolores, ou não, o Futebol e outras histórias está querendo crescer. Ou melhor, está crescendo. Explico, eu criei um novo blog, vinculado a este, chamado Monumentais histórias tricolores (se não gostarem do nome, podem sugerir a vontade, desde que as sugestões sejam feitas por tricolores, lógico!), onde qualquer tricolor pode enviar momentos da história do Santa Cruz vividos por ele, ou não!

Para começar vou postar uma história sobre a mais monumental virada da história do futebol mundial, em apenas 15 minutos, o glorioso Santinha virou um placar de 5x1 para 7x5, contra o América do Recife em 1917. O texto foi retirado de uma edição especial feita pela revista Placar, sobre o Santa Cruz em 1979.

Achei que este era o momento ideal para lembrar este feito impossível, pois alguns tricolores, após o amargo empate contra o Grêmio, no último sábado, ficaram tão desconfiados com o futuro do time que chegaram ao ponto de escreverem textos sebosos jogando a toalha! (inclusive este escrivinhador medíocre)

Para ler, clique aqui ou no link ao lado.

terça-feira, novembro 01, 2005

O ateu moderno

AMIGOS DO BOSQUÍMANO

Depois da partida contra o Grêmio, murchei. Tô até com medo, tamanho o vazio, de me tornar um sartriano, espreitando nadas e desesperos por cada canto dessa vida velha e enfadada. Considero, agora, que o niilismo é a forma mais lúcida de se perceber o mundo. Sei, é muita frescura, e frescura mata, como descobriu Freud, mas a culpa foi daquele maldito pênalti. Ali, vislumbrei a frescura personificada — Reinaldo bateu com sentimentalismo excessivo. Bateu de forma piegas. Um frescor de pênalti. Parecia um vira-lata balançando o rabo para o buldogue gaúcho.

Inebriado até a alma de frescura, não tenho, compreensivelmente, a mínima inspiração para escrever. Utilizarei, assim, um recurso escuso, mas eficaz entre escrevinhadores medíocres: transcreverei um texto já escrito e antigo, dos idos de 99. Mas é uma boa lembrança, leitores. Foi do tempo em que aconteciam milagres, coisa meio impossível nesse milênio desencantado. Nos idos, escrevia uma coluna semanal sobre futebol, cujo nome era "Fora do Eixo", para um site amador e extraordinário, chamado Futiba. Esse texto influenciou a formação de uma torcida organizada do Santinha, lá pelas bandas de Goiás (Goiânia, para ser mais específico), chamada de "Besta Fubana" — vocês entenderão, mais adiante, o porquê. Naquela época, o Santa formou um time muito ruim, mas o mais raçudo, talvez, de toda a sua história. Criou-se um vínculo vital entre time e torcida. Uma coisa rara de se ver. Um milagre. Os dois estavam complemente unidos: uma só e mesma alma jogava no Arruda, sempre lotado. Tudo ali, seres vivos, objetos inanimados e fenômenos naturais estavam trespassados pelo princípio vital. O animismo era a religião tricolor!

O texto é sobre o primeiro milagre. Aquele que gerou, em seqüência, todos os outros. Aquele que diz que a última palavra não foi dita... Ainda. Com vocês...

Para ler, clique aqui, ou no link Artur Perrusi, logo abaixo do perfil.

Ps. O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler até o fim.

A esperança é a última, ou única, que morre...

Hoje é terça-feira e estou um pouco mais refeito do sábado. Fui à feira e comprei um pezinho de Arruda, que vou cuidar como quem cuida de um filho. Esse pé de Arruda chama-se Santinha e, se ele sobreviver até o final da segundona, estaremos na primeira!

Pois é colegas, estou um pouco mais animado. Um pouco já é um avanço perto do desânimo que me abateu nos últimos dias. A reunião de Giva, o Cruyff do Nordeste, com o grupo, a volta de Neto e a promessa de Artur Perrusi enviar o texto “O Ateu Moderno” – escrito em 99 e responsável pela criação de uma torcida organizada tricolor em Brasília, a Besta Fubana – me animaram o espírito.

Estou de volta, apesar de ainda estar meio desconfiado, começo a acreditar que uma vitória, apenas uma simples vitória contra as Barbies no próximo sábado pode mudar completamente a situação e nos dar aquele ânimo necessário para buscar a tão sonhada vaga na Primeirona.

Para me animar ainda mais, Neto volta e já lança um desafio ao grupo: Vamos ganhar as quatro partidas restantes? Tomara, tomara que o grupo escute o nosso guerreiro e volte às boas. Encontre a coragem e a calma perdidas em algum da fase anterior.

Tricolores pernambucanos, façamos como Jack e vamos (por partes) em frente! Passo a passo, degrau por degrau.

Saudações Tricolores.

PS. pra quem não sabe, o desenho acima é de um dos maiores gênios da raça, Henfil.