O sorteio dos grupos da copa na última sexta-feira deixou claro isso. Não pegamos a mamata de quatro anos atrás, mas também não estamos no grupo da morte, como a Argentina (novamente). Mas os prognósticos podem apontar um grande clássico mundial, talvez o maior envolvendo países de continentes diferentes, já nas oitavas: Brasil x Itália. Vamos à futurologia, se isso acontecer, o ganhador do confronto pode encomendar a festa.
Há exatos quatro anos, lembro-me como se fosse hoje, escrevi um textinho – pena que não consegui publicar – no qual argumentava os motivos pelos quais o Brasil ganharia a copa da Ásia. Meu argumento era simples. Éramos a única seleção com três jogadores capazes de desequilibrar e tínhamos, nas quatro primeiras rodadas, adversários para levantar a nossa auto-estima perdida. E assim foi. E não venham com esse papo besta de que a França e Argentina saíram logo. Isso não é da minha conta. Mas digo com toda a convicção que se ganhássemos, como ganhamos, o jogo das quartas-de-final (independente do adversário) seríamos campeões, como fomos.
Mas por que relembrar isso, não é que eu não precise de emprego, aliás se alguém quiser contratar um jornalista que sabe analisar as situações, pode ficar a vontade. Mande um comentário que entro em contato. Mas voltando ao tema, como eu defendia que o jogo chave daquela copa era o das quartas, nele enfrentaríamos pela primeira vez um dos grandes do futebol, digo sem medo de errar que, ano que vem, a partida chave será uma rodada antes: nas oitavas. Isso porque passando pelo grupo encardido que pegamos, depois por um dos possíveis aniversários da fase seguinte, Itália, República Checa ou Gana, vamos para as quartas, semi e final só para cumprir tabela.
Eu, há muito tempo, digo que jogador brasileiro só veste a camisa da seleção com a motivação que ela merece durante uma Copa do Mundo, ou contra a Argentina. Fora isso, a seleção joga apenas por obrigação. Daí a nossa raiva. Esse time do Brasil jogando com vontade e confiança só pode ser batido pela Argentina em Buenos Aires, mas em campo neutro, como é a copa (pra quem não sabe), eles também são fregueses.
Para não me chamarem de otimista nato porém, se pegarmos a Itália na segunda fase - como é bem provável - acho que a chance de repetirmos 82 é bem considerável. Tomara que não! Tomara que eu esteja errado, como todos os grandes jornalistas desse país.
Ps. Parreira, tá na hora de começar a convocar Rivaldo. Você sabe muito bem do que ele é capaz.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
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2 comentários:
Sei não.. a Itália, este ano, pra variar, é uma lástima... Naquela chave, checos e Gana, eu acho....
é meu caro, mas tem camisa...
por isso que eu lembrei 82...
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