Enquanto ouço o depoimento do Bob Jerfeson, resolvi começar a escrever...Resolvi então começar por duas das minhas maiores paixões, futebol e música. Não vou esquecer do Santinha, a maior de todas que, como quem vai danado pra Catende, vai danado em busca da primeirona.
Deixando de enrolação, vamos começar.
Vou contar uma historinha, bastante conhecida, da primeira (eu tenho quase certeza) música feita sobre futebol no país. Chama-se Um a zero e é de Pixingunha e Benedito Barbosa. Não poderíamos começar melhor...
Ela foi composta em 1919, para homenagear a Saleção Brasileira campeã sul-americana daquele ano, batendo o Uruguai, na final por esse placar, dando à canarinha (que ainda jogava de uniforme branco)o seu primeiro grande título internacional.
A partida em questão foi disputada contra a seleção do Uruguai e durou quase três horas - 90 min. de tempo regulamentar e prorrogação de 60 min. Friedenreich marcou o gol da vitória brasileira, o que lhe rendeu uma homenagem dos próprios adversários. A partir de então, o lendário jogador ficaria conhecido também pelo apelido de "El Tigre", como era tratado pela imprensa Uruguaia e Argentina.
A melodia reproduz os rápidos movimentos do jogo, extravasando, num ritmo alegre o orgulho pela vitória do escrete nacional.
Alguns anos depois Nelson Ângelo colocou a letra na música.
Um a zero
por Nelson Ângelo
Vai começar o futebol, pois é,
com muita garra e emoção.
São onze de cá, onze de lá
e o bate-bola do meu coração.
É a bola, é a bola, é a bola, é a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
o nosso time venceu por um a zero e a torcida vibrou.
Vai começar o futebol, pois é,
com muita garra e emoção.
São onze de cá, onze de lá
e o bate-bola do meu coração.
É a bola, é a bola, é a bola, é a bola e o gol!
Numa jogada emocionante
o nosso time venceu por um a zero e a torcida vibrou.
Vamos lembrar a velha história desse esporte.
Começou na Inglaterra e foi parar no Japão.
Habilidade, tiro cruzado, mete a cabeça, toca de lado,
não vale é pegar com a mão.
E o mundo inteiro se encantou com esta arte
Equilíbrio e malícia, sorte e azar também,
deslocamento em profundidade, pontaria na hora da conclusão.
Meio-de-campo organizou e vem a zaga rebater.
Bate, rebate, é de primeira.
Ninguém quer tomar um gol
É coisa séria e é brincadeira.
Bola vai e volta, Vem brilhando no ar.
E se o juiz apita errado é que a coisa fica feia.
Coitada da sua mãe, mesmo sendo uma santa cai na boca do povão.
Pode ter até bolacha, pontapé, empurrão.
Só depois de uma ducha fria é que se aperta a mão! Ou não!
Vai começar o futebol...
Aos quarenta do segundo tempo,
o jogo ainda é zero a zero,
todo time quer ser campeão.
Tá lá um corpo estendido no chão
são os minutos finais. Vai ter desconto.
Mas, numa jogada genial,
aproveitando o lateral
um cruzamento que veio de trás,
foi quando alguém chegou,
meteu a bola na gaveta e comemorou! Ai ai, ai ai ai ai Ai, ai ai ai ai
Alguém chegou,
meteu a bola na gaveta e comemorou!
Vai começar o futebol...
É isso...
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