AMIGOS DO BOSQUÍMANO
Depois da partida contra o Grêmio, murchei. Tô até com medo, tamanho o vazio, de me tornar um sartriano, espreitando nadas e desesperos por cada canto dessa vida velha e enfadada. Considero, agora, que o niilismo é a forma mais lúcida de se perceber o mundo. Sei, é muita frescura, e frescura mata, como descobriu Freud, mas a culpa foi daquele maldito pênalti. Ali, vislumbrei a frescura personificada — Reinaldo bateu com sentimentalismo excessivo. Bateu de forma piegas. Um frescor de pênalti. Parecia um vira-lata balançando o rabo para o buldogue gaúcho.
Inebriado até a alma de frescura, não tenho, compreensivelmente, a mínima inspiração para escrever. Utilizarei, assim, um recurso escuso, mas eficaz entre escrevinhadores medíocres: transcreverei um texto já escrito e antigo, dos idos de 99. Mas é uma boa lembrança, leitores. Foi do tempo em que aconteciam milagres, coisa meio impossível nesse milênio desencantado. Nos idos, escrevia uma coluna semanal sobre futebol, cujo nome era "Fora do Eixo", para um site amador e extraordinário, chamado Futiba. Esse texto influenciou a formação de uma torcida organizada do Santinha, lá pelas bandas de Goiás (Goiânia, para ser mais específico), chamada de "Besta Fubana" — vocês entenderão, mais adiante, o porquê. Naquela época, o Santa formou um time muito ruim, mas o mais raçudo, talvez, de toda a sua história. Criou-se um vínculo vital entre time e torcida. Uma coisa rara de se ver. Um milagre. Os dois estavam complemente unidos: uma só e mesma alma jogava no Arruda, sempre lotado. Tudo ali, seres vivos, objetos inanimados e fenômenos naturais estavam trespassados pelo princípio vital. O animismo era a religião tricolor!
O texto é sobre o primeiro milagre. Aquele que gerou, em seqüência, todos os outros. Aquele que diz que a última palavra não foi dita... Ainda. Com vocês...
Para ler, clique aqui, ou no link Artur Perrusi, logo abaixo do perfil.
Ps. O texto é um pouco longo, mas vale a pena ler até o fim.
3 comentários:
Eu também passei a acreditar em milagres depois do texto de Arthur.
Vai Santa
Grande Felipe,
enfim, aprendi a mexer no blog - curioso, pensava que era mais inteligente em se tratando de internet...
Torcedor do Santinha, ou se enterra na via-crúcis, ou se salva no milagre. Ou isso, ou aquilo. Não tem opção. Contra o Náutico, saberemos.
abração
Artur
Enildo, meu chapa, quer dizer que a Besta vem se reproduzindo?! Isso é fantástico, e me anima bastante!
Aliás, não consegui comentar teu comentário lá dentro do link dado por Bosquinho. Coisas de blog, eu acho. Comento aqui, assim.
Que a Besta nos ilumine!
abração
Artur
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