Amigos, depois de um tenebroso inverno, voltei a escrever. Espero não parar mais. Vamos lá, me apropriei do título de uma coluna escrita por Artur para o saudoso Futiba, “quem não a conhece não pode mais ver pra crer”, o melhor site futebolístico deste país. Enfim, chega de rasgar seda e voltemos ao assunto deste texto. Estou usando este título, para tentar ilustrar a mais nova idéia “genial” da Federação Pernambucana de Futebol – FPF. Para piorar a (minha) situação, tal idéia foi sugerida pelos diretores do meu querido Mais querido, o Santa Cruz. Ah!, a idéia: no próximo campeonato pernambucano, os clubes terão que ter, inscritos em cada jogo, no mínimo seis jogadores nascidos nas regiões Norte e Nordeste, ou que atuem por estas bandas há pelo menos dois anos. Quanta asneira!
Não que eu seja contra a idéia de que os clubes formem times com jogadores da região. Muito pelo contrário. Sou contra a imposição. Como cada instituição deve gerir o seu departamento de futebol tem que ser uma prerrogativa exclusiva de seus dirigentes. Sem haver qualquer ingerência de federação e confederação. Alias, para ser mais honesto, a única limitação que sou a favor é em relação ao número de estrangeiros em cada equipe. Mas como isso não é muito usual nestas bandas, vamos deixar de lado. Pelo menos por enquanto.
Eu não conseguir entender o que passou nas cabecinhas privilegiadas de Romerito Jatobá – presidente do Santa, e Carlos Alberto Oliveira, da FPF, no momento em que tiveram brilhante idéia. Romerito defende que o Santa tem não sei quantos por cento de jogadores da região no elenco que subiu para a série A este ano. Ótimo, melhor impossível. Jogadores que custaram pouco e deram bastante retorno, incluindo financeiros, (ta na hora de pagar os atrasados!). Não vai ser este tipo de exigência que vai salvar os clubes do estado da miséria. Não, de forma alguma. O que pode salvá-los é justamente um bom planejamento e contratações inteligentes e, claro, um pouco de sorte.
Escolher formar um elenco com jogadores da região é um direito que cada diretoria deve ter. (ta bom, to ficando repetitivo) Se o Sport quiser formar um time sem um único jogador local, é problema dele. E assim vale para qualquer clube. Cada um deve saber o que é melhor para as suas fileiras. Além do mais, essa é uma norma que pode ser perfeitamente driblada. Um clube pode simplesmente escalar seus três pratas da casa e deixar outros três no banco, mas naquela posição de privilegiados expectadores, apenas.
Só para não deixar passar em branco a história dos estrangeiros, vou tentar explicar melhor meu ponto de vista. Se é que precisa, mas como tenho alguns leitores que adoram perturbar e que vão enviar comentários dizendo que sou contraditório, né Aliton? Vamos lá: este ano, o zagueiro Helgueira do Real Madrid, causou uma pequena celeuma quando disse que havia brasileiros demais no elenco merengue e que isto era ruim para o futebol espanhol, ele estava coberto de razão. Alguns titulares importantes da Fúria eram apenas reservas de luxo em seus clubes, como o caso de Morientes. Isso vale para quase todos os países europeus, exceto a Itália. Quem sabe se um bando de estrangeiros jogando lá não muda a idéia de anti-futebol deles.
Apenas um esclarecimento, para os mais desavisados, sobre o título. É que na Espanha, existe uma equipe, situada no País Basco, que só aceita jogadores bascos. Trata-se do Atlético de Bilbao. Se não é a melhor equipe da Espanha, também nunca fez feio nos campeonatos nacionais. Na coluna, Artur defendia que a diretoria tricolor, vejam bem, a diretoria, deveria colocar todos os medalhões da equipe pra fora e contar apenas com jogadores nordeistinos no elenco. Se possível, apenas aqueles cheios de lombriga. Vale lembrar que, naquele ano, 2001, a equipe do Santadisputava a série A e estava no rumo certo da descida para a segunda divisão.
terça-feira, dezembro 27, 2005
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3 comentários:
para o próximo ano já estão estudando a possibilidade de cotas para negros e índios...as feministas já andam, também, pressionando para a alteração do perfil do futebol brasileiro (machista, sexista...)e revindicam o "futebol misto". No último caso, resta a alegria do vestiário! Se passar, ano que vem jogo nem que seja pelo Íbis... Geó.
é mais ou menos isso!
Como tudo no Brasil tenta-se resolver um problema pelo angulo errado. Ora se as equipes nordestinas tivessem uma estrutura de divisões de base minimamente organizadas, nunca se faria necessária uma decisão como esta dos times de PE...o problema não é a invasão de "estrageiros" no futebol profissional da região, o problema esta na falta de divisões de formação de atletas de qualidade. Querem um exemplo do que digo? Vejam a copa SP de juniores e a vergonha q os times do norte/nordeste passam ao disputa-la...
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